História Acidentalmente Grávida - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Naruto Uzumaki
Tags Hinata, Itachi, Itahina
Exibições 153
Palavras 1.151
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fantasia, Festa, Hentai, Josei, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Shounen
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um cap ai pra vcs!

Capítulo 4 - A Deusa da Lua


Fanfic / Fanfiction Acidentalmente Grávida - Capítulo 4 - A Deusa da Lua

Itachi sentiu a adrenalina lhe inundar o corpo, aumentando sua pulsação a ponto de doer, enquanto os fogos espocavam do lado de fora, recordando-lhe horrores que viajara meio mundo para esquecer.  

Na obscuridade do quarto, Hinata parecia etérea e luminosa. Ele mergulhou nos seus olhos e sentiu o pânico se dissolver numa onda anestesiante de desejo. A sua racionalidade se esvaiu como a areia entre os dedos.

 Por um instante ele ainda tentou se ancorar na realidade, mas Hinata se aproximou, parou diante dele, e Itachi não viu mais nada. 

— Nem eu — ela disse em voz baixa. — Mas eu não quero voltar para a festa. — Ela estremeceu ao sentir que ele lhe tocava o ombro, e ele percebeu. 

— Você não gosta de festas? — ele perguntou beijando-lhe o pescoço com deliberada lentidão. 

— Não gosto de multidões. — Prefiro... — Ela suspirou num gemido. — Privacidade. — Não gosto de ser observada. 

— Você está no emprego errado — disse Itachi secamente. 

— Não me diga. — Havia um tom de dolorosa melancolia na voz de Hinata.  

Itachi levantou a cabeça e olhou para ela.  

Por um momento ela o fitou com um olhar esgazeado e depois lhe ofereceu os lábios entreabertos. Ele esqueceu todas as perguntas que lhe ocorriam. Não precisava saber, não queria conversar com ela. A atração era física, não emocional. Jamais se envolvia emocionalmente.  

Hinata o agarrou pelo pescoço e puxou-o pelos cabelos com uma avidez que se comparava à sua.  

Itachi sabia que bastaria puxar as alças no ombro de Hinata para que sua túnica escorregasse até o chão, mas ele resolveu ir devagar, controlando a cruel agonia do desejo. Fora por isso que ele viera. Naruto e a imprensa não passavam de desculpa. Aquilo era a sua salvação, o seu fogo purificador.  

Não importava no corpo de quem iria se perder, ou os lábios de quem beijaria.  

Eles nada significavam, não passava de um recurso para esquecer as imagens que o atormentavam toda vez que fechava os olhos, para recuperar a alegria de estar vivo. 

Hinata se afastou para recuperar o fôlego e controlar sua excitação.  

A luminosidade diminuíra rapidamente, fundindo as cores do quarto e do céu, e os dois pareciam flutuar.  

Itachi pegou-a pelo queixo e fitou-a com um olhar grave. 

— Preciso lhe avisar. — Isto não passará de uma noite. — Nada de promessas, de compromissos, de final feliz. — É isso que você quer? 

A honestidade de Itachi a fez perder o fôlego. Sem promessas, nem mentiras. No fundo, Hinata ficou desapontada, mas ainda estava estonteada de desejo.  

Na manhã seguinte partiria para a África, um mundo diferente, um novo rumo em sua vida.  

Aquela noite seria única: uma ponte entre o passado e o futuro. Não havia regras, apenas o imperativo do momento e de ter algo que pudesse recordar. 

— É — ela sussurrou, enfiando a mão sob a camisa de Itachi. — Apenas esta noite.  

Um novo estrondo ressoou no céu, espalhando estrelas cor de rosa, e Itachi se encolheu.  

Hinata desabotoou a sua camisa devagar, com mãos trêmulas, contendo a própria ansiedade, e ele não se mexeu quando ela lhe acariciou o peito. A única evidência de que estava excitado eram as batidas fortes do seu coração. Ela tentou lhe abrir o cinto, notou que havia outra evidência, desceu a mão mais um pouco e o acariciou por cima da roupa.  

