História Adolescentes em Crise 5 - 3 ano: O Ano da Zuera - Capítulo 41


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Adolescência, Adolescentes, Brigas, Colégio, Rebeldia
Exibições 11
Palavras 3.562
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Sei que demorei de novo p postar o cap, MAS, por favor, não desistam de mim <3
Boa leitura <3

Capítulo 41 - Um Pouco de Nostalgia


Fanfic / Fanfiction Adolescentes em Crise 5 - 3 ano: O Ano da Zuera - Capítulo 41 - Um Pouco de Nostalgia

No dia seguinte, o Billy já estava com a camisa do Batman, que dei a ele. Estava com a jaqueta preta de couro por cima, e a camisa por fora da calça.

- E então? Como estou? – ele perguntou assim que me viu entrando na sala. Eu ri, e ri mais ainda quando ele ficou se exibindo com a camisa.
- Está maravilhoso. – respondi com ar de riso. Ele abriu um sorriso enorme e disse:
- Então vamos passear pela escola.
- Mas por quê? – perguntei enquanto ele cruzava o braço com o meu.
- Quero ver o que vão falar sobre ontem. – respondeu sorridente.

Nós descemos e começamos a passar por todos os lugares onde tinham meninas. Disseram coisas como “Hm... Billy...”, “Tá fazendo sucesso, hem”, “Nada mal, hem, Billy”. E quando encontramos a querida Lucy, ela disse algo para mim e para ele:

- Tá estiloso com essa camisa, hem, Billy. Inclusive, você anda fazendo muito sucesso, sabia? Recebi o mesmo vídeo umas vinte vezes ou mais, de pessoas que achavam que eu ainda não tinha visto o espetáculo. – ela disse com sorriso malicioso, e o olhou de baixo para cima. Achei que um “elogio” vindo dela não iria agradá-lo, mas ao olhar para ele, só tive certeza do quanto o ego dele estava alimentado. – E você, Valentina... – ela disse se virando para mim. – Quer dizer que mesmo com todo esse jeitão aí, você é virgem? – disse com ar de deboche.
- E desde quando uma garota precisa não ser virgem pra ser durona? – eu disse encarando-a, descruzando meu braço do Billy. Ela continuou me olhando com aquele sorriso ridículo. – Que eu saiba, tem necessidade nenhuma.
- É, você tem razão. – disse ela, um pouco mais séria. – De qualquer forma... Desejo uma boa aula a vocês. – disse com um sorrisinho falso, antes de sair da nossa vista.
- Cara... – Billy disse se virando para mim. – Nunca imaginei garotas mais novas que eu me desejando... – disse colocando as mãos nos bolsos da calça. – Me sinto um pedófilo...
- Não é você que está desejando elas, para se sentir como se fosse um pedófilo. – eu ri. – E elas são só quatro anos mais novas que você.
- Mesmo assim! Tô acostumado a saber que garotas no mínimo dois anos mais novas que eu já me desejaram... Tipo você, que tem 17. – respondeu ainda meio tenso. Encarei-o com certo tédio.
- Eu nunca disse que te desejei. – encarei-o.
- Ah... Qual é. – disse com sorrisinho malicioso. – Vai dizer que nunca me imaginou sem roupa, hem? – arqueou as sobrancelhas, e se aproximou mais de mim. – Fala! Fala! Fala que você já me imaginou sem roupa... Me diga que você não é tão puritana assim. – disse esperançoso.
- Não, Billy... – encarei-o. – O máximo que cheguei a te imaginar, foi só de cueca. Nunca te imaginei completamente sem roupa. – encarei-o franzindo a testa.
- Que droga. – ele disse um tanto desanimado. – Voltei a me sentir como um filho da puta. – disse baixando a cabeça.
- Mas você é mesmo. – falei dando uns tapinhas no braço dele. Ele me encarou como se não acreditasse no que eu disse. Eu ri. – Sabe, Billy. Eu tive pensando sobre o passado esses dias, e surgiu uma curiosidade. – ele me olhou curioso. – Quando foi que você começou a ter uma queda por mim?
- Pergunta interessante... – disse ele, parando para pensar. – Que eu me lembre, não foi de primeira. Foi só depois que descobri que a tal da Frankenstein era você. Eu sempre falava para o Freddie que eu ainda iria namorar uma garota que se atrevesse a aprontar comigo. A primeira que se atreveu a fazer coisas parecidas comigo foi a Mônica... Mas... Nunca cheguei a ter algo com ela, porque ela não é tão confiável assim. Já você, logo vi que era diferente dela, quando se sentiu mal por ter me deixado triste. E bem, a gente não namora, mas se pega de vez em quando... O que já é o suficiente para mim. – ele disse com um sorrisinho de canto, e eu ri. – E você? Já que perguntou de mim... – disse arqueando apenas uma sobrancelha.
- Pra ser sincera, acho que sempre tive uma queda encubada por você, apesar de que te odiasse. Sempre gostei do seu estilo e do seu jeito idiota de ser. Sei lá, eu achava cômico o jeito seu. Ainda acho, na verdade. Apesar de que às vezes você me assustasse, até mesmo porque, eu nunca tinha conhecido alguém como você. – respondi. Ele passou a me olhar com os olhos semicerrados e com sorrisinho de canto. – Sempre gostei dessas caras que você faz... Principalmente quando sorri de canto e tá bravo por algum motivo, ou até mesmo quando fica sério. Quando elogiei seus olhos pela primeira vez, imaginei várias formas que não parecessem uma cantada, mas era impossível. Até porque o azul dos seus olhos é vibrante, e eu adoro esse tom de azul. O foda é que... – o sinal tocou enquanto eu falava, e me senti obrigada a esperar ele terminar de fazer aquele som infernal para continuar falando. – O foda é que, eu tenho uma queda por vários tipos de caras, e você se encaixa muito bem em um dos tipos.
- Sempre sentiu tudo isso por mim mesmo quando estava com o Davi? – perguntou arqueando uma das sobrancelhas.
- Sim. – respondi. – O que só me fazia me sentir uma merda ambulante. Mas às vezes penso que talvez seja só os hormônios por causa da adolescência...
- Hm... Interessante. – ele pareceu pensativo.
- Mas digamos que tudo piorou quando fiquei sozinha com você, na sua casa, no mesmo dia em que ajudei a remediar a situação no seu quarto. – falei. – Que, aliás, eu acho que não teria te beijado se não estivesse bêbada.
- Foi justamente por isso que te embebedei aquele dia... – disse com sorriso sacana. – Porque eu sabia que você teria vencido contra a sua vontade de me beijar se continuasse sóbria.
- Tá vendo como você é filho da puta? – encarei-o e ele riu.
- Bom que agora não preciso mais te embebedar para poder te beijar, não é mesmo? – perguntou com sorriso de canto, se aproximando mais de mim. Olhei para os dois lados. Ninguém estava prestando atenção na gente. Então o puxei pela gola da jaqueta.
- Exatamente. – sorri, e o beijei.

