História Addicted To Your Universe - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Boyslove, Boyxboy, Cute, Dreams, Gay, Mutilação, Original, Romance, Romancegay, Rosequartz, Serenity, Violencia, Yaoi
Visualizações 23
Palavras 2.282
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Aproveitem a leitura <33

Capítulo 3 - Capítulo 02 - Pensamentos


Fanfic / Fanfiction Addicted To Your Universe - Capítulo 3 - Capítulo 02 - Pensamentos

[✿]

Minha boca naquele momento se encontrava toda machucada, sentia o gosto de sangue na boca e tudo aquilo era por causa de uma mania horrível que eu tinha de morder os lábios. Um suspiro escapou por meus lábios e fechei os olhos, por algum motivo a voz baixa e fraca do Soo havia ficado gravado na minha cabeça, como uma música chiclete que gostamos muito, mesmo sem admitir.

-- Preocupado com algo, querido? – Abri meus olhos levemente e avistei minha mãe me encarando com seu olhar curioso. Sorri levemente observando suas feições joviais, apesar de sua idade – essa que ela se recursava falar -.

-- Está tão na cara? – Me levantei da cadeira e a segui até a cozinha, o cheiro gostoso de comida invadiu com tudo minha respiração, fazendo-me fechar os olhos por um breve momento e aproveitar o ‘sabor pelo cheiro’.

-- Quase escrito em sua testa. – Ela deu um peteleco em minha testa. – Sebastian me falou que você arrumou um instrutor para as matérias que anda com dificuldade. – Ela tirou alguns pratos do armário e me entregou. – Arrume a mesa.

-- Sebastian já foi fofocar para você? – Ri e peguei os pratos. – Eu arrumei sim um instrutor, mas como eu não o conheço muito tenho medo no que vai dar... – Organizei tudo e percebi que havia um prato a mais. – Algum convidado?

-- Um coleguinha da Evy. – Ela parou de rodar pela cozinha e retornou a me encarar. – O que te deixa aflito? – Confesso que aquilo havia me pegado de surpresa, nem eu sabia o que estava me deixando tão pensativo.

-- Não conseguir melhorar minhas notas...? – Tentei ser convicto em minha resposta, mas ela saiu mais como uma pergunta. A mulher se aproximou de mim e segurou meu rosto com suas mãos.

-- Sabe que nota não define sua inteligência, né? – Afirmei levemente com a cabeça. – Não se pressione tanto para aprender coisas que não são importantes para você. – Ela sorriu e ficou na ponta dos pés para beijar a ponta do meu nariz, ri e acenei a cabeça em concordando. – E sobre a coisa que te deixa aflito... Só deixe as coisas fluírem, querido. – A mais velha se afastou de mim e voltou a arrumar a mesa. – Vá chamar os outros para virem comer... Seu pai vai demorar um pouco por causa dos trabalhos na empresa e não vai poder jantar junto de nós.

-- Ok. – Segui o extenso corredor até a primeira porta, bati levemente e logo a porta foi aberta por aquele pequeno ser que era minha irmã.

-- Ry! – Ela pulou no meu colo se agarrando em meu pescoço, soltei um riso fraco e abracei-a pela cintura. – Eu estou melhor, olha olha. – Ela inflou as bochechas até elas ficarem avermelhadas. – Mamãe disse que estou ficando corada de novo.

-- Isso é uma ótima notícia. – Coloquei-a no chão. – JiHyo disse que você está com um colega de escola.

-- Ah é. – Ela me puxou para dentro do quarto, um garoto estava sentado em uma das poltronas azuis que tinham no quarto, ele tinha um bico nos lábios e uma presilha na cabeça. – Esse é o Joseph e ele aceitou ser meu manequim.

-- Pobre garoto. – Ri. – Jihyo está chamando para irmos comer. – Sorri e num piscar de olhos vi Evy puxar o menino e arrastar ele para fora do quarto. – Quem vê nem imagina que estava de cama a algumas horas atrás. – Balancei a cabeça de forma negativa e sai do quarto, indo para o outro que era bem em frente. – Sebastian. – Bati na porta. – Comida. – Me afastei um pouco para ditar tal palavra e logo o mais novo passou que nem um tornado em direção da cozinha. – Depois eu sou o esfomeado. – Revirei os olhos e tranquei a porta que ele havia deixado aberta.

[✿]

-- Ry, vem brincar comigo e o Seph. – Evy me puxava em direção do seu quarto. – Vamos brincar de Barbie.

-- Sebastian. – Chamei em tom de piedade, o garoto olhou para mim e para o pudim que ele comia como se decidisse qual era mais importante. – Te dou meu pudim.

-- Eu brinco com você e o Joseph. – Ele sorriu largo e puxou o meu prato com pudim. – Mas eu vou ser a Barbie sereia.

-- Ah não, você sempre é ela. – A garota fez bico e cruzou os braços. – Só deixo você ser ela, se o Ry vim brincar. – Não adiantou de nada da meu pudim para esse traste. 