Itachi fez uma expressão angustiada, mas logo se dominou e puxou-a pelos ombros, deixando-a sem saber se ele assumira o controle ou o perdera.  

Hinata perdeu a noção de onde estava e mordeu o lábio para não gritar, quando ele lhe beijou o pescoço e afastou as alças de seu vestido, deixando-o escorregar até o chão. A não ser por uma calcinha de seda minúscula, ela estava nua e ela era bela demais, perfeita, Itachi pensou desesperado. Envolta nas sombras da noite, com os reflexos prateados das folhas em seus cabelos, ela lembrava uma deusa distante e inatingível. Itachi a pegou pela cintura, com muito cuidado.  

— Selene... 

— O meu nome é Hinata — ela protestou magoada, mas estremeceu ao senti-lo acariciar-lhe os seios.  

Itachi riu mansamente: a insegurança de Hinata o comovia. Como se alguém pudesse esquecer o seu nome! 

— Eu sei. — Ele lhe beijou o pescoço e o espaço entre os seios. — No início achei que você era uma Deméter dourada, mas agora você parece Selene, a deusa da Lua. 

Hinata fechou os olhos e escondeu um sorriso. 

— Fale-me sobre ela. 

— Ela se apaixonou por um mortal, um belo pastor chamado Endymion, e não suportou a ideia de viverem separados. — Ele lhe beijou o mamilo e Hinata se arrepiou. — Ela pediu a Zeus que o fizesse dormir eternamente para livrá-lo da velhice e da morte. — Toda noite ela descia e se deitava ao lado dele. — Itachi viu o brilho luminoso do desejo nos olhos de Hinata e precisou se controlar.  

Ela ficou na ponta dos pés e o beijou. 

—  Parece que você sabe muito bem a história das grandes deusas — ela murmurou junto aos lábios de Itachi. — Ou você convive com elas, ou é formado em Literatura Clássica... 

Ele se afastou bruscamente e abaixou a cabeça. 

— Nenhum dos dois. — Saí no meio do curso. 

— Você abandonou a faculdade? 

— Eu desisti — ele declarou com amargura, voltando a beijá-la para esquecer a vida que deveria ter levado.  

Hinata gemeu, agarrou-se a ele e começou a tremer convulsivamente quando ele lhe lambeu o mamilo.  

Itachi sentiu o sangue pulsar em seus ouvidos, num ritmo primitivo e insistente que tudo dissolveu no milagre da pele macia e fresca de Hinata sob a sua língua. A razão o abandonou, o seu cérebro exausto e cínico se despedaçou e as imagens indistintas que o perseguiam se desmancharam sob o comando das sensações e do desejo.  

Ele sentiu que Hinata lhe abria o cinto com movimentos febris e lhe puxava as calças e a roupa de baixo. Os dois se beijaram e caíram sobre a cama, ainda se beijando, explorando o corpo um do outro com gestos ávidos.

Itachi se lembrou vagamente que ainda vestia a camisa, mas era tarde demais para despi-la, tarde demais para qualquer coisa. O tormento dos últimos dias, o estresse, o horror infindável que ameaçava as barreiras que ele construíra para se proteger haviam sido tragados pela voragem do desejo e aniquilados.  

Era como se algum mecanismo interno de sobrevivência tivesse sido acionado dentro dele, eliminando a necessidade de pensar, de planejar e de controlar, e Hinata parecia ter percebido porque o empurrou sobre a cama e se colocou sobre ele.

A sua pele imaculada parecia luzir e acentuar o brilho dos seus olhos quando ela se abaixou sobre ele e... O mundo externo saiu de foco, a explosão dos fogos se transformou em estalido, e ele nada sentia, além da sensação da boca de Hinata na sua carne, o toque de seus cabelos.  

Dios... Dios mio... Ele estava à beira do abismo, mas não queria mergulhar. Ele puxou Hinata pelos cabelos. 

....

 

 

Continua

 


Notas Finais


Até breve mina!


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