História Adaptação -THE FIRST CHANGE - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Exibições 47
Palavras 3.755
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ai mais um pra vcs amores

Capítulo 7 - Maratona


O

POV Lauren

Camila não estava atendendo às minhas ligações, droga. Como antes, estava me

ignorando.  Seu  olhar  pela  manhã  era  pura  mágoa.  Ela  não  atendia  meu

telefonemas e pensava que eu estava transando com a Sofi esse tempo todo. Er

por  isso...  não  era?  Acabei  me  deixando  levar  pela  conversa  da  Sofi  quando

percebi  que  Camila  não  me  permitiria  invadir  sua  fortaleza  de  pedra.  Tentei

apagá-la da mente. Não consegui. Mas vinha me esforçando. O olhar magoado 

traído  me  devorava  viva.  O  que  ela  estaria  pensando?  Será  que  eu  havia

entendido  tudo errado?

Precisava falar com ela.

Entrei no  clube  e quase  atropelei Bethy. Não  a vi muito nos últimos meses

Ela tinha preferido ficar sozinha e meter a cara no trabalho.

– Oi – falei quando ela parou e me olhou tentando sorrir.

– Oi.

– E aí?

Era uma pergunta vazia, mas eu não tinha ideia do que dizer. De todos nós, foi

ela quem mais sofreu a perda de Jace.

Bethy  deu de ombros.

– Estou  trabalhando. Acabei  de  apresentar  a Camila para  o Austin,  o  novo

instrutor  de tênis, então já completei a cota de boas ações do dia.

Camila.

– Camila  está  jogando  tênis? – perguntei,  tentando me  conter para não  sai

correndo naquela direção.

Bethy  confirmou.

– Sim. Está se escondendo da Sofi. Tenho tanta pena dela. Mas você não deve

entender  por quê – respondeu, revirando os olhos. Passou por mim e foi embora.

Ia tentar argumentar, mas me concentrei em chegar até Camila. Quando  cheguei  à  calçada  de  ladrilhos  que  levava  às  quadras  de  tênis,  vi

Nelton com a mãe de Thad. Tinha quase certeza de que ela não era mais uma

das  tietes. Era uma  senhora  legal. Não  conseguia  imaginá-la  traindo  o marido.

Além  disso,  ela  não  faria  nada  que  pudesse  decepcionar  Thad.  O  garoto  era

mimado e tinha uma sorte do cacete.

Passei  por  eles  e  vi Camila  imediatamente. Tinha  no  rosto  uma  expressão

Franzida ,  determinada,  acertando  todas  as  bolas  que  Austin  lançava.  E  estava

Deslumbrante  com aquela saia.

–  Isso mesmo,  garota  –  Austin  a  elogiou.  Não  gostei  do  tom.  Ele  parecia muito feliz. Muito... interessado.

– Vamos dificultar um pouco. Acha que dá conta? – perguntou ele.

–  Vamos  lá.  –  Ela  parou  quando  seus  olhos  me  encontraram.  Deu  para

perceber  quantas  emoções  passaram  por  ali  antes  que  voltasse  o  olhar  para

Austin novamente. – Só um minuto.

O  instrutor  tinha se virado e olhado para mim. Pude senti-lo me encarando,

mas não tiraria os olhos dela, caso fugisse.

Ela pegou uma toalha e secou o suor do rosto e do pescoço, depois agarrou a

garrafa  d’água  e  sorveu  um  longo  gole.  Esperei  pacientemente,  apreciando  a

forma  como  ela  se  movimentava.  Nunca  tinha  visto  uma  garota  com  uma

postura tão correta quanto a de Camila. Ela tinha um jeito gracioso, refinado, de

fazer  as  coisas.  Mesmo  quando  estava  aqui,  suando,  dava  a  impressão  de

pertencer à realeza.

Seus ombros se ergueram e relaxaram conforme ela respirava, depois ela se

virou  e partiu  em minha direção. Havia um brilho determinado  em  seus olhos.

