História Addictive Life - Bechloe - Capítulo 93


Escrita por: ~

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Categorias A Escolha Perfeita (Pitch Perfect)
Tags Beca Mitchel, Bechloe, Chloe Beale, Pitch Perfect
Visualizações 27
Palavras 1.296
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente desculpa a demora, estou na correria.
Ninguem percebeu que uma nova personagem foi citada no capitulo anterior né?
Ahahhahaha

Capítulo 93 - Capitulo 85 Prova Concreta


Poderia contar semanas ou dias que não vivia direito. Durante as últimas 48 horas esperei pacientemente ao lado de Beca aguardando o momento em que ela abriria os olhos. Mas aquilo não acontecera. Tentei manter as esperanças, manter-me tranquilizada e estável. Levaria tempo, como Bumper dissera e eu esperaria a era que for. Entrei no quarto às 10 da manhã depois de obrigar-me a descansar, troquei as flores da mesa ao canto por rosas brancas e frescas. Lentamente inclinei-me sobre a cama e depositei um beijo leve sobre sua testa.

            — Olá querida! – sussurrei tocando-lhe a face.

Sorri acariciando as maças pálidas do rosto. No final das contas eu estava ali com ela. Poder mirá-la, estar perto de si consolava-me, mesmo que isso fosse prolongado por um longo silencio. Aquilo me bastava. Depois de observá-la afastei-me da cama para observar a imagem lívida da cidade pela janela. Nada do que acontecia lá embaixo, nada do que as pessoas faziam interessava-me. Dirigi-me ao sofá ao canto. Minha mochila estava ali, retirei meu notebook e pus-me a trabalhar. Nas últimas horas vasculhava os arquivos que conseguimos na boate. Além de vídeos, o HD viera carregado de cartórios eletrônicos contendo todo o tipo de atividade ilícita de Jhon. Jesse era um gênio, não sei se conseguiria ir muito longe sem ele. Poderia incriminar “O Mentor” de cinco maneiras diferentes graças a isso. Comecei a revirar os arquivos de vídeo. Ordenados por data eram Gigas de provas contra. Ansiosa por descobrir o que se passara anteriormente, procurei a data especifica de quase um ano atrás, o dia em que conhecera Beca, o dia em que eu, supostamente, julgava que ela cometera um crime. Passei pelos movimentos da boate analisando tudo atentamente, um software permitia-me avaliar todos os ângulos, todos os espaços. Jhon não aparecera naquele dia como supus até a chegada da noite, aproximadamente as duas da manhã ele aparecera. Meus dedos tremeram em excitação ao se dar conta que era a hora exata para minhas suspeitas encaixarem-se. Tirei a velocidade rápida, ajeitei a câmera e coloquei o fone de ouvido. Passei a escutar lentamente a subida de Theo e Jhon nas mesmas escadas que pisara anteriormente.

            “ — Você não sabe o quanto fora divertido Theo... – Jhon gabou-se a ele – Venha ao meu escritório e divirta-se comigo as custas da menina ingênua! ”

Seguiram entre risadas até o escritório, procurei a câmera coerente aquele cômodo e me pus a ouvir.

            — Sabe Theo... – Jhon dirigiu-se ao bar arrumando duas bebidas – Ela realmente acreditou no que viu! – passou-lhe um copo – Não entendo como pode ser tão cega!

Theo sentou-se a poltrona de canto com toda sua prepotência.

            — Foi um plano bem armado! – comentou ele bebericando sua bebida – Qualquer um teria acreditado e... – sorriu de lado – Convenhamos, se ela não estivesse drogada você não conseguiria!

Jhon assentiu dirigindo-se a lareira. Sabia exatamente o que iria fazer. Lentamente tirou a arma de um embrulho de lenços brancos e guardou-a no cofre recém-aberto. Em seguida outra arma aparecera, era uma replica da outra. Sobressaltei-me ao ver que ele apontava-a para Theo. Antes que ele supostamente atirasse, ambos começaram a rir e a arma em sua mão fora para o lixo.

            — Arminhas de chumbo deveriam ser proibidas... – desdenhou Jhon caminhando pela sala.

Theo levantou-se seguindo até ele.

            — O que faremos agora? – indagou serio.

Jhon foi claro em sua resposta.

            — Recolha o corpo antes que esfrie, já sabe o que fazer... – voltou-se para mirar-lhe – Não quero que Beca saiba o que não fez! Invoque-a a acreditar nos fatos!

