História Adaptação -THE FIRST CHANGE - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Exibições 162
Palavras 2.317
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Obrigado a tds q leem preciso q me digam os estão achando continuo?? E desde já perdoem os erros rs

Capítulo 2 - Não Faça Isso de novo


POV Camila

Três meses depois...

Nove meses apenas nove meses eu podia agüentar ficaria escondida no meu quarto e  só  sairia quando ela não estivesse aqui  as aulas  já iam começar e os cursos poderiam me distrair  então meu pai estaria em casa e eu iria embora eu poderia fazer isso tinha que fazer Ele não me deu alternativa a casa estava mergulhada no silêncio acordei às duas da madrugada com o barulho  de Sofi transando  com  algum  idiota  Coloquei  os  fones  de  ouvido  e aumentei o volume até o máximo consegui voltar a dormir depois de um tempo de manhã  a música estourando os meus  tímpanos, não soube se estava ou não sozinha  em  casa  Já  tinha  passado das  dez  e  tudo  estava  muito  quieto provavelmente não havia ninguém além disso Sofi não parecia ser do tipo que deixava os caras passarem a noite ela transava com eles e depois os mandava embora levantei-me da cama e passei as mãos pelos cabelos para desembaraçar os fios antes de aparecer no corredor não ouvia nada mais que o silêncio poderia comer em paz  Sofi não estava em casa quando cheguei ontem à noite mas é bem provável que  tenha notado meu carro estacionado  lá  fora  meu pai deixou um audi me esperando assim que aterrissei no aeroporto depois  que  encontrei  a casa fiz  compras  e  descarreguei  a  comida  e  a bagagem  Alejandro havia comprado essa casa para Sofi com a condição de que ela

me hospedasse por nove meses enquanto ele estivesse em  turnê com a Slacker Demon  Sofi  queria  uma  casa  na  praia  de  Rosemary, na  Flórida  então  ele providenciou uma bem grande tudo o que meu pai fazia era exagerado o que era bom para mim em uma casa grande, eu conseguiria me esconder dela com mais facilidade  infelizmente havia apenas uma cozinha percorri o corredor  e  segui para  a  escadaria  em espiral que passava pelos dois  andares  superiores  até  chegar  ao  térreo meus  pés descalços  não  faziam muito barulho nas tábuas de madeira  tinha acabado de pegar meu leite orgânico na geladeira quando ouvi uma porta se abrir e se fechar em algum ponto da casa congelei e pensei em devolver o leite para a geladeira e me esconder ainda não  estava  preparada  para  encarar Sofi precisava  de  um  café  antes alguém descia as escadas com passos pesados, que com certeza não eram de Sofi o que me deixou mais nervosa não seria nada agradável dar de cara com um homem estranho por ali. E eu nem tinha trocado de roupa. Vestia apenas um short  cor-de-

rosa de bolinhas e uma regata. Procurei um lugar para me esconder, mas, antes

que eu pudesse pensar, a pessoa já havia chegado ao térreo.

Eu estava presa... a menos que me escondesse atrás da bancada. Talvez ele

não  fosse passar por ali. A porta da  frente  ficava depois da cozinha, mas a dos

fundos era bem ao lado das escadas. Coloquei a caixa de leite  sobre a bancada de

cobre e esperei. Mal ouvia os passos agora. Concentrei-me nos  ruídos,  tentando

descobrir de onde vinham.

Já  era  tarde  demais  para  me  esconder  quando  percebi  que  ela  estava

descalça  e  caminhava  na minha  direção. Olhei  nos  olhos  de Lauren  quando  ela

entrou  na  cozinha  vestindo  apenas  um top e cueca  boxer  preta.  Ela  parou  quando

nossos olhos se encontraram. Ficamos um momento em silêncio, uma encarando

a outra. Era ela a garota que tinha me acordado à noite. Meu estômago se revirou.

Não queria pensar em Lauren na cama com Sofi.

