História Adaptação -THE FIRST CHANGE - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Lauren Jauregui
Tags Camren G!p
Exibições 109
Palavras 1.761
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Mais capítulo tá curto mas pretendo melhorar

Capítulo 3 - Droga o que eu fiz!!


 POV Lauren

Dias de hoje

Eu não a via desde a noite em que recebi a ligação sobre Jace. A noite em que...

a noite  em que  tirei  sua  virgindade. Ela  era  virgem. Eu  não  esperava  por  isso.

Tinha  sido minha  primeira  vez  também  –  eu  nunca  havia  transado  com  uma

virgem  antes.  Alguma  coisa  nessa  história  me  afetou  mais  do  que  deveria.

Mesmo  sabendo  que  não  estava  pronta  para  um  relacionamento  sério,  queria

reclamar meus direitos sobre ela. Ficava me perguntando se não teria fugido de

medo mesmo que Shawn não tivesse ligado.

E,  finalmente, aqui estava ela. Não seria mais afastada de mim pelo pai ou

por qualquer outra pessoa que me impedisse de chegar perto.

– Ontem à noite. Era você – disse ela, simplesmente.

Senti vontade de xingar e socar a parede. Eu não era uma garota violenta. Nunca

perdia a calma, mas, naquele momento, estava perto disso. Camila estava aqui.

Ela devia ter me ouvido com Sofi. Que merda!

– Você não ligou. Eu não sabia. – Ela parou de falar e balançou a cabeça.

Eu  não  conseguia  encontrar  as  palavras  certas.  Não  havia  nenhuma.  Não

conseguiria explicar de um jeito que ela pudesse entender. Eu a vi colocar o leite

de volta na geladeira e  fechar a porta. Manteve a cabeça baixa, deu a volta na

bancada da  cozinha  e  já  ia  saindo. Eu precisava dizer  alguma  coisa. Precisava

me explicar. Tinha ligado, sim, mas nunca ninguém me deixava falar com ela. E

ela nunca me atendia quando eu tentava o celular. Mas, cacete, ela não merecia

isso. Não quando havia me confiado algo tão importante quanto sua inocência.

– Acho que sou eu que posso dizer “Eu te avisei” dessa vez – sussurrou ela ao

passar por mim.

Meu coração parecia pesar uma tonelada. Cerrei os punhos e fechei os olhos. O que eu tinha feito? E por quê? Por que deixava Sofi ferrar minha vida?

Por que diabo também tinha que beber tanto uísque ontem à noite? Nem teria

aparecido  aqui  se  estivesse  sóbria.  E Camila... Camila... O  que Camila estava

fazendo aqui? Eu me virei e olhei para a escadaria. Uma porta se fechou. Camila

não  era mulher  de  bater  portas  ou  sair  gritando  por  aí.  Simplesmente  não  era

assim. Qualquer outra  teria me xingado e  talvez partido para a violência, depois

teria subido as escadas correndo e batido a porta. Mas não Camila. O que piorava

ainda mais a situação. Como se isso fosse possível. 

 

Quase três meses antes...

 

Camila saiu de casa, sentindo-se insegura. Levei vinte minutos para convencê-la

a  ir  nadar  comigo.  Ela  inventou  todo  tipo  de  desculpa. Mas  eu  podia  ser  bem

persuasiva quando queria. A enorme camiseta da Slacker Demon cobria qualquer

roupa  de  banho  que  ela  estivesse  vestindo. Fiquei meia hora  esperando. Estava

quase subindo para tirá-la do quarto. Tinha chegado de Los Angeles havia poucas

horas. Era difícil  ir a Rosemary  quando eu só conseguia pensar no sorriso doce

de Camila. Estava ansiosa para ficar perto dela.

–  Finalmente!  Achei  que  ia  furar  comigo  –  falei,  levantando-me  da

espreguiçadeira em que estava recostada enquanto esperava.

Camila corou.

– Desculpe por ter demorado.

Como se ela precisasse se desculpar. Não havia como nenhuma mulher  ficar

remotamente  irritada com ela. Era  impossível. Ela era muito doce e  tinha uma

sensualidade  inocente. Estava na  faculdade.  Já devia  ter namorado alguém. No

colégio, os meninos não deviam sair de cima dela.

