História Ações previstas e uma criança - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Durarara!!
Personagens Celty Sturluson, Izaya Orihara, Shinra Kishitani, Shizuo Heiwajima
Tags Ação, Anime, Celty, Celty Sturluson, Drama, Drrr!, Durarara, Izaya, Izaya Orihara, Romance, Shinra, Shinra Kishitani, Shizuo, Shizuo Heiwajima, Yaoi
Exibições 67
Palavras 2.015
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Aqui está o terceiro capítulo da fic, e ele será dividido em duas partes. Como disse, eu iria inserir um personagem criado por mim, mas apenas na segunda parte darei mais detalhes sobre ele. Eu não sei dizer se esse capítulo ficou bom, não tem nada de interessante nele, na verdade, a fic em si, não terá nada de misterioso e revelações, são apenas os acontecementos da vida de um informante que se irritou com a ideia de fazer as mesmas coisas sempre. Bom, como costumo dizer, conselhos são bem vindos. Espero que gostem, meus fantasminhas

Capítulo 3 - Garotinho assustado - Parte 1


Era fim da tarde, o sol já não brilhava com a mesma intensidade, e depois daquela conversa esquisita sobre "quebrar a rotina" com seu pior inimigo, Shizuo, o homem mais forte de Ikebukuro, andava tranquilamente pelas ruas, claro, tendo a força que tinha, não precisa se preocupar com nada. Mas não só por isso, terminará seu trabalho por hoje, por isso estava a caminho de casa. Não via a hora de se jogar no sofá e fumar o último cigarro, dentro do cubículo que chamava de apartamento.

"O que esse maldito quis dizer com quebrar a rotina? E por que diabos me convidou para tomar um café? O que este filho de uma puta está aprontando pra cima de mim agora? " pensou. O loiro não conseguia entender, ou melhor, se conformar que aquele desgraçado atreveu-se a convida-lo para tomar um café. Mas o que mais o deixara indignado e arrependido, era de não ter dado um soco naquela praga.

- Ué, achei que veria postes e máquinas de refrigerante voando pela cidade.

Shizuo reconheceu a voz e rapidamente se virou para trás.
- Shinra, Izaya está se drogando.
- Não, ele é assim mesmo, você sabe, Izaya não usa dro...
- Se ele não está usando drogas, então ele bateu com a cabeça - interrompeu.
- Ele bateu a cabeça ou você bateu a cabeça dele? - O doutor serrou os olhos desconfiado. Izaya não bateria a cabeça, a menos que ele tivesse escorregado na hora que estivesse pulando como uma gazela louca pelos prédios, mas isso era impossível.
- Ele me convidou para tomar um café.
- Ele... - riu descrente - Ele te... não, não - O doutor ficou boquiaberto - O QUE?!
- É, isso que você ouviu. 
- Vou examinar ele. Onde ele está? - Olhou para os lados procurando o informante como se fosse achá-lo.
- Eu deixei ele na praça, plantado lá. Aquela conversa estava ficando esquisita, podemos voltar, mas duvido que ele esteja lá ainda.

E foi isso que fizeram, foram atrás do moreno que parecia ter enlouquecido. Ficaram quietos o caminho todo, mas a mente dos dois estava cheia de perguntas sobre aquele ser que cismou com a rotina. Shinra não conseguia acreditar na ideia de seu amigo estar usando drogas, Izaya era louco, mas não anojoso e inepto. Para Shizuo, aquele pentelho estava tramando algo se fingindo de perdido. Seu inimigo era mal, os olhos vermelhos mostravam isso, seria capaz de qualquer coisa para fazer quem odiasse, sofrer. O loiro nem sabia o por que estava indo ver aquele infeliz de novo, mas a curiosidade era maior que sua raiva naquele momento, por incrível que parecesse, queria saber se Izaya estava mesmo com planos malignos por trás disso tudo ou se realmente estava com problemas, e isso era bom, se esse problema o deixasse fraco, seria fácil acabar com ele.

Eles duvidavam que o informante ainda estivesse lá, a essa hora, devia ter esquecido essa maluquice toda, mas eles estavam errados, Izaya se encontrava na mesma posição que Shizuo o deixou, só que agora de cabeça baixa, foi então que o loiro concluiu que sim, a sua tão odiosa pulga, tinha perdido mais um parafuso.

Shinra, ao ver o moreno parado com aquele ar de quem tinha levado o fora de alguém, disparou em direção do amigo, ao contrário do ex-barman, que se segurava para não sair correndo para bem longe dali.

