História Adorável Problema - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay
Tags Chaera, Chanbaek, Chenbaek, Eitarapaz, Exo, Kaisoo, Krisbaek, Longfic, Losango Amoroso, Mpreg, Mpreg!au, Sebaek, Vemapanhar, Yaoi, Yuri
Visualizações 364
Palavras 5.435
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


AI JESUS CHEGUEI
Como estão? Bem? Eu espero que sim!
Tenho que correr hoje porque vou viajar depois do almoço não arrumei na-da :'D
TENHO UM AVISO PRA DAR, É IMPORTANTE: Essa fanfic naturaliza ao máximo a gravidez no homens, e por isso no meu planejamento, o parto natural seria possível. Isso porque, olhando pela lógica, se não fosse possível nascer a criança, os homens teriam em algum momento deixado de engravidar, tipo as pessoas que estão nascendo sem siso e tal qq Altas teorias evolutivas. Ainda assim, com o passar do tempo, os nascimentos eram quase 90% cesariana porque é mais seguro para todo mundo. Menas pro Baek, porque o Baek tem uma sorte fodida e o parto vai ser natural. SEI QUE TEM GENTE QUE VAI DETESTAR A IDEIA, mas foi assim que eu escrevi e eu não vou ceder e escrever uma cena alternativa... É assim que é a história. Mas eu entendo se não gostar, e peço que pule para "Baekhyun sentiu que havia dormido por duas semanas...", daí para frente já não diz mais nada sobre os problemas com o parto, amém.
ENFIM, Boa leitura <3

Capítulo 19 - Luz para Taehyung


A cesariana estava marcada para dali dois dias, mas Taehyung não quis esperar.

 Era tarde de sábado. Aos sábados, Chanyeol trabalhava o dia todo na escolinha de música, além das aulas de reforço que dava vez ou outra à noite. Era o tipo de dia que Baekhyun tirava para estar sozinho, e não via problema nisso. Naquela tarde, em especial, arrastara-se preguiçoso até a banheira, enchera de água bem quente e relaxara por longos minutos, comendo todo o cacho de uvas que estava na geladeira.

 Mas em algum momento, entre um fechar de olhos e o outro, Baekhyun sentiu a primeira contração. Incômoda, a sensação lhe deixou em um estado de choque por alguns segundos, porque Baekhyun não pensara que passaria por essa fase. Na verdade, pensara que deitaria na cama de hospital e não veria mais nada, acordando apenas alguns minutos depois, com o bebê já em seus braços. Aquela sensação, o cutucão que vinha de dentro para fora, parecia uma confirmação clara de que o parto seria o menos pacífico possível. Baekhyun teve medo de morrer.

 Por vários minutos, parado na banheira de água morna, Baekhyun pensou que Taehyung havia apenas se mexido de súbito. Talvez tivesse encaixado em algum lugar incômodo, em uma posição desfavorável. Com o passar dos minutos, realmente acreditara que não seria uma contração, até que a segunda viesse mais forte, e a terceira viesse mais rápido.

 Baekhyun não ousou levantar-se da banheira. Em sua cabeça, Taehyung empurraria-se para fora e escorregaria pelas pernas de forma macabra. Com as mãos trêmulas, buscou, entre o bolo de roupas embolado ao lado da banheira, o celular velho que ganhara ainda quando morava com seus pais, porque o que vovó havia trazido rolara escadas abaixo dois dias atrás. Digitou os números do celular de Chanyeol, quase em modo automático. Parecia a pessoa mais sensata a quem telefonar. Levou-o ao ouvido entre os dedos suados de nervosismo, debruçando-se na banheira como podia para que não houvesse perigo de cair da água.

 -Chanyeol! -Ele chamou, entre um lamento e outro, assim que a chamada foi atendida. A quarta contração viera rápido demais. Baekhyun sabia que não havia sequer uma chance no mundo de ser um aborto espontâneo naquele instante, mas tinha medo da rapidez com que as coisas estavam acontecendo.

 -Baek, eu estou em meio à aula... Os alunos estão acompanhados dos pais, eu não posso sair. Por favor, não me diz que você quer comer alguma coisa ou algo do tipo... -As reclamações de Chanyeol foram cortadas pela respiração acelerada de Baekhyun. O garoto estava em pânico, e o rapaz do outro lado da linha pôde dizer isso por seus soluços chorosos.

 -Chanyeol, vai nascer... -Ele gemeu, ajeitando-se em movimentos cuidadosos para que as pernas se abrissem. Não encontrava uma posição que parecesse confortável, naquele instante. Os ossos de seu quadril doíam como o inferno. -Por favor, vem para casa.

 -Tem certeza, Baek? -Chanyeol perguntou-o, do outro lado, reticente. Baekhyun podia quase sentir por seu tom o quanto estava tenso. As coisas ali dentro, no entanto, pareciam mais urgentes. Baekhyun temia que não houvesse tempo de sair dali.

