História Ace of Gold - Capítulo 65


Escrita por: ~

Postado
Categorias Inazuma Eleven (Super Onze)
Exibições 49
Palavras 2.440
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ecchi, Esporte, Hentai, Luta, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Yo! õ/ Cheguei, galera!
Finalmente cheguei numa das temporadas mais esperadas por mim, de certo modo! xD

Muita coisa vai mudar nessa temporada! Espero que gostem!

Boa Leitura! ;)

Capítulo 65 - 3T - O Destino do Futuro


Fanfic / Fanfiction Ace of Gold - Capítulo 65 - 3T - O Destino do Futuro

– Fujam daqui! – gritou Myah, assim que a porta do trem se fechou.

Haym se espremeu entre Endou e Goenji, e passou a bater contra o vidro da porta, enquanto todos tentavam se amontoar para ver a garota do lado de fora.

– Myah-chan! Não seja tola! Entre do trem!

– Ele quer à mim! Eu vou distraí-lo enquanto vocês fogem! – gritou ela.

Myah olhou para trás, enquanto via o garoto encapuzado aparecer. A loira não perdeu tempo em sair correndo, logo que o trem começou a andar. Ela pôde ouvir os gritos de seus amigos, mas não olhou para trás. Sabia que no seu encalço, estava um sujeito estranho, que a perseguia sem explicação. Ela subiu as escadas rumo à sala de espera. O lugar por sorte estava meio cheio, permitindo que ela se misturasse entre a multidão, mas ao olhar para trás, o estranho ainda a seguia, parecia que ele possuía um rastreador. Ao sair do meio da multidão, Myah tratou de pegar a escada rolante, subindo até o hall principal, onde logo passou pela saída, indo até o estacionamento, que por sinal estava vazio. Ela ofegou algumas vezes, antes de olhar para trás e para os lados, não avistando ninguém. Mas assim que se virou para ir embora, ouviu um estalar, mais exatamente como alguém prestes a puxar um gatilho. Myah se virou para trás, avistando o sujeito lhe apontando uma arma, meramente futurística à seus olhos. Ele sorriu por debaixo do capuz que ocultava seu rosto.

– Boa tentativa, mas não vai escapar. – falou ele.

– Quem é você?! E o que quer de mim?! – perguntou ela. Por trás da voz firme ela escondia nervosismo.

– Não importa quem eu sou, apenas o que você será. – começou ele, ao sorrir de forma maligna. – Uma pessoa morta nessa época!

Ele então puxou o gatilho. Um raio de luz azul saltou da arma rumo à loira. Seus olhos se arregalaram e ela caiu para trás com o susto. Um clarão ocultou a visão por alguns segundos. O par de olhos azuis de Myah se abriram lentamente, meio assustado, temendo o pior, a morte. Mas não havia dor. Ela olhou vagamente à sua frente. Ela sentada no chão. Três sujeitos altos estavam à três passos dela, sendo que o do meio segurava um escudo prateado. O sujeito encapuzado arregalou os olhos de surpresa, ao ver o seu raio transmutador ser defendido por aquele escudo.

– Não será nesta época que você terá êxito, Nômade. – falou o sujeito do meio.

Os olhos de Myah se arregalaram. Podia jurar que conhecia essa voz de algum lugar... O sujeito encapuzado apenas franziu o cenho, furioso pela intervenção.

– Merda! – praguejou, antes de desaparecer feito mágica, diante dos olhos de todos.

Os três homens que estavam diante da loira, finalmente se viram em sua direção. Todos tinham um sorriso nos lábios ao vê-la, ainda mais ver sua expressão de surpresa. Um deles tinha cabelos longos e castanhos, meio em dreads, roupas sociais, terno longo, gravata e óculos de lente verde. O outro possuía cabelos mais ou menos longos, brancos, olhos penetrantes, roupas sociais brancas. E o do meio, aquele que estava com o escudo, que do nada diminuiu de tamanho até virar um relógio de pulso, possuía blusa laranja, jaqueta branca, calças marrons e cabelos castanhos, e a maior surpresa de Myah: Uma bandana laranja na testa.

– É bom ver que está à salvo. – falou o de óculos.

– Desta vez nós chegamos à tempo. – falou o de cabelos brancos.

Myah ainda estava em estado de choque. Seus olhos mais que arregalados. Ela nem ao menos conseguia se levantar do chão, nem ao menos piscava o olho. Estava tentando acreditar no que seus olhos estavam vendo.

