História Adorable [JunHao] - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Seventeen
Personagens Hong Jisoo "Joshua", Junghan "Jeonghan", Wen Junhui "JUN", Xu Ming Hao "THE8"
Tags Fluffy, Híbrido, Jeonghan, Joshua, Jun, Junhao, Junhui, Minghao, Seventeen, The8
Visualizações 216
Palavras 2.111
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura, florzinhas e florzinhos ❤

Capítulo 1 - I


A época mais fria do ano se aproximava. Uma garoa fina escorria pelo telhado, molhando o chão da varanda aberta. Daquele andar, era possível enxergar o céu sem nenhuma interferência. A brisa fria soprava entre as árvores e lhe atingiu. Era a entrada do mês de dezembro. Removeu os óculos e os colocou na mesinha junto ao copo com água e o livro recém fechado.

As árvores na frente da casa se moviam como se o vento fosse uma canção, encostou-se a parede apreciando os sons de alguns animais. Sempre gostou do natural, era fascinado pelo som das árvores, pela simplicidade da floresta e pelo o céu limpo, sem aquelas dezenas de fios atravessando sua visão ou arranha-céus que cortam as estrelas. .

Fechou os olhos sentindo o vento balançar seus cabelos, respirou fundo tentando se livrar da aflição do trabalho, desceu as escadas que davam a cozinha, da janela a cima da pia podia ver as luzes da cidade. Era fascinante, mas não conseguiram superar o brilho das estrelas. No meio de tantas cores, viu um silhueta pequena encostada à árvore. Piscou os olhos diversas vezes tentando se certificar do que tinha visto, mas a pequena figura havia desaparecido.

Observou a TV presa à parede por um suporte, leu apenas a legenda da reportagem:” Mais uma vez: Os pequenos híbridos que estavam no abrigo escaparam.” MingHao vibrou de emoção, já havia visitado uma dessas casas, as pequenas criaturinhas eram repletas de machucados. Sempre fora apaixonado por animais, híbridos são criaturinhas adoráveis, com suas orelhinhas e seus olhos brilhantes. Era impossível dizer “não” aqueles seres. Deixou o copo sobre o balcão e voltou até o segundo andar, precisava pegar seus óculos.

MingHao observou um movimento diferente entre as árvores, vez ou outra, podia ver silhuetas se movimentando rápido, dessa vez, tinha certeza que viu um pequeno humano correndo entre as árvores. Eles vieram para a floresta?” Sorriu. Criaturinhas espertas. Ouviu o barulho do vidro atingindo o chão e se assustou, desceu as escadas com pressa. Assustou-se com a cena: Uma criaturinha pequena de orelhinhas pretas e roupas surradas estava caída no chão da sua cozinha, tinha um caco de vidro preso em sua cauda e miava descontroladamente. MingHao tentou se aproximar para ajudá-lo, mas as unhas afiadas do bichinho voaram em direção ao seu rosto arranhando sua bochecha.

— Calma! - Observou a criatura rosnar em sua direção. — Eu só vou te ajudar! Eu sou veterinário, calma!

A medida que se aproximava da coisinha pequena, ela parecia baixar sua guarda. MingHao a colocou nos braços e caminhou em direção a sala de estar, colocando-a deitada no sofá. A criatura estava sonolenta, lutava para manter os olhos abertos. MingHao removeu o caco de vidro recebendo miados de reprovação e arranhões.

— Que criaturinha difícil, eim? - suspirou observando os arranhões em seu braço.

Depois de uma pequena guerra para fazer um curativo e limpar os machucados, a criatura adormeceu no sofá. Encolhida como um feto. MingHao a observou por longos minutos. Seus cabelos eram tão pretinhos quanto uma noite sem estrelas, suas orelhinhas tinham alguns cortes, mas sua pelagem é tão pretinha quanto seus cabelos. Seus braços e pernas estavam arranhados, tinham marcas fininhas, como arranhões. “Teria sido outro híbrido? Você é tão pequeno, não deveria estar com os outros. Quantos anos será quem tem?”

MingHao não sabia lidar com híbridos, precisaria de ajuda para cuidar daquele serzinho. Se perguntava como ele havia entrado ali e como este é curioso. Se não tivesse ido brincar com o copo, não teria se machucado. “Será que sabe falar?” Se perguntou quando um leve miadinho escapou da criatura. “O que vou fazer com você, eim? Josh me disse que quando um híbrido gosta de alguém, ele não vai embora. Será que você gosta de mim?”

Híbridos são criaturas tão convidativas, MingHao não conseguia controlar a vontade que tinha de fazer um carinho entre as orelhas dele e se deixou dominar. Começou a brincar com os cabelos pretinhos, recebeu um gemido de satisfação que o só o fez continuar. Não demorou muito para que as mãoszinhas pequenas da criaturinha segurasse a manga de sua camisa. A criaturinha chupava o dedo enquanto dormia, como uma criança faz.Você é tão adorável.” Sorriu de forma boba. Fazia tanto tempo que sorria daquela forma.

