História Acordo - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Noivado, Romance, Sasusaku
Exibições 105
Palavras 2.097
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura,

Capítulo 1 - O encontro


Capitulo 1 – O encontro

“Aqueles que controlam os outros podem ser poderosos, mas quem tem controle próprio é ainda poderoso.” (Philosopher Lao Tzu).

Dois dias depois do Natal, à luz avermelhada da aurora cobria todo o local, agora eu estava numa calçada deserta, diante de um arranha-céu do outro lado da rua, olhando para a cobertura onde ele morava.

Eu não poderia fazer isso. Casar com ele? Impossível.

Mas eu precisava.

Não estou com medo. Eu ajeitei a mochila velha no ombro. Casaria até com o diabo para salvar minha irmã.

Mas nunca imaginara que seria necessário. Pensei que a polícia fosse ajudá-la, mas, em todo lugar que eu ia, todos haviam rido.

— A sua irmã apostou a virgindade num jogo de pôquer? — perguntara um policial, admirado. — Foi um jogo entre namorados?

— O ex-namorado milionário da sua irmã a ganhou num jogo? — debochara o outro. — Tenho crimes de verdade para resolver, Srta. Haruno. Dê o fora, antes que eu resolva prendê-la por jogo ilegal.

Eu estremeci com o frio úmido do amanhecer. Ninguém ajudaria Ino, a não ser a minha pessoa.

Por minha culpa, ela se metera naquela encrenca. Se eu não tivesse aceitado o convite do patrão para jogar, sua irmã não teria precisado intervir para salvá-la.

Aos 6 anos, Ino já era uma exímia jogadora de pôquer e, na adolescência, se tornara especialista em trapaças, mas, depois de dez anos afastada daquela vida e trabalhando honestamente como camareira, ficara enferrujada. Só isso explicaria o fato de que ela tivesse perdido tudo para o odiado ex-namorado, com uma simples cartada.

Itachi Uchiha nós separara, mandando-me de volta para o continente em seu jato particular, e eu gastei o meu último salário para voltar a Konoha e tentar salvar Ino.Durante as 44 horas que haviam se passado desde o malfadado jogo, a única coisa que me sustentava fora saber que, se tudo mais falhasse, eu teria uma saída garantida,mas, agora que recorria a ela me sentia como se estivesse se jogando sobre o fio da espada.

Olhei para as janelas da cobertura, que refletiam o vermelho da aurora.

Assumiria minha responsabilidade. Fiz com que a minha irmã perdesse a liberdade e iria salvá-la, vendendo-se para o maior inimigo de Itachi Uchiha: seu irmão mais novo.

O inimigo do meu inimigo é meu amigo – pensei irônica. Considerando que os irmãos Uchiha haviam tentado se destruir mutuamente durante os últimos dez anos, Sasuke Uchiha deveria ser meu melhor amigo. Certo?

Senti um nó na garganta. Eu casaria até com o diabo...

Eu atravessei a rua, sentindo as pernas bambas. Levei um susto com a buzina de um ônibus que passava.Agora, não havia volta.

— Posso ajudá-la? — perguntou o porteiro, observando meu cabelo bagunçado, a camiseta amassada, as sandálias baratas.

 Mordi o lábio, nervosa.— Eu vou me casar com um dos moradores: Sasuke Uchiha.

O porteiro ficou indignado.— Está se referindo a Sua Alteza, o príncipe? Saia daqui, antes que eu chame a polícia!

— Por favor, ligue para ele. Diga que Sakura Haruno está aqui e que mudou de ideia. Diga que a minha resposta é sim.


 -Chamá-lo? Claro que não. — O homem torceu o nariz. — Você está delirando se acha que pode entrar aqui... A presença de Sua Alteza é segredo. Ele está de férias...

Revirei o conteúdo da mochila e por fim achou o cartão de visitas.— Está vendo? Ele me deu isso há três dias quando me pediu em casamento, em um restaurante self-service perto de Konoha.

— Restaurante self-service... Como se o príncipe fosse... — Ele pegou o cartão, viu o selo real e virou-o. No verso, estava escrito: “Caso você mude de ideia" 

— Mas você não é do tipo que ele... — o porteiro falou, admirado, me analisando.

— Eu sei. — suspirei irritada. Malvestida, amassada, eu não deveria ser o ideal de ninguém. Felizmente, Sasuke queria se casar com ela por outros motivos, e não por amor ou atração.

— Por favor, ligue para ele.

O porteiro pegou o interfone e ligou. Minutos depois, voltou-se para mim com um ar mais que surpreso.

— O segurança disse para você subir. — Ele indicou o elevador. — Trigésimo nono andar... E... felicitações, senhorita.