-- Ele vai brincar. – A mais velha de nós soltou um riso fraco quando eu a encarei indignado. – Tem que se divertir mais com sua irmã, Sebby sempre brinca de bonecas com ela.

-- O Sebby é uma Barbie. – Resmunguei e recebi uma colher na cabeça. – Tá tá, eu brinco, Evy, não precisa me acertar com os talheres. – Levantei meus braços em rendição, a baixinha tornou a me puxar para segui-la, mas para minha sorte algum bom samaritano apertou a campainha.

-- Deve ser o responsável do Joseph. – Sebastian se levantou e foi em direção da porta.

-- Vamos, Seph. – Ela chamou o garoto, mas por algum motivo me levou junto, pude ver um Sebastian paralisado na frente da porta, levantei meu olhar e pude ver o Islley no lado de fora, ele e o mais novo pareciam estar em um mundo só deles enquanto se encaravam.

-- Is. – Joseph correu ao encontro do outro e abraçou suas pernas. – Obrigado por vim me pegar. – O loiro saiu de seu transe e encarou o menino.

-- Se divertiu? – Pude jurar que o Sebastian estremeceu ao ouvir a voz do garoto, parece que agora eu tenho algo para provocar o moreno.

-- Huhum, mas creio que se você não tivesse chegado logo, eu viraria boneco da Evy. – O mais velho riu e pegou o pequeno no colo.

-- Não é pra tanto. – Evy retrucou enquanto segurava minha mão. – Eu só estava brincando com seus cabelos, eles são mais longos que o meu. - Ela fez bico, pude perceber que o loiro havia voltado a encarar Sebastian, mas o mesmo agora se encontrava acanhado e olhando para o teto.

-- Você vai pode ir amanhã para a escola? – Evy fez uma expressão engraçada como se estivesse pensando e eu só me perguntava o que eu estava fazendo ali. – Está chato sem você.

‘Queria que alguém além do Sebastian me falasse isso’

-- Vou sim. – Ela disse por fim e o garoto sorriu abertamente. – Até amanhã, Seph.

-- Até, Evy. – Ele acenou e só então percebeu que o Islley não estava nesse mundo. – Is?

-- Ah, vamos indo... Tchau. – O loiro acenou e saiu levando o Joseph. Evy soltou minha mão e fechou a porta – já que o Sebastian ainda se encontrava perdido -. A baixinha se virou e encarou o moreno.

-- O que ele tem? – Ela apontou para o mesmo e eu dei de ombros sinalizando que não sabia. – Sebby. – Ela balançou seu corpo para lá e para cá.

-- O-Oi?

-- O que você tem? – Indaguei antes da Evy, ele olhou para mim, para a Evy e para o chão – que era a mesma coisa que olhar a garota -. – Ah. – Bati uma mão na outra. – Você gosta dele!

-- Dele? – Evy tombou a cabeça para o lado. – Ah, o loiro? – Acenei a cabeça em concordância. – Sebby, se você namorar com aquele loiro, o Seph pode vim mais vezes para cá? – Ela puxou sua blusa para ter a atenção dele.

-- E-Eu não gosto dele! – Seu rosto foi adquirindo uma coloração avermelhada. – E não vamos namorar! – Ele deu meia volta e foi em direção da cozinha.

-- Mas vocês fariam um belo casal. – Comentei seguindo-o juntamente da Evy. – Você concorda, Evy?

-- Sim sim, vocês ficaram que nem idiotas olhando para o nada. – Ela coloca a mão no queixo. – Dois idiotas juntos. – E ri.

-- Às vezes me pergunto se a Evy tem mesmo só sete anos... – Murmuro para mim mesmo. – Mas admita que gosta dele, Sebby.

-- Gosta de quem? – JiHyo parou de secar os pratos para nos encarar. – Me conte as boas novas.

-- Não. – O moreno me ameaçou com o olhar e eu levantei as mãos em sinal de rendição.

-- O Sebby vai casar com o irmão do Seph. – Evy é uma criança maravilhosa.

-- C-Casar? – Pude jurar que os olhos do mais novo quase pularam para fora. – Mãe, a Evy está delirando!

-- Evy. – A mulher ficou de joelhos para ficar do tamanho da garota. – Seu irmão não vai casar com o irmão do Joseph. – Sebastian sorriu vitorioso. – Ele nem veio pedir a mão dele para seu pai ainda. – Concluiu sorridente e o ar de vitória do moreno sumiu em questão de segundos.

-- Oh, vou falar para o irmão do Seph... Ele tem que vim falar com o papai? – JiHyo concordou enquanto se levantava. – Okay. – E a garota saiu toda saltitante para o seu quarto.

-- Cena incrível. – Soltei um riso fraco e cruzei os braços, Sebastian me encarou raivoso. – Eu não falei nada, foi tudo a Evy e a JiHyo.