Começou a juntar a bagunça sobre a mesinha na sala, viu a criaturinha se encolher mais ainda, deveria estar com frio. Subiu as escadas com pressa, indo em direção ao quarto. Tirou um cobertorzinho de lá, costumava ser seu quando criança, sua mãe fez questão de manter como lembrança. Virou rápido, mas viu o serzinho parado na porta de seu quarto, seu nariz se  movimentava de forma engraçada, imaginou que ele estaria retornando reconhecer algum cheiro.

— Está com frio? Eu tenho isso aqui para você. - MingHao sorriu mostrando o cobertor. O híbrido se contraiu contra a parede. — É só para te esquentar, está frio. Não está com frio? - A criatura balançou a cabeça de forma positiva. — Você fala? - MingHao não obteve resposta.

A criaturinha caminhou em sua direção, sua cauda se enrolava em seus braços magros, MingHao sentou-se na cama, imaginou ele caminharia até lá, Joshua já tinha lhe dito que essas criaturinhas são preguiçosas e manhosas. O amigo era fascinado por híbridos e responsável por cuidar deles na clínica que trabalhavam. Diferente do que imaginou, o pequeno híbrido caminhou até ele e colocou-se no meio de suas pernas. Ele segurou a mão do mais alto e a colocou, com dificuldade, em seu cabeças antes de repousar a cabeça no peitoral alheio e se esforçar para escalar as pernas de MingHao. Com um pouco de receio, MingHao o ajudou a subir e o sentou em seu colo. A criaturinha se aconchegou entre suas pernas e braços, enrolou sua cauda na perna alheia e, simplesmente, adormeceu mais uma vez.

— Isso significa que você gosta de mim? - MingHao alisou o narizinho pequeno.

MingHao suspirou fundo, sempre sentiu-se sozinho, já havia pensado em adotar alguns animais, sempre trouxe animais da clínica para sua casa, mas evitava os gatinhos. Eles necessitam de atenção dobrada e não poderia dar isso, estava sempre tão ocupado com o trabalho. “Como vou te dar toda a atenção que merece eim? E se eu te deixar sozinho nessa casa, você vai quebrar tudo?” Imaginou voltando do trabalho e toda sua vidraçaria quebrada.Você é tão fofo, acho que nem ficaria chateado.”

MingHao saiu de seus pensamentos no momento que o celular vibrou em seu bolso, ouviu um chiado esganiçado sair do gatinho. “Desculpa, gatinho!” sussurrou antes colocá-lo na cama de casal. Observou a tela do celular indicando o número de Joshua, sorriu antes de atender, precisava mesmo falar com o amigo.

Min, viu que os gatinhos fugiram? Estou tão feliz! - A excitação do outro podia ser sentida através de sua voz.

— Josh, eu preciso que venha para cá! Preciso da sua ajuda!

— Agora? Eu acabei de levar Jeonghan para passear, ele está casando! Não querer sair!- Joshua explicou.

Tem um híbrido machucado na minha casa, Josh.

— Estou chegando e vou levar Jeonghan. Eles vão se dar super bem! - O outro encerrou a chamada, as orelhinhas do gatinho estavam atentas a conversa.

— Ele vai me levar embora? - Pela primeira vez, o gatinho falou. Sua voz era doce e calma, mas ele embolava as palavras.

— Ele vai te ajudar, assim como eu. - Sorriu. — Qual o seu nome?

— Eles me chamam de gatinho. - Ele abraçou o cobertor como uma proteção.

— Eles?

—Eles que cuidavam de mim, mas eu não gosto desse apelido. Eles me chamam assim quando me machucavam e pediam desculpas. - Havia lágrimas nos olhinhos grandes. — Jun não gosta de ser chamado assim. - Um bico formou-se em seus lábios.

— Jun? É o seu nome? - A criaturinha concordou. — É lindo. Olha, Jun, nós não vamos te machucar. Vamos cuidar de você! Tá bom? - Ele concordou com um aceno. 

MingHao ouviu os passos pela casa, desceu as escadas com rapidez, pedia aos céus que fosse Joshua. Não surpreendeu-se ao ver o gatinho de orelhinhas claras e corpinho branco enroscando em suas pernas. Jeonghan havia crescido desde da última vez que o viu, alisou suas cabelinhos loiros entres as orelhinhas que se movimentavam e viu Joshua entrando pela cozinha.  

— Como entrou? - Joshua o ignorou completamente indo as escadas, onde o Jun estava parado.

— Ah meu Deus, como você é adorável! - Jeonghan miou alto, fazendo Jun recuar. — Não seja ciumento, Jeong.