Ajeitei a mochila e entrei no elevador, me sentindo atordoada. Quando a porta abriu no trigésimo nono andar, logo sai, hesitante.

— Seja bem-vinda, Srta. Haruno. — Dois enormes seguranças me esperavam e logo me revistaram.

— O que estão procurando? — eu ri, irritada. — Acham que eu traria uma granada para aceitar uma proposta de casamento? — Os guardas me devolveram a mochila e me convidaram para entrar. — Obrigada. Ele está aqui?

— Sua Alteza está à sua espera — disse um dos seguranças.

— Ótimo... — eu me voltei para eles. — Ele é um homem bom, não é? Bom patrão? Ele é confiável? — perguntei, ansiosa.

Os dois olharam para mim, mas nada disseram. Fiquei irritada. Tudo bem. Não precisava de referências. Seguiria a minha própria intuição.

Ou seja: iria me meter em confusão. Havia um motivo para seu pai me ter deixado terras no Alaska, em condições especificadas no testamento: só iria recebê-las aos 25 anos ou quando me casasse. Ou seja: Ele sabia que a filha era ingênua e confiante e que precisaria de toda ajuda que estivesse a seu alcance. Dizer que eu era ingênua seria pouco...Mas, havia apenas dois dias, Ino lhe dissera que essa era uma de minhas qualidade.

Ino. Imaginava o que ela estaria passando naquele momento, como prisioneira de Itachi.

 Eu fechei os olhos, respirei profundamente e abri a porta. O luxuoso saguão estava vazio. Eu entrei e apreciei o lindo piso de mármore e o magnífico candelabro que iluminava a escada. A cobertura era como uma mansão no céu, pensei admirada,cruzando o saguão e entrando na sala.

Abri a boca ao ver a vista através das janelas de vidro, que iam do chão ao teto: as luzes ainda acesas da cidade e, mais além, o colorido avermelhado do sol que se elevava sobre o Pacífico.

Ouvi um pigarreio, e me virei lentamente, me deparando com um homem muito bonito. Ele tinha cabelos negros bagunçados, olhos ônix que brilhavam friamente, um corpo bem trabalhado e... –“ Mas que diabos eu estou fazendo? Admirando o idiota do meu futuro marido? Você está ficando louca Sakura, completamente louca.” – me censurei mentalmente.

— Então... Você mudou de ideia – comentou, com um sorriso cínico.

-Infelizmente sim – retruquei, contrariando a situação em que me encontrava – Isso deve ser o que as pessoas chamam de Karma.

— Da última vez em que nos vimos, você disse que nunca se casaria comigo — murmurou Sasuke, olhando-me de cima a baixo. — Por nenhum preço.

— Talvez eu tenha sido precipitada — comecei.

— Você jogou a bebida na minha cara.

—  Aquilo foi um acidente!

— Você fugiu de mim — disse Sasuke, se aproximando — como se fugisse do diabo.

— Porque pensei que você fosse o diabo — falei irritada.

 Ele arqueou as sobrancelhas.— É assim que você diz que vai se casar comigo?

- Sim – murmurei abrindo um amplo sorriso de deboche para o mesmo.

— Por que mudou de ideia? — perguntou ele.

-Não é da sua conta – resmunguei.Milionário por virtude própria, Sasuke era conhecido como um playboy sem coração, cujo único interesse, além de namorar modelos e aumentar a própria fortuna, era destruir o irmão que o expulsara da empresa quando esta estava na eminência de lhe render milhões de dólares.

Ele deu uma risada ameaçadora, diante de minha resposta.
— Você mudou de ideia, mas já lhe ocorreu que posso ter desistido de me casar com você?

Eu prendi a respiração — Você não faria isso!

— Sua rejeição me pareceu definitiva...

Fiquei apavorada.Gastei o meu último tostão para ir até ali. Sem a ajuda de Sasuke, Ino estaria perdida: seria propriedade de Itachi Uchiha para sempre.

Levantei os meus olhos de encontro aos olhos ônix do moreno e ele pareceu se surpreender com a determinação e a falta de medo em meus olhos. Estávamos nos fulminando furiosamente, como as pessoas costumavam dizer, nossos santos não batiam.

-Não pense que me assusta principezinho – eu comecei abrindo um amplo sorriso deboche – Já conheci pessoas mais assustadoras que você – terminei fazendo-o franzir a testa. Parecia ser a primeira vez que alguém falava assim consigo, meus olhos se estreitaram e o olharam como se pudessem ver através dele, lhe dando um sorriso ainda maior de deboche.

Ele aproximou-se um ou dois passos,  abaixando-se , ficando da minha altura. A nossa respiração batia um contra o rosto do outro.