Aquilo não contribuiu em nada para me dissuadir. No máximo, me deu vontade

de agarrá-la e beijá-la até que nós duas esquecêssemos os últimos dois meses.

–  O  que  você  quer?  –  perguntou  ela,  mantendo  uns  30  centímetros  de

Distância . Seu tom de voz agressivo, frio e sensual pra caralho me soava familiar.

Era a Camila de antes de eu pedir comida chinesa e convencê-la a confiar em

mim.

– Precisamos conversar. Tenho que explicar tantas coisas... – falei.

Camila  ergueu a sobrancelha.

–  Não  sou  surda  nem  cega.  Não  precisa  explicar  nada.  Entendo

perfeitamente.

Merda.

– Camila . A noite passada não foi nada do que você está pensando. Você não

estava  falando  comigo.  Eu  ligava  e  você  me  ignorava.  O  que  queria  que  eu

fizesse? Eu estava... Droga, eu estava tentando esquecê-la. Esquecer a gente. Foi o que você me obrigou a  fazer. E ontem à noite eu estava  tão bêbado que mal

sabia meu nome.

Camila endireitou os ombros e me encarou com olhos grandes e magoados

Iluminados  por uma raiva lenta e furiosa. Não parecia nada promissor.

– Não  sou  imbecil. Sei que nunca me  telefonou, exceto aquela única vez, e

estava bêbada demais para  lembrar o próprio nome. Não me  faça de  idiota  só

para  se  sentir  melhor.  Sou  bem  crescida  e,  graças  a  você,  perdi  toda  aquela

ingenuidade  de  antes. Aprendi  algumas  duras  lições.  –  Ela  engoliu  em  seco  e

balançou  a  cabeça. – Não. Não  temos  nada  para  conversar, Lauren. Seu  tempo

acabou. Por favor, volte para Sofi. Aproveite o máximo que você puder. Minha

vida  não é da sua conta nem nunca será. – Ela se virou e começou a andar de

volta  para a quadra. Estiquei o meu braço e segurei-a para impedi-la de dar as costas para mim.

Precisava dizer  alguma  coisa. Tinha que  fazê-la me  escutar. Durante  todo  esse

tempo, pensei que o pai dela lhe contara que eu estava dormindo com Sofi. Não

sabia  direito  de  onde  ele  havia  tirado  essa  informação,  ou  se  estava  apenas

presumindo,  mas, pelo que Dean me disse, era por  isso que Camila estava me

ignorando.

– Se você não sabia sobre mim e Sofi antes, então por que não respondeu às

minhas ligações?

Camila  parou e não  tentou  livrar o braço da minha mão. Ela ficou  lá, muito

calma. As mulheres que eu conhecia não lidavam com as emoções dessa forma.

Eram histéricas. Gritavam, berravam e  saíam atirando objetos. Camila  era  tão

tranquila.

– Você ligou uma vez. Estava bêbada. Depois, nunca mais. Agora, por favor,

largue o meu braço. Tenho mais quarenta minutos com Austin e gostaria de usar

meu tempo da maneira adequada.

– Mas  eu  liguei! Um milhão  de  vezes! Você  não  atendeu. Quando  seu  pai

atendeu  no  telefone  fixo,  chegou  até  a me  ameaçar. Até  o Dean me  alertou.

Achei que você quisesse isso. Preciso explicar.

Camila se virou e o fogo em seus olhos me assustou.

– Não, Lauren, não  foi  isso que aconteceu. Eu  sou  inteligente o bastante para

saber que haveria uma ligação perdida. Você não ligou. – Ela soltou o braço e foi

para seu lado da quadra.

Eu não havia imaginado a conversa desse jeito. E não tinha a mínima ideia de

como fazê-la me escutar. Ela  ficava na defensiva por demais. Muralhas de aço

foram erguidas entre nós.

