História Acordo Sedutor [MALEC] - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Asmodeus, Isabelle Lightwood, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Personagens Originais
Tags Malec
Visualizações 177
Palavras 2.451
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey
Desculpem a hora :)

Capítulo 9 - Competição e .....


O fim de semana inteiro... nem a menor sugestão de uma cantada. A maior parte do tempo, Alec ficara tenso, esperando que ele fizesse algo diante da atração que Alec sentia por ele e nem conseguia disfarçar.

Durante o jantar, quando ele elogiou a comida, como perfeita para receber de volta o "filho pródigo"; depois de um passeio a cavalo divertido no sábado de manhã; relaxando ao sol, depois de nadarem na piscina, onde ele tinha se sentido tentado a tocar naquele corpo atlético atraente e molhado.

Tantos momentos em que ele esteve vulnerável — com uma eletricidade perigosa percorrendo as veias — e sabia que ele notava sua reação.

Os olhos de Magnus brilhavam com essa percepção, uma satisfação silenciosa que parecia zumbir em volta dele, no entanto Magnus não se aproveitou disso nem uma vez sequer. Se ele realmente o queria como seu "amantezinho agradecido", aquela inércia não fazia sentido.

A não ser que Magnus quisesse esperar, conhecê-lo melhor, desfrutar do prazer de aumentar a expectativa dele de como seria uma relação mais íntima com ele. Ou talvez não quisesse nada disso, apenas um lugar onde pudesse ir ocasionalmente sem nenhuma complicação sexual.

Ele se despedira apenas com um beijinho rápido de agradecimento no rosto dele antes de partir, nada que merecesse muita atenção.

No entanto, depois de sua partida, ele ficou perambulando pela casa pensando nele até Jeanette chamá-la para jantar.

_Ele é encantador - declarou Jeanette. _ Um verdadeiro cavalheiro. Não sei por que Lady Maryse implicava tanto com ele. - E depois, com um olhar malicioso para Alec: _ E bonitão, também.

_Rapaz sensato - disse Graham, com aprovação. _Interessou-se por tudo. Compreendeu inteiramente como esta propriedade é administrada.

Eles tinham gostado de Magnus, que fora simpático com todos. Tinha conversado longamente com Graham e com Jace, que era o cavalariço que cuidava dos cavalos de Alec, há muitos anos.

Qualquer preocupação dos empregados em relação à aquisição de Magnus fora neutralizada neste fim de semana.

Ele seria bem recebido por todos, a qualquer momento que aparecesse ali. Porém não voltaria tão cedo.

_ Só voltarei quando acabar a redecoração - ele dissera.

Alec não sabia quanto tempo o decorador levaria para reformar o quarto principal, mas calculava algumas semanas.

Era estupidez se sentir tão... decepcionado por Magnus não estar louco para possuí-lo. Ele tinha uma vida muito ocupada na cidade, talvez uma pessoa que significasse algo para ele, um lindo homem que compartilhava regularmente de sua cama. Ele não precisava de um amante rural.

Alec devia sentir-se aliviado pela ausência de pressão sexual por parte dele, por a mãe estar enganada a respeito dele.

Pelo menos, quando Izzy telefonou ansiosamente às 8h, Alec não tinha nada para lhe contar.

_Ele já foi? - perguntou Izzy baixinho, como se Magnus pudesse escutar.

_ Já. Foi embora às cinco e meia.

_ Está tudo bem, Alec? Ele não...

_Não. Nada disso - ele assegurou à irmã. _ Como Jeanette comentou, ele foi um perfeito cavalheiro. E Graham e Jace ficaram muito impressionados com o interesse que demonstrou por todos os detalhes da propriedade. Um enorme suspiro de alívio.

_ Fiquei preocupada o fim de semana inteiro. Depois do que a mamãe disse sobre as intenções dele...

