História Accelerate - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Monsta X, NO.MERCY
Personagens Gun, Hyung Won, Joo Heon, Min Hyuk, Won Ho
Tags 2won, Gunheon, Hyunghyuk, Hyungwonho, Monsta X, Nomercy
Exibições 135
Palavras 2.837
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Era pra eu ter postado antes, mas acabou não dando tempo. Mil desculpas pela demora! Espero que vocês gostem do capítulo <3

Capítulo 7 - 07


Não consigo dormir, mas permaneço imóvel com medo de fazer barulho. Tento parar de pensar no que aconteceu, mas sinto meu corpo machucado e sei que é sempre assim: as lembranças são como as surras que levo, vão enfraquecendo aos poucos e quanto mais rápido quero que desapareçam e se curem, mais elas demoram em fazê-lo.

Não sei bem que horas são, meu celular está largado em algum lugar do cômodo junto da minha mochila. Tento enxergar alguma coisa, mas está escuro demais. Eu respiro fundo uma vez antes de decidir falar:

- Você está dormindo?

- Não. - ouço-o mover-se sob os lençóis e então a luz do abajur é acesa e Minhyuk se senta sobre a cama, olhando pra mim. Estou deitado num colchão ao lado, ainda temeroso e um pouco envergonhado.

 

Não era pra eu estar ali, mas Minhyuk havia me pedido para encontrá-lo ou então ele viria atrás de mim e tirá-lo de sua casa no meio da noite seria a última coisa que eu faria. Quando cheguei e ele viu o meu estado, me puxou para dentro de casa e me pediu para que lhe contasse tudo o que havia acontecido. Nesse meio tempo, conheci sua mãe, uma mulher muito bonita e que me tratou muito bem apesar de meus machucados lhe passarem a imagem de um garoto de péssima índole. Minhyuk pediu a ela para que me deixasse ficar e depois de explicar por cima os motivos, eles me instalaram no quarto dele.

Tomei um banho rápido e vesti um dos pijamas de Minhyuk. Depois disso ele me ajudou com os machucados - havia pequenos cortes nas minhas mãos, coisa que eu não havia percebido antes de sentí-los ardendo durante o banho -, e arrumamos o travesseiro e os cobertores. Sua mãe nos deixou sozinhos após perceber que tudo estava sob controle novamente e assim poderíamos descansar.

 

- Eu queria me desculpar por estar dando trabalho - eu digo e Minhyuk sorri.

- Quando você vai parar de pensar assim? - ele fala - não é trabalho nenhum, é ótimo ter você aqui. E você conheceu a minha mãe…

- Imagino o que ela deve estar pensando sobre mim…

Minhyuk deu um risinho e decidiu descer de sua cama, sentando-se sobre o colchão enquanto eu me levantava para dar-lhe espaço e me pôr do seu lado. A luz fraca do abajur disfarçava sua cara de sono, mas eu ainda conseguia enxergar seus olhos inchados.

- Ela não é do tipo que julga uma pessoa assim que a conhece - ele declara e tenta me tranquilizar - e além disso, ela sabe que você é um de meus amigos. Ela adora todos os meus amigos.

- É mesmo? - eu pergunto e ele concorda.

- Jooheon principalmente, ele sempre aparece pra almoçar nos fins de semana - ele comenta e nós dois rimos - é sério, não precisa se preocupar.

Agradeço e ele boceja, claramente cansado. Também sinto sono, embora saiba que vai levar muito tempo até que eu realmente pregue os olhos. Minhyuk se mexe e quando penso que vai voltar para sua cama ele começa a se enrolar no meu cobertor e a se deitar ali mesmo.

- O que está fazendo? - quero saber e ele dá um tapinha no colchão indicando que devo me deitar com ele - ah, não, e se a sua mãe aparecer?

- Aí eu digo que caí da cama, ué - ele responde e me dou por vencido porque não quero que ele fique acordado por muito mais tempo.

Também é porque quero ficar perto dele desse jeito, mas não digo nada a respeito. Eu me deito de frente pra ele e sinto sua mão acariciar o meu rosto. Depois sinto seus lábios pressionando os meus e ficamos assim por um tempo até que sou tomado por uma tranquilidade intensa e adormeço.

