História Acinzentado - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Fluffy, Fuckwsuga, Sugakook, Sugar Cookies, Vmin, Yoonkook
Visualizações 329
Palavras 2.980
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oie
acabei de escrever e ja vou postando
e pelo celular ainda td bo
boa leita
leiam as notas finais *-*

Capítulo 4 - .the one where he kissed me


Fanfic / Fanfiction Acinzentado - Capítulo 4 - .the one where he kissed me


Depois de comer meu sanduíche e implorar para que Yoongi me desse o número ou endereço da lanchonete em que ele fez o pedido, eu liguei meu telefone e senti que, dessa vez, eu iria morrer, por ter dez chamadas perdidas da minha mãe.

Felizmente, apesar de suas preocupações, minha mãe sempre respeitou meu espaço e eu só precisava dizer onde e com quem eu estava para que ela ficasse aliviada e me deixasse ir para onde eu quisesse.

Ainda na casa do Yoongi, eu não queria ir embora. Me sentia estranhamente  confortável e ele me tratava como se eu fosse de casa. Me emprestou uma toalha, uma camisa preta e uma calça larga de moletom cinza que acabou ficando não tão larga, e eu tomei um banho.

Já passava das três da tarde e a sala estava cheia de sacos de salgadinhos e biscoitos, algumas latas de coca-cola.

Eu estava sentado no chão, as costas apoiadas desajeitadamente no sofá. Yoongi também estava sentado no chão, de frente para a TV, concentrado em apertar os botões do controle de seu videogame furiosamente enquanto matava zumbis.

“Yoongie” me aproximei, me arrastando pelo chão. “Você vai quebrar o controle.”

“Nah” ele riu. “Ele já aguentou coisa pior.”

“Eu imagino…”

A verdade era que Yoongi não fazia a mínima ideia de como jogar, mas se tinha um videogame, ele iria vencer. Eu estava esperando que aquele controle explodisse em sua mão ou que ele o jogasse na tela da TV. Ele agora mordia com força o próprio lábio, e sua expressão estava séria. Seria sexy se eu não estivesse com medo de que ele tivesse problema em controlar a própria raiva.

Foi quando eu tomei coragem para me levantar e propor que nós fizéssemos algo diferente que não envolvesse jogos, que alguém bateu na porta.

Gemi, frustrado. Eu já não me sentia tão nervoso na presença daquele garoto de cabelos cinza e sentia que algo poderia evoluir. Eu esperava ir embora quando estivesse anoitecendo, que ficássemos só nós dois, e ele fosse até o portão de seu prédio comigo. Não esperava que alguma visita aparecesse de repente e ficasse com a gente.

Yoongi de repente pausou o jogo e se levantou numa rapidez assustadora. Ele sorriu para mim e foi até a porta. Bateram novamente, mais forte dessa vez. Eu voltei a me sentar, dessa vez no sofá. Estava mais deitado do que sentado, na verdade. Antes que ele abrisse a porta, ela foi aberta por fora e um garoto alto de cabelos castanhos passou como um furacão pela sala, encarando o chão cheio de lixo com raiva no olhar.

“Eu não acredito que eu não posso passar um fim de semana na casa da nossa mãe que você já bagunça tudo!” Ele gritou, batendo o pé no chão, de costas para mim.

“Jin…”

“Não me venha com “Jin”, Min Yoongi!” Ele gritou outra vez. “Você não cansa de ser um irresponsável. Acha que eu vou limpar isso?”

“Jin.” Yoongi tentou mais uma vez.

“Pois eu não vou, Min Yoongi! Você vai! Eu não quero uma migalha nesse chão! Se o seu pai chegar aqui e…”

“Seokjin.”

Yoongi não gritou. Ele parecia bem calmo, e apenas elevou seu tom de voz, como se estivesse repreendendo o tal do Seokjin.

Este se virou, olhando para o irmão com cara feia, e seu olhar logo parou em mim, e então ele ergueu uma sobrancelha.

“Você não cansa de trazer esses pirralhos para a sua casa? Esse aí tem cara de quem anda com o Taehyung.”

Yoongi rolou os olhos.