– O  importante é que você está aqui agora. Vamos nadar. Está muito quente

hoje.

Camila  pegou na barra da camiseta e eu pensei em mergulhar  logo em vez

de assisti-la se despir. Seria a coisa mais educada a fazer, mas obviamente eu não

conseguiria convencer meus olhos de que desviar a atenção era a melhor  ideia.

Estavam vidrados em todos os movimentos que ela fazia.

Nós  estávamos...  Não  sabia  direito  o  que  estávamos  fazendo.  Era  o

relacionamento mais estranho – se é que se podia chamar de  relacionamento –

que  eu  já  tivera. Camila  deixava  que  eu me  aproximasse  cada  dia mais, mas

ainda mantinha sua guarda levantada. Não consegui tocar a pele dela novamente.

Meus olhos absorviam suas  longas pernas conforme a camiseta era erguida,

revelando um maiô branco  simples,  sem decote. Nem  lembrava mais a última

vez  em  que  vira  uma  garota  de maiô. Mas  era  branco. Puta merda. Senti  que

estava ficando dura enquanto percorria o corpo dela com os olhos, das pernas até

os mamilos, claramente visíveis sob o tecido.

Mergulhei na  água  antes que  ela  ficasse muito  assustada. Nadei  até o outro

lado da piscina,  levantei a cabeça para  respirar e olhei para Camila. Ela estava

descendo  a  rampa. Meu  Deus,  como  era  perfeita.  Camila ergueu  os  olhos  e

sorriu para mim. Ainda bem que minha  reação a ela estava escondida debaixo

d’água.

Quando a altura da água chegou aos seus ombros, ela pareceu relaxar. Exibir

o corpo a deixava nervosa. Dava para ver que ela estava com vergonha. Eu não

entendia  por  quê.  Era  como  me  desafiar.  Eu  queria  muito  ver  o  corpo  dela

totalmente  exposto para mim. E queria que ela gostasse disso. Desejasse. – Venha pra cá, minha linda. Nade com os grandinhos – brinquei.

Ela contorceu a boca. Não gostava que eu a chamasse de “linda”. Mas  sua

reação ao elogio me dava ainda mais vontade de fazer de novo.

– Eu não confio nos grandinhos – respondeu. Inclinou a cabeça para o lado e

ergueu a sobrancelha.

Rindo comigo mesma, não lembrava a última vez em que uma mulher tinha

me divertido tanto.

– Está com medo?

Camila  franziu  as  sobrancelhas  e  eu  ri mais  alto. Para  convencê-la  a  fazer

algo, você devia provocá-la – ela nunca recuava diante de um desafio ou de uma

ameaça. Havia em Camila uma tenacidade silenciosa que você não saberia que

existe se não passasse um tempo com ela.

– Minha lindinha está ficando exaltada. Venha me pegar.

Ela soltou um pequeno resmungo de frustração.

– Pare de me chamar assim.

– Não. – Foi minha única resposta.

– Você me deixa louca.

Cheguei um pouco mais perto dela.

– Eu deixo a maioria das garotas loucas, gata. É o meu jeito. E elas gostam.

Um  sorrisinho  surgiu  em  seus  lábios, mas  ela  se  esforçava  para manter  a

cara amarrada.

– Não consigo imaginar por que gostam tanto.

Parei a alguns centímetros do seu corpo.

– Pelo mesmo motivo que você. Eu sou tão sensual que você não consegue se

afastar.

Camila soltou uma risada.

– É mesmo? Se me lembro bem, é você quem vive aparecendo lá em casa.

Não sou eu que não consigo me afastar. Era um bom argumento. Eu  tinha percorrido  todo o caminho, da Flórida até

aqui,  só  para  vê-la.  Pousei  uma  das minhas mãos  no  quadril  dela.  Seu  corpo

enrijeceu com o meu toque.

–  Certo,  talvez  eu  não  consiga  mesmo  ficar  longe,  mas  você  continua

permitindo que eu me aproxime cada vez mais, linda.

Camila suspirou.

– Acho que você me pegou.

– Viu? Sou sensual e irresistível.

Ela ameaçou dizer algo, mas parou.