_Eu disse que não precisava se preocupar. Sei cuidar de mim, Izzy. Os concursos de salto estão cheios de cafagestes e tenho muita prática em afastá-los - o que era bem fácil quando não se sente atração por eles. _Magnus não criou problema nenhum. Pelo contrário, até levou o cronograma dos concursos de salto que quero participar, e garantiu que cuidaria para que suas visitas não atrapalhem os meus compromissos. E não tem problema você vir aqui me visitar.

Ele não acrescentou ' mas não quando ele estiver aqui', pois seria muito fácil evitar que as visitas deles coincidissem, e ele não queria que Izzy ficasse preocupada novamente com as intenções dele.

_ Ele parece... amável.

Amável não era bem o termo que Alec aplicaria a Magnus Bane. Pressentia forças obscuras reprimidas nele até chegar o momento oportuno para libertá-las. Só a presença dele provocava-lhe uma excitação nervosa impossível de ignorar ou controlar.

_Que pena que mamãe o excluiu de nossas vidas -continuou Izzy, pesarosa. _ Foi o fato de não conhecê-lo que me preocupou.

—_Bem, pelo menos ele não quer se vingar de nós, Izzy.

_Não. É claro. Está sendo muito generoso. Só não entendo por quê, já que nunca fizemos nada por ele.

_Talvez eu esteja fazendo alguma coisa agora, ajudando-o a se sentir bem vindo aqui. -Izzy suspirou.

_ Espero que seja só isso, Alec.

_Pare de se preocupar. E por aí, tudo bem? Tem falado com a mamãe?

_Não. E você?

_Também não. Mas vou ter de telefonar para ela.

Alec explicou a situação sobre o quarto principal, e os dois continuaram a conversar, tentando preencher o vazio de não terem mais a situação familiar a que estavam acostumados. Porém Alec não podia se abrir com a irmã sobre o que sentia por Magnus Bane - provavelmente, sentimentos tolos.

Ele fez o possível para esquecê-los nas semanas que precederam o Maitland Show, onde ele estaria competindo em dois eventos, sendo que o principal daria pontos para uma vaga na equipe da Copa do Mundo. Tratou de treinar seus cavalos e de se concentrar no que era importante para ele. Do lado da casa, ele se ocupou com a reforma do quarto principal e a retirada da mobília da mãe. Magnus não entrou em contato com ele, nem ele com Magnus.

Ele estava informado sobre o Maitland Show, portanto ele não teve o menor escrúpulo em partir com os cavalos e o cavalariço, Jace, para passar o fim de semana no show.

Havia acomodações para Jace no caminhão de transporte, ele ficou num hotel local, freqüentado por outros cavaleiros em busca de uma vida social nos intervalos entre os treinos e as competições. Ele pretendia se isolar, evitando as fofocas e a curiosidade dos companheiros, que certamente pensavam que ele agora era um rico herdeiro. Eles ficariam espantados se ele revelasse a verdadeira situação.

Não era da conta deles, e ele queria se concentrar na competição.

Seu ar reservado o tinha protegido de contatos pessoais. Porém, depois de ganhar o terceiro lugar em um evento, George Ponsonby havia concluído que ele estaria mais acessível devido a esse sucesso. Ele já tinha se casado com duas herdeiras, que tinham se divorciado dele quando descobriram que ele as traía com um cara. Aparentemente, ele era o próximo alvo dele.

Assim que ele desmontou, George deu-lhe uma palmadinha no traseiro, exibindo dentes branquíssimos num sorriso conquistador.

_Montou bem, Alec. Que tal montar em mim hoje à noite? Estou à disposição. E como agora você está cheio da nota, os drinques ficam por sua conta.

Antes que ele tivesse tempo de lhe dar um passa fora, outra voz interrompeu os, uma voz dura e desafiadora que não admitia oposição.

_Alexander não está livre hoje à noite. Ele vai jantar comigo.

_Magnus!

O choque ao vê-lo abalou seu coração e o deixou boquiaberto. George também ficou atônito com aquele confronto inesperado, pois se achava o dono da situação.

Ambos olharam Magnus — mais alto que George e irradiando a força sombria que Alec lhe associava — um homem perigoso se contrariado. Será que George sentia o mesmo? Ele se afastou rapidamente.