-- Qual o problema de alimentar os sonhos de uma criança? – Ela olhou para ele. – E você ainda está corado.

-- Ele estremeceu quando o Islley falou. – Joguei no ar e agradeci aos deuses não ter nenhum objeto cortante por perto, caso contrário, eu já poderia ir escolhendo meu caixão.

-- Islley? Esse é o nome dele? – Ela balançou a cabeça. – Um belo nome, você tem bom gosto, Sebby.

-- Isso só pode ser brincadeira... – Ele bufou. – Vou comer meu pudim na paz do meu quarto, licença. – E saiu levando os dois pudins.

-- Me mantenha informada sobre esse Islley, soldado. – JiHyo pediu fazendo uma expressão séria.

-- Yer sir! – Bati continência e tentei me manter sério, mas logo nós dois caímos na risada.

[✿]

-- Eu te odeio. – Sebastian jogou sua bolsa na minha cabeça assim que chegou na minha sala durante o intervalo, arregalei os olhos e encarei-o.

-- O que eu fiz? – Acariciei minha cabeça que agora se encontrava dolorida. – Eu não lembro de ter feito nada... Só dormi mesmo... – Choraminguei enquanto voltava a apoiar minha cabeça na mesa.

-- Evy não me deixou em paz um segundo dizendo que queria que eu e o.... – Ele olhou ao redor, mas percebeu que só havia nós dois na sala. – Que estranho.

-- Seu futuro esposo saiu para se alimentar. – Sorri de canto e recebi um tapa nas costas como resposta. – Não me espanca, sua mão é pesada.

-- Não era o Islley que eu estava procurando. – Ele cruza os braços. – Pensei que o Morgan nunca saísse da sala nos intervalos. – Dei de ombros. – Não era hoje que você ia marcar os horários de reforço com ele? – Foi ai que caiu a ficha, será que ele estava fugindo de mim?

-- Ah mas não vai. – Levantei-me e sai da sala correndo. – Se eu fosse um ser antissocial com fones de ouvido, para onde iria? – Segui na direção do pátio e olhei ao redor, a maioria das pessoas estariam no refeitório e como o rosado/azulado preferia seus fones ao barulho de muitas pessoas ele poderia estar ali. – Achei. – Vi sua cabeleira de longe embaixo de uma arvore, me aproximei e percebi que ele não estava sozinho. Ele se encontrava sentado e lia um livro, havia um garoto deitado entre suas pernas e o Morgan fazia carinho em seus cabelos ruivos. – Aish... – Cocei a nuca e dei meia volta, era melhor deixar os dois quietos em seus lugares. – Mas eu preciso falar dos horários. – Olhei para o céu, esperando que a respostas caísse lá de cima.

-- Thales! – Um ser baixinho passou correndo do meu lado e ia em direção aos dois garotos que estavam na arvore. – Seu embuste, imprestável, badboy de quinta categoria, é melhor você me dar agora o meu celular ou eu vou chamar meus advogados. – O ruivo se levantou, falou algo para o Morgan e foi até o baixinho escandaloso.

-- Vamos resolver isso em outro canto. – Ele puxou o garoto pelo braço para o corredor do colégio.

‘Lembrar de agradecer o baixinho escandaloso depois’

Caminhei até o Soo que agora se encontrava olhando para o tempo, praticamente paquerando o nada de maneira intensa. Quando me cheguei na sua frente ele desviou o olhar do nada para mim – não era uma grande diferença -.

-- Oh... – Foi o que ele deixou escapar por seus lábios. – Eu esqueci que tinha que te ajudar... – Seu rosto pálido ficou vermelho e ele se levantou. – Desculpe...

-- Não tem problema... Eu até tinha esquecido também. – Menti somente para não deixar ele tão sem graça. – Poderíamos marcar um horário? Algum que não te atrapalhe tanto.

-- Pode ser depo— Sua voz falhou um pouco, ele deu um leve pigarreio. –... Ser depois das aulas, contanto que não seja até tarde.

-- Por mim tudo bem, na sua casa ou na minha?

-- Creio que a sua seja mais calma que a minha. – Não mesmo. – Mas se for muito incomodo, poderíamos ficar na biblioteca da escola.

-- Não vai ser incomodo... É claro, se você não se incomodar com uma criança tagarelando o quão seu cabelo é bonito. – Gesticulei com a mão, isso seria bem o que a Evy faria quando olhasse para os fios coloridos do baixinho.

-- Eu não me importo com isso. – Ele riu levemente, involuntariamente sorri com a sua risada, mesmo que breve ela era muito gostosa de se ouvir. – Depois da aula... Eu te espero no portão.

-- Okay... – Vi ele pegar o livro que estava lendo, se levantar e seguir corredor a dentro, e eu? Fiquei parado enquanto via seu pequeno corpo sumir do meu campo de visão.

[✿]


Notas Finais


Criticas e elogios são sempre bem vindos <33


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