História Adaptação -THE FIRST CHANGE - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Exibições 53
Palavras 1.651
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aí está a mini maratona espero q gostem demorei mas vamos lá

Capítulo 6 - Maratona


POV Camila

Encontrar o clube  foi  fácil. Rosemary  era uma pequena cidade costeira; quase

nem podia  ser  chamada de  cidade. Era o  lugar onde  a  elite morava  e passava

férias. Depois de dirigir um pouco  e ver  as  casas por  toda  a  enseada do golfo,

entendi por que Sofi quis morar aqui.

Parei no portão principal e mostrei ao  segurança a carteirinha de  sócio que

meu pai tinha me dado. Ele o abriu para que eu pudesse entrar com o carro e eu

segui as placas para encontrar o serviço de manobristas. Não queria zanzar para

descobrir  onde  ficava  o  estacionamento  e  poderia  aproveitar  para  saber  a

direção das quadras de tênis.

Um  jovem  de  camisa  polo  e  short  brancos  se  aproximou  quando  parei.

Peguei a raquete no banco traseiro antes que ele abrisse a porta do carro.

– Bom  dia,  senhorita  –  cumprimentou  ele,  com  um  sorriso  amigável. Uma

mecha  de  seus  longos  cabelos  loiros  caiu  sobre  um  dos  olhos  e  ele  a  prendeu

atrás da orelha. Imaginei que fosse surfista. Pelo menos parecia.

– Bom  dia  –  respondi,  jogando  a mochila  no  ombro.  –  Sou  nova  por  aqui.

Pode me dizer onde ficam as quadras de tênis?

Ele fez que sim com a cabeça.

– Siga por essa entrada principal. Vire à esquerda e vá para as portas duplas

que dão para o pórtico dos fundos. Desça as escadas e vire à direita. Você verá as

quadras bem à frente.

Parecia fácil.

– Obrigada – respondi, entregando as chaves ao jovem.

–  Posso  ver  seu  registro,  senhorita?  Preciso  inserir  seu  carro  no  banco  de

dados.

Peguei a carteirinha no painel do carro e entreguei a ele.

Ele leu rapidamente, passou por um leitor e a devolveu.

– Avise quando precisar do carro, Srta. Cabello. – Obrigada.  –  Pensei  em  dizer  que  ele  podia me  chamar  de Camila, mas

achei melhor não. Provavelmente arrumaria confusão com a gerência se  fosse

pego me chamando pelo primeiro nome.

Entrei. Saber que não daria de cara com Sofi aqui foi um grande alívio. Um

homem  vestido  como  o  jovem  loiro  abriu  a  porta  para  mim,  e  eu  segui  as

orientações  do manobrista para chegar às quadras de tênis.

Passei  por  um  restaurante  e  decidi  voltar  lá  para  almoçar. O  lugar  parecia

legal, e dava para sentir o aroma incrível da comida daqui de fora. Uma garota parou  na  minha  frente.  Um  sorriso  sereno  surgiu  em  seu  rosto.  Seus  cabelos

castanhos  estavam presos num  rabo de  cavalo. Obviamente  era  funcionária do

clube  –  vestia-se  como  os  homens  que  haviam me  ajudado  antes,  suas  roupas

apenas eram mais justas. Mas ela me parecia familiar.

– Camila? – perguntou.

Então me lembrei: nos conhecemos no casamento do Harry  e da Taylor.

–  Sim  –  respondi,  frustrada  por  ter  esquecido  o  nome  dela.  Lauren  ainda

ocupava  minha  mente  naquele  dia,  então  eu  não  estava  nem  conseguindo

raciocinar  direito.

–  Sou  a  Bethy.  Amiga  da  Taylor.  A  gente  se  conheceu  no  casamento  –

esclareceu.

Senti meu rosto ficar quente. Odiava não me lembrar das pessoas. Era parte

do meu problema de falta de aptidão social.

– Sim! –  respondi  com um  sorriso. – Que bom vê-la outra vez. – Esperava

que isso não me fizesse parecer uma idiota, porque certamente me sentia assim.

A expressão de Bethy  era amigável, mas havia tristeza em seus olhos.