– Se já terminou, Sra. Jauregui, precisamos continuar a aula – disse Austin num

tom profissional.

Eu  também não queria  ter  tido aquela conversa ali. Com plateia. Em vez de

responder, simplesmente saí. Não sabia o que mais poderia fazer. Precisava me

recompor  e  planejar  meu  próximo  passo.  Também  precisava  de  conselhos.

Chega de esperar Harry . Eu ia falar com Taylor.

            POV  Camila

Austin  agiu  como  se nada  tivesse  acontecido. Mesmo depois que  errei  todas  as

bolas  que  ele  lançava. Não  estava  conseguindo me  concentrar. As  palavras  de

Lauren  se  repetiram  várias  vezes  na minha  cabeça.  Estava  determinado  a me

fazer acreditar nela. Ainda assim, não pensou duas vezes ao enfiar uma faca no

meu  peito quando comentou sobre estar dormindo com Sofi . Simplesmente parei

de tentar. Austin parou de lançar e ficamos ali, um olhando para o outro.

– Sinto muito. Acho que não vou conseguir  terminar a aula de hoje –  falei.

Ele  não  precisou  de  mais  nenhuma  explicação;  sabia  que  tinha  escutado  a

conversa. Lauren e eu não nos preocupamos em ser discretos.

– Tenho um tempo livre. Quer tomar um café? – perguntou, surpreendendo-

me.

Eu não sabia se queria isso realmente. Na verdade, não tinha muitos amigos.

Meus livros eram meus amigos.

– Não vou perguntar sobre o que aconteceu. Só fiquei com vontade de tomar

um café, e eu gostaria de ter companhia – disse ele quando não respondi.

Eu  precisava  fazer  isso.  Já  estava  na  hora  de  ter  vida  social. Meu  pai me

mandara  para  cá,  e  era  impossível  ficar  trancada  no  quarto.  Ficar  em  casa

significava ter que lidar com Sofi.

– Tudo bem – finalmente aceitei.

Austin pareceu aliviado e sorriu.

– Ótimo. Achei que precisaria implorar.

Não  entendi  direito  o  que  ele  quis  dizer  com  isso,  ou  se  estava  apenas

brincando.  Esperei  que  ele  se  secasse  com  a  toalha  e  tomasse  um  longo  gole

d’água. Quando Austin  se virou novamente para mim, percebi que gostava muito

dele.  Ele era atraente e legal. E nunca tinha transado com Sofi... ou pelo menos

eu achava que não. – Antes do café, preciso lhe perguntar uma coisa... – comecei. – Você tem ou

já teve algum tipo de relacionamento com a Sofi? – Sabia que era ridículo, mas

eu precisava me proteger. Se a resposta fosse positiva, achava melhor não passar

nenhum tempo com ele fora dessa quadra.

Austin  riu. Fiquei me sentindo uma criança questionando esses detalhes. Mas

não me importava.

– Não. Sofi é o  tipo de garota de quem mantenho distância. E  também está

rolando algo entre ela e August Schweep, o novo instrutor de golfe aqui do clube.

Ótimo.  Lauren   transava  com  ela  enquanto  ela  transava  com  o  instrutor  de golfe. Eca. Simplesmente, eca.

– Não é só com ele que Sofi está tendo alguma coisa.

As sobrancelhas de Austin se ergueram.

– Como eu disse. Não faz meu tipo.

Sim, poderíamos ser amigos.

– Que  bom. Não  que  tomar  café  signifique  algo. Eu  só  prefiro  não  perder

meu tempo com gente que tenha qualquer tipo de relacionamento com ela.

– Você a odeia tanto assim? – perguntou ele.

Balancei a cabeça.

– Não. Mas é uma grande bandeira vermelha  sinalizando que a pessoa  tem

algum problema.

– Sério? Que problema?

– Falta de  integridade – respondi antes de fechar bem a boca. Não devia  ter

dito aquilo.

Austin, no entanto, caiu na gargalhada.

