História Acasos de uma humana - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroshitsuji
Personagens Agni (Arshad), Bardroy "Bard", Beast, Mey-Rin, Sebastian Michaelis
Tags Drama, Romance
Visualizações 13
Palavras 3.176
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorou né? Sorry pessoal, eu tinha feito o cap até a metade e depois eu apaguei tudo pq tava horrível!
Espero que gostem!
Beijo beijo

Capítulo 6 - Recomeço


Fanfic / Fanfiction Acasos de uma humana - Capítulo 6 - Recomeço

“Ele vai continuar com essa? Você está de sacanagem não é Grell?”

“E-eu não sei, chefe.”

“Então vá lá e avise que eu não estou de palhaçada!”

“Ele provavelmente já sabe, meu senhor…”

“tem certeza que não ouviu nem sequer suspiros vindo do quarto?”

“Não…”

Sebastian entendia que era algo errado de sua parte ouvir conversas de seu chefe, algo que ele fazia constantemente por motivos que envolviam o bem estar do contrato, afinal de contas, um velho que tenta se suicidar sem concluir sua jornada por medo de ser devorado merecia uma atenção extra. Até se via dando um sossego ao velho, porém como não pescar algo as vezes que estava sentado na poltrona de seu apartamento? Se era um tanto longe da sala principal? Ah, era sim, mas para quem tinha seus ouvidos, chegava a ser uma infelicidade poder ouvir tanto. Lembrou do infeliz período de adaptação aos gemidos alheios, não que já não estivesse acostumado, mas era desagradável de toda forma.

Seus olhos estavam grudados em um livro já relido milhões de vezes e de que ainda não tinha se cansado. Ele era atual da época e até um tanto sofrido. Para quem tinha dizimado povos inteiros e assistido a ruína dos mesmos, era cômico e divertido ler seus relatos sobre, por exemplo, conceitos mais antigos que eles — como guerras, mundos sobrenaturais, anjos e demônios — a implantação de uma ideia desconexa com a realidade, mas que para os humanos, fazia todo sentido. Também havia se interessado com o tempo a analisar mais a fundo a extensão e profundidade das emoções humanas sabendo que jamais sentiria a maioria delas.

“Podemos ir lá fora? Ver o sol?” Jéssica perguntou bem baixo enquanto brincava com uma mecha dos cabelos longos. Vestia um vestido grego com tons cinzentos que descia em uma saia solta. Ele observara o tecido que dançava entre as pernas torneadas por conta do vento da janela. Apenas com o pregueado no busto que era decorado com uma faixa do mesmo tecido na borda da costura e também em suas costas. Estava deslumbrante. Conheceu centenas de homens que cairiam sob a vista de tal jovem, que descobrira ser mais madura que sua idade carnal. Portadora de inteligência surpreendente, ele a pegou lendo Milton e citando Dante, em frases e poemas em latim. Pensou consigo que não era o mesmo comportamento de uma adolescente comum, nem mesmo de uma tola que havia resolvido passear a noite sem o mínimo de proteção — não que fosse servir de algo — com suas colegas falsas que não pareceram se importar de fato com ela. Será que elas sabiam sobre o senso de conservadorismo e cultismo de Jéssica? Ou sabiam de fatos sombrios do qual Sebastian já havia entendido que ela tentava a todo custo esconder.

Olhou pelo rabo do olho discretamente, para aquele corpo, agora com a proporção perfeita de uma jovem formosa de seus tempos de terror e glória. Chamava um pouco mais de atenção do que gostaria de admitir. Os cabelos longos de cachos grandes parecendo artificiais apesar do despenteado sexy que deixava que cachinhos miúdos fizessem uma franja em sua testa. Olhos verdes com contornos castanhos vivos, raros e belos adornados de grossos cílios longos e lábios rosados e cheios com um bico em coração, —  ela jamais precisaria passar algo além de brilho para chamar a atenção para eles —  assim agora com bochechas fofas e saltadas com um rosto mais redondo sentia que poderia morder e puxar a carne maldosamente caso tivesse vontade. Estava deliciosa. Ele sabia disso, provocá-la era como desflorar vilmente uma virgem — ela se assemelhava a uma, como se o universo em que vivia fosse outro. Distante e que não tinha pretensão de deixá-lo conhecer —  deixando uma sensação nostálgica gostosa.

