História Accidentally in Love - Capítulo 89


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Exibições 184
Palavras 2.264
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá a todos.

Aproveitando esse feriado para escrever sobre outro feriado, hehe.

Chegou o natal por aqui...

Capítulo 89 - Natal


O Natal havia chegado, a data tão esperada por todos, principalmente pelo casal Swan-Mills. Havia amanhecido com a temperatura ainda mais baixa do que nos dias anteriores, fazendo um frio congelante em Storybrooke. Emma que desejava desesperadamente por neve, acordou e logo levantou, abrindo a janela do quarto e espiando para fora, sentindo uma grande decepção ao ver que ainda não nevava. Regina acordou com a esposa levantando da cama, se espreguiçou e coçou os olhos, observando a loira fechar a janela e fazer o caminho de volta para cama. Os ombros caídos, a expressão entristecida e o biquinho nos lábios cor de rosa disseram tudo para a morena.

- Sem neve ainda? – Regina sentou na cama, se encostando na cabeceira.

Emma negou com a cabeça, sentando ao lado de sua mulher e lhe dando um selinho de bom dia.

- Eu queria tanto um natal com neve. – Emma se queixou.

- Ainda pode acontecer. – Regina pegou uma mão da loira, iniciando um carinho com o seu polegar. – Vamos torcer por um pequeno milagre de natal.

- Quando você se tornou tão otimista? – Emma sorriu.

- Eu culpo você por isso. – Regina brincou.

- Espero que tenha razão. 

Emma se aninhou na morena, deitando sua cabeça em seu ombro e passando seu braço esquerdo pela cintura da esposa. Regina virou a cabeça um pouco, depositando um beijo na testa da loira e se ajeitando melhor para abraçar Emma de volta. A morena alisava os cabelos loiros devagar, em uma caricia acolhedora e tranquilizante.

- Temos que nos arrumar. – Emma falou.

- A ceia é só de tarde. – Regina respondeu. – Podemos ficar aqui o tempo que desejarmos.

- Eu falei para a sua mãe que iriamos de manhã para a mansão. – Emma informou. – Você sabe disso.

- E também sei que podemos chegar mais tarde do que o combinado. – Regina riu. – Ajuda para preparar as comidas é o que Mamãe não precisa. Afinal ela não chega nem perto da cozinha da mansão.  

- Deixa de ser implicante. – Emma riu. – Ela quer passar o dia conosco, não apenas na hora da ceia.

- Eu sei, meu anjo. – Regina deu um selinho na loira. – Apenas não precisamos sair correndo, ainda é cedo. Eu queria ter trazido café na cama para você, mas a tua criança interior pulou da cama mais cedo do que eu imaginei. Só faltou correr até a árvore de natal para abrir os presentes embaixo dela.

Emma revirou os olhos, tentando segurar o sorriso.

- Combinamos de abrir os nossos presentes de noite, depois de voltarmos da mansão. – Emma sorriu, depositando um beijo no ombro de sua esposa e voltando a deitar a sua cabeça naquele lugar. – Café na cama, é?

- Ah, quer dizer que só por isso não saiu correndo até a árvore de natal? – Regina provocou. – Me abandonaria nessa cama sozinha, na manhã de natal, só para abrir os presentes, é isso mesmo?

- Talvez? – Emma mordeu o lábio inferior.

- Talvez? – Regina repetiu incrédula.  – Ah, não. Isso merece uma punição.

Regina se soltou do abraço que compartilhavam, iniciando um ataque de cócegas na barriga da esposa, que tentava se desvencilhar a todo custo, mas acabou deitando de costas na cama, enquanto se debatia. A loira gargalhava alto, provocando risos em Regina também, que se inclinou sob ela e continuava implacavelmente aplicando as cócegas pelas laterais do corpo da esposa. Emma pedia para a morena parar, suplicando clemência, sentindo o ar começar a lhe faltar, de tanto que ria. Regina ao perceber isso, parou com as cócegas, deitando ao lado da esposa e lhe puxando para os seus braços. A loira se aninhou ao corpo de Regina, tentando controlar o ritmo de sua respiração, enquanto recebia carinho em seus cabelos. Era praticamente automático para a morena, sempre afagar as madeixas loiras em determinadas posições. Regina sorriu contente por alcançar o seu objetivo, de fazer a esposa se distrair e esquecer a ausência de neve, que tinha deixado a loira momentaneamente aborrecida.

- Isso foi golpe baixo. – Emma finalmente tinha acalmado as batidas frenéticas de seu coração e regularizado sua respiração. – Você sabe o quanto sou sensível a cócegas.

- Minha preciosa, eu sei o quanto você é sensível a muitas coisas. – Regina sorriu. – Não só a cócegas, mas no momento elas eram mais pertinentes.

- Definitivamente você não tem mais jeito. – Emma riu.

