História Ações previstas e uma criança - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Durarara!!
Personagens Celty Sturluson, Izaya Orihara, Shinra Kishitani, Shizuo Heiwajima
Tags Ação, Anime, Celty, Celty Sturluson, Drama, Drrr!, Durarara, Izaya, Izaya Orihara, Romance, Shinra, Shinra Kishitani, Shizuo, Shizuo Heiwajima, Yaoi
Exibições 86
Palavras 1.632
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Bom, esse é o segundo capítulo da fic, tentei caprichar mais, mas mesmo assim, ainda estou no começo, então peço mais uma vez que não me julguem e sim, me ajudem.
Temos que admitir que o primeiro capítulo de fic não ficou "lá aquelas coisas" se é que me entendem. Tenho muitas ideias e poucas habilidades para colocá-las em palavras, não querendo falar da minha vida pessoal, mas falando... até minha psicóloga (sem preconceitos) disse que tenho muitas ideias, poucas palavras. Como podemos ver, o primeiro capítulo da fic ficou muito curto, porque tenho que confessar que detalhes e paciência não são o meu forte, sou rápida e prática, e isso infelizmente acaba comigo na hora de desenvolver uma ideia. Então por que decidi escrever? Paixão, a vontade de colocar a imaginação no papel e o senhor Orihara. Sempre tive vontade de colocar ele em minhas histórias. Durarara é pra mim o melhor anime de todos, claro, deve haver animes com histórias e personagens mais fascinantes, mas Izaya e o anime em si me representam muito.
Espero que gostem, obrigada estrelinhas. (Só acho que ficou bem confuso 😞)

Capítulo 2 - Vamos quebrar a rotina, Shizu-chan?


Era por volta da uma hora da tarde e o moreno se encontrava sentado em um dos bancos de uma praça qualquer em Ikebukuro. Em comparação as pessoas - que andavam apressadas voltando do seu horário de almoço com medo de ouvirem reclamações do seu chefe por terem se atrasado - ele parecia calmo, sua expressão transmitia isso, mas sua mente estava a mil por hora. 
"...você faz a mesma merda todos os dias",  essa frase detonou o informante, não queria acreditar, que como os seus amados humanos, seguia uma rotina. Para ele, quem seguia uma rotina era previsível, ou seja, qualquer um sabia o que e quando fazia tal coisa. O fato de ser uma pessoa com ações esperadas, tornava-o fraco. Izaya sentiu-se traído por si mesmo.

- Izaya? - A voz familiar atrás do moreno soou surpresa.
- O que você quer seu tarado? 
- Iza... - O doutor clandestino estava acostumado com a grosseria do amigo, mas no fundo, sempre ficará um pouco magoado por não ter a amizade correspondida - É só que é raro ver você sentado por aí, tão... vulnerável.
- Sei que muitos me odeiam e estão esperando uma brecha para conseguirem me matar, mas o único problema pra mim é aquela loira de farmácia.
- Você se refere ao Shizuo? - Perguntou Shinra aproximando-se do banco onde o informante estava.
- A quem mais eu estaria me referindo? 
- Como você disse, muitos te odeiam, podia ter outra loira de farmácia querendo te esganar. 
- É, pode ser que tenha, mas essa outra loira de farmácia não é pária para mim, então que diferença faz? - O moreno olhou para seus pés que se moviam de um lado para o outro e suspirou.
- Você não está bem, está? - O médico se permitiu sentar do lado do amigo.
- Claro que estou! - Izaya se exaltou arregalando os olhos para o médico - Por que eu não estaria?! 
- É, m-mas não parece, você está com olheiras - Apontou para o arroxeado de baixo dos olhos do informante - E elas são bem roxas, você está parecendo um morto, mais parece que levou um soco.
- Tá, eu já entendi que minha aparência está péssima - Bufou.
- E por que ela está péssima? Sabe que pode me contar, sou um médico e seu amigo. 
- Virou interrogador além de médico? 
- Não, é só que estou curioso, por que não só sua aparência que mudou, mas seu comportamento também.
- Eu sou o observador aqui.
- Não quer mesmo me contar? - Shinra abriu os olhos na esperança de convencer.
- Se eu contar, vai parar de me encher o saco? 
- Ah, sim, sim!
- Rotina é o meu problema, Shinra.
- Rotina?! - Arqueou as sobrancelhas - Qual é o problema com ela?
- É entediante e... - Izaya não conseguia achar uma palavra para descrever o quão bosta era a rotina.
- Pode até ser entediante, mas é normal, todos seguem uma rotina.
- E por que todos temos de agir como todos?
- Por que é... eu não sei, normal? - Deu de ombros - Você quer ser tipo, o diferentão?
- Como é? - Franziu a testa.
- Ah, é uma nova linguagem quando a pessoa quer ser diferente de todas.
- Eu sei o que significa ser diferentão, só achei estranho.
- Izaya, todos seguem uma rotina, isso é normal, pois assim não teria tanta graça em fazer algo novo de vez em quando.
- Se eu fizer uma coisa nova todos os dias não vai perder a graça.
- Pode até não perder a graça, mas o sentimento de aventura, de ser um vida louca não vai ser tão grande assim. 
- Dá pra parar de usar essas expressões, você não tem mais 15 anos.
- Eu sei, eu sei, mas é diver... - Shinra foi interrompido por uma risada tempestuosa vinda de trás. O informante e o médico olharam na direção, na expectativa de não ser quem eles achavam que fosse. 
- Que cena linda de se ver, um médico com problemas sexuais e uma pulga fedorenta tomando sol na praça - Shizuo estava com um sorriso debochado, se segurando para não rir do que estava vendo.
- Ei, eu não tenho problemas sexuais, é você que tem tensão sexual pelo iza... - O moreno meteu a mão na boca do "amigo" impedindo-o de falar.
- Shizu-chan, quanto tempo, não? Faz o que, uma semana que não nos mata... nos vemos, hã? - Izaya abriu um sorriso maliciador - Senti saudades. 
- Cala essa boca seu maldito, perdeu juízo? 
- E ele tem juízo de certo? É o Orihara - a voz do doutor saiu abafada pois não conseguirá se livrar da mão do informante.
- Eu poderia ter jogado algo em você três vezes o seu peso, seu idiota, o que faz aqui?
- Shizu-chan, eu tenho a liberdade de tomar um ar, não tenho? 
- Infelizmente, sim...
- Então me deixe em paz - O moreno se virou para frente e voltou a sua expressão pensativa. 

