História Across the Stars - interativa - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~HunkHunter

Postado
Categorias Chace Crawford, Lily Collins, Star-Crossed
Personagens Chace Crawford, Lily Collins, Personagens Originais
Tags Alienígenas, Aliens, Chace Crawford, Drama, Festa, Ficção, Interativa, Lily Collis, Romance
Exibições 44
Palavras 1.741
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - 1 - O garoto misterioso


Fanfic / Fanfiction Across the Stars - interativa - Capítulo 3 - 1 - O garoto misterioso

*Point of View Jenny*

Eu sempre achei que a maior mudança da minha vida, seria a morte dos meus pais.
Quando eu tinha 7 anos, nós estávamos passeando a noite por uma praça. Não era um lugar perigoso, ao contrário, fazia parte de nossa rotina. Mas naquela noite, fomos surpreendidos por um rapaz encapuzado, aparentava uns 25 anos, até hoje me lembro de seu rosto. Ele sacou a arma e pediu o que tínhamos, porém meus pais não saiam com muito dinheiro, o que deixou ele nervoso. Poderia simplesmente ter nos deixado em paz, mas não, ele acabou ficando mais nervoso, dizendo que estávamos escondendo o dinheiro, isso o levou a atirar na minha mãe, quando meu pai se abaixou para socorre-la, ele atirou no meu pai também, saindo correndo em seguida. Eu vi os dois morrerem... me lembro dos seus rostos sem expressão e até hoje fico paralisada ao ouvir algum som de tiro.
Passei a morar com minha avó, Dolly. Ela sempre foi muito presente e eu amo morar com ela. Mas na época passamos por umas dificuldades. Meus pais tinham deixado tudo para mim, mas eu não podia pegar nada antes dos 18. Nunca passamos necessidades, longe disso, mas os luxos que eu tinha quando morava com meus pais foram cortados, mesmo assim, minha avó sempre tentou me dar de tudo, não somos ricas como meus pais eram, mas somos classe média e isso não é ruim. Hoje ela continua cantando, é cantora Country na região, eu amo o trabalho dela, me inspira muito. Mas também temos uma lanchonete, é um lugar de muito movimento entre os estudantes do meu colégio.

Mas também teve outra grande mudança na minha vida. A "invasão" dos atrianos na Terra. A humanidade ficou dividida entre quem acha que são inofensivos e quem acha que são aberrações. Eu não tenho uma opinião formada. Como poderia ter? Nunca tive muito contato com algum, já que eles são presos no Setor. 
Mas acho que nem essa mudança se compara ao... dia em que eu morri.

Estava trabalhando na lanchonete da minha avó. Eu e mais um empregado. Miguel estava comigo, ele era um dos meus melhores amigos, eu amava ele, crescemos como irmãos.

— Já notou que aquele cara não para de te encarar? — Ele perguntou apoiado no balcão, mexendo no celular. 

— Ele sempre vem aqui, só deve estar esperando o pedido. — Disse sorrindo, mas aquele rapaz realmente me olhava muito, era um pouco constrangedor... Mas não podia negar que ele era lindo. 


*Point of view Kevin* 

Não demorou muito para que eu me decidisse, afinal, eu não teria lugar mais interessante para ir nas minhas fugas do Setor que não seja a lanchonete onde a Jenny trabalha. Tem algo naquela garota que me intriga, como se eu ficasse nervoso apenas na presença dela, mas fosse algo bom de se sentir e nem sei explicar. Não que isso faça alguma diferença, porque ela não deve nem notar que eu existo... 

— Sonhando acordado de novo, Kevin? — Ardhon tirava sarro enquanto esperávamos sentados o garçom, amigo de Jenny, trazer nosso pedido. — Ela é muito humana para você, amigo. 

— Não sou eu quem fico observando todo mundo e desenhando. — Retruquei. 

— Você acha que eu sou idiota? Toda vez que fugimos do Setor pra nos divertir, você sempre passa aqui pra vê-la, de um jeito ou de outro! — Ardhon apontava com a cabeça para Jenny servindo a mesa ao lado. 

— Eu estou com fome Ard! — Não neguei o que ele disse. — Dá um tempo. 

— É, sei... — Ardhon parecia impaciente olhando para a cozinha da lanchonete ao mesmo tempo que guardava seu caderno. — Cadê meu hambúrguer e meu leite? 

Acho que a Jenny notou que eu estava encarando. Mas eu não conseguia evitar, era quase um ritual, mesmo que ela não ligasse, mesmo que eu saiba que um relacionamento entre nós é impossível. Ela é humana e eu de outro planeta. 

*Narrador* 

A lanchonete era a mais popular e mais chique do bairro, toda colorida e cheia de variedades de comidas e bebidas, e o ponto de encontro de muitos jovens da região, então não haviam muitos motivos para não ser frequentada. Porém, vez ou outra também era local de algumas desavenças. E dessa vez não foi diferente. 

— Eu quero meu dinheiro! — Um homem velho e rabugento se levanta da mesa furioso e ameaçando o homem mais novo que estava com ele. — Você vai me dar agora! 

— Já disse que não tenho! — Gritou o homem mais novo sacando uma arma e apontando para o velho. 

A lanchonete inteira reparou na briga e no mesmo instante alguns saíram porta a fora enquanto os outros abaixavam em suas mesas. Menos Jennifer, que ainda segurava uma bandeja com restos de lanche e estava paralisada atrás do balcão sem saber o que fazer, era um trauma muito grande ver alguém com uma arma. Ela começou suar frio e não conseguia mover um músculo. 

O som da bala foi ouvido por todos os presentes. Mas o homem não acertou seu alvo, ele errou...