- Iza! Então, nossa... você tá aí ainda? - O doutor tentava não demonstrar que  tinha o objetivo de arrancar respostas sobre a suspeita do uso de drogas, pois se fosse evasivo, provavelmente Izaya não responderia.
- Não, não... não tá vendo que eu to lá brincando com as crianças no parquinho? - Ironizou, apontando para o escorregador com aquela típica "cara de cu". 
- Nossa... tá, é que... precisamos conversar, sabe... drogas não é o melhor caminho para os seus problemas.

O moreno olhou para o maior, ainda com aquela "cara de cu"

- Shizu-chan, disse a ele que uso drogas? Já falei que não, poxa.
- Você me convidou para tomar um café  e... também está muito desanimado para alguém que parece ter hiperatividade.
- Eu não sou hiperativo, sou feliz, bem... não mais, na verdade, estou com problemas com minha identidade- Olhou para baixo novamente e por um minuto, pareceu que ia chorar - Mas eu não uso drogas, eu só queria quebrar a rotina - Disse se digirindo ao doutor clandestino. 
- Tsc - O loiro estalou a língua - Ele encasqueto com a porra da rotina.
- Pensem bem - A expressão do informante ficou séria - Por que temos que fazer todos os dias a mesma coisa?
- Por que não fazer todos os dias a mesma coisa? - Shizuo rebateu.
- Por que é chato, Shizu-chan!
- Você é chato - Rebateu mais uma vez.
- Olha... - Izaya colocou o capuz e enfio as mão no bolso - Se não vão me ajudar, eu vou embora.
-  Mas Iza, o que podemos fazer? - Shinra ficou chateado por não achar solução do sofrimento do amigo.
- O que vocês podem fazer é não encher mais o saco e... tem certeza que não quer tomar um café comigo? - Olhou maliciosamente para o loiro.

Shizuo desviou o olhar, não respondendo nada.

- Você que sabe, mas tenho certeza que você iria adorar, Shizu-chan - Pôs-se a andar, e os dois viram o informante sumir em umas das ruas.
- Você queria tomar um café com o Izaya? - Perguntou Shinra olhando o olhar distante do ex-barman, pois a reação do mais forte, despertou curiosidade.
- Admito que estou curioso para saber como seria, mas não. 
- Ah... só não entendo por que todo esse drama por causa da rotina. 
- Não dá pra entender ele.
- Não mesmo. Bem, mudando de assunto assim tão de repente, mas quer jantar comigo? Minha querida Celty vai trabalhar até tarde hoje, nem sei em que, e isso me preocupa. 
- Pode ser - O loiro dá de ombros - Eu não tenho nada pra comer em casa.
- Ah, ótimo, tenho companhia - O doutor levou as mãos para cima em sinal de felicidade.

Os dois sujeitos se dirigiram para o apartamento rapidamente, quando notaram que uma tempestade se armava no céu alaranjado por causa do por-do-sol. 

Mal entraram na casa do doutor, e a chuva "despencou" causando celeremente buzinas, motoristas irritados, tumulto nos sinaleiros e pessoas aglomeradas em marquises. 

- Quase que tomamos um banho, em! - Disse aliviado.
- Não esperava por essa, o céu estava limpo. Enfim, o que vc tem pra comer?
- Ah... eu pretendo fazer lamen, mas do meio jeito - Disse o médico orgulhoso de si mesmo.
- Quanto tempo vai demorar isso? - Shizuo tirou seu colete preto e largou em um dos sofás, ficando apenas com sua camisa social branca.
- Paciência.
- É sério que você tá me pedindo pra ter paciência? - Senta na mesa e olha para o doutor que agora virara cozinheiro.
- O que eu posso fazer? Não tenho poderes para adiantar isso aqui.

Batidas desesperadas na porta fizeram os corações dos dois saltarem pela boca. Estava tudo calmo, mas concluíram que se abrissem a porta, essa calmaria iria embora. 

- Mas quem será uma hora dessas? Celty disse que ia trabalhar, será que ela desistiu? - Shinra ficou esperançoso na ideia de ser a amada Dullhan, mas perdeu as expectavas quando as batidas desesperadas voltaram.

O doutor apressou-se em abrir a porta para ver quem a essa hora de uma noite chuvosa, batia com tanta força. As batidas chegavam a ser assustadoras, hesitou em abrir por alguns segundos, qualquer coisa, era só mandar Shizuo lidar com a situação.

