História Admiradora - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camila, Camila G!p, Camren, Camren G!p, Fifth Harmony, Lauren
Exibições 638
Palavras 1.997
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


olá pessoal, essa é a minha primeira fanfic e críticas serão sempre bem-vindas.

espero de coração que vocês gostem :)

Capítulo 1 - Prólogo


– Ei Camila, eu estou falando com você! ­– Dinah disse visualmente irritada enquanto estalava seus dedos em frente a minha visão. Seu rosto estava contorcido em uma careta.

– Desculpe. – Respondi e ela bufou irritada.

– Você sempre me ignora quando ela esta por perto de nós! Ela por acaso está atrás de mim? – Dinah virou-se totalmente da sua cadeira para olhar para trás, ela nem ao menos se preocupou em ser discreta.

– Será que não tem como você ser mais discreta? Ela pode perceber que estamos falando dela. – Segurei-a pelos ombros para vira-la novamente para frente. Ela sentou-se novamente como uma pessoa civilizada e me deu língua, exatamente como uma criança faria.

– Camila, ela nunca percebe nada a sua volta e isso inclui você! – Dinah riu antes de continuar – Faz quanto tempo que vocês se “conhecem” e nunca se falaram mesmo?

– Isso não importa! – Rebati e tomei um grande cole do meu refrigerante.

– “Nossa, os olhos dela estão tão claros hoje”, ou melhor “Quando ela sorri os dentinhos de castor dela aparece” – Ela afinou sua voz enquanto fazia uma imitação – muito idiota por sinal – de mim.

– Isso foi horrível Dinah, eu não falo desse jeito e também não digo estas coisas. – Reviro os olhos para a sua brincadeira e aproveito para olhar, novamente, para mesa atrás de Dinah.

Suspirei apenas por olhar para ela. Eu nunca me cansaria de ficar observando-a sentada ali, ouvindo atentamente o que a sua amiga - uma negra muito linda por sinal - lhe contava. Ela sorria cada vez mais a cada palavra dita pela colega e vez ou outra ela comentava sobre algo. Suas unhas pintadas de vermelho, seu rosto sem nenhuma maquiagem deixava amostra as suas poucas sardas e o cabelo negro parecia ainda mais bonito hoje.

Lauren Jauregui, a filha do amigo de trabalho do meu pai e simplesmente a garota que desde o início da minha adolescência sou uma admiradora. Admiro seu sorriso, admiro seu cabelo negro, admiro sua risada e outras diversas coisas suas. Porém, infelizmente ainda não tive uma única oportunidade de poder admirar sua personalidade, pois nós duas nunca conversamos. Ela sempre vai a todos os meus aniversários desde que nossos pais começaram a trabalhar juntos e vice-versa, mas por algum motivo a gente nunca se quer mantivemos uma conversa. Além de que minha insegurança e medo só pioram as coisas.

Isto é muito frustrante.

Meus pensamentos foram interrompidos, novamente, por Dinah.

– Olha só você está viajando de novo! E pare de mentir, você sempre fala isso sim! – Ela tentou jogar uma bolinha de papel em mim, mas eu desviei por reflexo. – Não sei o porquê desse receio todo de falar com ela, não e como se a Lauren fosse descobrir de um dia para o outro que você é...

– Dinah, chega. – A interrompi antes que ela continua-se a disser coisas que não deveriam ser ditas na escola. Olhei para os lados com o objetivo de verificar se alguém estava prestando atenção na nossa conversa mas, felizmente, naquele momento todos estavam entretidos com seus próprios amigos para ficar cuidando da vida alheia.

– Assunto proibido, desculpe. – Ela suspirou e um clima tenso se instalou sobre nós. - È este o motivo não é? – Sua pergunta veio após minutos de silêncio entre nós.

– Uma grande porcentagem sim...

Eu não estou mentindo totalmente, havia uma pequena parte de mim que realmente quer conversar com a Lauren sem o receio de que futuramente ela descubra que sou intersexual e acaba-se sentindo nojo de mim. Mas é lógico que existe aquela parte racional, a que vive me dizendo que o melhor a se fazer é apenas admira-la de longe. Às vezes eu gostaria de ignorar essa parte racional de mim, mas infelizmente isso parece ser impossível.

