História Across the Stars - interativa - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~HunkHunter

Postado
Categorias Chace Crawford, Lily Collins, Star-Crossed
Personagens Chace Crawford, Lily Collins, Personagens Originais
Tags Alienígenas, Aliens, Chace Crawford, Drama, Festa, Ficção, Interativa, Lily Collis, Romance
Exibições 35
Palavras 2.023
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - 2 - Tudo diferente


*Narrador*

Apesar do grande preconceito, protestos e ódio gratuito, a Terra não podia simplesmente continuar o que era com outros seres presos em um Setor, havia pessoas que queriam realmente lutar por eles, e uma delas era a Senadora Stevens. Ela foi pioneira no Projeto de Interação Atriana, onde eles se uniram com um colégio da rede pública e abririam algumas vagas para os Atrianos que tinham idade para cursar o Ensino Médio. Edrix, um Atriano e pai de Kevin, se uniu com ela nessa luta e, após muitos debates conseguiram a aprovação para o começo do ano letivo. Ao todo foram preenchidas 7 vagas pelos Atrianos, a elite conservadora com certeza se enfureceu, mas nada mais poderia ser feito, já era lei, já fora aprovado e os alunos já tinham matrícula.

— A senadora Stevens já tem a aprovação do Governo para o Projeto de Integração Atriana. — Disse um homem gordo, careca e barba branca de terno preto. — Quero você de olhos abertos!

— O senhor quer que eu fique de olho em adolescentes que estarão sob vigilância do exército? — Pergunta o Policial John tentando entender.

— Exato! — Confirma o Oficial gordo. — Quero relatórios completos sobre todos os sete alienígenas. O que eles comem, o que eles aprendem, por onde andam, com quem andam? Tudo! Sua promoção depende disso, não se esqueça.

 

O Oficial sai da sala, em seguida outro policial entra na sala de John.

 

— Senhor? Chegou a análise da amostra. — Diz o policial. — Era mesmo sangue de Jennifer Parton.

— E não encontraram a bala?

— Não senhor, nada. — Confirmou o policial. — Só pode ser coisa de um deles, senhor.

— Ainda não podemos afirmar nada. — John estava intrigado atrás de sua mesa da delegacia. — Me mantenha informado.

— Sim, senhor. 

 

*Point of View Kevin*

Queria não ser o herdeiro de Edrix. Não queria ter nenhum legado, nenhuma responsabilidade. Além do meu pai ser o líder do meu clã ele tenta ser um diplomata com os humanos, se aliando com aquela governadora, e para quê? Só para podermos estudar com humanos?

Eu não queria nada disso, não queria nem estar aqui nesse planeta. Desde o dia em que nossa nave caiu e fomos confinados eu tenho me questionado se podemos mesmo confiar nessa raça primitiva que age por instinto e não usam a lógica. Tudo bem que não posso generalizar, pois, alguns humanos são bons com Atrianos. Eu tenho aprendido tudo que pude sobre os humanos desde que era pequeno, e a cada dia me surpreendo mais, mesmo ainda sentindo que aqui não é o meu lugar. Mas aqui é meu lar agora, tenho meu pai, minha irmã Tina e a Jenny. No momento é tudo que me importa, não preciso de mais nada.

Eu não deveria ter salvo a Jenny, mas não me arrependo. De alguma forma muito estranha eu sinto que ela precisa fazer parte da minha vida, só não sei o porquê.

 

— Eu não acredito que fez isso, Kevin! — Alma, a garota de cabelos castanhos e olhos azuis intensos me repreendia enquanto me seguia por uma rua do Setor. — Como você pode? Sabe que vai acabar se ferrando por isso, né?

— Você tem que parar de se aproveitar do Ardhon. — Eu disse sem paciência. Alma as vezes me tirava do sério se fazer esforço. Talvez por pegar muito no meu pé ou apenas por não termos resolvido coisas do passado.

— Ele me contou porque confia em mim. — Eu continuava caminhando sem encara-la. — E não estou dizendo que você não deveria salva-la, apesar de ser humana, mas tinha que fazer isso em público?

— Alma, eu agradeço sua preocupação. — Parei um instante para olhar aqueles olhos azuis brilhantes. — Mas eu não pensei em nada naquela hora. Já está feito e não fomos pegos. Relaxa.

— Vou relaxar só quando você me levar com você na sua próxima fuga. — Alma se aproximou colando seu corpo no meu e falando bem próximo a minha boca. — Só o Ardhon merece?