Ele parecia irritado comigo, apanhando minha mão de frente para o seu peito. Segurando-a sem machucar-me.  Podia sentir meu coração querendo saltar pela garganta, nenhum homem havia se aproximado tanto assim de mim antes. Eu sabia com toda certeza que ele também podia ouvir as batidas do meu coração, de tão alto e rápido que ele batia.

-E eu deveria me importar com isso, irritante? – indagou em provocação com um grande sorriso prepotente, enquanto o meu sumia.

-Você é um idiota... – murmurei arrancando uma risada do mesmo, que parecia achar toda aquela discussão divertida. Até que ele era interessante, de fato, mas ele me irritava de um jeito que eu sequer consigo descrever.

-Você é a primeira pessoa que conheço que tem coragem de me ofender – começou – Acredito que esse vai ser um casamento interessante.

O meu coração quase parou.

- Então você ainda quer se casar comigo? – indaguei descrente.

-Claro – ele se afastou, soltando a minha mão.

— Diga: o que a fez mudar de ideia?

— Minha irmã...

— Ino a fez mudar de ideia? É difícil de acreditar.

— Seu irmão a sequestrou. Quero que você a salve. — eu esperava que ele se mostrasse chocado, furioso, alguma coisa, mas ele nada demonstrou.

— Itachi a sequestrou?

Eu mordi o lábio, desanimada.— Bem, tecnicamente, pode-se dizer que ela se ofereceu como aposta num jogo. E perdeu.

Ele fez um gesto de desdém.— Foi um jogo de namorados. De outra maneira, nenhuma mulher teria se arriscado. — Ele franziu os olhos. — Meu irmão sempre teve uma queda por ela. Depois de dez anos de separação, os dois devem estar delirantemente felizes por terem feito as pazes.

— Está brincando? — exclamei irritada — Ino o odeia! Ele a forçou a ir com ele!— ele pareceu ficar satisfeito, e eu cobri os olhos. — A culpa foi toda minha. Na noite seguinte à sua proposta, meu patrão me convidou para jogar pôquer, e eu esperava ganhar o suficiente para pagar as dívidas de meu pai. Depois que Ino dormiu, eu saí escondida, porque, além de ter me proibido de jogar, ela não confiava nele.

— Por quê?

— Ele nos contratou em Tokio, sem nos conhecer, pagando apenas nossa passagem de vinda para Konoha. Na época, estávamos muito desesperadas para nos importarmos, mas... – suspirei. — Ela tinha razão. Havia algo de estranho nisso tudo, mas eu não quis escutar... — Eu olhei para ele –Por minha causa, ela perdeu tudo em uma única cartada.

— E você acha que eu posso salvá-la.

— Sei que pode. Você é o único que tem poder suficiente para enfrentar Itachi, o único disposto a combatê-lo, por causa do seu ódio. — eu respirei fundo. — Por favor, eu não me importo com o que vai fazer comigo. Mas, se você não salvar Ino,não sei como vou viver comigo mesma.

Ele me olhou por um longo tempo.

-Venha comigo.

Ele se encaminhou para o salão , depois de pegar a minha mochila.Fiquei parada,apreciando o formato de suas costas musculosas e de seu traseiro. De repente, sacudi a cabeça, irritada.

Sasuke me levou até uma sala de teto alto, cercada de livros e com uma janela de parede inteira, de onde se via a cidade. Ele jogou a mochila sobre a mesa e foi até um bar.

— O que vai beber?

— Água pura, por favor — disse em voz fraca.

— Tenho água mineral com gás e posso mandar fazer café...

— Só água com gelo — Ele lhe entregou o copo. — Obrigada. —eu bebi avidamente enquanto ele me observava.

— Você é uma garota incomum, Sakura Haruno.

Incomum não parecia ser grande coisa.— Sou?

— É reconfortante estar com uma mulher que não tenta me impressionar.

— Tentar impressioná-lo seria perda de tempo.

— Incomum. E sincera. — Sasuke foi até o bar e se serviu de uma dose de bebida. Voltou para perto de mim e bebeu um gole. — Tudo bem. Vou trazer sua irmã de volta.

— Vai? — Se havia algo estranho na voz dele, eu estava fraca demais para perceber. — Quando?

— Depois que nos casarmos.— Ele olhou-me nos olhos. — Trarei sua irmã de volta e as deixarei livres. É isso que você quer?

— É! — exclamei.

Ele pousou o copo na mesa e estendeu a mão na minha direção.— Combinado?

Eu estendi a mão lentamente. Senti o calor da mão dele quando seus dedos se entrelaçaram.

-Combinado.


Notas Finais


Até a próxima.
Kissus de morango


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