Beijamo-nos por um tempinho, até sentirmos alguém batendo nas nossas costas.

- Escola é lugar de estudar, não de namorar. – Gabriel disse passando por nós. Virei de costas para o Billy, que tirou um papel da minha jaqueta. Ele se virou de costas para mim, e também tirei um papel das costas dele.
- Detenção... – falamos juntos.
- Depois da aula. – continuei, e revirei os olhos. – Já estava demorando a voltar a me mandar para lá...
- Acho melhor voltarmos para a sala depois disso. – disse ele. – Vai que alguém decide ferrar mais com a nossa vida...

xx

Durante o intervalo, eu e o Billy resolvemos ficar no nosso antigo canto, onde passávamos os intervalos com os meninos no ano passado. Tivemos que expulsar um pessoal do primeiro ano de lá antes de nos apossarmos do banco.

Assim que me acomodei no banco, tive uma visão do Rodrigo e Thomas sentados junto com a gente naquele mesmo banco, enquanto o Kevin e o Freddie ficavam sentados no chão à nossa frente. Olhei para a parte coberta do pátio, onde ficavam as mesas, e me lembrei de quando a Madu e a Didi ficavam sentadas em uma daquelas mesas junto ao Davi.

Fazia tanto tempo que não nos sentávamos ali... Nunca me senti tão nostálgica e melancólica ao mesmo tempo.

Imagino que o Billy sentiu o mesmo que eu, já que, depois desses meus pensamentos, ele mesmo começou a falar das coisas que tinham mudado naquele ano que ele jamais imaginaria acontecer.