– Ei, diga alguma coisa. – falou enfim o homem com a bandana.

– N... Não pode ser... – Myah enfim conseguiu dizer suas primeiras palavras. – Isso só pode ser uma alucinação... 

– Não é alucinação. Nós somos reais! – falou sorridente o de bandana, ao estender a mão para a loira. – Sou eu. Endou Mamoru.

– Endou-kun? – falou Myah. – M-Mas...

– Pois é, eu cresci um pouco depois de 10 anos. – Myah enfim segurou sua mão, e ele a ajudou a se levantar. Era estranho, pois ela agora precisava erguer um pouco a cabeça para olhá-los. 

– Isso significa que... – ela olhou para o de óculos. – Kido-kun?

– Isso mesmo. – falou Kido, ao sorrir. – É bom vê-la de novo, Myah.

Ela ainda estava em choque. Não estava entendendo absolutamente nada do que estava acontecendo. Depois de alguns segundos, ela enfim mirou seus olhos na direção do último. 

– Não me diga que... – ela fez uma pausa. – Goenji-kun?

– Oi, Myah. – ele sorriu.

Foi então que se ouviu alguns passos de pessoas correndo, se aproximarem do local, com alguém clamando o nome da loira. Segundos depois, um grupo de adolescentes surgiu. Eram os jogadores do Inazuma Japan. Assim que viram Myah, todos ficaram aliviados, mas surpresos, ao ver a presença dos três homens próximos à ela. Os olhos de todos não poderiam ter ficado mais arregalados, principalmente os de Endou, Goenji e Kido. O Endou adulto apenas sorriu e acenou para ele.

– Oi! Eu mesmo do passado!

Os olhos do jovem goleiro saltaram para fora.

– A-A-A-Aq-Aquele ali é... – gaguejou o jovem Endou, antes de desmaiar.

– Não sei porque, mas eu já esperava essa reação dele. – falou o Endou adulto, enquanto uma gota descia sobre sua cabeça.

– Vocês podem nos explicar o que está acontecendo aqui? – perguntou Haym, com certa seriedade.

– Vamos conversar em outro lugar. – falou o Goenji adulto.

***

Decidiram por fim ir todos até a Escola Raimon, mais exatamente dentro da velha sala do clube. Todos estavam confusos com tudo o que estava acontecendo. Logo após o fim do Torneio Torre do Futebol e a prisão de Nomura, outro perigo pairava os jovens. Após todos se acomodarem e alguém dar uns tapas para que Endou acordasse, os três adultos começaram seus discursos e explicações.

– Vocês devem estar se perguntando, quem somos nós, ou como viemos parar aqui. – começou o Kido adulto. – Sim, somos realmente Endou, Goenji e Kido adultos, mais exatamente vocês daqui à 10 anos, mais ou menos. Nós viemos para o passado usando uma máquina do tempo.

– Máquina do tempo? Isso já existirá daqui 10 anos? – perguntou Andreza.

– Daqui 10 anos não, mas daqui 100 anos existirá. – começou Goenji. – Em certa ocasião, um jovem de um futuro 100 anos à frente, surgiu diante de nós e uma longa trama aconteceu. Depois que os problemas foram resolvidos, acabamos nos lembrando de um acontecimento, e pedimos à ele para que nos ajudasse.

– Esse acontecimento é... – começou Haym.

– O desaparecimento de Isao Myah. – completou Endou adulto.

Os olhos de todos se arregalaram com a notícia.

– Logo após o final do Torneio Torre do Futebol, um estranho sujeito apareceu diante de nós, no momento do embarque. – começou Endou. – Ele disse que estava atrás de Isao Myah, e caso não conseguisse seu interesse, ele mataria todos nós. Myah tomou toda a responsabilidade sobre si, nos trancou no trem e fugiu para longe, tentando afastar o sujeito da gente e nos salvar. Assim que conseguimos fazer o condutor do trem parar e sair, fomos em busca dos dois...

– Mas chegamos tarde. – concluiu o Goenji adulto.

– Myah já havia desaparecido, e o sujeito também. – falou Kido adulto. – Nunca mais a encontramos depois desse dia. Tentamos rastrear seu celular, mas o sinal dava inexistente. 

– Aquele cara... – começou Myah. – Disse que eu seria uma pessoa morta nesta época. – sua expressão era de seriedade. – Eu morri na sua época?