“Jeongguk é meu amigo, Jin. Amigo do Hoseok também. E sim, ele anda com o Taehyung. São melhores amigos.”

“Puff, aquele idiota do Hoseok.” Seokjin suspirou. “Taehyung não é tão ruim quanto ele, mas…”

“Vê lá como fala do Hoseok, Seokjin.”

“Olha como fala do Taehyung.” Falei, em seguida.

Eu não me importo que falem de mim. Não me importo que me zoem. Mas detesto que falem ou zoem meus amigos. São como minha família e eu realmente me sinto no direito de defendê-los. Ohana, blá blá blá.

“Certo, certo” Seokjin suspirou. “Oi, Jeongguk. Eu sou Seokjin, irmão do Yoongi.”

“Oi” falei, meio receoso. “Ninguém nunca me falou sobre você…”

Ele cruzou os braços.

“Você não é meu irmão.”

Yoongi sorriu rapidamente e voltou a se sentar em frente a TV, mas invés de voltar a jogar, apenas desligou o videogame e começou a zapear pelos canais.

Engoli em seco, temendo presenciar uma briga, mas Seokjin apenas ignorou o acinzentado e deixou que algumas sacolas que estavam em suas mãos caíssem, indo para o banheiro em seguida.

Às vezes, a vida não está de bem com você. Ou Deus. Depende do teu ponto de vista.

“Caralho, que lixão!”

Eu torci para que eu estivesse apenas tendo uma ilusão, um delírio, quando Park Jimin apareceu na porta da casa de Min Yoongi. Hoseok estava logo atrás, com um sorrisinho malicioso do rosto.

“Gukkie, você passou em casa?” Jimin perguntou, entrando sem cumprimentar ninguém, como se fosse o dono do apartamente e se sentou ao meu lado no sofá.

“Eu conheço essa calça” Hoseok disse em seguida, não me dando chance de responder. “Não fui eu que te dei, Yoongi?”

“Foi?”

“Espera!” Jimin gritou, e então começou a rir.

Ele tinha aquele sorrisinho enorme no rosto, aquele de quem ia falar ou fazer merda.

Já me antecipando, eu respirei fundo.

“Não acredito que você finalmente perdeu a virgindade, Jeonggukie!”

Eu senti que minhas pernas fraquejariam se eu estivesse em pé. Meu rosto estava tão quente pelo rubor, que se tocassem minha testa, diriam que eu estava com febre.

Yoongi me olhou, inexpressivo. Jimin ria baixo, tentando esconder o riso com as mãos. Hoseok riu e tocou meu ombro.

“Eu vou buscar o Namjoon.” Ele disse. “Me contem os detalhes sórdidos dessa madrugada depois. Falou.” E saiu, rindo.

Eu nem mesmo conseguia falar nada, de tanta vergonha. Não era vergonha por ser virgem e ser ridiculamente exposto por um baixinho de cabelo laranja que eu chamava de amigo. Era vergonha de Yoongi, que me encarava. Eu sentia, mas não encarava de volta. Não conseguiria nem se quisesse.

Park Jimin estava fodido.

“Amigos que tiram a virgindade do outro, huh?” Seokjin apareceu do nada.

“N-não perdi nada” falei. Ou sussurrei. Eu não fazia ideia, se tinham escutado ou não. “E não me tiraram nada.”

“Huh, sei” Jimin rolou os olhos. “Já estava na hora mesmo, Gukkie.”

“Não teve hora nenhuma!” O olhei.

Eu nunca quis tanto tirar aquele sorriso do rosto de Jimin com meus punhos. E meus pés. Chutando.

“Sabe que dizem que, quando você perde a virgindade, seu corpo muda?” Seokjin riu. “Não sei se isso só vale para meninas, ou se só acontece se você perder durante a puberdade. Vamos esperar um mês e ver se algo muda nesse garotinho.”

Jimin nem mesmo fez questão de esconder que estava rindo quando se jogou ao meu lado no sofá e bagunçou meus cabelos.

“Cala a boca, Seokjin.” Yoongi disse. “Não aconteceu nada. Por que caralhos eu iria transar com o Jeongguk? Vocês são idiotas.”