Caso o vestido que usasse fosse em tons mais claros, pareceria um anjo, pensou, mas ele não apreciava muito a ideia.

“O que quer tanto ver lá fora? Seja lá o que tenha atrás dessa porta, é muito mais desagradável e adoraria trocar de lugar com você” Sebastian disse sem rodeios, já começara a se sentir entediado, pronto para qualquer coisa que pudesse faiscar suas orbes — que agora — estavam castanho avermelhadas e brilhantes. Elas traziam cor ao rosto pálido com maçãs altas e marcadas suavemente no rosto fino. Jéssica nunca o vira se barbear e nem sabia se ele possuía uma ferramenta para aquilo, no entanto, ela sabia que Sebastian não era nem de longe como os outros homens, sabia disso tanto quanto ela podia jurar que o moreno ficaria péssimo com qualquer tipo de barba.

“O Agni disse que tinha um monte de coisas divertidas lá embaixo… parece interessante, ele disse que só é permitido para pessoas de alas nobres, e que ninguém poderia me machucar” Ela o respondeu o encarando com a mesma intensidade apesar do tom suave. ‘nem pensar  que ele vai me prender aqui dentro desse cubinho bem decorado’ disse ainda mais destemida em seus pensamentos. “O que se tem para fazer aqui mesmo?”

O encaro foi sustentado até Sebastian abrir um sorriso.“Façamos um trato então” disse já levantando-se ignorando a última pergunta. “O primeiro de tudo é que você tem uma dívida comigo, e que eu tenho um propósito. Meu mestre diz que ter te tirado daquele departamento foi um erro e eu não decidi ainda se eu concordo com ele.”

O corpo dela congelou completamente por baixo das vestes finas. Seus olhos se tornaram bilhas esverdeadas fixas nas orbes vermelhas brilhantes ‘mas não estavam castanhas?!’ se viu aflita demais com a ideia de voltar para onde veio para se incomodar realmente com aquilo. A verdade é que ela estava se aproveitando de cada segundo em que ele não mantinha contato visual ou físico com ela. Não porque ele a enjoava — longe de qualquer coisa, ele despertava nela uma grande curiosidade. Gostaria de fazer diversas perguntas, mas não conseguia formulá-las sem soar grosseira — mas porque ela não se sentia pronta para qualquer avanço sexual ou amoroso. Sua atração por ele não chegava a ser uma chama maior que a de um isqueiro.

“Você entende certo?... Bom, não serei gentil em dizer...” agora o contato físico foi iminente, ele passou os dedos por ambos os ombros e foram deslizando até os cotovelos, com o corpo esguio dele muito próximo de si, Jéssica corou muito, ainda mais quando o moreno aproximou seus rostos e sentiu os lábios finos roçarem em sua orelha. Ela presumiu que o contato contínuo fora proposital, e ela não admitiria que fora bom. “Você está tentando se aproveitar dos meus cuidados. Eu tenho um trabalho no qual também me aproveito com você em mãos, porém, eu tinha condições a serem compridas e irei compri-las. Eu vou tocar você “Minha”, e acredite, eu também gostaria de simplesmente te deixar aí, caminhando em qualquer ala que não fosse a qual eu a libertei” O tom rouco a arrepiou e ele fez uma pausa enquanto suas mãos avançavam dos ombros a cintura fina, surpreendente era que o contato não a assustou, apesar de parecer um movimento mecânico — como se ele mesmo não estivesse em total acordo com aquilo. Pôde sentir o terno negro sob medida roçar no tecido fino — que em sua opinião parecia um lençol macio enrolado em sua pele — irradiando mais arrepios pelo corpo.