Passamos pelas portas do grande pórtico cercado e entramos numa pequena

área  reservada  para  o  café.  Imediatamente  vi  Harry  parado  no  que  parecia  a

entrada  de um salão de jantar ou restaurante. Ele olhou para mim e em seguida

para Austin, então ergueu as sobrancelhas levemente. Acenou com a cabeça na

minha  direção  antes  de  voltar  sua  atenção  a  um  cara  que  reconheci  do

casamento.

–  Tem  problema  ficarmos  aqui? O  restaurante  está  lotado  a  essa  hora. Ou

prefere entrar e pedir algo para comer?

Era hora do almoço, mas a ideia de entrar num local cheio de gente não me

agradou.

– Podemos pedir um sanduíche aqui? – perguntei.

– Claro que sim. – Ele puxou uma cadeira para mim. – Sente-se, vou pegar o cardápio. Eles demoram a trazer.

Já  ia dizer que ele não  se preocupasse, que bastava o café, mas Austin não

estava  mais  ali.  Não  percebi  se  Harry  lhe  disse  algo.  Mantive  a  atenção  nas

janelas  que  davam  para  as  quadras.  Pensar  nessas  coisas  todas  me  deixaria

nervosa. Não havia motivo para isso. Austin era um cara legal. Ele jogava tênis.

Já tínhamos algo em comum.

–  Gosto  do  Austin.  –  A  voz  de  Harry  me  assustou.  Quando  me  virei,  vi-o

Andando  na minha direção.

– Eu também – respondi, imaginando se ele sabia alguma coisa sobre mim e

Lauren.

– Sofi a está tratando bem?

Harry se preocupava bastante com isso. Sabia melhor do que ninguém quanto

nossa relação era ruim. – Ainda nem nos encontramos. Estou tentando evitá-la.

Harry riu.

– Não é má ideia.

– Como estão Taylor e Nate? – perguntei.

O  rosto  dele  se  iluminou  e o  risinho  se  transformou  num  largo  sorriso. Um

Sorriso  autêntico.

– Estão perfeitamente bem.

Ele nunca foi homem de muitas palavras.

– Gostaria de visitá-los qualquer dia.

– Taylor ia adorar. Quando ela souber que você está na cidade, vai ficar atrás

de você.

A  gentileza me  fez  sorrir.  Eu  gostava muito  da  Taylor.  Era  impossível  não

gostar dela.

– Que bom. Fico aguardando ansiosamente.

Harry olhou para a frente e depois me fitou novamente.

– Aproveite seu almoço. Não deixe que Sofi  assuma o controle. Seja firme.

Não  falou mais  nada;  apenas  saiu. Eu me  virei  e  vi Austin  voltando. Ele  e

Harry  se  cumprimentaram  quando  passaram  um  pelo  outro.  Austin  colocou  o

cardápio na mesa e se sentou na minha frente, voltando a olhar para a porta.

Quando  se  virou  outra  vez  para mim,  parecia  ter  algo  em mente.  Resolvi

esperar e deixá-lo  reunir coragem para perguntar. Abri o cardápio e analisei as

opções de salada e sanduíches.

– Então  você  é  amiga  do Harry, mas  não  da Lauren. Eles  não  são melhores

amigos, irmãos ou algo do gênero?

Ah.  Finalmente  perguntaria  sobre  a  cena  que  testemunhara  entre  mim  e

Lauren. Eu  não  estava  pronta para  fornecer detalhes. Tínhamos  acabado  de  nos

conhecer, e o que acontecera com Lauren era muito íntimo.

– Harry  é meu  amigo.  Sempre  foi,  desde  que  éramos  crianças.  Já Lauren  é

alguém que conheci há alguns meses e em quem fiz a besteira de confiar. É mais

ou menos isso. Austin acenou com a cabeça e depois voltou sua atenção ao cardápio. Parece

ter  ficado satisfeito com aquela explicação. Ótimo. Porque eu não contaria mais

nada. 