- Você quer que eu tenha? – Regina ergueu a sobrancelha e procurou pelo olhar da loira.

- Não. – Emma respondeu convicta, encarando os olhos castanhos. – Eu quero que continue sendo exatamente como você é.

- Bom. – Regina sorriu. – Vou lá preparar o café da manhã, tudo bem?

- Nem pensar. – Emma sorriu. – Eu vou junto, adoro ver você cozinhando, principalmente virando as panquecas.

- Claro, você fica olhando para a minha bunda enquanto eu cozinho, isso sim. – Regina riu. – Eu não me esqueci que 40% do motivo de você ter se casado comigo foi pela minha bunda.

- Quem falou isso foi você, eu nunca confirmei nada. – Emma riu.

- Nem negou. – Regina iniciou um beijo lento e tranquilo, encerrando com alguns selinhos. – O que já é o suficiente para mim saber que é verdade.

- Convencida. – Emma provocou. – Então levanta essa bendita bunda da cama, pois estou ficando com fome já.

- É claro que está. – Regina revirou os olhos. – Fome e Emma andam juntas.

- Vamos, Regina. – Emma levantou da cama, vestindo um roupão por cima de seu pijama e calçando suas pantufas. – Eu quero panquecas.

- Impressionante como a minha esposa fica cada vez mais mandona. – Regina negou com a cabeça sorrindo. – Oh, as maravilhas do matrimônio.

Emma apenas mostrou a língua em resposta, terminando de fechar seu roupão. A morena levantou, vestindo um roupão por cima de seu pijama também, afinal o frio estava intenso, calçou seus chinelos de pano e acompanhou a loira até o banheiro do casal, aonde fizeram sua higiene matinal. Desceram as escadas em direção a cozinha, enquanto Regina iniciava os preparativos para o desjejum, Emma foi servir ração e trocar a água de Toby na área de serviço.

Regina preparou ovos, bacon e suas estimadas panquecas, sob o olhar atento da esposa, que realmente adorava ver sua mulher cozinhando. Emma fez chocolate quente para as duas, colocando canela em cima do seu e as duas mulheres sentaram para desfrutar do café da manhã. Em um clima descontraído e amoroso, fizeram a primeira refeição do dia, o momento não poderia ter sido mais agradável para as duas mulheres. Após organizarem a cozinha, tomaram banho e se vestiram para irem para a mansão. Emma estava com um vestido listrado preto e branco até a cintura e preto da cintura para baixo, que ia até um pouco acima dos joelhos, meia calça preta, botas de cano longo pretas, um sobretudo preto por cima e um cachecol vermelho longo. Enquanto Regina vestia uma blusa de seda vermelha, saia de couro preta, meia calça preta, botas de cano longo pretas e um sobretudo preto por cima. A morena prendeu a guia na coleira de Toby, o levando até o carro e abrindo a porta traseira, ao que o cachorro prontamente pulou para dentro. Emma carregou os presentes que iriam dar para a família e amigos até o porta-malas do carro, entregando as chaves para a esposa, que estava encarregada de dirigir até a mansão.

A mansão estava majestosamente decorada, logo que entraram foram informadas pela governanta que Cora estava na sala de estar. Seguiram com Toby para o local, encontrando não apenas a matriarca do Mills, como também Killian e Milah. Cora estava sentada em sua poltrona, enquanto Killian e Milah estavam no sofá de dois lugares ao lado.

- Finalmente vocês chegaram. – Cora se levantou e foi abraçar a filha e a nora. – Pensei que tinham desistido de virem.

- Que exagero, Mamãe. – Regina sorriu. – Estávamos apenas aproveitando a nossa manhã de natal, deixe de drama.

- Olha quem está falando em exagero e drama. – Emma provocou a esposa.

- E Regina? – Killian esperou a irmã lhe dirigir o olhar para continuar. – Não precisamos saber o que vocês estavam aproveitando antes de virem para cá, informação demais, irmãzinha.

- Não desse jeito, idiota. – Regina revirou os olhos. – Eu me referia ao café da manhã.

- Vou fingir que acredito. – Killian sorriu.

- Aonde está o Albert? – Emma questionou a sogra, tentando mudar de assunto, já sentia suas bochechas corando de vergonha. – Pensei que ele já estaria aqui também.

- Deve estar chegando. – Cora informou, enquanto voltava a sentar em seu lugar. – Ele estava esperando o sobrinho chegar de viagem, para virem juntos.

- E o resto do pessoal vem só para a ceia mesmo. – Milah completou.

Emma soltou a guia da coleira de Toby, que foi deitar no tapete em frente a lareira, sentando no sofá de três lugares de frente a Killian e Milah, com Regina ao seu lado. Killian serviu eggnog para todos e iniciaram uma conversa sobre os planos de Cora para a sua viagem, que seria no dia seguinte. Cerca de uma hora depois, Albert chegou acompanhado de seu sobrinho August Spencer, um homem alto e de olhos azuis. Após as devidas apresentações, iniciaram conversas sobre o cotidiano, fazendo o tempo passar mais rápido do que sentiram. No início da tarde, Zelena, Ruby, Eugênia e Anita se juntaram a eles. E uma hora antes do marcado para iniciar a ceia, Graham, Sidney Glass e sua esposa Colette chegaram para as festividades.