— O que o Ardhon merece? — Ard apareceu de repente com nossa amiga Astra, a garota de cabelos e olhos castanhos mais alto-astral do nosso grupo.

— Não atrapalha Ard, eles iam começar um lance no meio da rua. — Diz Astra empolgada.

— Se estão aqui para um showzinho, perderam a viagem! — Eu disse seco e me afastando de Alma.

— Nossa porque o mal humor? — Astra pergunta, agora caminhando conosco.

— Ele está pensando na humana. — Alma parecia um pouco enciumada.

— Eu achei que seu pai não ia conseguir nada com esse projeto. — Ard comenta bebendo seu copo de leite. — Pelo menos agora você pode ficar perto da humana.

— Obrigado pela empatia, Ardhon! — Eu disse olhando de longe mais duas Atrianas que foram chamadas para o projeto de integração, Cleo e Luna. Cleo era talvez a garota morena mais descolada entre os adolescentes Atrianos. Enquanto Luna era o oposto, não era popular, mas era a loira mais tímida e meiga de todas. Encantava a todos com seus lindos olhos verdes e seu jeito delicado.

— Gente, vocês não estão animados para o nosso primeiro dia? — Pergunta Cleo.

— Porque se importa? — Alma retruca com outra pergunta deixando Cleo sem graça.

— Bom, não sou como você. — Cleo retruca. — Se eu não me importasse nem estaria aqui, para começar.

— Concordo Cleo. — Astra apoia. — Estamos aqui porque queremos aprender coisas sobre os humanos e quem sabe ensinar coisas a eles sobre nós.

— E você não vive de mal humor pelas manhãs? — Alma pergunta diretamente para Astra.

— Sim. Mas hoje é um dia especial, um dia em que posso fazer amigos.

— Humanos? — Drake, o loiro metido a durão e meu melhor amigo se aproximava de nós. — Só vai perder seu tempo.

— Também acho. — Completei. — Mas de qualquer forma temos que ir, afinal, foi ideia do meu pai e vocês concordaram em participar.

 

O ônibus escolar já estava nos aguardando com uma escolta militar de três fuzileiros.

 

— Concordei por você. — Diz Alma passando por mim para entrar no ônibus.

— Eu só vou para observar. — Disse Ard entrando no ônibus. — E também por não ter mais nada de legal para fazer.

— Eu estou indo porque acho os humanos intrigantes. — Luna finalmente disse algo enquanto entrava também no ônibus tomando seu café.  

 

Eu entrei logo atrás dela seguido por Drake, Astra e Cleo. Eu não sabia muito bem o que esperar desse “grande primeiro passo” como disse meu pai. A única coisa que eu esperava era que não fosse o primeiro dia de um pesadelo. Minha vida já era ruim o suficiente, então, não teria como piorar.

*Point of View Jenny*

"Meu Deus! Atrasada no primeiro dia." Pensei assim que olhei o celular. Claro que eu tinha que acordar atrasada, tomei um dos banhos mais rápidos da minha vida, coloquei uma calça jeans escura, uma camiseta soltinha e um all star, meu uniforme próprio para a escola.
Desci e minha avó estava tomando café-da-manhã pacificamente. 

— Por que não me acordou? — Perguntei desesperada. 

— Eu achei que iria colocar o despertador. — Ela disse se defendendo. 

— Eu coloquei, mas não ouvi. — Disse pegando um Waffle puro. — Tchau, até depois. — Disse lhe dando um beijo no rosto. Peguei minha bolsa que tinha deixado na sala quando desci e óbvio que o motorista não parava de buzinar.


— Claro que você se atrasa no primeiro dia. — Regina disse ao me sentar do lado dela, ainda comendo. 

— Lógico que sim. — Eu disse rindo. 

— Ansiosa? Talvez você encontre o... Kevin. — Ela disse me provocando. 

Desde aquele dia eu não parava de pensar nele, só queria o ver novamente, mas não podia fazer uma visita ao Setor dizendo que "eu procurava um menino que me curou". Mas tinha certeza que ele tinha quase minha idade e tinha chance de ver ele na escola por causa do projeto, que eu apoiava com certeza. Mesmo que ele não fosse, talvez o amigo dele, eu tinha duas chances. 

— Na verdade, realmente espero muito. — Disse sorrindo. — Vamos fazer uma festa de volta às aulas? Acho que já virou tradição...

— Boa ideia, podemos chamar os Atrianos também, será ótimo para eles se socializarem. — Ela disse empolgada. — Mas não se iluda amiga, eles podem não querer.

— Eu sei. — Eu disse sorrindo. — Mas podemos correr o risco.


