História Adolescentes em Crise 4 - Segunda Geração - Capítulo 58


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Visualizações 11
Palavras 1.333
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Festa, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


VAI TER CAPÍTULO DE MADRUGADA SIM, PQ EU AINDA NÃO DORMI, E PRA MIM AINDA É SEGUNDA-FEIRA KKK ENTÃO AINDA TÔ EM DIA SIM U-U KKKKKKK
Boa leitura pra vocês <3
(oq esse tem de curto, o próximo vai ter de longo)

Capítulo 58 - A Proposta


Comecei a cogitar a possibilidade de aquela coisa de “mudar o comportamento depois da primeira vez” ser verdade. Porque, por algum motivo, comecei a me sentir mais confiante.

Nesse dia vesti minha calça jeans rasgada, e a mesma camiseta preta da Marceline que usei no dia anterior. Coloquei minha jaqueta de estampa militar, e calcei o All Star branco. Coloquei também uma gargantilha preta de rendinha, e ajeitei meu cabelo antes de sair do quarto.

O dia no colégio foi ok. Não aconteceu nada de mais além do fato de que o André ficou caçando assunto comigo e com a Bia, só porque descobriu que ela e o Nick estavam namorando.

“Mas vocês não eram rivais?” “Como estão namorando então?” “Isso não é possível!”

Foi uma discussão bem chata até eu convencer a Bia de apenas ignorar a ele e todo o pessoalzinho dele.

Quando foi à tarde, Bia me avisou que iria para a casa do Nick. Eu zoei um pouco com ela, claro, e disse que tudo bem. Até porque o Maçã iria para a minha casa. E aí foi ela quem me zoou.

Encontrei-me com o Maçã na pizzaria, e dali fomos para a minha casa.

- Seu pai está em casa? – perguntou assim que entramos.
- Bem, o carro está na garagem. Então sim.
- Acho que vai ser esquisito olhar para a cara dele depois do que aconteceu ontem... – falou baixo, e eu ri.
- Está com medo?
- Eu diria que é medo dele me odiar mais do que já odeia.
- Eu já disse que ele não te odeia... – falei assim que entramos na sala. Minha mãe estava na cozinha e nos ouviu. Então veio ver qual era o assunto.
- O que está acontecendo? – ela perguntou com sorrisinho de canto e se encostou à parede.

Eu e o Maçã deixamos nossas coisas atrás do sofá, e nos sentamos em sofás diferentes.

- Ele não acredita que o pai não odeia ele. – falei com ar de riso. – E ele também não acredita que o pai sabe tocar bateria.

Ela riu.

- Por mais que não pareça, Maçã, vocês têm muitos pontos em comum. – disse. – Inclusive... Talvez seja por isso que ele não gosta muito de você.

Maçã a olhou confuso, franzindo a testa.