– Não tem problema não se lembrar. Você conheceu muita gente naquele dia.

Não sabia que você estava na cidade.

Eu  gostava  dessa  garota. Ela  estava  tentando me  deixar  confortável.  Isso  é

raro hoje em dia.

– Estou aqui enquanto meu pai está em turnê. Ele pediu que eu morasse com

a Sofi nesse meio-tempo.

Bethy  arregalou os olhos e deixou escapar um assobio baixo.

– Nossa. Achei que você fosse a filha de quem ele gostava.

Ela  devia  ser muito  próxima  de  Taylor,  pois  conhecia  exatamente  a  nossa

Situação  familiar.

– Ele comprou uma casa para Sofi aqui, mas com a condição de que ela me

deixasse  morar  também  enquanto  ele  estivesse  em  turnê.  Não  gosta  de  me

deixar sozinha em Los Angeles – expliquei, tentando não defender o meu pai de

forma exagerada.

Bethy  soltou um longo suspiro. – Eu preferiria enfrentar Los Angeles, se fosse você.

Senti vontade de rir, mas me segurei. Mordi o lábio para conter o riso.

– Você sabe que estou certa. Aquela vadia odeia você –  insistiu  Bethy. – Ela

odeia Taylor  também, então vocês duas deviam juntar forças.

– Gosto muito da Taylor. Fiquei muito feliz por Harry tê-la encontrado.

Bethy  me encarou por um instante.

– Acho que você e Harry têm muito em comum. Foram praticamente criados

pela Slacker Demon.

Também havia meu irmão Mase. Ninguém nunca falava dele. Ele vivia com

a mãe em um rancho no Texas. Meu pai fora vê-lo várias vezes, mas ele quase não  ia  a  Los  Angeles.  Gostava  da  vida  no  Texas.  E  era  muito  apegado  ao

padrasto.

–  Sim. Nós  vimos muita  coisa  –  respondi,  decidindo  não mencionar Mase.

Isso  só  levaria a perguntas que eu não  sabia ao certo como  responder. Meu pai

não via Mase havia mais de um ano, mas meu irmão me ligava pelo menos uma

vez por mês para saber de mim. Eu aproveitava para perguntar sobre sua vida.

Minha  avó  garantia que  nós  sempre  nos  encontrássemos. E  foi  no  enterro  dela

que  o  vi  pela  última  vez. Nunca  contei  ao meu  pai  porque  tinha medo  de  que

ficasse magoado por Mase não ser tão conectado assim a ele.

– Bem,  fico  feliz  por  você  estar  em Rosemary,  embora  fosse melhor  que

tivesse acomodações mais apropriadas. Precisa de ajuda por aqui? – perguntou

ela. Depois olhou para minha  saia de  tênis e para a  raquete nos meus braços e

sorriu. – Está indo para as quadras de tênis. Me acompanhe. Preciso garantir que

não seja assediada por Nelton, nosso técnico desleixado. Temos outro muito mais

legal, o Austin. É dele que você precisa.

Bom saber. Eu precisava ficar longe do Nelton. Ela se virou e fomos andando.

Seu rabo de cavalo balançava de um lado para outro conforme caminhava, mas

ela nem rebolava. Mesmo sem conhecê-la muito bem, parecia estranho.

Bethy  acenou para várias pessoas enquanto andávamos. A maioria era sócia

do  clube. Era  amiga  e  funcionária do  clube. Não  estava  acostumada  a  lugares

assim. Gostei. E muito.

– Você  joga  tênis com frequência? – perguntou Bethy, voltando a olhar para

mim.

– Na casa do meu pai tem uma quadra. Costumo usá-la para me exercitar e

me ocupar um pouco. Me dá tempo para pensar.

– E você veio para cá a fim de ficar longe da Sofi. Boa ideia – completou ela.

Dessa vez eu sorri.

Um  cara  alto,loiro,bronzeado  e  de  olhos  verdes  nos  viu  andando  em  sua

direção e percorreu meu corpo com os olhos. Não gostei. A viseira estava virada ao contrário e o uniforme era totalmente branco.