 

Quando acordo e meus olhos são surpreendidos pela luz da manhã, Minhyuk ainda está dormindo. Seu braço está esticado sobre mim e seus cabelos estão caídos sobre metade de seu rosto. Eu não me mexo e o observo: a boca está fechada e os olhos de vez em quando tremem, o som de sua respiração é quase inaudível. Tenho vontade de envolvê-lo contra meu corpo, mas não quero acordá-lo. Penso que posso me aproximar só mais um pouquinho e lhe dar um beijo, mas ouço um barulho no corredor e rapidamente fecho meus olhos fingindo ainda estar adormecido. A porta se abre e depois de alguns segundos, ouço um riso baixinho e então a porta se fecha.

Meu coração começa a palpitar muito rápido e fico com medo do que pode acontecer. Mesmo assim, quando abro os olhos novamente e vejo Minhyuk, tudo parece se acalmar repentinamente.

 

Eu fico sentado sobre a cama folheando um livro qualquer enquanto Minhyuk termina de tomar banho. Ele demora mais do que o esperado, então minha curiosidade começa a se fazer presente. Seu quarto é grande, mas não há muitos móveis: uma cama, dois criados mudos um de cada lado da cabeceira, um armário alto e uma escrivaninha longa, com uma cadeira de estofado azul. Seus livros estão bagunçados sobre a mesa e também numa estante perto da porta. Há apenas duas fotos sobre a mesa em molduras simples e na cor branca: uma que julgo ser de quando Minhyuk tinha por volta dos dez anos de idade e outra mais atual, três pessoas sorrindo da forma como uma família feliz deve sorrir.

Eu não tenho fotos com meus pais, as poucas que haviam sido tiradas pela minha mãe foram levadas por ela quando ela nos deixou e nunca senti falta de tais registros, para ser sincero. Eu não me importo em não ter algo palpável que me faça recordar o seu rosto, porque eu nunca me esqueci dele. Isso me faz pensar se ela um dia temeu esquecer como eu sou e por isso levou consigo a prova de que havia alguma ligação entre nós. Se um dia eu puder compreendê-la, talvez possa entrar neste assunto.

Largo o livro sobre a cama e me dirijo até a escrivaninha para arrumar a minha mochila. As roupas que trouxe comigo estão dobradas sobre a cadeira e os cadernos e livros já estão em seus devidos lugares. Quando tiro meu caderno para checar as matérias do dia, algumas folhas caem. Para deixá-las no lugar, procuro por um clipe, mas não há nenhum sobre a mesa. Por impulso abro a primeira gaveta mais próxima para procurar por algo que possa utilizar para prender as folhas e lá está uma caixinha aberta com vários clipes azuis. Pego um deles e devolvo o caderno com as folhas à mochila; olho para o conteúdo da gaveta: há vários papéis, cartões, uma agenda preta, dois frascos brancos e desenhos soltos, mas não consigo observá-los com atenção porque escuto Minhyuk abrindo a porta do banheiro. Fecho a gaveta depressa e caminho de volta para a cama, pegando novamente o livro e o abrindo em uma página qualquer. Penso em perguntar sobre os desenhos, mas quando olho para Minhyuk percebo que está usando uma roupa diferente ao invés do uniforme escolar.

- Você não vai ao colégio hoje? - quero saber e ele diz que precisa acompanhar a mãe até a cidade onde o pai está trabalhando.

- Ela não gosta de ir sozinha - ele diz e antes que eu possa voltar a falar, me convida para descer e tomar o café da manhã.

 

A senhora Lee é gentil e se preocupa ao ver que não comi quase nada. Mesmo assim, me apressa para que eu não perca o ônibus e Minhyuk vai comigo até o ponto, onde Jooheon já o está esperando. Ele explica que vai estar ausente e nos deixa, dizendo que sim, vai me encontrar mais tarde no pub.

- Quer dizer que você está na casa do Minhyuk? - Jooheon pergunta, curioso como sempre.

- É apenas por uns dias - eu digo, embora não tenha certeza. Noto que Jooheon olha por tempo demais para meu rosto e sei que está observando o hematoma claro formado pelo soco que levei. Aponto para mim mesmo - está muito roxo?

- Não - Jooheon fica um tanto quanto sem graça - desculpe, eu não queria…

- Tudo bem - eu o tranquilizo e ficamos um tempo sem dizer nada.

Através deste silêncio, consigo sentir que Jooheon quer me dizer alguma coisa e ele leva alguns minutos até voltar a falar.