- No começo do ano, o Billy cismou com o Noah porque viu nele uma versão dele de quando era adolescente. O Billy era o cara pegador, que faz o tipo “vou ficar solteiro pra sempre, e ficar pegando geral pra sempre”. Ele sabe que ele era o maior filho da puta, e ainda é um pouco. – nós três rimos. – E por isso ele ficou desconfiado com o Noah. O Davi é a mesma coisa. Ele olha pra você e vê um espelho que reflete uma versão dele com dezoito anos.
- Olha, eu não tô longe disso não... – Maçã disse soltando um risinho. – Tenho dezenove...
- Olha que coincidência! – minha mãe sorriu um tanto surpresa. – Mas a diferença é que ele não tem boas lembranças dessa época... Por isso ele é cismado com você.
- Entendi. – Maçã disse.
- Quem está aí? – meu pai disse sério chegando à sala. – Ah, é você... – disse com certo desgosto ao ver o Maçã, e já foi saindo, mas a minha mãe o segurou pela camiseta, e ele a encarou. – O que foi?
- Fala para o Maçã sobre o seu passado obscuro... – disse ela com sorriso de canto. Ele a encarou.
- Como assim passado obscuro?
- Quando você era punk.
- Ah... – disse ao se lembrar e se virou para nós. – É... É um belo de um passado obscuro... Eu era um babaca achando que estava fazendo a coisa certa.
- Acho que todos nós nos metemos nessa na vida em algum momento. – Maçã disse com um sorrisinho, que me fez ficar curiosa quanto ao passado dele. Meu pai o olhou franzindo a testa levemente. Algo me disse que eles iriam começar a se entender.
- Conta pra eles uma das merdas que você já fez... – minha mãe disse com ar de riso. Ele a encarou. – A única que todos os amigos já sabem.
- Como assim para eles? – encarei-a.
- Tem muita coisa que a gente ainda não te contou, Julie. – minha mãe disse. – Afinal, foram tantas coisas que aconteceram... – disse com sorriso de canto, encostando a cabeça à parede.
- Uma das grandes merdas é que fiz amizade com uns caras quando cheguei à faculdade – meu pai começou a contar –, e parte deles eram meio que os inimigos da Valentina quando estávamos no ensino médio. Mas no final eles não eram tão ruins assim... Até que eram legais, e por isso consegui fazer amizade com eles. Mas no grupo deles tinha um cara... Andamos por muito tempo com ele, mesmo ele sendo um criminoso... – eu e Maçã ficamos surpresos. – A gente sabia disso no fundo, porque ele sempre comentava de uma coisa ou outra. Mas sempre preferíamos acreditar que era zoeira dele. Até o dia em que ele mandou uma indireta bem direta falando que precisaria fazer algumas queimas de arquivo e isso incluía matar a gente que andava com ele...
- Tenso... – Maçã disse com as sobrancelhas arqueadas.
- Então eu virei isso que vocês estão vendo... – disse com um sorrisinho falso. – Um cara sem graça só para fugir daquele bosta.
- Você não é sem graça... – minha mãe disse com sorrisinho de canto.
- A Julie disse que você sabe tocar bateria... – Maçã disse.
- Sim. É verdade.
- Então você não é tão sem graça assim... – Maçã disse com sorrisinho de canto. Até que para quem estava com medinho, estava se arriscando bastante... Meu pai o olhou com os olhos semicerrados.
- Por que diz isso?
- Eu também toco bateria. – Maçã disse sorridente.
- Ah é?
- Sim.
- Interessante... – disse parecendo pensativo. Não sei se vi bem, mas me pareceu que ele estava com um sorrisinho no canto da boca. Ele olhou para a minha mãe, e o sorrisinho aumentou. – Neste caso... – disse se voltando ao Maçã. – Acho que podemos sair juntos para tocar um dia desses.

Oi?, pensei surpresa.

- Ando precisando relaxar um pouco, mas eu deixo minha bateria na casa de Guarujá... Se você topar, posso te levar pra lá. Aí a gente revesa um pouco para tocar com a Val e a Julie.

Até a minha mãe estava surpresa com a proposta.

- Pode ser. – Maçã respondeu com sorrisinho de canto, apoiando os braços sobre os joelhos.
- Tudo certo então. – meu pai disse com um sorrisinho de canto. – Depois que as aulas da Julie acabarem a gente vai lá.
- Ok.

Meu pai assentiu e saiu dali. Minha mãe ainda estava com o sorriso de surpresa no rosto.

- Eu jamais imaginaria que ele te convidaria para tocar na casa dele! – minha mãe disse ao Maçã um tanto eufórica. – Ele ainda não tinha nem chamado a Julie para tocar com a gente!
- Então isso que está acontecendo agora é bom? – Maçã perguntou com ar de riso.
- É ótimo! – ela disse animada. – Não vejo a hora das suas aulas acabarem, Julie. – disse com sorriso de canto, e saiu dali também.
- Tá vendo? – falei a ele. – Ele não é um monstro de sete cabeças.
- É... Parece que não mesmo. – disse com ar de riso. – E então, vamos sair?
- Ah, não... Quero ficar em casa hoje. – respondi me recostando no sofá. – Acho que vou ir à casa da Scarllet depois que ela chegar da escola...
- Entendi. Então eu posso ir para o cursinho mais cedo pra estudar? – perguntou com sorrisinho de canto.
- Pode. – respondi com um sorrisinho. – Aliás, deve! Quero ver você todo ferrado por causa do trote da faculdade.

Ele me lançou um olhar com ar de tédio ao mesmo tempo em que tinha um sorrisinho no rosto dele.

- Espero que você passe na mesma universidade que eu. Só pra eu ferrar com você também.



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