_Sinto muito. Não sabia que Alec tinha um compromisso — ele balbuciou, e logo se retirou.

Magnus observou a retirada apressada dele com um olhar sarcástico.

_Estava só tentando, não é?

Ele respirou fundo, com o coração batendo loucamente.

_George tenta com todos - respondeu secamente. _ Não consegue manter a braguilha fechada.

_Nenhuma ligação séria - concluiu Magnus.

_Nunca houve. Nunca haverá, não com ele — disse Alec, dando de ombros para mostrar que a situação com George era totalmente fora de propósito.

_O que faz aqui, Magnus? —

_ Vim ver você competir — seus olhos penetraram os dele. _ Estou atrapalhando algum compromisso seu?

_Não. Os cavaleiros são um grupo que usa o sexo para relaxar depois do ardor da competição. Não gosto desse tipo de intimidade inconseqüente, então, procuro simplesmente evitar.

Nem sabia para que tantas explicações, porém parecia-lhe importante que Magnus soubesse que ele não pulava na cama com qualquer um.

_ Então você não dorme por aí com o pessoal do circuito de saltos.

Havia uma satisfação sexual em sua voz. Uma onda de calor percorreu-o.

_Não sou uma conquista fácil em lugar nenhum, Magnus — ele replicou, sentindo que talvez ele quisesse levá-lo para cama e não querendo que Magnus pensasse que seria fácil. 

Ele sorriu, nem um pouco aborrecido com a declaração agressiva, divertido por ele ter achado necessário fazê-la.

_ Consigo uma conquista fácil na hora que eu quiser, Alexander. Não foi isso que me trouxe aqui hoje. Simplesmente queria vê-lo em ação, e estava prestes a felicitá-lo pelo terceiro lugar quando as intimidades de George com você me distraíram.

Ele sentiu-se confuso diante da tensão sexual que ele provocava nele. Provavelmente o interesse dele era apenas... interesse. Uma novidade. Algo diferente da vida normal dele. Respirou fundo para clarear a mente confusa e conseguiu sorrir para ele.

— Bem, sua intervenção foi bastante eficaz. Nunca vi George tão intimidado.

Ele riu. — Fiquei ofendido por você. O cara não só é um bolinador, como também um aproveitador.

Ofendido... Alec olhou para ele, pensativo. — Então agiu como meu irmão mais velho?

_Não - seu sorriso malicioso deixou os hormônios dele em polvorosa.

_Não. Agi assim porque quero você só para mim - ele indicou a lanchonete. _Achei que podíamos tomar um café antes do próximo evento.

_Prefiro algo bem gelado - ele estava acalorado, e não só devido à próxima apresentação.

_Como quiser - ele concordou transbordando em calma.

Ele tirou o capacete e passou os dedos pelos cabelos enquanto eles caminhavam para a lanchonete.

Com um sorriso sensual, ele o observou arrumando os cabelos rebeldes.

— Não posso condenar George por achá-lo sexy — ele comentou, cheio de admiração. _Seu cabelo é como um farol acima desta roupa de montaria justa como uma segunda pele.

Isso o conscientizou do corpo e de sua reação trêmula à atração sexual máscula de Magnus, realçada pelo jeans e camiseta pretos que ele vestia e pela força da personalidade dele, que ofuscava todos os outros homens.

_ É o uniforme oficial — ele respondeu defensivamente. _E devo dizer que George está mais interessado na minha herança do que em mim. Só que não tenho nenhuma herança. E você se intrometeu antes de eu poder esclarecê-lo.

_Ah! O problema de ter potes de dinheiro - Os olhos dele cintilavam provocantes e maliciosos. _ Pelo menos, de agora em diante você será desejado pelo que é, não pelo que tem.

Haveria algum desejo por ele fervilhando por trás daquele olhar? Sua cabeça rodava com a frustração de não saber, e então agarrou a oportunidade de saber mais sobre ele. _ E você, Magnus? Há muitas pessoas arfando pelo que você tem? Como consegue diferenciá-las?