— Naaão! — Miguel gritou apavorado de ver Jennifer caída no chão e o homem armado fugiu. — Jenny! 

*Point of view Kevin* 

Por um segundo eu prendi a respiração e por instinto corri até Jenny, sem pensar duas vezes. 

— Kevin, não! — Ard quis me impedir tentando me segurar, mas me esquivei, não podia deixar ela ali.

— Chama uma ambulância! — Gritei para Miguel ainda em choque no chão. 

Por um momento eu apenas olhava a Jenny baleada e estirada no chão quase morta bem na minha frente. Minhas mãos estavam tremendo, mas eu sabia exatamente o que fazer, não podia perde-la. Peguei um Cyper vermelho do bolso e introduzi em uma veia minha, logo depois, introduzi na ferida aberta pela bala perto do coração de Jenny e esperei. 

— Se afastem! — Ard bloqueava os curiosos como podia na entrada do balcão. — É sério! 

— Está tudo bem, Jennifer. Vai ficar tudo bem. — Eu disse segurando sua mão. 

*Point of View Jenny*

Não sei por quanto tempo fiquei desacordada, me lembro de pouca coisa: uma briga, o som de um tiro e ele próximo ao meu coração, um pouco acima do meu seio. 
No mesmo instante caí no chão e não houve luz e nem um flashback da minha vida como nos filmes. Foi como se eu estivesse dormido, só que mais profundamente. 
Porém, após um tempo, eu senti a dor passar, meu coração bater normalmente e meu fôlego voltar. Por uma fração de segundo, imaginei estar em um hospital, alguém segurava minha mão, pela pele sabia que não era minha avó, deveria ser Miguel. Abri os olhos e notei que ainda estava na lanchonete, no chão e não era minha avó e nem Miguel, era aquele rapaz dos cabelos claros. Não disse nada, coloquei a mão no meu peito e estava intacto, como se nunca tivesse uma bala ali, apenas minha camisa rasgada.

— Você está bem? — Ele me perguntou. 

Estava um pouco atordoada, minha cabeça doía e eu estava muito, mas muito confusa mesmo.

— Eu... acho que sim. — Respondi forçando um sorriso. 

— Ótimo! — Ele disse e se levantou rápido. — Não diga nada a ninguém, por favor.

— Kevin, vamos sair daqui! — Um outro rapaz gritou à ele, o mesmo que estava com ele na mesa. 

Os dois saíram correndo pela porta, pelo menos agora eu sabia que o nome do garoto misterioso era Kevin. 
Miguel veio correndo até mim, ajudou a me levantar me apoiando em um abraço. 

— Meu Deus! Isso é um milagre. — Ele disse sorrindo, incrédulo. 

*Narrador*

— Quem era ele? O que aconteceu comigo? — Ela perguntou ainda confusa. 

— Eu chamei a ambulância, você foi baleada e ele... te curou eu acho. Pensei que tinha te perdido, mas não sei quem é ele. O cara armado fugiu depois do tiro, mas já ligamos para a polícia. Você está bem?

— Sim. Estou bem. Só meio tonta... — Ela disse se sentando em uma cadeira próxima. 

Kevin e Ardhon correram de volta ao Setor, não poderiam ser vistos fora do local, nem imaginavam quais seriam as consequências. Por sorte ninguém os pegou, chegaram à salvo. Entretanto, Jenny foi levada ao hospital e os presentes disseram o que viram, todos imaginavam que o tal garoto que a curou era um Atriano, não havia outra explicação e, apesar dele ter salvado Jenny, não deveria estar fora do Setor. 

— Ola, me chamo John —  Um policial de meia idade apareceu no leito em que Jenny estava sentada. — Sei que deve ter passado por um momento difícil, mas queria te fazer umas perguntas, se estiver tudo bem para você.  —  Ela assentiu com a cabeça.

 — O que aconteceu exatamente na lanchonete? Testemunhas disseram que você levou um tiro, mas o medico disse...

— Eu não sei. — Jenny não queria passar pelo interrogatório, estava cansada. — Eu só ouvi o tiro e apaguei.

— Então como explica o sangue na sua camisa? — John insistiu. — Me disseram que um garoto foi até você e depois saiu correndo. 

— Eu não conheço ele. — Jenny tentava desviar seu olhar.

— Okay então. — John a fitava, analisando o nervosismo de Jenny. — Espero que esteja bem. Se você lembrar de algo me ligue na delegacia. 


Após algumas avaliações e exames, Jenny finalmente pode voltar para casa, já estava acompanhada de Dolly e chegaram quase no começo da madrugada. 

— Descanse um pouco, querida. — Dolly disse e Jenny obedeceu. 

Tomou um banho, colocou um pijama do Mickey e de deitou em seu quarto com a decoração com mais contraste possível, cheio de ursos de pelúcia em cima da cama e em algumas prateleiras, mas uma parede com pôsteres de Star Wars a outra com um da Madonna, a mesa de estudo com livros de todas as disciplinas e alguns de literatura, que iam de Senhor dos Anéis até A Seleção. Totalmente diferente do quarto de quem morava no Setor, assim como Kevin. Que eram bem simples se comparados a cabanas, feitos na sua maioria de paredes de aço inoxidável e moveis ou em ferro ou madeira. Kevin não era muito diferente de um adolescente humano, tinha desenhos feitos por ele nas paredes do quarto, alguns livros espalhados e uma guitarra, coisas que mais se destacavam no quarto de Kevin.

O Setor era como uma grande vila militar, apesar de terem crianças brincando nas vielas, idosos comerciantes e vários outros, cada um com um propósito, um emprego e cuidando dos próprios assuntos. Os Atrianos eram confinados no Setor e vigiados constantemente com o mais alto nivel de segurança e militares treinados. 

 



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