Todos ficaram apreensivos pela resposta.

– Não sabemos. – começou o Goenji adulto. – Nos registros você está morta. Foi feito um funeral público. Centenas de pessoas compareceram. Mas seu corpo nunca foi enterrado ou encontrado, então não à certeza de sua morte.

– Seu celular ainda está ativo, mas não pode ser encontrado pelo rastreador da operadora. – começou Kido. – Nossa hipótese é de que você está pressa em algum lugar, outra dimensão, talvez, apenas inacessível. 

– E por que esse cara queria matar a Myah? – perguntou Goenji, com seriedade, algo que chamou a atenção do Goenji adulto.

– Nunca descobrimos o motivo dele, e de ser apenas a Myah. – começou Endou. – Nós o vimos apenas uma vez depois de tudo. Ele deixou um robô com uma mensagem em holograma. Disse apenas que sua missão era Myah, e sem ela, Haym se tornaria inútil.

– Que bom que mencionou, pois eu quero saber. – começou Haym, ao bater a palma da mão na mesa, onde os três adultos estavam sentados. – O que houve comigo no futuro?!

Os três permaneceram em silêncio, algo que deixou o loiro ainda mais irritado, a ponto de subir na mesa e segurar Endou pela gola da camisa.

– Digam de uma vez!!! – gritou ele.

– Não houve nada. – falou o goleiro.

– O que?! – falou o loiro, com espanto.

– Você desapareceu, se isolou. Procurou a Myah durante anos. Perdemos contato. Você não atendia nossas ligações. Mas recentemente, você nos atendeu, e fomos te ver. Você se tornou um invalido. Abandonou tudo. Família, emprego, carreira... o futebol. Você nunca mais jogou. – concluiu o Endou adulto, algo que fez o loiro o soltar, ainda incrédulo.

– Ok, ok, ok! – falou Myah, ao se levantar e sacudir a poeira da calça. – Estou de saco cheio disso tudo. Eles me querem? Beleza. Deixem que venham. Vamos dar um chute na bunda desses caras como sempre fazemos.

– Sabíamos que reagiria dessa maneira. – o Kido adulto tentou sorrir. – Mas de alguma maneira eles estão fora de nosso alcance no momento, e é perigoso pra você. Se eles te pegarem, será o fim.

– Não vão me pegar. – falou ela, determinada. – Na época de vocês eles conseguiram porque eu estava despreparada, mas não vai acontecer de novo.

Foi então que uma bola invadiu a sala do clube pela janela, quebrando o vidro em mil pedaços. A bola pairou sobre a mesa e começou a girar, enquanto um holograma se formava sobre ela. O mesmo rapaz de capuz apareceu, sorridente.

– Então vocês resolveram interferir mesmo. – falou o sujeito, para os três adultos. – Que seja. Cedo ou tarde nós teremos Isao Myah em nossas mãos, e salvaremos nosso destino. Fiquem espertos, pois vocês serão aniquilados pelo esporte que mais amam no mundo. 

Dito isso, o holograma desapareceu e a bola estourou em forma de confetes. Todos logo expressaram seriedade em seus rostos, diante de mais esse desafio.

– Já temos mais um desafio marcado. – falou o jovem Endou.

– Parece que não temos paz nunca. – protestou Kazumi.

– Primeiro de tudo, nós temos que manter a Myah à salvo. – começou Goenji adulto. – Essa época não é mais segura no momento. Toda vez que eles te acham, é como se deixasse uma trilha. Temos que apagá-la. 

– E como vamos fazer isso? – perguntou Kazemaru. 

– Mandando a Myah para outra época. – falou Kido, algo que surpreendeu à todos. – Vamos fazer uma ponte entre esta época e a nossa, para nunca deixar um rastro fresco para os Nômades, como eles se auto declaram. E nem pense em protestar, Myah, pois eu sei que ia fazer isso. 

A loira apenas fez um pequeno bico com os lábios, enquanto cruzava os braços e desviava o olhar.

– A máquina do tempo consegue suportar apenas vinte pessoas por vez. Com os que vieram, já somos cinco. – começou Endou. – Levaremos um time de apoio desta época. Nunca se sabe.

– Tudo bem. – começou o jovem Endou. – Ah, Myah?