- Sabe, eu jamais imaginaria que faria amizade com os caras da nossa sala, e ainda por cima com os caras da outra sala... – disse ele. – Nunca imaginei a possibilidade de um dia andar com eles, nem que fosse só para almoçar. E mesmo assim, acabei me juntando a eles. E isso foi um dos motivos para deixar de passar os intervalos aqui. Outra coisa que eu nunca tinha imaginado. Porque, no comecinho do ano, meus planos eram de passar todos os intervalos sentado aqui.
- Você não é o único que se sente assim, Billy. – falei. – Eu nunca achei que fosse possível eu conseguir passar de um “Oi. Tudo bem?” com as meninas da sala, com exceção da Jhenny. Mas eu consegui. Tanto que tenho saído para almoçar com elas. – fiz uma pausa. Por um momento voltei a um passado um pouco mais distante que aquele. – Mas hoje vou fazer algo que não faço há uns tempos.
- O que? – perguntou curioso.
- Vou almoçar com os meninos. – sorri para ele. Ele me olhou um tanto pasmo.
- Por que diz isso? Você quer dizer que antes você saía para ir almoçar com eles? – perguntou um tanto surpreso.
- Sim. Até eu fazer amizade com a Didi, eu almoçava fora com eles. Às vezes sinto saudade disso... Tinha vez que a gente pegava carona com a professora de gramática pra ir até a metade do caminho do restaurante, já que depois, o caminho da professora era diferente do nosso.
- Este ano ainda não pegamos carona...
- É claro, né. Até agora ninguém quis ir a um restaurante mais longe...
- Quantos restaurantes você conhece por ter ido almoçar com eles?
- Cinco. – respondi.
- Caraca... – disse surpreso.
- Enfim. Hoje vou almoçar com vocês. E prepara essas pernas, porque a gente vai andar pra caramba hoje. – falei ao dar um tapa na coxa dele, me levantei, e ri da cara dele.

xx

Quando o sinal do final das aulas daquele dia finalmente tocou, avisei os meninos que eu iria almoçar com eles.

- Ah, não! Não creio! – Scott disse com ar de riso.
- A gente tem aula só duas e vinte, não é? – Gustavo perguntou.
- Sim. – respondi, e sugeri que fôssemos almoçar em um dos restaurantes que eram mais longe. A gente costumava levar uns quinze ou vinte minutos no máximo para ir até esses restaurantes mais longe. Não era tanto tempo assim.
- Ô faz muito tempo que a gente não vai para lá. – Caio disse. Houve uma discussão entre os preguiçosos e os que concordavam que estava um tempo bom para irmos até o tal restaurante, já que não estava chovendo, até decidirem que: sim, nós iríamos ao restaurante longe.

Zoei com a cara do Billy, já que ele tinha ficado do lado dos preguiçosos enquanto discutiam. Deixamos nossas mochilas na nossa sala mesmo, já que a aula seria ali, e partimos rumo ao restaurante.

Eu estava tão animada por aquilo estar acontecendo de novo que me esqueci da existência do Billy. Não que eu realmente tenha me esquecido de que ele estava ali com a gente. Eu sabia que ele estava lá, mas preferi ficar conversando com o Scott e o Gustavo durante o caminho todo como nos “velhos tempos”. De vez em quando o Rafael entrava no meio da zoeira e me zoava também, ou então o Caio que virava para me zoar. Mas antes que alguém pense que o Billy ficou excluído, já digo que não. Ele passou o caminho todo conversando com os outros que estavam junto também: Lucas, Erik, e o Guilherme.

Chegando ao lugar, já depois de montarmos nossos pratos, precisamos juntar duas mesas para ficar uma mesa grande o suficiente que coubesse todos.

Não sentei ao lado do Billy. Sentei entre o Gustavo e o Lucas. Billy sentou de frente para o Lucas, e o Scott de frente para mim. Caio sentou entre o Rafael e o Scott. Guilherme sentou de frente para o Rafael, e ao lado dele, ficou o Erik na ponta.

Conversamos e continuamos zoando um com a cara do outro enquanto comíamos. Tanto que, teve uma hora, em que o Gustavo roubou um pedaço de carne do meu prato, e reclamei sobre ele encostar o garfo dele na minha comida.

- Mas e o que tem eu encostar o meu garfo na sua comida? – perguntou me encarando.
- Sua saliva no garfo encostando na minha comida. – respondi. Ele me olhou com um arzinho de riso, e pegou o garfo para encostar na minha comida de novo. Apesar de que eu estivesse rindo, me esforcei para manter o braço dele longo o suficiente do meu prato. Ele começou a rir também, sem desistir de fazer o que queria.
- Ai que nojentinha você, Valentina... – Scott reclamou. – Ter nojo da saliva desses caras que você pega por aí você não tem, né? – disse me encarando com ar de riso. – Se fosse o Billy fazendo isso, você tava nem aí, né.