Ela estava alarmada e andando pelo fio de uma navalha a semanas que cujo utilizou para se aproximar de Agni e qualquer um que pudesse a ajudá-la futuramente mas não se arrependia. Não era pessoal para Jéssica, ela queria sair de lá e com certeza o faria. Ninguém era mais valioso que sua vida e sua família, estaria disposta a fazer qualquer coisa para vê-los novamente.  Lembrou de um grande passeio a um hotel fazenda em uma cidadezinha longe da sua, cujo ao passear de cavalo pelo cercado, atiçou o cavalo sem instrução nenhuma de um responsável local e galopou pelos campos verdes por toda a tarde. Quando voltou, sua família e funcionários encontraram-se desesperados e naquele momento aliviados pela sorte e pela volta segura da menina.

“Nunca mais faça isso! Se eu a perdesse o que faria?” sua mãe estava nervosa e descabelada pelos ventos campestres  que ela podia jurar que tinha uma folha por entre os cabelos.

“Eu até pensei em pegar seu quarto, mas não parecia justo.” Seu irmão mais velho estava apoiado à soleira da baia da égua, olhando para o chão, como se não quisesse encará-la.

“Morrer virgem parece ser um absurdo, da próxima vez que sumir com um cavalo, espero que seja para encontrar um cowboy.” vovó comentou com um sorriso sacana enquanto ajeitava os pauzinhos de seu coque frouxo.

“Vovó!” Jéssica serrou os olhos, vermelha.

“Depois eu é que sou a atrasada" Pausou apenas para rir das bochechas coradíssimas da jovem "vamos, precisamos dar maçãs e água para esse cavalo.” Comentou a velha enquanto continuava a rir baixinho e chamava um funcionário qualquer.

“É uma égua, na verdade” A morena insistiu em corrigir, apesar de saber que a avó logo esqueceria.

“Oh, perdão!” disse a velha elevando seu tom de voz a uma longa gargalhada.

Estava tudo tão claro em sua mente! Poderia jurar que aconteceu ontem mesmo, mas a lembrança era tão antiga quanto um sonho. Mas ela estava disposta a fazer esses dias voltarem, nem que tivesse que trair Agni e seu parceiro, ou até mesmo Sebastian. Seus olhos rapidamente analisaram todo o cenário preto e branco do apartamento, a mobília que aos poucos misturava a arte futurística com a Vintage. Molduras e lâmpadas, balcões e o sofá, a poltrona estilo Sherlock Holmes e todo o jeito excêntrico e distante do dono dela que se sentava lá praticamente todos os dias com um ou até mesmo uma pilha de livros e/ou documentos em mãos. O chão detalhado e todo aquele adorno de sancas e acabamento perfeito. Ela realmente trocaria tudo aquilo, e aquele homem também perfeito para saciar seus próprios desejos. Assim como fizera antes, faria tudo de novo, sem arrependimento algum.

“Não me diga que está em estado de choque? Eu sei que como naturalmente excitante, posso soar vil diversas vezes, mas não é como se meu plano fosse deixá-la de cama” 'não que isso já não tenha ocorrido’ Sebastian manteve a expressão habitual de puro charme apesar da vontade de rir da própria ironia.

“Não é isso” Jéssica saiu de seu transe atordoada e sua voz saiu um fio. “Não há como fugir, tudo na vida tem um preço… E eu tenho que pagar o meu.” pausou desgostosa “Eu estou ouvindo, e estou interessada em um possível trato, afinal, não posso negar, muito menos negligenciar minha dívida com você.” Disse por fim, forçando um olhar duro ao seu reflexo em vermelho das orbes de Sebastian.

Esse era seu plano. Ela iria fazer de tudo para que ele lhe desse liberdade. Como uma cobra que sussurrou o pecado uma vez a Eva, após de enchê-la de orgulho e satisfação por ser a mulher de Adão e a filha de Deus, governante do Éden, ela assim também o conduziria a falha. Só precisava entregar o que ele pedisse. ‘Só!’ repetia em sua mente.

Sebastian engoliu um pouco do próprio veneno quando a ouviu admitir e aceitar que ele estava correto, melhor ainda, ela assumiu de tal forma que soou como se ela soubesse de tudo aquilo e dissesse: ‘Até que enfim você resolveu pôr as cartas nessa maldita mesa!’