Ele deu de ombros. _Mais cedo ou mais tarde, a diferença aparece. O tom cínico da voz dele levou-o a perguntar:

_ Nunca quis se casar?

Ele olhou-o de um modo que o atingiu direto no coração.

_ Está manobrando para se casar comigo, Alexander?

Ele estacou, chocado. Agitado por ele considerar isso possível, até provável, ele o confrontou com um protesto angustiado.

_Não! Nunca pense isso! Não sou como minha mãe! Jamais tentaria enredá-lo ou... ou...

Magnus sorriu sarcasticamente.

_ Então Lady Maryse sugeriu isso.

A certeza nos olhos dele tornava impossível negar. Alec teve a impressão dolorosa de que ele já sabia de tudo, antes mesmo dele balbuciar as palavras reveladoras sobre a mãe.

_Qual era o plano? — ele insistiu. — Me atrair para a sua cama e me deixar apaixonado?

Ele fez uma careta diante dessa dedução tão perfeita.

_ Ela disse que você certamente me desejava, senão não teria maquinado a situação comigo na propriedade, e eu poderia garantir o meu futuro... dando-lhe tudo que você quisesse... e amarrando pela paternidade - os olhos dele imploravam que ele acreditasse no que dizia. _ Mas eu nunca teria um bebê por tal motivo, Magnus. Nem pense isso.

Era isso que Magnus pensava? Seria por isso que ele tinha se mantido longe dele?

_E eu jamais casaria por dinheiro — ele acrescentou fervorosamente. _ Eu quero...

_O que você quer, Alexander? - ele indagou.

Alec suspirou forte e revelou sua verdade mais íntima. _ Quero que exista amor entre mim e o homem com quem eu me casar. Um amor profundo, sincero e duradouro.

_E enquanto espera por esse amor - Magnus levantou a mão e acariciou suavemente aquela face corada, perguntando comum sorriso irônico _ Quer preencher seu tempo comigo?

O que ele queria dizer com isso? Amor e casamento nada tinham a ver com qualquer relacionamento que porventura surgisse entre eles. Ele deixava isso muito claro. Mas como ele pretendia preencher essa lacuna na vida de Alec?

_Você planejou isso tudo só para fazer sexo comigo, Magnus? — ele perguntou, instigado pela necessidade de esclarecer a situação de uma vez por todas.

Ele pensou por alguns instantes antes de responder. _ Não. Queria conhecê-lo, Alexander Lightwood — ele disse em um tom sincero. _Conhecer tudo sobre você... saber como leva a vida. É por isso que estou aqui, vendo você competir.

Como ele levava a vida... como o filho adotivo do pai dele... a vida que ele poderia ter tido se não o tivessem privado de tudo. Aquela injustiça mexeu novamente com os sentimentos de Alec.

Queria dar a ele tudo que ele não tivera, queria dar a ele a sensação de "pertencer".

Ele provocava-lhe tantos desejos, e a verdade final era que Alec não queria excluí-lo de nada.

Abra a porta, Alec, disse a si mesmo ferozmente, e deixe-o entrar.

_ Isso o incomoda? — ele perguntou delicadamente. _Eu realmente gostei de vê-lo montar. Até gemi agoniado quando seu cavalo derrubou a barreira de cima no salto triplo. Se o salto fosse perfeito, você teria vencido. Mas se meu interesse o perturba...

_ Não — ele respondeu prontamente.

_Então quer compartilhar comigo as emoções de seu dia num jantar hoje à noite?

_ Sim, gostaria muito — ele respondeu, decidido.

_Obrigada.

Seria uma oportunidade de conhecê-lo melhor também. Conhecer este homem — tudo que ele era, como ele levava a vida — parecia-lhe a coisa mais importante do mundo.

Ele meneou a cabeça, satisfeito. _ Mal posso esperar por esse prazer.

E então sorriu. Esse sorriso varreu-lhe da cabeça todas as nuvens negras, substituindo-as pela expectativa emocionante do tempo que passariam juntos.


Notas Finais


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