POV Lauren

Eu estava caminhando na direção da minha picape quando notei o Range Rover

de Harry  no estacionamento. Ele estava no clube. Dei meia-volta e entrei de novo,

ligando para ele para encontrá-lo. Eu não estava entendendo nada.

– Alô.

– Estou vendo o seu carro. Onde você está?

– Aqui dentro. Está no estacionamento?

– Estou.

– Espere aí. Já vou sair.

Desligou.  Que  diabo...?  Harry  estava  no  restaurante.  Dava  para  ouvir  o

burburinho  ao  fundo.  Por  que  ele  ia  sair  para  falar  comigo?  A  menos  que...

Camila  estivesse  lá  dentro. O  que  ele  achava  que  eu  ia  fazer? Um  escândalo?

Merda,  eu  já  tinha  discutido  o  suficiente  na  quadra  de  tênis.  Precisava  de  um

plano, e não de mais um desastre.

Esperei por ele, que chegou rápido. Harry passou pela porta e olhou para mim

com um semblante preocupado.

– Eu cheguei antes de você? – perguntou ele, como se eu não suspeitasse de

nada.

Resolvi acalmá-lo.

–  Sei  que Camila  está  na  cidade.  Sei  que  ela  está morando  com Sofi  e  já

Tivemos  nosso primeiro encontro... e o segundo, na verdade.

Harry soltou um suspiro de alívio.

– Que bom. Depois das suas últimas bebedeiras, fiquei com medo de você ter

Cometido  uma loucura.

– Meu único problema  é que  ela não me deixa  explicar. Camila me odeia.

Preciso de uns conselhos, cara. Estou  fodida. Era por  isso que queria  falar com

Você . Mas eu acho... eu acho que talvez seja melhor conversar com a Taylor. Rush franziu a testa.

– Como você ferrou tudo? Alejandro não deixou que você chegasse perto da filha!

Foi  isso.  Camila  é  uma  menina  adorável.  Não  consigo  imaginá-la  odiando

alguém.

– Não é só isso – falei, passando a mão pelo cabelo. Não queria contar a Harry

que  estava  dormindo  com Sofi  outra  vez.  Ela  era  irmã  dele  e, mesmo  sendo

egoísta  e cruel como uma cobra, Harry a amava. Não sabia como ele ia reagir ao

perceber  que eu a estava usando.

– O que mais? Pensei  bem.  Queria  que  Harry simplesmente  me  deixasse  conversar  com

Taylor . Não precisava da ajuda dele dessa vez.

– Não vai me dizer que andou  transando com a Sofi? – comentou com um

suspiro exasperado.

Ele sabia. Sempre dava um jeito de descobrir o que estava acontecendo com

a irmã mais nova.

– É, foi meio isso.

Harry balançou a cabeça e soltou uma gargalhada.

– Você  está  fodida.  Eu  disse  que Camila  é  incapaz  de  odiar  alguém, mas

chega bem perto disso quando se trata de Sofi. Esqueça Camila e siga em frente.

É impossível consertar essa situação.

Eu queria que Camila entendesse. Queria que me perdoasse. E que soubesse

que  eu  apreciava  o  que  ela  me  dera.  Nada  nem  ninguém  seria  tão  especial

quanto  ela.  Eu  nunca  a  esqueceria.  Talvez  esquecê-la  fosse mesmo  o melhor

para nós duas. Naquela noite em que estive dentro dela, conheci algo muito mais

profundo do que jamais imaginei. E isso me deixava assustada pra caralho.

Amar alguém como Harry amava Taylor... Era um sentimento intenso demais.