Aquilo foi estupidamente excitante.

Lambeu os lábios e sugou o lóbulo de Jéssica até ouvi-la suspirar e seu corpo relaxar.

Afastou seus rostos apenas para olhá-la melhor. Lábios e bochechas rosadas, olhos em qualquer ponto que não fosse os dele. A malícia respondeu antes do moreno.

“Meu mestre ordena que eu não jogue meu tempo livre fora. Eu poderia estar satisfazendo 10, 15 damas, quem sabe até ao mesmo tempo, mas estou aqui, a cerca de 3 ou 4 semanas — ele sabia que se tratava 4 semanas — sem fazer nada além de reler meus bons livros e observar você andar de um lado para o outro desse apartamento como se quisesse abrir um buraco nesse belo chão. Não me parece justo favorecê-la em troco de nada, e agora você me aparece querendo liberdade? Tsc. Tsc. Tsc.” Sebastian deu um suspiro cansado soando teatral enquanto apertava mais suas mãos na cintura dela puxando-a para poltrona.

“Vou deflorá-la. Impiedosamente como um animal. Seu corpo não será mais administrado por você. E em troca, eu lhe darei liberdade de caminhar pelos domínios dessa ala como se realmente a pertencesse. Poderá visitar os cômodos recreativos luxuosos e divertir-se a seu bel prazer. Contudo, não poderás envolver-se com nenhum homem ou mulher daqui, nem usar nenhuma droga ou beber bebida alguma sem que eu não esteja lhe acompanhando e também não poderá voltar tarde ou sair enquanto eu estiver a trabalhar, a menos que seja com Agni.” Sebastian disse montando-a em seus quadris enquanto relaxava suas costas no acolchoado do banco. Seus dedos brincavam perigosamente com o zíper do vestido. Era sexy, Jéssica pensou assim que o encarava fixamente desde que assumiu estar interessada no que ele podia oferecer e acreditava que tinha muito a oferecer‘Dizer que o bastardo é experiente seria pouco! O que eu fiz para merecer esse gostoso numa situação como essa? Não poderia ter sido um aluno mais velho? Um até mesmo um professor?’ Ele tinha um olhar intenso predatório nela, que estava com os quadris presos entre ele e os braços da poltrona, enquanto suas mãos nos ombros do mesmo. Ela tentou imaginá-lo com seus óculos simples, talvez o deixasse menos sensual. 'mas que merda de cara, que saco!’ antes que verbaliza-se, algo instantaneamente começou a relaxá-la tirando-a do foco.

“Vamos, aceite. Não era isso que você queria? Tudo tem um preço, você mesma disse.” Encaixou o rosto no pescoço do maior e inalou o perfume forte dali. Ele cheirava a sabonete de leite, fuligem e perfume caro. “Aceite que eu não aguento mais brincar com esse zíper.”

Os saltos de Grell batiam com tanta força no chão do corredor que as pessoas em volta pararam só para observar o Tac Tac ecoar. Ele era uma diva. Todos os trans daquela ala sabiam - e ninguém nunca ousou contestar - que ninguém mexia com a “Dama de Sangue”, um nome por qual começou a ser chamado logo em que tomou a chefia da secretaria e do bar de luxo da central. O corredor luxuoso, estava adornado de damas indóceis e bem vestidas que - se é que poderiam considerá-las vestidas - encostavam-se mudas parecendo parte da mobília o deixando irritado ‘piranhas não mostram seus dentes para tubarões não é mesmo’ sorriu com o pensamento. Estava “atrasada” e precisava de uma vez por todas resolver seus problemas com Beast. ‘Aquela vadiazinha mexeu nos papéis e meu Will está puto comigo! Que ódio!’ Desceu a escadaria devagar com o Scarpin envernizado, desfilando com seu olhar frio e seu coque frouxo de madeixas vermelhas vivas na-tu-rais. Uma camisa de lã vermelha brilhante que deixava a mostra o seu colo pálido e uma calça vinho aveludada. Estava tão bela quanto furiosa.

Bateu a porta de madeira polida, após passar por tantos corredores que qualquer cabeça de uma pessoa comum giraria resultando num caso de estrabismo grave.