Mas  a  ideia  tomou  conta  de  mim  como  um  balde  de  água  fria. Lauren

continuava  transando com Sofi. Tudo aquilo que  tinha me dito era mentira. Ela

havia  feito  uma  promessa  para mim,  uma  promessa  que  não  pedi  e  que  ela

nunca teve a intenção de cumprir.

– Camila? – chamou ela, com a voz áspera de sono. Passara a maior parte da

noite acordada. Devia estar exausta.

Eu não respondi. Não consegui pensar em nada para dizer. Nem esperava que

Ela  estivesse em Rosemary. Mas ela estava... e, ainda por cima, na cama de Sofi.

Eu era uma idiota.

Três meses antes...

Uma batida na porta interrompeu minha passagem favorita de um livro que eu já

tinha lido pelo menos umas dez vezes. Irritada, larguei o Kindle.

– Pois não? A porta  foi  lentamente  aberta  e Lauren Jauregui  enfiou  a  cabeça  linda dela no

meu quarto. Qualquer garota desejava brincar com aqueles  cabelos  longos, que

se  enrolavam  nas  pontas  e  se  acumulavam  atrás  das  orelhas.  Eu  costumava

imaginar a maciez deles. Seus olhos cintilavam como se ela soubesse exatamente

o  que  se  passava  pela minha  cabeça,  então  forcei  uma  careta. Eu  nunca  fazia

cara feia, então era uma novidade que reservava apenas a ela.

Não  era muito  justo.  Eu  não  gostava  dela  por  princípio. Lauren  sempre  foi

muito  legal comigo, mas o  fato de estar num  relacionamento com Sofi bastava

para eu não gostar dela. Se um cara era capaz de gostar dela, devia  ter alguma

coisa errada.

– Pedi comida chinesa. Quer me ajudar a comer? Acho que exagerei. – Era

tão difícil desviar  a  atenção de  seus olhos  verdes. Foram  eles que me venceram logo na primeira vez que a vi. Mas isso foi antes de eu saber que ela era a Lauren

da Sofi.

– Não  estou  com  fome  –  respondi,  torcendo  para  que meu  estômago  não

roncasse  e me  denunciasse.  Eu  queria  comer  alguma  coisa, mas  o  livro  tinha

prendido minha atenção. Ver Lauren  sempre me fazia querer fugir para uma das

minhas  histórias, em que garotas do tipo dela se apaixonavam por garotas como eu.

Não garotas como Sofi.

– Não  acredito  em  você  –  disse  ela,  abrindo  a  porta  e  entrando  com  uma

bandeja  cheia de caixinhas do restaurante em Chinatown que meu pai adorava. –

Me  ajude  a  comer. Não  é  porque  namorei Sofi  que  estou  infectado. Você me

trata  como  se  eu  tivesse  uma  doença  contagiosa.  Para  ser  sinceroa isso  me

magoa.

Sério? Ela  ficava magoada? Não era minha  intenção. Para mim ela nem se

importava. Além  disso,  foi  ela  que  fugiu  xingando  quando  descobriu  quem  eu

era, na noite em que nos conhecemos, depois de ter dado em cima de mim.

– Namorou?  –  perguntei,  surpresa.  –  Você  está  aqui  esperando  por  ela.  O

verbo não deveria estar no passado. – Eu soava como uma professora primária.

Lauren  riu  e  se  sentou  ao  meu  lado  na  cama,  acomodando  a  bandeja  na

mesinha de cabeceira.

– Sofi é minha amiga. Só quero ver como ela está. Não estamos namorando.

Além disso, acabei de saber que ela voltou para Rosemary.

Era  isso.  Só  isso.  Ela  era  amiga  dela. Mas  quem  em  sã  consciência  seria

amiga de Sofi? Ninguém que eu conhecesse.

– Ela está dormindo com os caras da Naked Marathon. Com certeza você a

viu nas revistas de fofoca, nos braços do Seller. Semana passada ela virou notícia

com  o Moon  e  estão  dizendo  que  teria  até  separado  a  banda. Mas  isso  não  vai

acontecer.