— Olá, garotas. — Enrique disse se sentando ao meu lado, na outra fileira. 

— Oi, gente. — Angel disse em seguida. 

— Nós vamos dar uma festa. — Regina falou. 

— Não... A gente nem viu nada ainda. — Eu disse em seguida. 

Eles riram e conversamos paralelamente até chegar ao colégio.
Meu coração disparou assim que desci do ônibus. Ali estavam os Atrianos, sendo vítimas de olhares e comentários maldosos. Mas ele estava ali no meio. Kevin estava ali, há alguns metros de mim, entrando na mesma escola que eu estudava. 

— Wow, e não é que ele veio mesmo?! — Regina disse e só então notei que apenas a gente permanecia ali. — Hey? Acorda!


— É ele. O loiro de olhos claros. — Eu disse.

— O cara que te salvou, não é?! Eu vi também. — Miguel disse chegando até nós, ele vinha de carro por isso não estava no ônibus. 

— Acho melhor a gente conversar depois e entrar logo. — Regina disse e nós obedecemos.

— Nossa, porque não tem garotos assim aqui na Terra? — Angel suspirava admirando os garotos Atrianos. — Muito lindos.

— Agora tudo vai ser diferente, não vai? — Enriquei perguntou pensativo. 
— Parem de babar. — Miguel apressou a todos puxando Enrique pelo braço. — Vamos!

 


*Narrador*

Como o principal objetivo do projeto seria tratar os Atrianos como adolescentes normais, não houve nenhum tipo de cerimônia, apenas um primeiro dia como todos os anos. Pelo menos oficialmente, já que todos, inclusive alguns professores, não tratavam eles como iguais.

Primeiro dia, toda a classe em silêncio. Jenny queria ter conversado com Kevin, mas não poderia dentro da sala, pelo menos não no primeiro dia, ainda mais porque ele se sentou do outro lado.

*Point of View Jenny*


Ou ele me ignorava, ou não tinha sequer me visto. Não queria julga-lo, então eu mesma iria falar com ele assim que possível.
No almoço, eu acabei ficando sozinha, meus amigos tinham o horário diferente do meu. Por sorte, todos os Atrianos estavam no refeitório, em uma mesa e sozinhos, sem nenhum terráqueo perto deles, mas todos encarando. Mas mesmo assim, é claro que eu iria falar com eles.


— Olá, posso me sentar com vocês? — Eu disse segurando minha bandeja e ele me olhou, estava à minha frente e eu pude ver novamente seus olhos incríveis. 

— Claro, à vontade. — Clementine me disse sorrindo. Fiz questão de decorar o nome deles durante a aula.

Me apresentei e eles também o fizeram, era meu primeiro contato com Atrianos e eu realmente não via diferença. 

— Eu vou dar uma festa na minha casa esse sábado, ficaria muito feliz se vocês pudessem ir. — Eu disse sorrindo.


— Péssima ideia. — Drake me olhava estranho se debruçando na cadeira que estava sentado.

— Valeu a intenção bonitinha, mas vai ser meio difícil. — Alma não parecia estar de bom humor mas não levei para o lado pessoal.
— Se eu conseguir sair do Setor, com certeza vou. — Astra disse rindo.
— Eu gostaria. — Comentou Luna sorrindo. — Muito gentil da sua parte.
— Ainda tenho que organizar, mas mantenho vocês informados. Agora eu preciso ir, tenho aula de física. — Disse e me levantei. — Foi ótimo conhecer vocês. — Finalizei e me retirei. 


— Eu também já vou, tenho aula de física também. — Kevin disse se levantando. 

Caminhamos juntos até colocarmos nossas bandejas no lugar e seguimos pelo corredor. Eu estava nervosa, finalmente estava ao lado dele e tudo o que eu tinha ensaiado, simplesmente não saía. 

— Kevin. — Eu chamei ele e parei no caminho, próxima aos armários — Eu quero muito te agradecer por... bem, você sabe, me salvar aquele dia. 

— Não foi nada. — Ele responsável sorrindo.

— Não! Foi incrível, se não fosse por você, eu nem estaria aqui hoje e se tiver algo que eu possa fazer em troca, por favor, me diga, sei que nada se compara, mas posso tentar.

— Eu apenas fiz o que era certo. Só, por favor, não diga a ninguém, não poderia estar fora do Setor naquela noite. — Ele disse preocupado. 

— Não, claro que não, eu... — Ouvi o sinal tocar mais uma vez.

— Acho melhor irmos, podemos perder a aula. — Ele disse e nós seguimos até a sala.



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