Shizuo abriu um poucos os olhos, surpreso com a reação do menor. Geralmente, antes de começarem uma chacina pela cidade, os dois sempre tem uma pequena conversa cheia de agulhadas e malicias, mas dessa vez, o que vem depois da conversação, não veio.
- Qual é o seu problema? - Perguntou com um tom de preocupação, mas não passava de curiosidade. Aliás, por que ele estaria preocupado com seu pior inimigo.
- Que fofo da sua parte se preocupar comigo, Shizu-chan, mas eu estou bem.
- Mesmo? - O loiro se aproximou - Não me parece tão bem assim, andou apanhando de outro, é? - Se permitiu rir da cara do informante.
- Eu? - Izaya forçou uma risada - Eu não apanho de ninguém.
- Aham... sei.
- Ehhh, você duvida? 
- Izaya, eu te bato toda hora, eu não sei nem o por que de eu não estar te batendo agora, deve ser por eu estar com pena de te surrar com essa cara de morto.
- Sabe, vocês dois parecem aqueles casais de filme que transaram e anos depois se encontram agindo como se odiassem - Antes que o doutor pudesse rir, foi agarrado pelo colarinho pelo ex-barman furioso.
- Engraçado, eu estou com mais vontade de chutar a sua bunda do que a da pulga.
- Era... Era b-brincadeira - Shinra ria de nervoso, mas mal conseguia respirar. 
- É bom mesmo, se não eu quebro essa sua cara de tarado, seu desgraçado - Shizuo soltou o médico no chão, que caiu de bunda.
- Ai ai ai - O doutor se levantou às pressas com uma expressão de dor- Desculpa, haha, era só brincadeirinha, para descontrair. Eu acho que devo ir, gostei da conversa rapazes, de verdade, mas eu não quero ser acertado por um poste quando a briga começar - Deu as costas rapidamente aos homens mais perigosos de Ikebukuro e sumiu na multidão.
- Você assustou o coitado - Disse o moreno.
- Não me diga, ele só fala bobagens.
- Eu não acho que ele só fala bobagens, nós realmente parecemos que éramos um casal no passado, que transa... 
- Você tá afim de morrer? - O loiro interrompeu o menor já de saco cheio dessa história de sexo.
- A verdade, Shizu-chan, eu estou. Você pode me ajudar... quer dizer, responder algo pra mim?
- O que seria? - Perguntou sem qualquer interesse.
- Sem deixar sua raiva interfir na resposta, consegue fazer isso, não consegue, Shizu-ch...
- Tá, tá. 
- O que você acha da rotina?
- Rotina é rotina, porra - Deu de ombros.
- Seja mais específico.
- É algo normal, todos fazem... É natural.
- Mas não é chato? - Izaya levantou-se e aproximou-se mais do ex-barman. Estava sedento por uma resposta que acabasse com esse medo de previsibilidade.
- Não, é ótimo, todo dia a mesma coisa , sem surpresas - Shizuo deu um passo para trás, mantendo uma certa distância do ser praguento.
- Você quer dizer, preocupações? Vê surpresas como preocupações?
- Nem todas as surpresas são boas.
- Algumas são, não sente falta de levar um sustinho de vez em quando, Shizu-chan?
- Nada me assusta, pulga.
- Nhaaa, eu não te assusto? - Fez cara de desânimo.
- Não, pulga, você não me assusta, a única coisa que você causa em mim é...
- É uma ereção? BRINCADEIRA!
- BAITA RAIVA, CARALHO! - O loiro levantou o punho pronto pra socar aquela cara branca. 
- Ei, calma, calma... Tive uma ideia. Que tal você me ajudar a quebrar a rotina? Não precisamos nos matar.
- Pessoas que se odeiam se matam, seu imbecil.
- Justamente por isso que convido você para tomar um café comigo, topa? - O informante pareceu animado com a própria ideia.
- Desde quando você usa drogas? - Shizuo arregalou os olhos assustado com o convite do inimigo.
- Eu não uso drogas, eu só quero parar de me importar com a rotina.
- Quer saber, pra mim deu, cansei dessa palhaçada.

Shizuo deu meia volta, se distanciando do menor que ficou boquiaberto. 
- Shizu-chan, não ouse em me deixar aqui! - Izaya bateu o pé no chão como uma criança mimada que teve a compra de um brinquedo rejeitada - SHIZU-CHAN! 
- Vai pra casa, Izaya!

O informante ficou parado, observando o ex-barman sumir pelas ruas em meio às pessoas. Infelizmente, não foi dessa vez que encontrou a cura para sua "rotinofobia" que ele desenvolveu em menos de um dia. O que ele poderia fazer? A única maneira de amenizar o sentimento de fraqueza e orgulho afetado, neste momento, seria enfrentar a situação.


Notas Finais


Bom, minhas estrelinhas, foi isso. Eu sei, eu sei, preciso melhorar, mas foi o que eu consegui fazer. E ME PERDOEM QUALQUER ERRO!!Obrigada.


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