E o riso de Jimin cessou rapidamente.



xxxxx



Acho que eu nunca saí tão rápido da casa de alguém. Eu meio que congelei no sofá, não sei quanto tempo passei lá, sentado, encarando minhas mãos suadas e geladas pelo nervosismo. Eu simplesmente saí. Nem me lembrei de pegar minhas roupas, de trocar, tirar a de Yoongi. Peguei meus tênis, ao lado da porta e saí.

Tentei me lembrar do caminho feito na madrugada, de volta para o bar, mas não consegui. Entrei e saí de umas ruas que eu não conhecia direito até encontrar o maldito bar e voltar para casa.

Meus pais não estavam e eu agradeci silenciosamente por isso. Não queria ter que mentir sobre o porquê de eu estar tão vermelho, já que ainda estava com vergonha. Era como se, enquanto eu andasse na rua, as pessoas me olhassem e me julgassem.

Certo, não vou mentir que nunca pensei em como Yoongi deveria ser lindo nu, em qual deveria ser a sensação ao ser tocado mais intimamente por ele, aquela mão macia, os dedos tortinhos. Aquela pele branquinha, sem muitas pintinhas e cicatrizes. Mas nem com Jimin eu havia compartilhado esse tipo de pensamento e era muito mais comum eu apenas admirá-lo.

Nunca acreditei que seria correspondido de alguma forma, independente se fosse da forma romântica ou não. Mas ouví-lo dizer foi… dolorido. Apesar de não acreditar, eu queria.

Tranquei a porta do meu quarto e tratei de tirar aquelas roupas que não eram minhas. Entregaria à um dos meninos depois, para que devolvessem.

Só de pensar em ter que ver Yoongi na segunda-feira, no colégio, eu sentia meu rosto esquentar novamente.

Por que caralhos um garoto lindo e interessante como Min Yoongi, olharia para um pirralho sem graça com um interesse platônico por ele desde a primeira vez que o viu? Seria contra as leis do universo. Min Yoongi talvez gostasse de garotas. Talvez gostasse de garotos e garotas, mas gostasse de garotos que valeriam a pena tentar algo.

O que eu sabia, afinal? Minha vontade era de enfiar minha cara no travesseiro até sufocar e não ter que encará-lo.

Puta que pariu, Jeongguk! - Pensei, assim que lembrei de não ter lembrado de pegar meu celular antes de sair do apartamento de Yoongi. - Eu só faço merda.



xxxxx



Quando eu saí de casa naquela segunda-feira, tudo o que eu desejava era ser atropelado enquanto atravessava a rua.

Depois de passar o domingo inteiro jogando qualquer coisa apenas para descontar a raiva que eu sentia de mim mesmo, eu recebi Park Jimin e Kim Taehyung. E o meu celular. Nenhum dos dois tocou no assunto de Yoongi, mas eu sabia que Taehyung sabia. Claro que sabia, namorando Park Jimin e aquela boca enorme.

De qualquer forma, os dois não ficaram muito tempo. Apenas me devolveram meu celular, comeram uns biscoitos que minha mãe fez, pegaram as roupas de Yoongi e foram embora.

Era visível o quanto o meu dia estava sendo uma bosta, plenas sete horas da manhã. Eu não fiz muita questão de desamassar o uniforme ou de pentear o cabelo direito. Eu só queria chegar cedo na escola, deitar minha cabeça na mesa e dormir. Dormir a aula inteira, igual Yoongi. E aí eu não precisaria encará-lo e estaria tudo bem.

Meus planos foram por água abaixo quando eu entrei na sala e Min Yoongi estava encostado na minha mesa, digitando algo em seu celular. E eu desejei tirar forças do inferno, se preciso, para que ele não percebesse que eu não queria vê-lo por estar muito envergonhado e não queria vê-lo até enfiar em minha cabeça que nós seríamos amigos. E só.

Fui até a mesa pelo outro lado da fila, apenas para não ter que ir até ele e pedir licença. Puxei a cadeira, pendurei a mochila em suas costas e me sentei, já me preparando para deitar, dormir e ignorar a existência daquele garoto de cabelos cinza que parecia estar ainda mais bonito do que o normal com suas sardas clarinhas aparentes.

“Bom dia, Jeongguk” ele disse. Eu engoli em seco.

