História Acordo Infernal - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Jikook, Lemon, Namjin, Saga, Yaoi, Yoonmin, Yoonseok
Exibições 169
Palavras 2.150
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Avisos sobre a história:

→ Serão três histórias diferentes: Acordo infernal (yoonseok), Encontro infernal (jikook) e Baile infernal (namjin). E sim, é uma mini saga sequência, mas eu postarei uma de cada vez, embora elas se passem no mesmo cotidiano e no mesmo tempo.
→ Minha meta são de seis capítulos por fanfic e no máximo um epílogo.
→ Terá menção de Yoonmin, mas eu não vou desenvolver o shipper até porque o enredo é Yoonseok.

Dedico essa fanfic para a Jhen, a Nicke, a Nathe, Regi e Ingrid.

Boa leitura! <3

Capítulo 1 - Ideia Infernal


Fanfic / Fanfiction Acordo Infernal - Capítulo 1 - Ideia Infernal

Eu só podia estar enlouquecendo de vez. 

Onde eu, Min Yoongi, estava com a cabeça quando achei que ameaçar Jung Hoseok era uma boa opção? Fala sério! Que pessoa com o juízo perfeito tentaria intimidar o garoto mais gente fina e adorado de toda Sogang Business School? O cara era realmente um sonho de consumo. Presidente do grêmio, líder do comitê de organização de festas, rebatedor do time de baseball, aluno nota dez e ainda por cima, o moleque era o carisma em pessoa. E eu havia ameaçado ele. Eu e esses meus um e setenta e pouquinho, com esse saco de ossos que eu chamo de corpo. 

Ok, mas por que eu resolvi ameaçar Jung Hoseok?

Há quase dois anos eu consegui um estágio como assistente na direção da nossa escola. A principio, eu não participava de nenhuma atividade extracurricular ou era bom em algum esporte — sendo sincero, eu sou pra lá de bom quando assunto é basquete, mas jogar num ambiente escolar ou fazer qualquer coisa que precisasse de mais esforço físico do que meia dúzia de passos me cansava —, então fui escoltado (literalmente no sentido da palavra) a trabalhar meio turno dentro de uma salinha quente, com uma janela menor que Lee Soojung.

E é claro, ser assistente da diretora me trazia algumas vantagens. Na maioria das vezes, os professores confiavam em mim e eu tinha acesso à grande parte dos arquivos, desde a gestão documentar até mesmo os gabaritos e notas de provas. Contudo, ainda que fosse extremamente tentador ter todo esse poder em minhas mãos, nunca precisei utilizá-lo. Minhas notas não faziam de Min Yoongi um geek, mas eu ainda estava na média e isso serviu por um bom tempo... Até Kim Taehyung acontecer. 

Kim Taehyung é um desses garotos bonitos, disposto de uma voz grossa, alto e com um corpo legal, que se enquadra perfeitamente no padrão de beleza da maioria das pessoas. E ele era meu melhor amigo desde que nos conhecíamos por gente. Nossos pais estudaram juntos e basicamente traçaram toda nossa amizade enquanto ainda estávamos no útero.  Entretanto, vivíamos uma realidade distinta uma da outra. Taehyung era como um Deus da sociabilidade, chegava até mesmo a ser ridículo a maneira como aquela criança conseguia fazer amigos por todo lugar onde passava. Era simplesmente natural para toda aquela estranheza dele. 

E eu era apenas eu e não havia nada de interessante nisso. Nada além de notas medianas, camisetas de bandas que ninguém se lembrava de ter ouvido falar e um gosto ilimitado para leituras criminais. Eu estava enquadrado no maior clichê colegial existente e ainda sim havia optado por isso, mesmo sabendo que Taehyung era a solução para qualquer problema que eu pudesse ter. Eu gostava de ser quem eu era, por preferir passar os meus intervalos afogando-me nas melodias sensuais de Gnash, lendo Morte no Gelo, do que ficar perambulando pelo pátio com um monte de adolescentes fúteis. Eu havia escolhido isso e estava completamente adaptado. E mesmo assim aquele garoto estranho seguiu lá e respeitou minha decisão, continuando a ser o excelente amigo que era, mas isso tudo fora da escola. 

Talvez Taehyung estivesse certo todas as vezes que dissera que eu não era antissocial e sim um medroso. Sabe, as pessoas até tentavam conviver comigo e findar uma relação, mas nunca durava muito tempo. Minha guarda sempre estava alta e eu não costumo deixar que atravessassem qualquer barreira minha apenas por acreditar que eu, primogênito dos Min, sou total e completamente autossuficiente. 

Totalmente chatochatochatochato no estilo Yoongi de ser.