Lauren  abriu a caixa de papelão que continha frango agridoce, enfiou um par de pauzinhos e me entregou.

– Quer o agridoce ou o com mel? Pode escolher.

Peguei o agridoce.

– Esse está bom. Obrigada – respondi.

O sorriso dela se alargou. Ela não esperava que eu aceitasse.

– Ótimo,  eu  queria  o  frango  com mel  –  comentou,  dando  uma  piscadela.

Odiava  quando  eu  começava  a  ficar  nervosa.  Isso  não  devia  acontecer. Lauren 

estava do outro lado de uma linha que eu nunca cruzaria.

– Não é da minha conta com quem Sofi está  transando. Acabou  tudo entre

nós. Só quero saber se ela está bem, se não vai sair dos trilhos de novo. Ela está

em casa agora, então acho que não há mesmo nenhum problema.

Por que ela se preocupava tanto? O que ela fizera para merecer esse tipo de

afeição de alguém como Lauren? – É muito legal da sua parte – falei, sem saber exatamente o que dizer. Mordi

um pedaço do frango.

– Você vai usar isso contra mim, não vai? – perguntou ela, me encarando de

um jeito que fazia com que eu me contorcesse.

–  Ué,  você  pode  proteger  quem  quiser,  Lauren.  Só  estamos  dividindo  essa

comida chinesa. Não importa o que eu penso ou deixo de pensar – respondi, antes

de colocar mais frango na boca.

Lauren franziu a testa e logo um sorrisinho surgiu em seu rosto.

– Parece que ficamos cheios de não me toques toda vez que me aproximo de

você. Não gosto desses  joguinhos. Não é a minha, docinho. Então vou direto ao

assunto – disse ela, apoiando a comida na mesa e virando o corpo para ficar de

frente para mim.

Tentei me acalmar enquanto meu coração batia acelerado. O que ela queria?

O que eu  ia  fazer  se ela chegasse mais perto? As garotas não  flertavam comigo.

Elas não entravam no meu quarto. Eu era a filha esquisita e desajeitada do Alejandro.

Lauren não entendia isso?

– Não quero que você me odeie – disse ela simplesmente.

Eu não o odiava. Balancei a cabeça.

– Não odeio você.

– Odeia, sim. Não estou acostumada com gente me odiando. Principalmente

Meninas  bonitas. – Deu um sorriso malicioso.

Ela tinha me chamado de bonita. Será que achava isso mesmo? Ou só estava

com pena porque eu não me encaixava socialmente?

– Camila, você  tem  ideia de como consegue me deixar sem ar? Olhar para

você pode ser viciante.

Uau.

– Seu  rosto confuso e perturbado  já  respondeu à minha pergunta. Você não

sabe como é incrível. É uma pena – disse ela, esticando o braço e enrolando no

dedo uma mecha do meu cabelo. – É mesmo uma pena.

Eu não tinha certeza se estava respirando. Todo o meu corpo se retesou. Não conseguia me mexer. Lauren  estava me  tocando.  Era  só  o meu  cabelo, mas  a

sensação  era  tão  boa.  Olhei  para  a mão  dela  e  observei  o  polegar  percorrer

gentilmente a mecha que segurava.

–  Parece  seda  –  disse  ela  com  a  voz  abafada,  como  se  não  quisesse  que

alguém o escutasse.

Fiquei parada, observando. O que devia dizer?

– Camila – disse, aproximando-se. Dava para sentir seu hálito quente.

– O quê? – Olhei para ela enquanto vinha na minha direção.

–  Eu  penso  em  você.  Sonho  com  você  –  sussurrou  na  minha  orelha.

Estremeci e senti que perdia a  firmeza da mão. Deus, por  favor, não me deixe

Derrubar  toda essa comida. – Você é doce demais para mim, mas não estou nem aí – disse ela, beijando

meu pescoço, logo abaixo da orelha. – Não quero que me odeie. Quero que me

perdoe por ter ficado com Sofi. Acabou.