Lancei um olhar sério para ele, enquanto ainda tentava manter os braços do Gustavo longe do meu prato. Estava agradecendo mentalmente pelo Scott não ter pensado em colocar o garfo dele na minha comida enquanto isso, até que o Gustavo cuspiu na minha cara. Todos os caras da mesa pararam para ver a minha reação. Gustavo ficou rindo de mim durante os poucos segundos que fiquei chocada. Em seguida, aproveitei que ainda estava o segurando pelos braços, e o forcei para trás, derrubando-o. As pessoas das mesas vizinhas pararam de comer por alguns segundos procurando de onde vinha o barulho. Peguei um dos guardanapos que estavam na mesa, e limpei minha bochecha. O lado bom de tudo isso, é que, mesmo caído no chão, ele continuou rindo. Guilherme o ajudou a levantar, já que eu não movi um músculo para ajudá-lo. Enquanto isso, os meninos continuaram me olhando pasmos.

- Você é de mais, Valentina... – Gustavo disse com ar de riso. Apenas o encarei, enquanto continuava comendo.

Assim que acabamos de comer, cada um pagou sua conta, e logo estávamos na rua de novo. Porém, desta vez, ao em vez de voltarmos direto para o colégio, passeamos por algumas ruas.

Coloquei música para tocar no meu celular, e fiquei ouvindo por meio de um fone só, já que eu também queria saber o que eles conversavam. Só coloquei um fone, porque queria dar uma animada em mim mesma, já que provavelmente ninguém ali estava a fim de ouvir as mesmas músicas que eu.

Na maior parte do tempo, fiquei meio excluída andando atrás deles. E quando Lucas percebeu, parou de andar um pouco, esperando que eu chegasse até ele.

- Por que está tão distante da gente? – perguntou. Eu estava andando a uns dois metros de distância deles, mas sabia que provavelmente não era quanto a isso que ele queria saber.
- Costumo ficar pensativa depois do almoço. E se ninguém puxar assunto comigo, não falo com ninguém mesmo. – respondi.
- Sério?
- Sim. Uma das poucas coisas que não mudaram desde o primeiro ano.
- Entendi... – disse, e pegou o outro par do meu fone para ouvir a música também. Em questão de segundos ele se virou para mim e disse com um sorrisinho de canto: – Você não está com vontade de fazer algo diferente?

Levantei apenas uma sobrancelha para ele. Algo estava se passando pela mente dele, e eu queria muito saber o que era.

- O que você pretende fazer? – perguntei.
- Não sei. Sumir daqui. Dar um susto neles... Algo assim. – deu de ombros. Tirei os fones do meu ouvido e do dele rapidamente.
- Então vamos! – disse baixo, dando uns tapinhas no ombro dele, e nos apressamos para entrar na rua à esquerda.

Corremos por um tempo, até termos certeza de que onde estávamos era um lugar conhecido – o que demorou um pouco.

Passamos em um mercadinho e compramos alguns doces – bolachas, salgadinhos, chicletes e balas – com o dinheiro que ainda tínhamos, e usamos um dos carrinhos de compra para colocar as sacolas. Inventamos que tínhamos 18 anos, e que tínhamos um carro ali por perto para poder levar o carrinho um pouco longe dali.

Mas a verdade é que, só compramos “bastante coisa” para ser uma desculpa para pegarmos o carrinho de compras e sair dando umas voltinhas por aí.

Eu fui a primeira. Entrei dentro do carrinho e fui empurrada pelo Lucas no meio da rua, que era tranquila. Depois foi a vez dele de ser empurrado por mim, e aproveitei para virar o carrinho para a direção contrária, assim voltaríamos ao mercadinho para entregar o carrinho. Foi meio difícil pegar impulso já que o peso do Lucas não estava colaborando. Porém, logo que consegui pegar impulso, aproveitei para me pendurar no carrinho, e ser levada sem esforço algum mais uma vez.

Só para parar que foi um pouco difícil.

Quase batemos em um poste.

Fiquei escondida na parte pequena do estacionamento do mercadinho com as sacolas na mão, enquanto o Lucas ia até lá devolver o carrinho vazio.

Tá que isso que fizemos não foi lá grande coisa, mas mesmo assim foi muito divertido.