Não vou mentir que fiquei chateado quando meu melhor amigo virou quase-melhor-amigo de Jung Hoseok. E o pior de tudo foi o fato de eu descobrir sozinho que essa repentina aproximação só aconteceu porque Taehyung estava — e continua — completamente apaixonado pela irmã mais nova do garoto. Jung Sujeong o nome da menina. Garota bonita, tamanho mediano, rosto angelical e pra lá de doidinha, o tipo ideal do Kim bocó e ele não havia me contado nem mesmo uma migalha! 

Meu orgulho foi parar no fundo do poço e eu ignorei o dito cujo por uma semana inteirinha sem tirar nem por. Quando chegou pouco mais de meia noite do que seria o Dia do Amigo, lá estava Kim Taehyung, jogando uvas na minha janela — sim, uvas, já que no meu quintal havia uma parreira — e nessa noite eu vi aquele rapaz tão confiante baixar a guarda de um jeito inexplicável. Eu achei que ele fosse chorar!  Mas fiquei aliviado quando não aconteceu, já que a minha reação seria algo comparado a um "relaxa cara, existem tantas outras garotas por ai".

Nessa mesma noite ele me contou que Hoseok, o garoto modelo em diversos aspectos do colégio, estava levando bomba em matemática e precisava de ajuda. Juro de dedinho que pensei em lhe dar aulas particulares, mas Taehyung relembro-me que possuíamos turmas e professores diferentes e que lhe dar algumas aulas extras, sendo o aluno que sou não adiantaria em exatamente nada. 

Meu coração afundou no meu peito de um jeito estranho — e não era de um jeito apaixonado. Eu estava repleto de pena do rebatedor famosíssimo do time pela primeira vez na vida, afinal, ele nunca havia feito nada de ruim para mim ou para qualquer vivente naquela escola. Pelo contrário, ele era todo alegre, amigo de todo mundo, queridinho da geral e eu possuía o melhor amigo mais manipulador da face da terra, que em poucos minutos me convenceu de entrar nos arquivos da escola e fazer uma pequena mudança na nota final do tal Jung. 

Sinceramente? Não acho que tenha motivos para eu ter feito o que fiz e não acho também que alguma parte de mim se arrependa. Como qualquer adolescente, minha alma careceu de um pouco de adrenalina e só de pensar que eu poderia ser expulso, dedurado para a polícia por mexer em informações de uma instituição privada, levar uma surra dos meus pais e talvez ser banido de entrar em alguma faculdade fazia o meu interior vibrar em excitação, porque o melhor do que sentir o perigo nas próprias mãos, é senti-lo e não ser pego.

Então eu fiz. E quando as notas foram publicadas no mural ao final do terceiro bimestre, lá estava eu, fingindo ler algum folder em um dos painéis ao lado dos armários, observando a quantidade de alunos aumentarem e duplicar quando o sinal soou. Algumas meninas dando gritos histéricos e comparando suas notas com os das amigas e alguns jogadores aliviados por conseguirem se manter dentro do time. 

Até que Jung Hoseok surgiu no centro daquele mar de gente, o cabelo ruivo desbotado reluzindo ao lado do melhor amigo, Park Jimin, também conhecido como minha paixãozinha platônica. E ele sorriu tão, tão, tããão grande e bonito quando o amigo fodido até o talo levou a mão até os lábios surpreso, logo sussurrando algo para si, fazendo Jimin abraçá-lo quase que instantaneamente. 

Depois disso eu não ouvi o nome do rebatedor por meses. Ele ainda estava no colégio, ainda era popular, jogava bem, dançava que era um horror, mas eu apenas não ligava novamente para isso. Sentia como e a minha missão com Deus tivesse sido cumprida no momento que o salvei de bombar de ano. Mas ao contrário de não ligar para Hoseok, eu ainda ligava muito para Park Jimin e aquela cabeleira loira, sorrisão infantil e os músculos fodidos. De vez em quando me pagava secando-o na cara de pau, principalmente quando eu fugia para as arquibancadas com a desculpa de queria apenas ficar sozinho, quando no fundo eu sabia que era apenas para vê-lo jogar. 

E assim os meses passaram até o final de novembro. 

Dezembro chegou trazendo muito peso. A comissão de formatura estava a mil e metade do ensino médio havia se candidatado para ajudar no comitê de organização do baile. Já havíamos tirado nossas fotos com a toga para os convites, escolhido nossas músicas de entrada, os oradores de turma — Taehyung seria da minha e ele estava muito feliz. Os professores passavam as últimas revisões para as provas finais, enquanto nos inscrevíamos para a tão sonhada universidade.

Parecia um sonho, mas não era. 

Faltando menos de duas semanas para o baile, eu descobri que Park Jimin estava interessado em Jeon Jeongguk e como qualquer adolescente iludido, eu fiquei arrasado. Literalmente na foça. Chorei e tudo mais. Chorei porque eu era idiota e sabia que ninguém ia esperar por mim quando eu não demonstrava interesse ou investia. Chorei porque idealizei o ensino médio inteiro levanto ou sendo levado por Park Jimin para o baile e isso também não iria acontecer. E é claro, Taehyung me acolheu e disse que também estava pra lá de triste pois haviam convidado Sujeong para o baile antes dele e ela havia aceitado. 