Era controlador e  tinha o poder de destruir uma pessoa. Eu  já  tinha visto  tantos

Corações  partidos e tanta dor na minha vida. Meu pai se apaixonara mais de uma

vez,  e  todos os  seus  relacionamentos  acabaram mal não  só para  ele, mas para

mim  também. Eu não acreditava em amor. Nesse sentido, Camila representava

perigo . Ela era a única pessoa com quem ousei me imaginar passando o resto da

vida.  E  se  um  dia  ela  não me  amasse mais? Ou  se  eu  a  perdesse? Vi  o  olhar

inexpressivo  no  rosto  de Bethy. A  dor  bem  lá  no  fundo. Ela  tinha  que  acordar

todos os dias e viver com isso.

– Eu só quero que ela me escute. Mais nada. Quero que Camila saiba... que...

que ela foi especial. Aquela noite foi especial. Só isso. Pronto. Não estou pedindo

uma  segunda chance. Não posso pedir isso. Preciso que ela me perdoe. Não vou

conseguir  viver  comigo mesma  se  ela  acreditar  que  tirei  sua  inocência  como

parte de um jogo. Nunca foi um jogo.

Harry ficou lá parado, olhando para mim como se eu falasse outra língua. Não tinha  parado  de  tagarelar.  Nada  fazia  sentido.  Pelo  menos  não  para  ele.  Eu

precisava falar com Taylor, merda.

–  Você  só  quer  que  Camila  tenha  consciência  de  que  a  transa  de  vocês

significou  algo? É isso? Não quer mais nada?

Eu me encolhi com aquela descrição fria, mas confirmei.

– Posso perguntar por quê?

A imagem de Bethy  curvada, gemendo quando baixaram o corpo de Jace na

cova, repassava no meu cérebro.

– Não posso amar alguém do jeito que você ama Taylor.

Harry entortou uma das sobrancelhas. – E por que não?

–  Porque  isso  me  assusta  pra  caralho.  Não  quero  ficar  tão  vulnerável.

Simplesmente não quero.

Harry  não  parecia  compreender, mas  então  apontou  com  a  cabeça  para  o

Range Rover.

– Estou indo para casa. Se quiser ouvir os conselhos da Taylor, me encontre lá

e poderá contar toda essa loucura para ela. Mas tenho certeza de que Taylor não

vai ficar do seu lado nessa história. Já vou avisando.

Eu não esperava que ela ficasse.

– Sei disso.

– Quando  você  falar  que  transou  com Sofi  depois  de  tirar  a  virgindade  de

Camila,  é melhor  cair  fora,  porque  a metralhadora  vai  aparecer  e  Taylor  vai

apertar  o  gatilho  – disse  ele  com  um  sorriso  divertido  antes  de  caminhar  até  a

picape sem olhar para mim.

Ele tinha razão. Taylor  ia me comer viva. Mas, assim que superasse o horror,

me ajudaria, no mínimo porque entenderia que Camila merecia.

Trinta  minutos  depois,  Taylor  me  olhava  feio.  Sua  expressão  avançara  de

horrorizada  a  completamente  irritada. Por  sorte,  fui  salvo  por Nate, que  subira

em seu colo, senão tinha quase certeza de que levaria um soco no meio da cara.

– Quer que eu fique com ele, amor? – perguntou Harry, entrando na sala.

– Não. Deixe o menino com ela. Para a minha segurança – respondi.

Harry riu e se sentou ao lado dela. Nate foi até ele e soltou uma risada feliz. Vi

meu  amigo  durão  amolecer  por  completo  quando  a  criança  lhe  deu  um  beijo

estalado  no  rosto.  É...  esse  tipo  de  amor.  Eu  não  podia  fazer  isso.  E  se  algo

acontecesse com Nate? Como Harry acordaria todas as manhãs?

– Eu não sou como o Harry. Não posso fazer isso. Essa... vida. Não posso amar

uma  pessoa  a  ponto  de  entregar meu  coração  a  ela.  Não  sou  tão  forte.  Tive

experiências  ruins  com  esse  tipo  de  confiança.  Mas  eu  me  preocupo  com

Camila . Deixei que as coisas  fossem  longe demais com ela. Permiti que ela se aproximasse o  suficiente para me preocupar  em magoá-la. Não quero que  ela

fique mal. Por favor, me ajude.

