História A.D: Atos dos Apóstolos - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Atos, Discípulos, Jesus
Exibições 9
Palavras 1.135
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Saga, Sobrenatural
Avisos: Mutilação, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Imagem: Pilatos, Caifás, Jesus e Pedro.

Capítulo 2 - Eu lavo minhas mãos...


Fanfic / Fanfiction A.D: Atos dos Apóstolos - Capítulo 2 - Eu lavo minhas mãos...

Caifás deita-se em sua cama, e pensa sobre o que acontecera ao nazareno, finalmente ele havia acabado seus discursos que faziam os fariseus ficarem sem repostas, todas as estratégias para encontrar algum erro em Jesus falharam, mas naquele dia, aquele que se dizia o Filho de Deus, sangrou e morreu numa cruz como um homem comum.

Flashback On

No Sinédrio, o local onde se reuniam os sacerdotes e fariseus, Jesus de Nazaré foi levado á presença de Anás, o Sumo Sacerdote, responsável pelo Templo e por ser o líder religioso do povo de Israel. Sua barba já um branca, assim como os cabelos, e seus  olhos castanhos já mostravam a preocupação com os discursos que Jesus fazia, que conquistavam multidões, e isso para ele era uma ameaça á política do Império Romano, o que atrairia problemas aos judeus. Quando os guardas do Templo prenderam Jesus no Getsêmani, o levaram até a presença do Sumo Sarcedote para que fosse interrogado.

- Tudo que você disse para o povo, aquelas mentiras que você chamou de ensinamentos, o que eram realmente? – Indagou Anás.

- Eu falei abertamente a todos. Sempre ensinei nas sinagogas e no templo, onde todos os judeus se reúnem. Não disse nada em segredo. Por que você me interroga? Pergunta aos que me ouviram. Com certeza eles sabem o que eu disse. – Respondeu Jesus.

Quando ele diz isso, um dos guardas que estava perto lhe bateu no rosto com uma tapa, dizendo:

- Isso é jeito de falar com o Sumo Sarcedote? Com tamanha insolência?!

Jesus olha para ele e responde:

- Se eu disse algo mal, mostra o mal que eu fiz. Mas se falei a verdade, por que me feres?

Caifás observa tudo com atenção, ele era o segundo sacerdote com maior influência, e sucederia Anás, após aquela noite.

- Que ele seja levado até Pilatos. – Disse Caifás. 

Flashback Off

Em seu palácio, durante a noite, o Governador Pilatos estava em sua mesa, lendo os relatórios militares referentes a Jerusalém. Ele escreve cartas até as províncias romanas em Israel, relatando as pedências. Ao olhar de relance para frente ele vê um de seus criados carregando uma pequena bacia com água.

Flashback On

Ao ser informado do chamado incessantemente dos líderes judeus, Pilatos manda abrir as portas de sua tribuna para uma audiência. O sarcedote Caifás apresenta-se a frente dos fariseus e os outros sarcedotes, entre eles, os soldados do templo trazem um homem acorrentado, sua face já possuía alguns hematomas, a julgar pela sua aparência, Pilatos constatou que era um homem simples.

- Mas o que significa isso, Caifás? Não estão comemorando a Páscoa? Pensei que os judeus estivessem em festa e ao invés disso me trazem um maltrapilho desses. -  Comentou Pilatos, sentado em sua cadeira.

- Se ele não fosse um criminoso nós não teríamos o trazido até aqui. – Falou Caifás.

- Então levem-no daqui e o julguem de acordo com as suas leis. – Respondeu Pilatos.

- Como o senhor bem sabe governador, o Império não nos autoriza a realizar a pena de morte.  – Replicou Caifás.

Chamando Jesus para próximo dele, Pilatos Indaga:

- Você é o rei dos judeus?

- Essa pergunta é sua ou é de outros que te falaram á meu respeito? – Perguntou Jesus, olhando para ele.

- Por acaso eu sou judeu? Foi o seu povo e os líderes dos sacerdotes que te entregaram a mim. O que você fez, rei dos judeus? -  Indagou Pilatos, ironicamente.

- O meu Reino não é deste mundo. Se fosse deste mundo, os meus servos lutariam para impedir que eu fosse preso. Mas o meu Reino não é deste mundo. – Respondeu Jesus.

- Então você é um rei... – Comentou Pilatos.

- Você diz que eu sou rei. Mas por esta razão nasci e para isto vim ao mundo: para falar a verdade. Todos que são da verdade, ouvem a minha voz.

- Verdade? O que é a verdade? Não diz nada em sua defesa? Não vê que eu tenho poder para te libertar ou te crucificar?!  – Indagou Pilatos, já intrigado com as palavras de Jesus.

- Você não  tem poder nenhum sobre mim. A não ser que ele fosse dado a você. – Respondeu Jesus. 

Após isso, o governador sai e volta até a presença dos judeus dizendo:

- Eu não acho que esse homem é um criminoso.

- Ele afirmou ser Filho de Deus e Rei do Judeus! O que o Imperador vai dizer sobre um líder de multidões que afirma ser rei? E pensar que você, governador, deixou que ele vivesse. – Comentou Caifás.

Saindo da tribuna, e dirigindo-se ao salão exterior, Pilatos vê o povo agitado e em polvorosa .

- Povo de Israel... É costume na Páscoa, o Império libertar um prisioneiro, hoje dou a vocês o direito de escolha entre dois presos. Trago aqui Jesus de Nazaré, acusado de blasfêmia. E também Barrabás, pego em flagrante por assassinato. Ambos foram trazidos até a o salão externo

. Quem vocês querem que eu liberte? – Indagou Pilatos, dirigindo-se ao povo.

- Barrabás! Solta barrabás!

Pilatos ficou surpreso e não sabia o que dizer quanto aqullo.

“ Eles preferem um assassino do que ele? “ – Pensou.

- E quanto a Jesus? – Perguntou Pilatos.

- Crucifica-o! – Bradava a multidão.

- Mas que mal ele fez? – Indagou Pilatos, isso por três vezes, mas o povo continuava a dizer:

- Crucifica-o! Crucifica-o!

Pedindo um bacia com água, ele diz:

. Se eles querem isso então que seja. Eu lavo minhas mãos quanto a isso, eu sou inocente do sangue deste homem – Disse Pilatos, enquanto Jesus era levado pelos seus oficiais.

Flashback Off. ( Três dias depois)

- Meu senhor... Foram colocados guardas no túmulo do nazareno, e também o selo romano como ordenou.

- Ótimo. Pode sair. – Disse Pilatos.

Na casa de Maria, estavam reunidos Pedro e outros discípulos.

- Pedro, precisamos sair de Jerusalém, em breve os romanos vão nos prender. – Advertiu Tiago.

- Podemos ir para a galiléia, há menos soldados lá. – Disse André.

- Ele disse que voltaria no terceiro dia. – Replicou João.

- Por favor, fiquem calmos. Precisamos esperaremos até hoje. Se ele não voltar, então nós sairemos daqui. – Disse Pedro.

A porta abre bruscamente e eles se assustam, Maria Madalena adentra na casa rapidamente, a moça estava ofegante.

- Maria, você está bem?

- Vocês precisam... ver o sepulcro...

- O que aconteceu? – Indagou Pedro.

Casa de Caifás

- Meu senhor... – Disse um dos guardas, adentrando na sala.

- O que foi ? E por que está desse jeito, parece preocupado com algo. – Comentou Caifás.

- O sepulcro está aberto e o corpo do nazareno... sumiu, ele... não está mais lá.

 



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