Passamos a caminhar de volta ao colégio enquanto comíamos as bolachas e salgados, e conversávamos. Alguns minutos depois peguei o pacote de balas para comermos.

Senti meu celular vibrar no bolso da minha calça. Eu e o Lucas paramos de andar.

- É o Billy. – falei mostrando o visor ao Lucas.
- Você não acha melhor atender e dizer que estamos bem?

Pensei um pouco antes de responder. Olhei-o com um sorrisinho irônico.

- Ué, você não queria dar um susto neles? Então é isso que vamos fazer. Não vou atender. – respondi voltando a caminhar.
- Mas, Val... – ele insistiu. – Eles devem estar muito preocupados.
- O máximo que vai acontecer é eles quererem chamar a polícia. Mas eles vão falar que não podem fazer nada, porque só pode ser considerado como pessoa desaparecida depois de vinte e quatro horas que a pessoa some. – expliquei.
- Então você poderia colocar o celular no silencioso? Porque ouvir isso tocando sem que eu possa atender me dá agonia. – disse impaciente. Eu ri, e assim que o Billy desistiu da ligação, deixei o celular no silencioso.
- Você acha que quando chegarmos ao colégio eles já vão estar por lá? – perguntei.
- Não sei. Mas quero ver o que vão falar quando nos ver.
- Aposto que vão brigar com a gente. – eu ri.
- Nem duvido. – disse ele com ar de riso. – Vão querer nos matar.

Mais alguns minutos de caminhada, e já estávamos na porta do colégio.

Chegamos primeiro que os outros meninos, o que nos fez ficar ansiosos. Os chicletes que tínhamos comprado foram nossos amigos nessa hora.

Deixei as sacolas com as coisas que ainda tinham sobrado no sofá da recepção, e saímos para o topo da escada.

O guardinha que estava ali na porta chegou a nos perguntar por que estávamos tão ansiosos com a chegada dos meninos, mas achamos melhor deixar que ele visse com os próprios olhos.

Logo que os meninos apareceram na frente do colégio, eu e o Lucas começamos a rir deles. Os coitadinhos pareciam estar realmente preocupados com a gente. E assim que nos viram, nos olharam com certo tédio.

- Ah, não! Eu não acredito! – Guilherme foi o primeiro a se manifestar. Apesar de que ele estivesse com arzinho de riso, eu soube que ele estava muito nervoso. – Não acredito que nós gastamos um bom tempo da nossa vida procurando por vocês na rua, enquanto que vocês já estavam aqui!
- Surpresaaa... – eu disse sorrindo, colocando as mãos no quadril, e ri.
- Vocês estão aqui desde que hora? – Scott nos encarou.
- Vocês têm problema, cara? – Guilherme nos encarou enquanto subia as escadinhas.

O Billy subiu a rampa para cadeirantes para se encontrar direto comigo. Pela cara dele eu já soube o quanto ele estava com vontade de me matar.

- Você é louca? – disse me encarando, ficando cara-a-cara comigo. – Você tem problema para sumir desse jeito? Por que não atendeu minhas ligações? Você tem noção do quanto a gente ficou preocupado com vocês? Pensamos seriamente em ir até à polícia, mas o Gustavo insistiu que voltássemos ao colégio primeiro para verificar se vocês não queriam apenas dar um susto na gente. E olha só, não é que ele estava cheio de razão mesmo?
- Desculpe o transtorno. – respondi com ar de riso. – Eu só estava afim de fazer algo diferente.
- Algo diferente? – ele me encarou, colocou a mão na barra de ferro do parapeito forçando-a para um lado e para o outro.
- Estamos presenciando uma DR? – Guilherme nos zoou e eu ri, apesar de que o Billy levantou apenas o olhar para encará-lo.
- Tá putinho só porque não quis sair de perto dos outros com você? – perguntei ainda com ar de riso. Ele voltou a me olhar e respirou fundo. – Uma fofura você com ciúmes.
- Não é ciúmes... – ele disse baixo. – É só... – ele me encarou por alguns segundos, e entrou no colégio, esbarrando na porta de vidro. O guardinha chamou atenção dele por isso, mas ele nem ligou.
- Seria uma pena se eu tivesse que subir até a sala para pegar minhas coisas, não é mesmo? – eu disse com ar de riso, me virando para os meninos.
- Você está feliz com a DR? – Guilherme perguntou um tanto surpreso.
- Não diria feliz. – respondi. – Mas às vezes é legal perturbá-lo. – sorri.



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