No dia seguinte eu faltei a aula e fui somente a tarde para o turno do meu trabalho. Fucei em todos os arquivos daquele computador atrás de algo que pudesse pelo menos me sujeitar a um encontro com Park Jimin, mesmo que fosse à base da obrigação. O meu subconsciente simplesmente não aceitava que o ano estava acabando e eu nem ao menos havia dado umas beijocas naquela boca gostosa. Mas falhei miseravelmente, porque Jimin era mais certinho que a Virgem Maria e eu tinha que odiá-lo, pois só assim conseguiria superá-lo de alguma maneira, mas ele era perfeito em tudo!

E não é que eu tive uma ideia de gênio? Prazer, Shazam. 

Se eu não podia contra Park Jimin, então iria até Jung Hoseok já que uma coisa leva a outra. E foi só entrar na pasta do rebatedor que as coisas começaram a melhorar de cara. Ele estava mal em matemática. De Novo. E eu, Min Yoongi, tinha acesso ao gabarito da prova final. 

[ . . . ]

 

"Tae, você tem o número do Hoseok, não tem? Me passa se tiver."

Dizia a mensagem que enviei para o meu melhor amigo. Eu estava com tédio e sabia que o ruivo estava no campo treinando com o resto dos garotos e quanto mais rápido eu falasse com ele, mais rápido eu conseguiria um encontro e ele passaria de ano.

"Por que você quer o número dele? Não faça nenhuma merda, dboy. [contato - jhope]"

Salvei o contato dele e encarei o box de inserção por mais tempo que o esperado, digitando e apagando diversas vezes o conteúdo da mensagem. Eu realmente era um fracasso quando o assunto era socializar ou qualquer coisa assim. Estava pra lá de longe nas minhas habilidades saber puxar assunto com qualquer humano que não fosse os meus pais ou a criança chata do Taehyung. Eu era tão ruim nessa coisa de ser social ou ameaçador, que optei por ser direto.

"Me encontre atrás das arquibancadas quando o treino terminar. Não se atrase. 
Não fure. Não vai gostar queimar seu filme comigo."

Ok, devo admitir que meu coração quase saiu pela boca quando o celular começou a vibrar dentro do meu bolso. Mas eu era um medroso de quinta e não tive coragem de ler o conteúdo da notificação, mesmo sabendo que era de Hoseok. Apenas fiquei na minha, terminei meu trabalho, encarei o teto e esperei o tempo passar e o meu turno terminar.  

A escola estava quase vazia quando me dirigi até as arquibancadas do campo. Alguns alunos — jogadores, provavelmente — passaram por mim, enquanto tentava não parecer suspeito. Eu sabia que a possibilidade de Hoseok não aparecer era enorme, mas mesmo assim uma partezinha dentro de mim dizia que ele estaria lá, porque acima de tudo ele era um cara legal. E essa partezinha não se enganou, nem dessa vez nem nas outras. Ele realmente estava lá, encostado contra a lateral dos assentos, jogando algum joguinho barulhento em seu celular. Trajava uma bermuda leve, uma regata branca e seus cabelos estavam molhados.

Eu não queria assustá-lo, mas o barulho dos meus coturnos em contato com a brita fez com que ele se sobressaltasse e me encarasse com o cenho franzido. Já estava escurecendo e os holofotes estavam ligados a todo vapor.  

— Foi você quem me mandou a mensagem? — Ele perguntou, guardando o aparelho no bolso traseiro. Eu estava com medo da reação dele, devo admitir, então apenas assenti. — Min Yoongi, estou certo? Do 3B.

— Sim — Minha resposta fora completamente vaga. Jung ficou ali, me encarando, na expectativa de que eu dissesse mais alguma coisa, mas eu estava travado. E continuei assim por alguns bons minutos, até ele se cansar e soltar uma risada anasalada em escárnio, balançando a cabeça negativamente. 

— Pode falar logo o que você quer? Está anoitecendo e eu preciso ir para casa. 

Era agora ou nunca! Um belíssimo oito ou oitenta.

— Eu vou ir direto ao ponto — Cocei a nuca, olhando diretamente para o seu rosto. Eu precisava ser totalmente sério. — Se você quer se formar, faça com que Park Jimin tenha um encontro comigo.

 


 


Notas Finais


Lee Soojung é a Babysoul do Lovelyz. Procurem fotos dela com o Jin do BTS!! Tão lindinha e baixinha.
E sim! O Taehyung é hétero aqui. E a Sujeong "irmã" do hoseok é a Sujeong do lovelyz.

E obrigada para quem leu, não esqueçam de falar o que acharam, sim? Até a próxima <3


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