Ao abrir, encontrou um sujeito esguio de roupas pretas molhadas, que tremia de frio, e que parecia esconder algo atrás de si.
- Iza... Izaya?! O que você está fazendo aqui? - O médico clandestino ficou espantado.
- É que... - O moreno olhou vagarosamente para baixo, querendo mostrar algo que estava ás costas.
- Mas o que... - Não conseguia crer no que estava vendo posterior ao amigo - Quem é esse menino, Izaya?! O que ele faz com você?!
- Eu não sei, eu não sei! Depois que me despedi de vocês, andei um pouco e quando voltei, ele estava na minha porta. Corri pelo prédio todo e pelas ruas mais próximas em busca dos responsáveis dele, mas ninguém se pronunciou. Vim aqui por que não sabia o que fazer.
- Isso é muito estranho - Shinra olhou para o menino agarrado em uma das pernas de Izaya, que também, como o informante, tremia de frio - O certo era você ter levado ele a uma delegacia, mas nenhum de nós vai sair  nessa chuva, entrem - O doutor deu espaço para que entrassem e fechou a porta.
- Então pequenino, qual é seu nome? - O médico se abaixou na altura do menino.
- Lou... Louwae - Disse encabulado, fitando o chão. O garotinho de cabelos pretos e olhos castanhos, estava com um pequeno roxo em uma de suas bochechas brancas.
- Nome diferente, o meu é Shinra, sou um médico, e você quantos anos tem? 
- C-cinco.
- Ahn, você é novinho e é uma gracinha, vamos secar seu cabelo e tirar essas roupas molhadas - Shinra se levantou e pegou a mão gelada do menino, e foi em direção ao quarto - Esperem, vou dar um jeito nele, antes que fique doente.

O moreno passou os olhos pela sala do amigo, vendo um colete preto jogado em um dos sofás, que instintivamente, levou a pensar: "Oh merda, não sou só eu que estou aqui, hã?"

Virando a cabeça mais para o lado, encontrando um ex-barman com o rosto vermelho de raiva, ofegante.

- Ahn, que privilégio o meu poder te encontrar mais uma vez hoje - O menor abriu um sorriso de orelha a orelha.
- Cala essa boca - Shizuo se esforçava para não tacar uma das cadeiras na cabeça daquele pentelho, mas se não se controla-se, acabaria por destruir a casa do médico.
- Calma, Shizu-chan, não vou te incomodar - Ergueu as mãos em sinal de rendição - Hoje, sua pulga favorita, veio na paz.
- Você vindo na paz ou não, eu continuo sentindo seu cheiro e ele me irrita - Serrou os punhos.
- Tá, mas não há nada que eu possa fazer, vocês vão ter que me aturar, por que vou jantar com vocês e... preciso ver o que vou fazer com aquele menino.
- Por falar nele, tem certeza que você não engravidou alguém e depois essa pessoa largou ele na sua porta? Ele é muito parecido com você. 
- Que?! Não! Ele não é o meu filho!
- Ah, bem, precisamos dar um jeito nisso tudo, ele parece ser uma criança tão doce e carente.
- Se ele se parece comigo e você acha ele doce, então... você me acha doce, Shizu-chan? - Izaya fechou os olhos, sorrindo de maneira meiga.
- Puta que pariu, não - O loiro revirou os olhos.
- Sabe, eu estava pensando na conversa que tivemos hoje mais cedo.
- Tá, e?
- Você disse que gosta da rotina.
- Aham...
- Correr pra me matar é quase uma rotina... se você gosta dela, então você gosta de correr atrás de mim, isso significa que... VOCÊ GOSTA DE MIM! - O informante colocou as mão na cabeça em sinal de espanto que chegou com a própria conclusão.
- CARALHO, PARA COM ESSAS CONCLUSÕES! 

Os dois ficaram um bom tempo se encarando, antes que Shinra viesse com ufania do trabalho de ajuda que tivera feito com o menino perdido.

Aquela seria uma longa, estranha e divertida noite. Um informante psicótico com problemas de identidade e uma criança desconhecida, fariam daquele dia um dia épico. 

Mesmo ao lado de um médico maluco e da sua pulga tão odiosa, não custava se policiar, para ver no que essa história ia dar. 

 

 


Notas Finais


Mais uma vez digo, acho que escrevi acontecimentos muito rápidos, parece que ficou confuso. ME PERDOEM QUALQUER ERRO! Foi isso, estrelinhas. Esperem a segunda parte.


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