- Tem visto Gunhee? - ele pergunta e fico feliz que tenha mudado de assunto - ele não tem atendido minhas ligações nem respondido as minhas mensagens…

- As minhas também não - eu respondo e isso o deixa preocupado - aconteceu alguma coisa?

- Eu não tenho certeza - ele começa e morde uma das unhas parecendo hesitar em continuar. Mas ele o faz - quero dizer, aconteceu sim, mas eu não entendi bem… Ou melhor, eu entendi, mas eu não…

- Você está confuso - eu digo e ele concorda - por quê?

- Porque eu gosto do Gunhee, mas não do jeito que ele quer.

Lembro-me de Gunhee na praia, bêbado, e entendo que ele deve ter dito a verdade a Jooheon naquele dia. Sobre como sente, sobre o tempo que passou tentando se aproximar, sobre sentir todas aquelas coisas esquisitas por ele e sobre estar feliz que eles tenham desenvolvido uma amizade. Mas se Jooheon o repeliu, mesmo que sutilmente, então Gunhee deveria ter se sentido um nada diante de toda a situação, o que talvez possa explicar o seu sumiço.

- Ele disse alguma coisa pra você? - eu tento descobrir e Jooheon responde que sim, mas não continua porque o ônibus desponta na esquina.

 

É quando chegamos ao colégio que me dou conta de que algo mais aconteceu entre Jooheon e Gunhee dias antes, porque uma garota vem em nossa direção e entrelaça seus dedos aos de Jooheon. Tenho que esperar até o intervalo para encontrá-lo novamente e é aí que ele me conta que está namorando. Diz isso com um sorriso grande no rosto, mas volta, no mesmo instante em que termina de me contar a novidade, a falar sobre Gunhee e inclusive pede que eu lhe dê alguma informação caso o encontre no pub quando for trabalhar. Digo que o farei e ele vai embora, certamente para se encontrar com a namorada.

Repentinamente tenho vontade de perguntar a Jooheon se seu namoro começou exatamente no dia em que Gunhee lhe contou sobre seus sentimentos, mas contenho essa curiosidade pois a resposta parece óbvia.

Sozinho no meio do pátio eu decido voltar à sala de aula. Alguns alunos encaram o meu rosto no corredor sem a menor discrição. Estão se coçando para saber o que pode ter acontecido comigo dessa vez e talvez alguns até acertem o palpite. “Foi o pai dele de novo?”, “ele apanhou na rua?”, “se eu fosse ele teria ficado em casa”.

Sem dar importância a isso eu entro na sala e vejo Wonho sentado exatamente na minha cadeira. Ele olha pra mim esperando que eu me aproxime e não há motivos para que eu não o faça. Cautelosamente caminho por entre as carteiras e paro ao lado da minha, de frente para a janela. Não há mais ninguém ali dentro, todos estão no corredor aguardando o sinal para o retorno, então Wonho relaxa na cadeira enquanto me sinto tenso e não sei o que dizer.

- Nós precisamos conversar - ele começa e tenho vontade de pedir para que ele nunca mais use essa frase para iniciar qualquer tipo de assunto entre nós - de novo.

- Não sei se eu posso confiar em você - eu digo e ele olha pra baixo, para o meu caderno que está fechado sobre a carteira.

- Você sabe que pode - ele diz - eu quero ajudar, mas Minhyuk proibiu a minha interferência… Agora, se você descobrir sozinho…

- Eu não sei do que você está falando e realmente não quero entender - eu falo com calma, mesmo as palavras sendo rudes - também não quero imaginar quais são as suas intenções.

- Não quer, mas imagina - ele retruca e não gosto disso, porque não consigo disfarçar que é tudo verdade. Wonho se levanta e para bem do meu lado, apoiando a mão esquerda sobre meu caderno - um ano atrás eu fui covarde e não fiz a coisa certa, mas agora eu não vou deixar o medo me impedir de proteger alguém…

Ele aponta para o caderno com convicção, batendo a ponta do dedo indicador duas vezes sobre a capa.

- Quem? - eu pergunto e antes de deixar a sala, ele responde:

- Você.

 

Eu me sento e encaro a janela até escutar o sinal. Os alunos entram depressa seguidos do professor e a aula começa. Quando abro meu caderno, há um desenho pequeno e nítido na primeira página: um frasco branco de remédios.