– Nem todas as pessoas irão lhe julgar, você é perfeita desse jeito Camila, eu aposto que mais pessoas adorariam conhecer o ser maravilhoso que você é. Basta você permitir...

– É fácil falar estas coisas quando se é normal. – Minhas mãos estavam tremulas e suadas - E você não passou por nada do que eu passei. – Completei e passei minhas mãos sobre a calça jeans que estava usando. Nem mesmo assim elas pararam de ficar suadas.

Dinah ficou me analisando por vários minutos que para mim pareciam horas. Ela sabia que se ela continua-se com este assunto, provavelmente eu acabaria desmaiando no refeitório da escola e isto não seria nada bom.

O sinal tocou e o som de conversas e cadeiras sendo arrastadas aumentou, estava preste a me levantar para acompanhar a multidão de adolescentes indo para as suas perspectivas aulas quando Dinah resolveu quebrar seu silêncio.

– E irá adiantar de algo você fugir das pessoas? – Ela esboçou um sorriso triste. – Saiba que talvez alguma destas pessoas que você faz tanta questão de fugir possa ser no futuro, a pessoa que faça com que você ame a si própria.

– Ou talvez se torne a minha maior decepção. – Meu tom de voz era amargo. Ela me afetou e tinha noção disso, mas Dinah resolveu apenas abrir um largo sorriso e resmungar um “veremos” enquanto se espreguiçava.

O resto do dia ocorreu normalmente. Dinah e eu voltamos a conversar como ótimas amigas de infância e deixamos o assunto “Camila vá conversar com a Lauren” de lado.

(...)

Quando cheguei em casa, Sofia me recebeu com um forte abraço e me pediu ajuda com os seus exercícios de matemática. Passei aproximadamente uma hora ajudando-a até ela finalmente ir pulando de felicidades até a nossa mãe - que estava na cozinha - para lhe mostrar os exercícios prontos.

– Mamãe eu posso jogar Wii U?! Os exercícios já estão todos feitos! – Sofia levantou o caderno ao máximo que seus pequenos braços permitiam e mostro-o com orgulho para a nossa mãe.

Ela se agachou para permanecer na mesma altura da pequena e pegou o caderno de suas mãos para ficar observando-o por alguns minutos, deixando Sofia ansiosa para a sua resposta.

– Pode sim meu anjo. – Autorizou carinhosamente e ficou de pé, Sofia comemorou com socos no ar e um sorriso divertido no rosto.

– Kaki, você quer jogar Super Mario Bros comigo? Eu deixo você ser o Mario! – Perguntou eufórica, sua animação deixava tanto eu quanto mama com sorrisos ingênuos no rosto.

– Talvez uma outra hora tudo bem? Eu estou realmente cansada agora. – Ela assentiu e saiu correndo em direção as escadas.

– Nós iremos receber visita amanhã à noite – Comentou minha mãe após a saída de Sofia.

– È a vovó e o vovô? Faz tempo que não os vejo... – Falei sem demonstrar o mínimo interesse no assunto e caminhei em direção a geladeira.

– Não, é a família Jauregui, seu pai os convidou! – Exclamou com entusiasmo.

Senti meu coração acelerar repentinamente e quase deixei a jarra de suco cair no chão apenas pela a menção da família. Fechei a geladeira, coloquei o objeto em um balcão ali perto e virei em direção a minha mãe. Apóie-me no balcão e cruzei meus braços abaixo do peito.

– S-s-ério? – Pigarreei algumas vezes para o tom da minha voz voltar ao normal. – Que surpresa... – Forcei um sorriso que com total certeza se assemelhava a uma careta. Para a minha sorte, Sinu nem ao menos se deu conta do meu nervosismo inesperado, ela continuou a corta os legumes com extrema facilidade. 

– Sim, seu pai e o Mike estão se tornando grandes amigos... – Tentei me esforçar para prestar atenção no o que minha mãe dizia mas era impossível, eu só conseguia pensar em uma única coisa.

A família Jauregui. A família de Lauren.

Droga. Droga. Droga.

Convidar a família Jauregui para um jantar em família era totalmente diferente de convida-los para uma festa de aniversário. Nas festas Lauren e eu apenas trocávamos um “feliz aniversario” e pronto, cada uma seguia seu rumo e nunca mais falávamos uma com a outra. Na escola nós duas apenas fazemos algumas aulas juntas e só. Eu gostava das coisas dessa maneira. Gostava de admira-la apenas de longe.

