História Addictive Life - Bechloe - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias A Escolha Perfeita (Pitch Perfect)
Tags Beca Mitchel, Bechloe, Chloe Beale, Pitch Perfect
Visualizações 25
Palavras 1.198
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Capitulo 17 Oculto e Imprevisível


Talvez eu soubesse disso no momento em que pedi que ela me levasse pra longe da Treable’s, só de pensar o que poderia ter acontecido se ela não estivesse lá me causa calafrios, diferentemente dos arrepios que o olhar de Chloe estava me causando.

            — Essa é a minha camisa preferida – disse ela se aproximando – Com certeza terei um motivo a mais para usá-la de agora em diante.

Sorri pra ela abaixando minha cabeça devido a vermelhidão do meu rosto por suas palavras.

            — Achei que me sentiria mais confortável e é muito mais fácil colocá-la – levantei as mãos mostrando o machucado.

Seria complicado levantar as calças e além do mais, a camiseta tinha o perfume de Chloe, muito mais convidativo que o fundo de armário das outras peças. Ela sorriu a mim estendendo o braço chamando-me para seu lado, caminhei até ela e sentamos na cama.

            — Já tivemos um avanço – disse abrindo o kit médico e retirando algumas coisas – você não pediu desculpas por isso – sorriu.

            — Evitei o transtorno de você dizer que está tudo bem – olhei-a baixando os olhos em seguida.

            — Se sente bem? – perguntou abrindo um pacote de gaze.

            — Talvez um pouco dolorida.

Com cuidado, Chloe ajeitou minhas mãos sobre as dela e aplicou um produto de cor laranja sobre o machucado, ficamos em um silencio incomodo enquanto ela começava a fazer uma atadura na mão direita. Enfaixou-a e prosseguiu o mesmo com a outra deixando apenas os dedos de fora. Observei ela o tempo todo sem que percebesse, olhando seus gestos cálidos e sua expressão serena tratando-me com carinho e dedicação, nunca em minha vida sentira ser tão cuidada e protegida quanto estava agora com ela.

            — Prontinho – disse colando o ultimo esparadrapo – Podemos até arriscar um vôlei – sorriu erguendo o rosto e pegando meu olhar sobre si.

Desviei rapidamente o olhar para as recém feitas ataduras.

            — Bom trabalho – disse sem graça.

            — Quem sabe agora você possa me dizer como as machucou – disse erguendo meu rosto pelo queixo – o que aconteceu lá dentro pra você sair desse jeito?

            — Não sei se você gostaria de ouvir isso.

            — Aquele não é um bar comum e, se eu não estou enganada...– Chloe parou pensando algo recém descoberto – A questão então é quem te machucou – concluiu – Não entendo, você foi lá várias vezes...saiu sempre pior...você é uma...

            — Não! – cortei-a imediatamente vendo onde seu raciocínio iria parar – Não sou prostituta...

            — Não use esse termo – disse ríspida.

            — É como se chamam as garotas fáceis – retruquei – Eu nunca faria isso, não sou capaz de vender o corpo por dinheiro e nem por...

Pagamento de dividas quis completar, mas fui incapaz.

            — Pelo que Beca? – percebeu meu deslize – Eu quero saber quem fez isso com você!

Percebi o tom de raiva da referencia do quem, ela estava comprando uma briga que não era dela e que cabia a mim resolver. Mirei-a no fundo das profundezas azuladas de seus olhos buscando uma resposta coerente para dá-la, encontrei a calma e a verdade, pelo menos parcial dela.

            — Eu...precisava fazer! Do contrário ele...– enrolei-me.

            — O que? De quem? – insistiu.

            — Fui obrigada a deitar-me com um cara para pagar uma dividia, mas não consegui fazer isso, acabei fugindo e tropeçando na escada cortando as mãos em uma garrafa quebrada – disse de uma vez olhando as mãos – quando sai da boate o sujeito estava atrás de mim e encontrei você...

Chloe suspirou ávida levantando-se da cama. Senti a tensão e sabia que a qualquer momento ela me expulsaria dali, mas era preferível isso a mentir para alguém que me estendeu a mão.

