História Acredite - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Palavras 1.166
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Oh, shit


Abrir meus olhos, atordoadamente, e esperei alguns segundos até a minha visão se focar.

As lembranças me invadiram, e eu olhei ao meu redor, vendo que eu ainda me encontrava no local do acidente.

-Graças a Deus, amiga! - Luane disse quando me viu acordar, eu não conseguia ver nada de fora do carro, pois eu estava presa. Os cacos de vidro cortavam minhas mãos e rosto.

-O Mateus tá bem? - minha voz entregou a minha vontade de chorar. Eu estava tentando focar em qualquer coisa, menos na dor insuportável da minha perna.

-Já chamamos uma ambulância, precisaríamos de duas. Mas não tem, nesse caraí - ela murmurou, e eu arregalei os olhos.

Eu estava com um puta mal estar.

Agoniada, era a palavra que me descrevia. O amontoado de gente, polícia andando de lá pra casa.

Tudo isso estava me deixando enjoada.

-Há quanto tempo estamos aqui? - perguntei com uma careta de dor.

-Há uns 40 minutos, eu tô com medo amiga. Não quero perder o Mate, ele não tá muito bem. - essa informação me desligou de toda dor que eu sentia.

-Eu quero ver ele - eu me desesperei, e logo um grito de dor saiu pela minha garganta.

- Fica calma, tá legal? - ela estava com os olhos vermelhos e um corte pequeno, mas profundo se fazia presente em seu queixo com uma boa quantidade de sangue.

-Como você está? - eu perguntei, não quero que aconteça nada com nenhum dos meus amigos.

Céus, por que isso teria que acontecer justo conosco.

-Eu estou ótima, não bateu do meu lado - ela falou e tentou de aproximar de mim, mas foi impedida pela grande quantidade de vidro.  - A Jade e o Marcelo já estão aí, Marcelo está resolvendo tudo da questão de seguro e e essas coisas. -

-Tudo bem - eu tentava de todas as formas me concentrar em qualquer coisa que não fosse a dor de minha perna.

Eu estava louca para tirar uma foto dela, céus.

-O motorista do caminhão morreu - ela disse triste.

Oh, não. Um caminhão teria batido na gente? E todos, felizmente, estavamos vivos?

-Ah, meu Deus - eu exclamei totalmente chocada, era informação demais para mim.

-Conversamos depois, vou ver como o Teus está, tudo bem? - ela perguntou e eu assenti.

Eu queria o Rodrigo me abraçando e me dizendo que tudo ficaria bem, eu queria acordar desse pesadelo.

-Meu anjo - a voz calma de Rodrigo me tranquilizou - Como está se sentindo? -

- Inútil -comentei e ele riu. Vi que ele deu a volta no carro e abriu a porta que aparentemente estava intacta.

-Céus, não está doendo? - ele perguntou a preocupação em sua olhos me fez sentir amada.

-Um pouco, nada insuportável - menti, pois a dor queimava meu corpo e me deixava desnorteada.

-Eu já quebrei um osso, Anjo - ele disse e se aproximou de mim ignorando os cacos de vidro ao meu redor e logo beijando o meu rosto.  - Sei como é -

A dor aumentou gradativamente, e pontos vermelhos dançavam em minha vista.

Eu iria desmaiar.

-Eu amo você - foi as últimas coisas que eu consegui ouvir antes de me entregar a escuridão novamente.

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Meus olhos buscavam por qualquer movimento dentro daquele quarto de hospital.
Despertei sem a menor noção onde eu estava, até pensei que tudo isso não teria passado de um pesadelo, mas lamentei quando percebi que eu estava em um quarto de hospital e com algum tipo de faixa em volta da minha perna ( que já não doía tanto ) balões de soro e de sangue estavam conectados em meus braços.

Céus, acordar sozinha em um hospital não era bem o meu plano após dizer as três palavras proibidas para o Rodrigo.

-Como se sente? - Jade tinha acabado de entrar no meu quarto, acompanhada por Marcelo.

-Quebrada - comentei risonha. - Como estão todos? -

Eu precisava saber de notícias, céus. Como Mateus estaria?

-Mateus está bem, com dor, mas bem - Marcelo se pronunciou - Quebrou 8 costelas, a clavícula,  fraturou um pulmão e rompeu duas vértebras da coluna -

Oh, não!

-Os pulmões já foram drenados, já está tudo bem. Só o caso da clavícula que precisará fazer cirurgia. - Jade comentou, talvez na tentativa falha, devo ressaltar, de me acalmar.

-A Lu está ótima, está comprando um café - Marcelo disse, eu me mantive calada apenas absorvendo as informações. Graças a Deus, todos estávamos vivos. - Só levou alguns pontos no queixo, nada grave. -

-Flávia também está bem. Rachou alguns ossos e torceu o pulso, mas nada grave, ela já está em casa. - Jade me acalmou, pegando em minha mão.

-Rodrigo, quebrou uma costela e um nervo da região do pescoço e dar clavícula se rompeu por conta dos vidros, mas nada grave. - Marcelo falou e se sentou na beirada da minha cama. - E a senhorita só quebrou a perna, e precisará fazer uma cirurgia os seus pais já resolveram tudo -

-Eu quero ver o Rodrigo - murmurei irritada.

Céus, isso não poderia estar acontecendo.

-Obrigada amiga - Jade falou irônica - Você vai vai ver.

-Ele tá louco pra ver você, mas não fui eu que disse - Marcelo disse risonho - O caso dele se resolve sozinho, com o tempo. Ele foi na casa dele... - ele foi interrompido

-Depois de muita insistência da minha parte, ele não iria sair daqui enquanto você não acordasse -  Jade disse risonha.

Oh, não. Ele estaria preocupado comigo?

-Eu quero ir pra casa, porra - reclamei raivosa. O barulho da porta se abrindo e uma cabeleira galega passando pela mesma, encheu-me de felicidade e alívio.

-Olá - eu cumprimentei Rodrigo com um sorriso, ele nada disse, apenas sorriu e se caminhou em minha direção, depositando um breve beijo em meus lábios.

Eu com certeza, estava com mal hálito!

-Como está se sentindo? - ele perguntou, seu olhar transmitia preocupação e carinho. Meu coração palpitou e eu sorrir para o mesmo.

-Estou bem, e você está sentindo alguma dor? - perguntei, não me agradava de forma alguma ver ele sentir nenhum tipo de dor.

As vezes, eu me assusto com a forma apaixonada e um pouco possessiva que eu penso quando me refiro a Rodrigo.

-Nada insuportável - ele respondeu e falou com o Marcelo e a Jade.

-Vamos indo, casal - não tardou muito e eles logo saíram do quarto me deixando a sós com o Rodrigo.

-Os seus pais quase descobriam da gente, na verdade acho que eles desconfiam - ele me disse após um silêncio agradável se instalar no quarto, ele estava com um pequeno curativo na região do pescoço.

Eu apenas rir, como resposta. Certos, os meus pais não estou nem perto da classificação de melhores pais do mundo, mas o que teria se eles soubessem? Ele não queria ter nada sério comigo?

Isso de uma forma absurda, me magoou!



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