O gatinho de pelagem mais clara se aproximou de Jun, Jeonghan enrolou sua cauda no menor e Jun fez o mesmo, enroscando-se de uma forma adorável. Os humanos quase gritaram com a cena fofa, tiveram de se controlar para não assustar os dois animaizinhos.

— Como você entrou? - Perguntou ao amigo pela segunda vez.

— Sua garagem estava aberta. - Sorriu. — Aposto que o gatinho entrou assim também.

— Não o chame de gatinho, ele não gosta. - Joshua sorriu.

— Eu sei que híbridos são criaturas adoráveis e é impossível não amá-las, mas faz quanto tempo que está com o serzinho? - Joshua arqueou a sobrancelha.

— Algumas horas! - Suspirou. — Não vou conseguir me livrar dele, vou?

— Não vai! Lembra de como me apeguei a Jeonghan? - Minghao concordou.

Observou a criaturinha que alisava a cauda de Jun, lembrou-se do dia que estavam voltando do trabalho e a criaturinha estava na esquina, encostada a um poste, na época, era menor que Jun, carregava mais ferimentos que ele, assim que avistou Joshua, começou a se enroscar nele, miava com manha e usava as mãozinhas para chamar a atenção do acastanhado. Só precisou daquilo para que Joshua caísse nos encantos do gatinho e o levasse para casa, cuidou de Jeonghan até que suas feridas desaparecessem e o ensinou a ler e escrever. Despertou seus amor pelos híbridos através do gatinho e decidiu se dedicar ao estudo deles.

— Tudo bem! - Joshua levantou-se caminhando em direção a sala de estar. A presença de Jeonghan havia animado Jun.

— Jun, porque você não fala para o tio Josh quantos aninhos você tem, huh? - Jun escondeu-se atrás da pernas grande de MingHao.Joshua deu-se por vencido.

— Jeong, por que não ajuda o Josh, sim? - O gatinho concordou.

Jeonghan caminhou até o gatinho atrás de MingHao, usou sua mãozinha pequena para segurar a de Jun, que conseguia ser menor que a sua. Os dedos se laçaram de forma fofa, o menor dos gatinhos segurava sua cauda enquanto caminhava em direção a Joshua. Jeonghan encostou sua testa na do menor e encostou as pontinhas nos narizes arrastando uma na outra.

— Jun tem 3 aninhos. - O gatinho respondeu sem soltar a mão do outro semelhante.

— Esse gesto funciona como uma forma de aviso, onde um pode confiar no outro. -Joshua explicou. — Fofo, não é?- MingHao balançou a cabeça em resposta.— Se trazermos a idade de Jun para a nossa, ele tem a idade referente a 15 anos.

— 15 anos? Mas ele é do tamanho do meu pé. - MingHao sentou-se no sofá e Jun correu em sua direção, entrando no meio de suas pernas. — Olha para ele, parece uma criança de três anos.

— A idade dos híbridos é diferente da nossa, a maioria deles não passa de um metro e meio. - Joshua respondeu colocando Jeonghan em seu colo.

— Até que idade eles vivem? - MingHao alisou os cabelos pretinhos de Jun.

— Não tem uma idade estimada. Eles só precisam de muito carinho. Jun já se apegou a você e mandá-lo embora seria uma tortura. - Joshua sabia o que estava fazendo.

Era comum ouvir reclamações vindas do seu amigo em relação a sua solidão.Desde que mudou-se para aquele lugar fora da cidade, MingHao quase nunca saía de casa, a única visita que recebia era do acastanhado e seu gatinho. Joshua iria jogar de todas as formas para que ficasse com a criaturinha, apesar de não ser tão simples assim. Teria que dar entrada na papelada enorme para poder adotá-lo, teria que provar que pode cuidar dele. Observou os olhinhos negros e piedosos de Jun, ele já lhe observava com pequenas gotícula nos olhos, parecia poder sentir tudo o que estava pensando. Alisou seu cabelos mais uma vez e sorriu.

— Jun não pode ir embora! - Achava fofo a forma que ele falava de si mesmo na terceira pessoa. — Ele precisa de você. Jun gosta de você. - Suspirou.

— Jun não vai a lugar nenhum. - O híbrido sorriu de forma tão doce. Pela primeira vez, estava vendo seus dentinhos e notou como suas presinhas são afiadas.











Notas Finais


Então rs.
É a primeira vez que escrevo algo do tipo, então eu espero está indo bem. Não esqueçam de me falar o que acharam, vou ser bem feliz em ouvir a opinião de cada um.

Eu não sei com quem frequência vou atualizar, mas garanto, ao menos, uma vez na semana. Será uma história pequena, mas prometo fazer de tudo para ver vocês vomitando arco-íris. Me desculpem por esse capítulo, sou péssima com introduções e prólogos. Vou melhorar isso nas próximas histórias, prometo!

Obrigada por lerem até aqui, vocês são incríveis demais. Eu espero que esteja gostando, de verdade. Até a próxima!

~xoxo❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...