História Act II - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Drama, Tragedia
Visualizações 6
Palavras 910
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - "Farei o possível"


Sinto-me um pouco insegura por ter que falar sobre isso com alguém depois de tanto tempo... Meus dedos da mão esquerda apertam os da mão direita e os da direita os da esquerda, consequentemente. Jin observa-me atentamente, seus olhos castanhos pousam sobre minhas mãos, notando meu nervosismo.

— Tem certeza de que conversar sobre aquilo agora é o que você realmente quer? — O psicólogo pergunta ao cruzar as pernas.

— Bem, eu... Quero sim — digo, mas foi notável a incerteza em minha voz. — Se eu não conversar com alguém agora, provavelmente não conseguirei fazê-lo depois.

— Estou aqui para ouvi-la.

Fecho os olhos e respiro fundo, meu coração parece que vai sair pela boca a qualquer momento, abro-os novamente e começo.

— Você sabe o que aconteceu comigo antes, não é? — Pergunto baixo, vendo-o concordar lentamente com a cabeça. — Essa pessoa que estava... morta... Não está.

Assim que ouviu a última parte Jin ajeita-se na cadeira, descruzando as pernas e ficando ereto.

— Conte-me mais.

Faço uma pausa antes de falar, agora que comecei, não posso parar.

— Haviam dito-me que ele não havia sobrevivido, foi dado como morto - desvio o olhar para uma planta a qual eu não consegui identificar, mas suas pequenas flores brancas fizeram-me sorrir mentalmente. — Mas agora ele está aqui.

— Preciso entender melhor, Seo Yeon — Jin diz interessado. — As únicas coisas que sei sobre você é o que está escrito em seu histórico médico, não o que aconteceu para aquelas coisas estarem escritas lá.

Sinto o gosto do sangue ao morder forte meu lábio inferior. É claro que ele não sabe, não é meu médico de verdade. Terei mesmo que explicar tudo agora?

— Terei mesmo que explicar tudo agora? — Repito o que grita em minha mente. Jin relaxa os ombros e levanta, anda até onde estou e abaixa-se para ficar do meu tamanho, um pouco mais baixo.

— Não, você não precisa explicar tudo agora, mas terá que fazer isso - ele respira fundo e ergue o corpo com dificuldade. — Seja lá o que for, quero ajudar.

Agradeço mentalmente pela sua compreensão, levanto-me da cadeira e faço uma breve reverência para o psicólogo em minha frente, antes de sair de seu consultório, digo em voz alta:

— Se você investigar mais, verá que cometi um crime.

A expressão calma do homem torna-se curiosa, com os olhos arregalados ele olha para mim.

— Desculpe por ocupar seu tempo, não estava preparada para explicar em detalhes o que aconteceu — digo e então abro a porta de seu consultório, a fechando em seguida assim que saio.

Entro no carro e pego meu caminho pela estrada de volta para casa.

Minha intensão não é fazer com que Jin fique curioso, é que eu realmente não sinto-me bem para falar disso agora. Sempre que quero falar sobre o assunto, me afogo com as palavras.

Ligo o rádio do carro enquanto dirijo, deixando na primeira estação onde toca músicas de diversos gêneros durante a tarde. Com a música tocando e minha atenção completamente voltada para a estrada, sou capaz de esquecer algumas coisas, a música sempre foi capaz de me acalmar, qualquer uma delas tendo um instrumental e voz.

Assim que abro a porta de casa, percebo que Hyun não está sozinha, ouço vozes vindas da cozinha, vou até lá e me surpreendo ao perceber quem está conversando com minha mãe.

— Jungkook! — Digo largando o celular em cima da mesa sem qualquer cuidado e vou até o garoto em minha frente, o abraçando em seguida.

Jungkook é meu primo de segundo grau, sempre fomos muito próximos desde nossa infância, ele é como um irmão mais novo para mim.

Olhando bem agora ele está diferente, o cabelo castanho ganhou uma tonalidade preta, agora ele é mais alto que eu e parece ter ganho mais massa muscular, veste uma jaqueta preta longa e um jeans da mesma cor.

— Seo Yeon! — Ele retribui o abraço apertado e assim que me solta, posso ver um sorriso enorme em seu rosto. — Como tem passado esse tempo?

— Melhor do que antes — respondo, realmente, comparando com alguns anos atrás, estou bem melhor. — O que está fazendo aqui?

— Jungkook veio de Busan para Seul pra passar um tempo com você, uma surpresa de aniversário! — Minha mãe diz enquanto olha para nós dois.

Bato palmas animada e guio Jungkook até o quarto de hóspedes, onde Hoseok dormiu na noite passada.

Assim que entra, Jungkook fecha a porta e põe a mala ao lado do guarda-roupa claro, ele anda até a cama de solteiro e senta olhando para mim.

— É verdade? — O sorriso radiante de Jungkook some de seu rosto, deixando sua expressão séria.

— O quê? — O olho confusa.

— Sobre Jung Hoseok.

Sento ao seu lado e pego sua mão em seguida, sentido sua pele macia enquanto a aperto de leve.

— Sim, é verdade — digo enquanto encaro o chão, como se ele tivesse um rosto e fosse muito bonito.

Jungkook nota minha falta de interesse na conversa e me abraça de lado.

— Comigo ao seu lado você não precisará se preocupar — ele dá um beijo em minha testa. — Sempre que não estiver bem com algo, me diga. Farei o possível para tentar te animar.

E então o sorriso que havia sumido de seu rosto, agora volta radiante novamente. 



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