 

-x-

 

Gunhee está empilhando caixas de bebida quando eu chego no pub e ele me cumprimenta normalmente. Pergunto o motivo de ele não ter respondido minhas mensagens e ele me diz que perdeu o carregador do celular. Uma desculpa esfarrapada, claro, consigo ver que ele está se esforçando para mentir e é por isso que não insisto no assunto.

- Fiquei preocupado - digo apenas.

- Eu sei - ele responde - me desculpe por isso.

Billie aparece e comenta sobre o show de sábado no pub, esperando que Gunhee se anime , pois ele pretende chamar seus amigos rappers mais uma vez, mas o garoto demonstra pouca energia com o comunicado.

- O que está acontecendo com essas crianças de hoje em dia? - Billie reclama em tom de brincadeira.

Coisas muito complicadas, é o que tenho vontade de responder, mas nada digo.

 

Minhyuk me envia uma mensagem dizendo que irá me buscar no pub e quando saio, Gunhee resolve fazer hora comigo.

- É verdade mesmo que o Jooheon está namorando? - ele pergunta e hesito em responder - Hyungwon?

- É.

Gunhee morde o lábio, pensativo.

- Ele te disse ou você viu? - ele quer saber e embora não me sinta confortável, eu não omito o que sei.

- Ele me disse e eu vi.

Gunhee não demonstra, mas está irritado. Chuta algumas pedrinhas no chão e depois ajeita o boné que usa com uma das mãos.

- Naquele dia, na praia, um pouco antes… ele veio com essa conversa - Gunhee me conta e o escuto sem desviar meu olhar de seus gestos - disse que era o motivo do encontro duplo, que achava que iria ser divertido, que gostava daquela menina há um tempo… Mas sabe o que me deixou puto?

- O quê?

- Ele ter esperado eu agir pra me contar - Gunhee bufa, agora bem nervoso - ele me fez achar que eu podia fazer alguma coisa e quando eu fiz, ele me veio com essa “novidade”...

- O que foi que você fez? - imaginei muitas coisas, por isso queria saber.

- Peguei na mão dele e disse que já fazia um tempo que eu gostava dele - ele diz - foi tão idiota, sabe? Foi constrangedor fazer isso…

- Na verdade é bastante constrangedor até mesmo ouvir você falar sobre isso… - comento e Gunhee finalmente abre um sorriso. Sei que quer fazer piada então o provoco - sério, Song Gunhee agindo feito uma garotinha...

- Vai se ferrar - ele solta e pega na minha mão, fazendo uma voz fina - ai, Minhyuk, eu te amo… mi mi mi…

Eu rio quando ele me imita e sei que isso o permite extravasar uma pequenina parte da raiva que está sentindo. É sempre assim com Gunhee, aos poucos ele se recupera e se está fazendo palhaçadas é porque está no caminho certo para isso. Ele solta a minha mão e volta ao normal.

- A gente devia sair pra beber um dia desses - ele diz - pegar uma garrafa do Billie, sentar na praia…

- Não, obrigado - eu respondo e ele rola os olhos.

- Detesto seu comportamento certinho - reclama.

- E eu a sua rebeldia - resmungo e nós dois rimos. Ao longe vejo Minhyuk se aproximando, empurrando duas bicicletas, uma em cada mão.

Ele cumprimenta Gunhee e ficamos mais um tempo por ali até que nosso amigo conte toda a história sobre Jooheon outra vez e quando nos despedimos, Minhyuk e eu subimos nas bicicletas para ir para sua casa.

- Desculpe por não vir mais cedo - ele fala e antes que eu possa respondê-lo, vejo meu pai caminhando pela calçada no outro lado da rua. Seus olhos me encontram e me dou conta de que ele estava o tempo todo ali me observando.

- Vamos dar uma volta antes de ir pra sua casa? - eu faço a sugestão e Minhyuk concorda.

- Por onde? - ele quer saber.

- O mais longe que você puder.

 


Notas Finais


Pois bem, agora que o Hyungwon tá hospedado na casa do Minhyuk vai ser mais fácil pra ele descobrir se há mesmo algum segredo, neah? Eu sei, esse capítulo tem umas pistas que podem levar a algum lugar... Mas também pode ser um engano? Me digam o que vocês acharam e até a próxima o/


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