História Açúcar e Veneno - Capítulo 5


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Categorias 2NE1, Bangtan Boys (BTS), Melanie Martinez
Personagens Cl, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Cry Baby, Melanie, Namgi, Saturnal, Suga, Taegi, Yoongi, Yoonjin, Yoonkook, Yoonmin, Yoonseok
Visualizações 40
Palavras 717
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie rs

Capítulo 5 - 05. Alphabet Boy


Fanfic / Fanfiction Açúcar e Veneno - Capítulo 5 - 05. Alphabet Boy

 

Era meu último ano no ensino fundamental, e eu sentia que essa era minha última chance para mudar o rumo da minha vida. Eu deixaria de ser o tal Cry Baby, faria amigos, seria um adolescente normal como qualquer outro. No início, realmente parecia que estava dando certo, eu finalmente fiz meu primeiro amigo desde Jungkook.

 

O nome dele era Park Jimin. Bom, ele não era exatamente meu amigo, agora eu sei que não. Nós apenas conversávamos e ele ficava comigo no recreio. Nossa relação era meio morde-e-assopra.

 

Jimin adorava me esnobar. Ele tinha amigos, uma família de verdade e até mesmo era bom em matemática. Meu Alphabet Boy era tudo o que eu nunca seria.

 

Eu suportava todas as suas provocações de boca fechada. Nem sentia mais vontade de chorar – não daria esse gostinho a ele –, apenas pontadas de raiva. Mas Jimin era o único que continuava comigo, mesmo sabendo do meu histórico de depressivo-chorão-antissocial, eu não podia perdê-lo.

 

Durante a aula, ele jogava aviões de papel em mim. Dentro deles estavam suas inúmeras poesias ruins, as quais Jimin gostava de exibir. “Veja, eu sou perfeito”, a expressão de deboche dele parecia dizer quando eu me virava para trás de cara amarrada, o repreendendo com o olhar.

 

Certa vez, Jimin participou de um concurso de soletração. Como o esperado, ele venceu, ganhou um diploma e o esfregou na minha cara. Uau, um diploma de soletração! Grande merda, Alphabet Boy. Mas para ele, aquilo era apenas mais uma forma de me diminuir.  Eu até ameacei fazê-lo engolir aquela droga de papel impresso, mas ele nem me levou a sério. Ah! Se ele soubesse que eu estou aqui agora, com certeza teria pensado duas vezes antes de me desafiar.

 

Acho que, no fundo, Jimin só continuava comigo para ter alguém para esnobar. Eu realmente não era um aluno exemplar, ia mal em grande parte das matérias. Park dizia que me ajudaria, que iria me ensinar no que eu tivesse problemas, mas na verdade ele apenas estava brincando comigo. Eu conheço o alfabeto, Park Jimin! Você não precisa me ensinar de novo.

Um dia eu me cansei. Explodi, o mandei se foder.

 

— Não sou mais uma criancinha! – eu gritava com ele. – Você é mais esperto que eu, Alphabet Boy? Acha que é o príncipe do playground, uh?

Jimin ficou em choque. Ele realmente não esperava que um dia eu fosse me cansar e jogar tudo na cara dele.

 

— Você não é meu pai, e eu não sou seu bonequinho!

 

Quando tudo acabou, eu me arrependi. Estava certo de que tinha perdido Jimin pra sempre.

Felizmente – ou infelizmente – eu estava errado. No dia seguinte, Park apareceu no colégio com uma maçã vermelha perfeita em mãos e um sorriso brilhante no rosto.

 

— Me perdoa? – ele pediu, me entregando a maçã.

 

— Não está com raiva de mim? – perguntei.

 

— Não. Você ainda está com raiva de mim?

 

Eu o encarei por alguns segundos, sem saber o que responder. Ele tinha me magoado muito, e eu cheguei ao meu limite. Não tinha certeza se Jimin havia mudado, nem se eu seria capaz de suportar mais das provocações dele.

 

— Você tem todo o direito de me odiar, eu fui um péssimo amigo. – Jimin suspirou. – Mas agora eu sei disso, e não quero perder a sua amizade. Você é tudo o que eu tenho.

 

Yoongi, o ingênuo, acreditou. Aceitei as desculpas dele, o abracei e comi a maçã.

 

Nos dias seguintes, ele realmente se esforçou para ser um amigo melhor. Nós fazíamos coisas de amigos, conversávamos como amigos. Então, aos poucos, as provocações foram voltando. Eu não sei por que motivo não parei de falar com ele naquele instante. Ah, é mesmo. Ele era tudo o que eu tinha. Ele era meu tudo, mas eu não era nada pra ele. Jimin mentiu. Não acredito que um dia eu fui capaz de amá-lo, não acredito que ele faz parte da minha lista de decepções amorosas.

 

Acho que era por isso que eu permaneci suportando-o até o fim do ano. Jimin precisava de alguém para esnobar, e eu precisava de alguém para amar, mas nós nunca teríamos algo além dessa relação extremamente tóxica. No fim, ele sempre seria Alphabet Boy, o melhor aluno, o mais popular, e eu sempre seria Cry Baby, o garoto invisível e desprezado.


Notas Finais


Fujam de relacionamentos tóxicos, chuchuzinhos <3


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