Esse jantar em família será, muito provavelmente, a primeira vez em que Lauren e eu iremos ficar tão próximas uma da outra. Porra, só de pensar nisso eu sinto que vou enlouquecer.

Porém, depois da conversa que Dinah e eu tivemos, passei a imaginar a cada segundo como seria se eu tivesse a coragem de puxar assunto com ela. Eu quero conhece-la, quero saber sobre as suas manias, seu gosto musical, sua cor favorita e coisas do tipo. Quero tanto que sou capaz de deixar todas as minhas inseguranças de lado apenas por isso.

Eu estou progredindo certo?

O fato é que, essa visita pode ser o destino me dando uma chance de criar coragem e falar com ela. E eu definitivamente não posso deixar essa oportunidade passar.

(...)

– Abram os livros de vocês na página 136 e façam os exercícios um e dois em silêncio! – O senhor Clake ordenou e sentou-se novamente na sua cadeira, seu mau humor chegava a ser palpável.

Abri na página que foi solicitada e tentei me concentrar nos exercícios. Repito, tentei. Era impossível tentar fazer algo com a Dinah no meu lado batucando na sua mesa com as suas unhas enormes.

– Será que tem como você parar? – Pedi e segurei na sua mão antes que ela continua-se a fazer o barulho irritante. Meu tom de voz era baixo, já que a qualquer momento o senhor Clake poderia nos dar uma bronca.

– É verdade? – Seu tom de voz denunciava sua descrença, Dinah não acreditará no que eu lhe contei minutos antes do professor pedir silêncio.

Esbocei um sorriso divertido antes de lhe responder – Por que diabos eu mentiria sobre isso?

– Na parte que a família Jauregui irá jantar na sua casa eu acreditei, já na que você disse que vai conversar com a Lauren... – Ela respondeu com um sorriso travesso e eu fechei a cara. Dinah e os seus deboches... Acho que ela não consegue ficar um minuto se quer sem caçoar da minha cara, incrível.

– Você é insuportável sabia? Eu disse que talvez eu vá conversar com ela, ainda estou indecisa. – Soltei a sua mão e comecei a fazer rabiscos aleatórios no meu caderno.

– Apenas não se arrependa da sua decisão. – Seu tom de voz exalava preocupação. Olhei-a e percebi que, naquele momento a Dinah brincalhona e louca de sempre simplesmente desaparecera para dar o lugar para a Dinah protetora e atenciosa.

Eu a amo tanto por isso. Ela consegue me arrancar gargalhadas até mesmo nos meus piores dias, sempre esteve aqui para me apoiar e  foi à única criança que na época não me julgou por ser intersexual, muito pelo ao contrário, ela estava sempre tentando me colocar para cima.

Uma pena que nem todas as crianças eram iguais a ela, as poucas que descobriram sobre minha intersexualidade faziam questão de me deixar para baixo ou coisas piores. O pior de tudo é lembrar das palavras que eram direcionadas a mim com tanto ódio, lembrar o quanto eles sentiam nojo de me ter por perto, lembrar das humilhações. Recordar destas coisas sempre me desmonta por dentro, é horrível e eu não desejo isto nem para o meu pior inimigo.

Recordo-me também que depois de um tempo a pressão era tanta que eu não aguentei, pedi para que meus pais me tirassem daquela escola e, para minha total surpresa, Dinah veio junto comigo alegando que não conseguia ficar longe de mim.

Dinah foi à única que ficou. Ela possui a minha eterna gratidão por isto.

– Eu sei DJ, não se preocupe tanto. – Sorri para demonstrar que estava tudo bem e ela ponderou por um tempo antes de retribuir o sorriso.

– Tudo bem... Mas você já escolheu qual roupa vai usar? – Dinah perguntou, mudando de assunto de repente e eu franzi as sobrancelhas em confusão. – Não se esqueça de me mandar foto da roupa! E nada de meias com estampas de banana!

E lá estava ela de volta, a Dinah brincalhona e implicante de sempre.

– Pode deixar, chata... – Murmurei e ouvi uma risadinha dela antes de voltarmos a nos concentrar no dever. 


Notas Finais


digam-me o que vocês acharam!

próximo capítulo é quando o romance realmente começa.

qualquer erro conserto depois ;)


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