A mesa da sala de jantar estava impecável, com velas vermelhas decorando e um grande peru recheado e decorado com frutas coloridas no centro dela. Havia também uma grande variedade de comida, incluindo purê de batatas e saladas variadas. Todos sentaram à mesa, desfrutando de uma deliciosa e agradável ceia de natal. As conversas animadas e risadas prazerosas eram ouvidas em meios as garfadas e goles de vinho tinto. De sobremesa foram servidas tortas de maça e biscoitos de gengibre. Após a ceia, voltaram para a sala de estar, aonde trocaram presentes de natal. Eugênia contava a Sidney e Colette o quanto estava orgulhosa e animada pelo casamento de sua filha e Zelena. Anita estava entretida em uma conversa com August e Graham. Albert, Cora, Ruby e Zelena falavam animados sobre seus respectivos planos de final de ano, o casal de noivas iriam sair em viagem também. Killian e Milah estavam no maior clima de romance, o que fazia Regina sorrir pela felicidade estampada no rosto do irmão. Emma se aproximou da esposa, segurando sua mão e sussurrando em seu ouvido.

- Vamos para casa, meu amor. – A loira olhou para os olhos castanhos que tanto amava. – Está na hora de sermos só você e eu.

- Quer se aproveitar de mim, minha vida? – Regina sorriu, entrelaçando seus dedos nos de sua amada. – Não precisa falar duas vezes, vamos embora agora mesmo.

- E se eu quiser? – Emma ergueu a sobrancelha.

- Eu sou toda tua. – Regina selou os lábios cor de rosa. – Hora de dar tchau.

A loira concordou com a cabeça, seguindo ao lado de sua esposa para se despedirem de todos. Agradeceram pelo dia adorável a Cora, felicitando boa viagem a ela e Albert. Desejaram boa viagem para suas melhores amigas, que iam fugir do inverno para o calor da Flórida. Após se despedirem de todos os presentes e antes de saírem, Regina puxou o irmão para um canto, para falar sobre o jornal, enquanto Emma prendia a guia na coleira de Toby.

A volta para casa foi rápida e tranquila, já havia anoitecido. Quando chegaram em casa, a loira desceu do carro e soltou Toby, que saiu correndo para o jardim. Emma seguiu o cachorro, enquanto Regina terminava de estacionar o carro na garagem. A loira observava o cachorro farejar tudo pela sua frente, quando sentiu pequenos flocos de neve caindo por cima de si, olhou para cima e sorriu admirada, estava finalmente nevando.

- Olha só. – Regina se aproximou. – Natal com neve.

- Sim. – Emma sorriu maravilhada e olhou para a sua esposa. – Nosso pequeno milagre de natal aconteceu.

- Eu tive que subornar algumas autoridades celestiais para isso, mas valeu a pena. – Regina sorriu. – Afinal se minha mulher queria natal com neve, com certeza ela teria isso.

- Sua linda. – Emma esticou a mão para a morena, que prontamente a segurou. – Não tenho dúvidas de que se você pudesse, faria exatamente isso.

- Pode ter certeza que faria. – Regina olhou para o céu e depois para a loira. – Acho que não existe nada que eu não faria por você, meu anjo.

Emma sorriu emocionada para a morena, iniciando um beijo lento e carinhoso. Encerraram o beijo, encostando suas testas e sorrindo uma para a outra.

- Falando sobre isso. – Emma mordeu o lábio inferior.

- Sobre isso o que? – Regina franziu as sobrancelhas.

- Sobre milagres e coisas que faríamos uma pela outra. – Emma respirou fundo. – Eu tinha pensado no momento perfeito para te falar isso, a minha ideia seria entrarmos e depois de trocarmos os nossos presentes sob a árvore de natal, na frente de nossa lareira acessa, eu entraria no assunto. Mas aqui. – Emma olhou para cima por um momento, antes de voltar a olhar para a morena. – Com a neve caindo, essa neve que chamamos de pequeno milagre de natal. E você me falando essas coisas lindas e perfeitas, eu sinto que é o momento certo, é o nosso momento.

- Nosso momento? – Regina sorriu.

- Sim, o nosso momento. – Emma sorriu, com lágrimas em seus olhos verdes intensos. – Eu quero um filho, Regina. Eu quero o nosso filho.

 


Notas Finais


Gostaram?
O que acharam do natal do nosso casal preferido???

Feliz dia das crianças para todos, que sempre possamos manter a nossa criança interior viva e feliz dentro de nós ;)

Beijos e abraços


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