–  Não  é  para  você,  Nelton.  Fique  com  suas  tiazonas.  Estou  procurando  o

Asutin  –  disse  Bethy  ao  homem.  Percebi  que  me  aproximei  dela  quando

passamos por ele.

– Por que não deixa que ela decida? Tenho um horário vago para essa menina

– respondeu.

– Eca, sai daqui – retrucou Bethy, e continuou andando.

Fiquei muito agradecida a ela naquele momento.

– Desculpe. Nelton pensa que é um presente de Deus para as mulheres. Se

ele não fosse tão repugnante, até seria atraente, mas... Argh! A mulherada mais

velha morre de amores por ele. Austin é mais novo. Woods, o dono do Country Club de Kerrington, contratou Austin  há duas semanas. Ou, melhor, Della, noiva

do Woods, contratou. Ela não gostava do Nelton e queria uma alternativa a ele.

Não conhecia Della, mas já gostei da moça só por isso.

– Austin – chamou Bethy. Olhei para a quadra e vi um cara alto e musculoso.

Ele era  moreno . Talvez mais para um  avermelhado por  ficar  tanto  tempo no

sol. Usava uma viseira branca na cabeça e o mesmo uniforme que Nelton. Notei

as palavras “Country  Club de Kerrington” bordadas na camisa polo e “Instrutor

de tênis” logo abaixo.

Austin  veio  correndo  até  a  gente,  com  um  sorriso  no  rosto.  Quando  se

aproximou,  seus olhos verdes-claros entraram em foco. Eram impressionantemente

claros. Ele não era tão bronzeado quanto Nelton – tinha a pele alva. Seus braços

musculosos  eram  cheios  de  sardas.  Ele  era  o  que  minha  avó  chamaria  de

moreninho.

– Oi, Bethy,  e  aí?  –  perguntou,  sorrindo,  relanceando  o  olhar  para mim,  e

voltando para Bethy.

– O clube  tem uma nova sócia. Ela é amiga do Harry e,  infelizmente, meia-

irmã da Sofi. Não vamos culpá-la por isso. Como o Harry , ela não tem nada a ver

com a Sofi – foi assim que ela me apresentou. – Bem, Camila quer jogar. Mostre

tudo  a  ela  e marque  alguns  horários. Ela  vai  precisar  de  um  refúgio  enquanto

estiver  morando  com  aquela  vadia  do  mal.  Camila,  esse  é  o  Austin.  Austin,

conheça a Camila.

Bethy  realmente odiava Sofi.

– É um prazer conhecê-la, Camila – disse ele. Apertei a mão dele. Foi rápido.

Nada  estranho  ou  desconfortável.  Eu  não  gostava  de  apertar  a  mão  ou  tocar

pessoas que mal conhecia.

– Tenho  alguns  horários  vagos. Nelton  está  sempre  com  a  agenda  cheia,  e

fica  com  a maioria  dos  alunos  regulares  –  informou Austin. Seus  dentes  eram

perfeitamente  alinhados  e  muito  brancos.  Eu  tinha  uma  quedinha  por  dentes

bonitos.

–  Está  certo,  então. Meu  trabalho  terminou  –  disse  Bethy,  virando-se  para mim em seguida. – Você está a salvo com ele. Aproveite o dia.

– Obrigada pela ajuda – respondi.

Bethy  sorriu, mas novamente vi tristeza em seus olhos.

– De nada. Taylor  falou muito bem de você. Quis ter certeza de que cuidaria

de você em nome dela.

Assenti  com  a  cabeça  e  Bethy   acenou  para  Austin  antes  de  refazer  o

caminho de volta.

– Por que não deixamos marcadas as sessões diárias logo? Quero dizer, caso

você pretenda vir todos os dias.

– Sim. Preciso me manter ocupada – confirmei. Austin era uma pessoa fácil

de  lidar,  e  a  ideia  de  ter  algo  pelo  que  esperar,  alguém  com  quem  conversar, mesmo que fosse sobre tênis, me parecia agradável. Além disso, ele era atraente

e seu sorriso fazia meus olhos brilharem. Gostava daquilo. Gostava muito daquilo.


Notas Finais


Gente comentem dêem sua opinião preciso saber os estão achando


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