“Bom dia” murmurei.

“Está tudo bem?”

“Por que não estaria?”

Foi um erro erguer minha cabeça para olhá-lo. Ele tinha aquele brilho no olhar, de que estava tentando entender algo, ou descobrir. E eu tentava parecer indiferente para que aquele maldito rubor não aparecesse.

Yoongi mordeu o lábio, brincando com seu piercing, e então assentiu.

“Por que não apareceu lá em casa domingo? Tae e Jimin foram, mas não me explicaram direito porque você não foi.”

Engoli em seco.

Eu não seria idiota de dizer que não iria querer ir. Nem inventar desculpa alguma. Eu não sabia que ia ter algo, porque meus dois melhores amigos nem se deram o trabalho de me dizer.

Eu teria ido? Não sei. Talvez eu fosse apenas para confirmar que estava tudo bem, esquecer a vergonha do dia anterior. Talvez a gente risse disso no futuro, quando eu não fosse mais um idiota.

“Eu nem sabia, na verdade.”

“Mas eu pedi que te chamassem…”

“Numa próxima eu vou.”

Forcei um sorriso, e Yoongi assentiu, parecendo meio desconfiado.

Talvez se eu tivesse penteado o cabelo, ele acreditasse.



xxxxx



Eu e Jimin estávamos na fila da cantina. Meu melhor amigo segurava uma bandeja e eu segurava minha vontade de subir até o terraço e me jogar de lá de cima.

“Você não vai comer, Jeongguk?” Ele perguntou, tentando escolher entre um potinho de pudim ou uma salada de frutas.

“Não tô com muita fome.”

“Hmmm.”

Jimin acabou escolhendo o potinho de pudim, e nós logo saímos da fila e voltamos para a nossa mesa.

“Você sabe que ficar pra baixo não vai adiantar muita coisa, não é?”

“Respeite minha tristeza, Jimin.”

“Qual é, Gukkie. Ele não quis dizer o que você entendeu.”

Rolei os olhos.

“Eu não me importo com o que ele disse. Não é como se eu esperasse que ele fosse me olhar de alguma forma diferente.”

“Gukkie...”

“Eu não tô muito afim de falar sobre isso.”

Jimin assentiu e eu esperei ele comer para voltar para a sala e poder dormir todas as duas últimas aulas. Durante aquele tempo, eu não vi sinal de Min Yoongi no refeitório e, talvez, fosse melhor. Eu não queria vê-lo. É.

Jimin, como sempre, não calava a boca, e eu, como sempre, não dava a mínima, mas fingia que dava. Nós estávamos andando para a sala, no corredor de armários, quando Yoongi apareceu, saindo do banheiro. Ele ria, e atrás dele, vinha um garoto pouco mais alto que eu, de cabelos castanhos, quase loiros. Yoo Kihyun.

Mordi meu lábio. Min Yoongi com uma expressão diferente da inexpressiva usual, rindo.

Puxei Jimin pela manga de seu blazer antes que ele chamasse Yoongi, ou ele nos visse. Eu não queria que meu amigo dissesse algo ridículo de novo, ainda por cima na frente de um desconhecido.

Talvez Yoongi gostasse de garotos como Kihyun. Bonitos e inteligentes. Bom na maioria das coisas que faz.


xxxxx


Já passava de uma hora da manhã quando eu tomei coragem de tomar um banho e vestir uma camisa para não dormir só de cueca. Depois da terceira vez em que minha mãe entrou no meu quarto para me chamar e me viu acordar com algo dando o ar de sua graça, eu comecei a usar camisa para tentar disfarçar de alguma forma.

Bocejei, chutando algumas roupas do chão para poder chegar até minha cama, quando ouvi um barulho estranho. Como um atrito. Algo batendo.

Passei um tempo olhando ao redor a cada vez que o barulho aparecia, até ouvir uma batida mais concreta. Como se batessem na porta, mas o barulho não vinha de lá. Vinha da janela.

Olhei em direção à ela,  quase me engasguei com minha própria saliva quando vi Min Yoongi apoiado em um braço no parapeito, enquanto acenava e batia na janela com o outro.

Corri até ela e a abri, segurando a mão de Yoongi em seguida para não encher o saco dele.