– Não, faça as honras. Eu não decido mais por mim mesma. – falou ela, ao encarar os três adultos, que apenas se entreolharam, com gotas sobre as cabeças.

– Beleza. – começou Endou. – Ah... Eu, Goenji, Someoka, Kido, Kazemaru, Fudou, Kabeyama, Hiroto, Fubuki, Myah, Haym, Kazumi, Andreza, Tsunami e Kogure.

– VOCÊ NÃO VAI LEVAR O GENDA-KUN?! – gritou Andreza, com veias e mais veias na testa.

– Ah, é que... – gaguejou Endou, apavorado.

– Tudo bem, Deza-chan. Não há espaço na máquina. Eu fico por aqui por enquanto. – falou Genda, sorrindo, algo que acalmou a morena.

– Se você não vai, eu também não vou! – gritou ela, agarrando Genda, que ficou todo sem jeito.

– Kazumi-chan, eu prefiro que você fique também. – falou Kazemaru.

– Hã? Mas por que, Kazemaru-kun? – perguntou a ruiva, preocupada.

– Vai ser muito perigoso e tenho medo que se machuque. – começou o azulado. – Fique, por favor.

Kazumi pensou por alguns segundos, antes de se decidir.

– Tudo bem. – falou, com um pequeno sorriso.

– Ei, e eu?! – começou Kogure. – Eu nunca disse que iria! Eu topei em ajudar nesse Torneio absurdo, mas viagens no tempo e lutar contra caras do futuro com armas de teleporte? Nem pensar!

– Kogure-kun! – repreendeu Haruna.

– Tudo bem, Kogure. – falou o Endou adulto. – Escolher ajudar é uma decisão de vocês, não vamos forçar ninguém.

– É, mas com isso já temos três desfalques. – falou Tsunami.

– Levem a gente!! – gritou Toko e Rika, com corações nos olhos, loucas para pularem em Haym.

– NEM PENSAR!!! – gritaram Aki, Natsumi e Haruna, segurando as duas.

– Ah, com licença. – chamou Toramaru. – Eu gostaria de ir, por favor.

– Será de grande ajuda, Toramaru. – falou o jovem Goenji, sorrindo.

– Não precisam levar necessariamente os quinze jogadores. – começou o Kido adulto. – Podemos ir assim mesmo.

– ESPEREM!! – alguém gritou.

Ao olharem para trás, vêem uma jovem se aproximando.

– Isane??!! – falaram ambos, Kido jovem e Kido adulto.

– Eu vou junto. – começou ela, sorridente. – E nem pensem em dizer não, Yuuto’s. Eu vou e pronto!

Os Kido’s trocaram olhares, deram um sorriso torto e deram de ombros.

– Com a vaga extra, porque não levam uma assistente? – propôs o Goenji adulto.

– Boa ideia! – falou Endou. – Você aceita, Aki?

– Desculpem, mas... – começou Myah. – Por que não levamos a Haruna-chan? Ela tem um leptop e uma filmadora. Pode ser útil. – concluiu, sorrindo.

Os olhos de Haruna se arregalaram de surpresa. Myah a olhou, com um sorriso revelador, acenando positivamente com a cabeça, algo que fez a Otonashi sorrir de encanto, ao entender o recado.

– Beleza! Agora estamos prontos! – falou o jovem Endou.

Os três adultos os guiaram até a máquina do tempo, que na verdade era...

– A Inazuma Caravan?! – gritaram todos, surpresos.

– Não! – falou uma voz. – Essa é a máquina do tempo! 

– De onde veio essa voz? – perguntou Haruna.

De repente a porta se abre e dele salta um ser pequeno, azulado e fofo.

– Eu! Wandaba!

– UM URSO DE PELÚCIA?!! – gritaram Endou, Tsunami e Kabeyama.

– Ele é bem enérgico, não se iludam. – falou outra voz, saindo da Caravana. – Meu nome é Fey Rune. É um prazer conhecê-los, apesar de eu já os conhecer de maneira indireta.

Todos entram na Caravana. Myah foi a última, ficando parada na porta por alguns segundos.

– O que foi, Myah? – perguntou o Endou adulto.

– Eu tenho um compromisso aqui mais tarde. – começou ela. – Vocês querendo ou não, eu vou voltar. – ela olhou pela janela. – Para cumprir minha promessa. – pensou ela.


Notas Finais


E assim se inicia a Terceira Temporada de ACE OF GOLD! ;)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...