O olhar zangado de Taylor deu uma suavizada, e ela se inclinou para a frente,

sem tirar os olhos de mim.

– Por quê? Me diga por quê, Lauren . O que eu  tenho com Harry que você não

pode  aguentar?

Eu não estava desenterrando meu passado e falando da minha infância como

se fosse um pretexto. E não queríamos mencionar o Jace. A morte dele era muito

recente.

– Não  estou  pronta  para  isso.  Eu  acabaria machucando Camila,  e  não me

perdoaria  por  isso. Peço  apenas  que  ela  ouça minha  explicação  e  que  a  gente aproximasse o  suficiente para me preocupar  em magoá-la. Não quero que  ela

fique mal. Por favor, me ajude.

O olhar zangado de  deu uma suavizada, e ela se inclinou para a frente,

sem tirar os olhos de mim.

– Por quê? Me diga por quê, Lauren. O que eu  tenho com Harry que você não

pode aguentar?

Eu não estava desenterrando meu passado e falando da minha infância como

se fosse um pretexto. E não queríamos mencionar o Jace. A morte dele era muito

recente.

– Não  estou  pronto  para  isso.  Eu  acabaria machucando Camila e não me perdoaria por isso.Peço apena que ela ouça minha explicação e que a gente encerre  essa história  como  amigas. Camila  é doce  e  especial, não  suporto que

pense que foi usada por mim.

Amigas. A palavra parecia vazia. Se Camila me perdoasse, conseguiríamos

ser apenas amigas? Como olharia para ela sem me lembrar de como foi bom tê-

la  nos  braços? Será  que  estava  pedindo  algo  impossível? Eu  não  queria  sair  de

Rosemary. Droga, não podia  sair de Rosemary. Alguém precisava garantir que

Camila sobrevivesse com Sofi.

Taylor  prendeu  uma mecha de  seus  longos  cabelos  louros  atrás  da  orelha  e

me encarou.

–  Você  não  quer  ficar  com  ela, mas  ela  tem  que  saber  que  o  que  vocês

fizeram  foi especial para você. Eu entendo  isso. Bem  típico de você. Não gosta

de magoar as pessoas.

– O que eu faço? Ela me odeia.

Nate  esticou o braço, agarrou os cabelos de Taylor e começou a rir.

– Não  puxe  o  cabelo  da mamãe.  Já  falamos  sobre  isso,  rapazinho  –  disse

Harry, salvando Taylor de outro puxão.

Ela agradeceu ao marido e deu um beijo na cabeça de Nate, depois se virou

para mim.

– Deixe-me conversar com ela. Aí eu aviso quando você puder falar. Até lá,

fique longe da cama de Sofi, principalmente agora que Camila  está morando na

casa dela.

– Não vou voltar lá. Também vou parar de beber.

– Ótimo. Já estou cansado de buscar você nos bares com o cu cheio de bebida

– completou Harry.

– Olhe a boca – Taylor alertou Harry.

– Desculpe – respondeu ele rapidamente.

Taylor  suspirou.

– A primeira palavra que o Nate falar vai ser um palavrão, com certeza.

– Mas “cu” é uma palavrinha – brinquei. –  Cuidado  com  a metralhadora,  cara.  Lembre-se  da metralhadora. Minha

mulher anda armada – alertou Harry.

Taylor se levantou e soltou um suspiro.

– Vocês dois não têm jeito – disse ela, pegando Nate. – Preciso alimentar esse

rapazinho e depois é hora da soneca. Eu ligo para você, Lauren.

Fiquei olhando enquanto ela saía da sala.

– Está de olho na bunda da minha mulher? – rosnou Harry.

Foi a primeira vez no dia que senti vontade de rir.


Notas Finais


Aiai está lauren ñ tem jeito bm gente estão gostando espero q sim e desculpem os erros


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