– Desistiu  de  discutir  comigo?  –  perguntei,  chegando  perto  o  bastante  para

nossos corpos quase se tocarem. Mais um movimento e os seios dela roçariam no

meu peito.

– O que você está fazendo? – perguntou ela. Sua respiração tinha se acelerado e seu olhar nervoso a fazia parecer um cervo assustado.

– Só estou chegando mais perto. Você me dá vontade de chegar mais perto.

Camila respirou fundo e olhou para baixo, para nossos corpos, antes de voltar

a me fitar.

– Acho que amigas não fazem isso – disse ela.

Eu a puxei para junto do meu corpo, segurando seu quadril com firmeza com

as duas mãos.

– Não fazem. Mas eu também não penso nas minhas amigas como penso em

você. Diga que não se sente atraída por mim. Diga que não deseja me tocar ou

se aproximar mais.

Se ela recusasse, eu me afastaria. Seria difícil, mas eu me afastaria. Daria a

ela o espaço de que precisava. Eu só queria ouvi-la dizer que não me desejava,

porque eu a desejava demais.

– Não tenho certeza... Não acho... O que eu quero é irrelevante. Você e Sofi...

– Sofi e eu terminamos. Não há mais Sofi e eu. Mas existe a chance de um

você e eu. Mesmo que você não admita.

– Eu não tenho nada a ver com a Sofi.

–  Acha  que  eu  não  sei  disso?  Garota,  se  você  fosse  como  a  Sofi,  eu  não

estaria aqui. Terminei tudo com ela porque aquela mulher é um veneno. Você é

tudo o que ela não é.

O corpo de Camila começou a relaxar lentamente sob meu toque. Desenhei

pequenos círculos com os polegares junto à cintura dela, com delicadeza.

– Os  caras  costumam  gostar  de mim  por  causa  do meu  pai. Eu mantenho

distância. Não quero ser apenas um troféu.

Uma  dor  aguda  atingiu  meu  peito  ao  ouvir  tanta  vulnerabilidade  naquelas

palavras. Merda. Harry passara pelo mesmo problema, mas não era uma menina

inocente.  Era  um  homem  que  pouco  se  importava.  Não  estava  procurando

ninguém  que  gostasse  dele  pelo  que  era. Não  até  conhecer Taylor.  Pensar  em

alguém usando a doce Camila só para se aproximar do pai dela me deixava puta.

Se eu pudesse ir atrás de todos os cretinos que a magoaram... Levantei a mão e ergui o queixo dela, de modo que me  fitasse diretamente

nos  olhos. Queria  que  ela  percebesse  que  eu  estava  falando  sério. Queria  que

acreditasse em mim.

– Eu nunca usaria você para me aproximar do seu pai. Conheço Alejandro desde

criança. Harry  é meu melhor  amigo. Não  fico  deslumbrado  por  estar  perto dos

caras da banda ou pelo estilo de vida da Slacker Demon. É você. Eu quero você.

Só você, Camila. Só você.

Lágrimas surgiram de seus grandes olhos castanhos e ela piscou rapidamente.

Ninguém nunca tinha lhe dito isso?

– Você vai me beijar agora? – sussurrou ela.

Droga. Eu me sentia de volta à escola, com minha primeira paixonite. Cinco palavras fizeram minhas mãos tremerem. Nunca esperei que ela me perguntasse

isso. Mas  também não  lhe daria  tempo para mudar de  ideia. Cobrir  seus  lábios

macios com os meus era como o nirvana. Camila tinha um sabor tão doce. Era

por isso que havia começado a chamá-la de “docinho”.

Lambi  seu  lábio  inferior porque primeiro deveria explorar  sua boca. Sorver

seu calor. Senti-la pressionar o corpo contra o meu e enrolar as mãos nos meus

cabelos. Eu  ia ficar com ela. Faria  tudo o que fosse preciso para ficar com ela.

Droga, até me mudaria para Los Angeles se fosse necessário. Não a deixaria ir

embora. Pela primeira vez na vida, eu me sentia em casa.

– Eu  te avisei – sussurrei  junto aos  lábios dela antes de  reivindicar sua boca

novamente.


Notas Finais


Gente bota comentar please !!! Me digam os estão achando


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...