            — Eu não entendo... – disse desolada passando as mãos no cabelo andando de um lado para o outro pensando.

            — Existe alguém que controla a Treable’s – disse a fim de clarear as ideias dela sem prejudicar o meu segredo – Chamam ele de “Mentor”, foi pra ele que deveria fazer isso...

            — É com ele que tem dividas? – assenti – Eu posso pagá-las, todas. Assim você...

            — O dinheiro não seria o suficiente, a outras coisas que...você não entenderia. – disse.

Abaixei a cabeça pensativa. Dinheiro pagaria, mas não tiraria de dentro de mim o vicio que me levaria lá mais e mais vezes. Não ergueria o homem que matei por querer e não querer ao mesmo tempo, nem o que o “Mentor” poderia falar ou fazer comigo, tinha-me em suas mãos.

            — Eu gostaria de entender – disse Chloe voltando a sentar do meu lado – Mas sei que você não vai se abrir comigo ainda. Só quero que saiba que quero te ajudar e isso foi sincero.

            — Você escutou realmente o que eu falei? Depois disso deveria me expulsar...

            — Não poderia fazer isso – cortou-me – acredite!

            — O que quer dizer com isso? – perguntei desconfiada e atordoada pela sua reação positiva.

            — Quero que você comece a confiar em mim.

            — Eu confio em você – soltei numa rajada de ansiedade.

Chloe sorriu.

            — Ótimo, já temos um começo então.

            — Não quero ser um problema Chloe.

            — Me chame de Chlo e você não é um problema... – tocou meu rosto com suas mãos macias – ...ficara aqui comigo por um bom tempo.

            — Me dê um motivo pra isso.

            — Podemos falar disso amanhã, você me parece cansada – contornou as olheiras fundas em meus olhos.

Encarei-a intensamente sentindo seu pequeno carinho provocar enormes sensações. Porque não a conheci antes? Antes de cair num mundo problemático e desgraçar a vida. Sabia como era sentir seus lábios sobre os meus e os desejei naquele momento, lembrei-me do erro na boate.

            — Sobre a boate eu juro que não sabia o que estava fazendo!

Chloe riu.

            — Pensei que tivesse esquecido isso! – tirou a mão do meu rosto e levantou-se indo até a cabeceira da cama puxando os lençóis pra baixo – você parecia tão diferente...como se estivesse em outro mundo.

            — Acho que bebi demais – disse baixo envergonhada.

            — Faria isso do contrário? – olhou-me.

Seus olhos queimaram contra os meus. Levantei-me.

            — Eu acho que...

            — Desculpe por isso – voltou atrás à pergunta – venha deitar.

Se me desse tempo e se tivesse a coragem responderia que não pensaria duas vezes em fazer aquilo novamente. Deitei na cama sobre o olhar de Chlo, a menção as cenas da boate fizeram meu corpo acender-se diante dela. Cobri-me e mirei-a sentindo-me uma criança super mimada.

            — Roubei sua cama não é?

Chloe abaixou-se ao meu lado tirando uma mecha de cabelos sobre meu rosto. Meu deus, como seu toque me fazia efeito, o que era aquilo?

            — Não tem problema, o apartamento é grande o suficiente. Pare de se preocupar está bem?

Assenti fechando os olhos. Senti a respiração de Chloe aproximar-se de meu rosto quando ela depositou um beijo em minha bochecha, sorri involuntariamente sentindo ela se afastar, o que me deixou temerosa.

            — Chloe...– chamei vendo-a se voltar para meu lado – Porque você não fica comigo?

O pedido veio do desejo de senti-la por perto, sua áurea trazia a paz que eu precisava para um sono tranquilo. Tinha medo das coisas que poderiam acontecer, dos sonhos a me atormentar se ela não estivesse comigo.

            — Não se preocupe! Estarei aqui com você! – disse.

Acomodei-me para o lado deixando um espaço vago na cama intensificando o pedido. Chloe pareceu entender e deitou ali sem cerimônias. Fechei os olhos serena e adormeci sentindo sua presença, o suficiente para não pensar em mais nada.



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