Falar  em  Sofi  foi  o  suficiente  para  me  tirar  do  transe.  Pulei  da  cama  e

atravessei o quarto, de modo que ficasse a uma distância segura.

Não olhei para Lauren. Fiquei de  costas para  ela  e  fitei  a paisagem do outro

lado  da  janela.  Talvez  ela  simplesmente  saísse.  Senti meu  rosto  esquentar.  Eu

tinha deixado Lauren chegar perto demais. Tinha permitido que ela beijasse o meu

pescoço. O que eu estava pensando?

–  Eu  não  deveria  ter  tocado  no  nome  dela  –  comentou  ela  num  tom

Derrotada. Era observadora. – O que diabo posso fazer para provar que não quero

mais  nada  com  Sofi?  Que  ela  não  passou  de  um  momento  de  insanidade  e

fraqueza? Eu sou mulher e ela estava lá. Cometi um erro.

Ela  queria  que  eu  a  perdoasse  tanto  quanto  eu  queria  esquecer  Sofi.  Eu

gostava do Lauren. Não, na verdade eu  fantasiava com o Lauren . Desde o dia do

casamento do Harry, quando  ela me  encurralou na  festa. Mesmo  sendo  alguém

em quem  eu  tinha  receio de  confiar. Eu gostava de olhar para  ela. Gostava de

ouvir sua voz. Gostava do seu cheiro e do som da sua risada. Do jeito como sua

boca se curvava quando achava algo engraçado. E das tatuagens que apareciam

pela gola da camisa. Queria vê-las por inteira.

– Não posso ter uma chance? Uma chance de provar que não sou como Sofi.

Posso ser uma ótima amiga. Só preciso que você me dê um crédito.

Normalmente eu era uma pessoa benevolente. Minha avó tinha me ensinado

a perdoar, me criado para ser sempre gentil. Dizia que todo mundo merecia uma

segunda chance. Um dia eu mesma  também poderia precisar de uma  segunda

chance.

Virei-me  e  olhei  para Lauren.  Ela  ainda  estava  sentado  na minha  cama. A

camiseta azul-escura que vestia era justa nos braços e delineava os músculos do

peito. Também destacava a cor dos olhos dela. Como alguém podia não confiar

em Lauren? – Eu gostaria de ser sua amiga – falei. Não sabia direito o que dizer.

Aquele sorriso torto iluminou o rosto dela.

– Gostaria? Você me perdoa?

Assenti com a cabeça e me obriguei a dar um passo na direção da cama.

– Sim. Mas não... não... não faça aquilo outra vez – pedi, tocando o local que

ainda formigava por causa do contato com seus lábios.

Lauren soltou um suspiro derrotada e concordou:

– Vai  ser difícil, mas prometo que não vou  fazer. Não até você pedir. – Ela

parou e apontou para o lugar onde eu tinha me sentado. Andei até lá e me sentei

na cama novamente. Lauren se inclinou para a frente. – Mas Camila ... – começou

a dizer. O cheiro  que  exalava dela me fez querer inspirar profundamente.

–  Sim?  –  Apenas  esperava  que  ela  não  me  tocasse.  Eu  parecia  perder  o

controle quando isso acontecia.

– Você vai pedir.

Já ia argumentar, mas, antes que qualquer palavra pudesse sair, Lauren enfiou

um pedaço de frango com mel na minha boca.

– Não diga nada. Vou poder falar “Eu te avisei” quando isso acontecer. E não

quero  humilhá-la.  Ainda  mais  uma  menina  que  quero  fazer  sorrir,  não  me

estapear.

Mastiguei o  frango antes que uma gargalhada escapasse. Ela era  realmente

adorável. O que não percebia  era que  eu nunca poderia  ceder. Não  seria  justo

com ela. Ela não sabia a verdade e eu não queria que soubesse. Mudava a forma

como as pessoas me olhavam. Não conseguia suportar a ideia de Lauren olhando

para mim do mesmo jeito que outros o fizeram.


Notas Finais


Obrigado e desculpem os erros rs


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