“Que merda é essa?” Perguntei, sem realmente estar com raiva. “Você sabe que horas são?”

“Belas coxas” ele sorriu pequeno, me olhando nos olhos.

“Podia ter mandado uma mensagem. Mais fácil.”

Desviei meu olhar do seu, mas não disse nada. Me sentei na cama, de pernas cruzadas, esperando que ele se explicasse.

“Eu vim saber por que você ficou estranho de repente.”

“Eu não tô estranho” murmurei.

“Escuta, Jeongguk” ele sussurrou, se sentando ao meu lado. A intensidade de seu olhar era uma tortura, assim como não correspondê-lo. “Eu não sou um dos seus amigos adolescentes que curtem esse tipo de drama. Você me conhece pouco, mas já tem uma noção disso. Não sou o cara mais paciente do mundo e gosto de sinceridade. Então, por favor, me fale se tiver algum problema.”

Eu mal percebi que estava prendendo a respiração. Seu rosto estava numa distância não tão considerável do meu. E eu não queria dizer nada. Afinal, o que eu diria? “Eu fiquei triste porque você disse que não transaria comigo.”? Eu estaria sendo ridículo. Yoongi daria risada da minha cara e aí sim me acharia infantil.

Mordi meu lábio, encarando minhas mãos.

“Não é nada com você, mesmo” fechei os olhos com força. Mentir para Min Yoongi, por mais bobo que fosse, não soava certo. “Me desculpe.”

Senti a mão dele tocar meu cabelo, numa carinho inocente, e me segurei para não deixar escapar um suspiro.

“Se veste” ele disse. “A gente vai dar uma volta.”


xxxxx


Com “dar uma volta” eu achei que Yoongi queria dizer que me levaria à algum lugar, caminhando, correndo perigo de sofrer um assalto, mas lá estava eu, em cima de uma moto que eu nem imaginava que ele tinha. Meus braços rodeavam sua cintura com firmeza. Eu sentia o vento gelado da madrugada bater violentamente contra o meu rosto, o que me fazia umedecer os lábios numa frequência anormalmente rápida.

Min Yoongi estacionou a moto em frente à uma praça. Era iluminada, a grama era verdinha e tinha umas poucas árvores bonitas aqui e ali, com brinquedos infantis espalhados.

Eu desci primeiro, e lhe dei meu capacete emprestado. Ele desceu em seguida  guardando ambos, meu e dele, e eu o segui até o balanço, onde ele sentou cruzou os pés.

“Por que me trouxe aqui?”

“É calmo.”

“Já deve passar das duas, Yoongi.”

“Só relaxa, Jeongguk.” Ele estalou a língua no céu da boca. “Pare de se preocupar com detalhes.”

Dei de ombros e me sentei no balanço ao seu lado. O céu escuro estava livre de nuvens, mas não possuía muitas estrelas.

Yoongi parecia tão sereno com os olhos fechados e a respiração calma que eu quase achei que ele tinha pego no sono, mas ele abriu os olhos e sorriu pequeno.

“Espero que você saiba o quanto é bonito, Jeongguk.” Ele sussurrou. “Quando eu perguntei por que transaria com você, não quis dizer que não transaria. Quis dizer que não transaria com você bêbado.”

Eu senti aquela quentura maldita subir pelas minhas bochechas, mas em momento nenhum consegui desviar meu olhar do dele. Principalmente enquanto ele se aproximava lentamente ao falar.

“Yoongi…”

“Shhh.”

Ele acariciou minha nuca, agora perto demais. Eu mordi o lábio, aproveitando a tez fria de seus dedos descerem pelo meu pescoço. Eu desejei não estar sonhando quando ele encostou sua testa na minha e selou demoradamente seus lábios nos meus.

E eu senti. Eu senti.

Senti minhas mãos tremerem levemente e meu estômago revirar de uma forma gostosa. Algo que eu nunca havia sentido antes.


Notas Finais


oi
eu so queria deixar claro aqui q se por acaso ces pensarem AHHH que momento curto - eh pq a historia e contada como se fossem lembranças do jeongguk ok bbs
*~*

@ethrealmin no twitter
curiouscat.me/troxalherme


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