A porta nem se mexeu. Não ouviu sons de aproximação do outro lado e de nenhum barulho de televisão ou farfalhar.

Grell irritou-se ainda mais, tentando contar até dez bem baixo antes de repetir o movimento.

“Ela não está Dama, disse que ia substituir uma dançarina do bar central e saiu cedo”  Disse casualmente um homem na porta a diagonal a de Beast, o peito nu e os cabelos pingando de água sugeria duas hipóteses: Ou ele tinha saído do banho e estava com uma toalha em sua cintura - ou não - ou havia interrompido algo para atender as batidas enraivecidas e constantes que Grell fizera na porta da morena ‘Mas por quê diabos, alguém iria interromper uma transa para ver o que tem atrás da porta?’. Grell engoliu seco e arqueou a sobrancelha, não convencido com as opções.

“E como posso saber que ela não está aí escondida? Você acha que por debaixo desse meu lindo ruivo tem algum loiro ordinário?” Grell serrou seus olhos por debaixo das armações.

O homem seguiu sorrindo e passou por uma das mãos pelos cabelos cacheados castanhos escuros por cortar. Os pingos de água desceram pelos olhos amarelos amparados pelos cílios fartos e parou no pescoço bronzeado e musculoso do jovem.

“Você quer dar uma olhada aqui dentro? Confesso que não olhei embaixo das minhas cobertas” Soou um tanto debochado demais para o gosto da ruiva, mas considerando a inveja que sentia dos respingos que brilhavam na pele do homem ela relevou.

Deu um sorriso sacana em resposta, encarando demoradamente o corpo do jovem, agora de cima a baixo, indiscretamente.

“Você ganhou minha curiosidade garoto, mas estou atrasada, preciso ir correndo já ao bar, dizem que o show não começa sem a estrela não é” Disse por fim, enquanto encaracola-va uma mecha solta.

“Lucian Vlasquez, aos seus serviços” Ele prontamente respondeu, parecendo não estar nem um pouco ofendido, mas sim interessado enquanto reverenciava teatralmente abrindo mais a porta e bang! Grell estava certo, Lucian estava de toalha afinal. “Eu também estarei indo ao bar hoje, um passarinho me disse que haveria um show imperdível essa noite”

Grell pescou o comentário e deu uma piscadela

“Vejo o garotão por lá então.” e seguiu de volta para o centro - que foi de onde veio.

Lucian fechou a porta do apartamento e fechou a cara junto, olhando para as cortinas que tampam a sacada.

“Beast, a gostosa já foi.”  Ele disse usando a porta como apoio para suas costas.

“Eca, como pode achar aquele travesti de meia tigela gostoso.” Beast saiu da pequena sacada com as mãos no pescoço, com expressão atordoada. Encarando Lucian com nojo pelo comentário, ela sentou-se num banco ao lado de um abajur, largando todo o seu peso no estofado.

“Do mesmo jeito que você comprou os brincos de ouro que está usando dando uma sentada em algum gringo bêbado, sua invejosa.” Ele respondeu seco, sem olhá-la enquanto se direcionava ao quarto para se vestir.

“Quando eu sentava em você tu não reclamava né, disgraça?”Gritou irritada para porta.

Logo Lucian apareceu e apoiando novamente na soleira da porta do quarto, já vestido - formalmente, é claro - colocava as abotoaduras nos punhos. Seus olhos estavam fixos no que estava fazendo, mas ele respondeu.

“Me arrependo amargamente.” Disse com um pouco de decepção na voz.

“Ah, cala a boca” Beast jogou ao mãos ao ar num gesto de negação, depois ergueu seu corpo e dirigiu-se a porta, dando uma leve olhada nele antes de girar a maçaneta “Você ainda me ama, não é Lucci?”

Lucian a olhou surpreso, ele não gostava de perguntas complicadas apesar de Beast ser tão boa nisso. Ele demorou tempo demais pra responder, então ela fechou a porta entre os dois, deixando-o sozinho.

‘Como seu primo de sangue, sim.’

 



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