Theo assentiu como lacaio que era, naquele momento depois de tanta conversa pensei que não teria mais nenhuma prova concreta contra ele, mas enganei-me no momento seguinte quando  Jhon completou com todas as letras o que eu tanto ansiara:

            — Ela nunca pode saber que eu matei Luke, nunca Theo!

            — Essa é a única maneira de mantê-la estou certo?

Ele assentiu virando-se para sua mesa, sentou-se e recolheu um charuto na caixa importada a sua frente.

            — Pensei que acabar com a bastarda da mãe dela resolveria, mas não foi o suficiente! – rosnou tragando o fumo – Voltou-se contra mim! – bateu a mão com força na mesa!

            — Eu teria feito o serviço melhor que Luke!

            — Não foi o caso e ele pagou pelo que merecia... – recostou-se na cadeira larga – Além do mais você terminou o serviço!

A partir daquele momento não consegui mais prestar atenção no que diziam. Meu corpo gelara instantaneamente, minhas mãos suaram frio. Fechei o computador e enterrei o rosto nas mãos sofrendo o impacto das revelações. Oh céus. Jhon havia intuído Luke a matar Dona Rosie. O que aquilo significava? O que queria dizer? A ordem viera de cima, como não pensara nisso antes? Uma maresia de confusão embaçou meus olhos. Luke estava ligado a Jhon. Não podia mais raciocinar, era tudo abstruso. Tentei puxar em minha mente um motivo coerente pra cisma de Jhon com tudo, por Alice, por sua filha, e principalmente com Beca. Por deus! Não tinha lógica nenhuma essa obsessão! Levantei-me atordoada e aproximei-me da cama próxima a Beca. Meus olhos chegavam a nublar-se entre as lagrimas. Queria tê-la junto a mim nesse momento, por mais revelador que o vídeo fora constatara algo mais importante que tudo.

            — Eu sabia que você não seria capaz de algo tão cruel... – sussurrei a ela.

Tentei agarrar-me a noticia: Beca não matara o padrasto como pensava. Fora um golpe, do mais sujo possível que armaram a ela.

            — Becs... – sussurrei – Ouça-me, você não matou Luke...

Contornei seus traços com os dedos. Quanto tempo teria que esperar até tê-la completamente de volta? Se as lagrimas deixassem-me ver o que deixei para trás, toda a dor que sentira no momento que Beca se desligara de mim...

            — Só você pode curar meu coração meu bem... – deslizei uma das mãos até alcançar a sua.

Meus dedos entrelaçaram-se aos dela. Fechei os olhos afastando as lagrimas e o sofrimento incoerente em meu peito. Abri-os de novo para encarar a imagem pálida do rosto que sempre habitava minha mente. E mais uma vez eu tinha a certeza ou a falta dela que eu não sabia o que ia acontecer. Em momentos sentia-me confiante, em outros como esse já não havia nada.

            — Não posso te perder... – aproximei meu rosto do dela – Volte pra mim!

Uma solidão extasiante tomou posse do meu corpo. Sozinha naquele quarto rodeada de pensamentos não era ninguém. Encarei os olhos cerrados, a boca gélida e imóvel. O vazio era tudo que podia assimilar, foi o que restou e eu daria minha vida para que pudesse voltar e ser como antes, não como quando as noticias explodiram, mas quando tinha a Beca meiga e doce que fora a ilha comigo, que mostrou todas as faces fortes da sua personalidade, que demonstrou ser o que queria.

            — O tempo nunca vai apagar o que vivemos... – disse desejando com todas as forças que ela me escutasse – Eu te amo...

E esperava que esse amor a trouxesse de volta. Lentamente inclinei-me sobre ela e beijei-lhe os lábios. A textura fazia-me falta, sua boca movendo-se sobre a minha, suas pequenas mãos apertando-me...

            — Becs? – chamei-a.

Senti uma mínima força aplicar-se a minha mão que ainda entrelaçava a dela. Com um suspiro de surpresa e agitação encarei-a.

            — Meu amor...

Um misto de sensações envolveu-me. Ela me ouvira, sentira-me, provara-me que ainda lutava pra sair daquela escuridão. Beijei-lhe a palma e pus-me a observá-la com um sorriso bobo nos lábios, mais uma vez a confiança tomara conta de mim.

            — Não importa o tempo que tenha que esperar... Estarei aqui por você... – sussurrei.

Mantive minha mão firme a sua, com a outra afastei uma mecha castanha que caia por seu rosto. Tudo que eu queria era manter aquela esperança acessa. Em breve Beca estaria de volta comigo, em meus braços, sorrindo pra mim.


Notas Finais


Tá ai um misterio revelado, e daqui pra frente tem mais. ♥


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