 -Tenho... -Antes que pudesse dizer mais qualquer coisa, a quinta contração viera. Não estava rápido demais? Baekhyun tentava lembrar da forma como sua mãe contava o parto, tão longo, com minutos e minutos de distância entre uma contração e outra. Seus olhos encheram de lágrimas. E se estivesse perdendo o bebê naquele instante? Logo tão perto de tê-lo em seus braços? -Eu não consigo levantar da banheira... Eu estou com medo, Chanyeol...

 -Eu estou chegando, Baek. Não saia daí!

***

Chanyeol demorou quase vinte minutos para chegar. Àquela altura, Baekhyun já estava trêmulo e branco como um fantasma. Quando Chanyeol irrompeu pela porta, tentando puxá-lo para que se levantasse, Baekhyun negou em um balançar violento de cabeça.

 -Não dá, Chanyeol! -Ele gritou, desesperado. Apesar de tentar controlar-se, e sentindo-se deplorável naquela situação, Baekhyun sentia as lágrimas preocupadas rolarem livremente por seu rosto.

-Não chore, Baek. Confie em mim, eu vou te segurar quando levantar... -O rapaz mais velho tinha o tom um pouco mais controlado, apesar de também trêmulo. Aquilo ajudou um pouquinho, visto que Baekhyun sentia que não era o único ali a não saber o que fazer. Ele negou outra vez, olhando para o rosto de Chanyeol como se suplicasse que ele entendesse. -O táxi está lá embaixo, já. A mala já está pronta, não?

 -Está, mas eu não vou conseguir descer. -Ele soluçou. -Eu estou sentindo ele aqui, Chanyeol. Eu... eu não sei o que fazer.

 -Baek, você vai sentar no carro e vai dar tudo certo. Ele não vai simplesmente escorregar. -Chanyeol continuava a tentar acalmá-lo, mas Baekhyun estava certo do que sentia. Não dava para segurar, sequer era segurável. Quando uma das agora incontáveis contrações o atingiu, segurar a mão de Chanyeol com força entre seus dedos não pareceu o suficiente.

 -Não dá, Chanyeol, ele vai sair... Não dá para simplesmente voltar com ele para dentro...Não dá... -Em alguns segundos, a voz de Baekhyun embargou-se com o choro, e Chanyeol decidiu entende-lo. Não havia como. Se Baekhyun não estava confortável em sair da banheira, então teriam que encontrar outra solução. O garoto estava com medo de machucar o bebê que nem ao menos viera ao mundo ainda. Tinha medo de que mesmo se mover o causasse algum dano. -Ligue para o Luhan... Por favor?

 Chanyeol assentiu, nervoso, e levantou-se para pegar o celular e ligar para o médico. Procurou o número na lista de Baekhyun, que ainda chorava de forma sôfrega na banheira. Acenou para o táxi que esperasse, retirou a mala de Taehyung de dentro do guarda-roupas. Lu Han atendeu na segunda chamada.

 -Alô? -Ele respondeu, um tantinho irritado. Chanyeol não queria atrapalhar seus exames ou algo do tipo, mas tinha certeza de que a situação de Baekhyun era emergencial o bastante para estar chamando-o naquele instante.

 -Lu Han eu... Eu sou.... Eu estou com Baekhyun. Ele pediu para chamar, porque está em trabalho de parto e não consegue sair da banheira. Ele disse que está saindo, Lu Han... -Chanyeol estava tão nervoso em repassar a situação para o médico que tinha certeza de que ele não havia entendido metade do que havia dito.

 -Saindo? Como assim? -Apesar de toda a gagueira, o alarme de Lu Han parecera acender finalmente. Chanyeol ouviu a cadeira arrastar-se e respirou fundo.

 -A criança está nascendo, eu acho... Eu devo chamar a ambulância? -Chanyeol sentia que aquela era uma pergunta estúpida, mas parando na porta escancarada do banheiro, Baekhyun parecia estar tentando ajeitar-se para alguma coisa. Preocupou-se. A testa molhada de suor e a expressão indecifrável de Baekhyun fazia-o sentir como se a coisa toda estivesse caminhando para um final.

 -É claro, Chanyeol! Se está nascendo tão rápido, é melhor...

 -Lu Han, eu acho que está nascendo mesmo. Tipo, agora. O que eu faço? -Chanyeol jurava que queria mover-se em direção do Baekhyun que chorava aos prantos naquele momento, apertando os dedos contra os joelhos abertos. No entanto, as pernas pareciam ter virado gelatina de um segundo para outro, e Chanyeol acabou abaixando-se perto da porta. O silêncio sepulcral do outro lado o incomodava demais.

 -Pegue um pano úmido, higienize uma tesoura... Céus, eu estou indo para aí. Use essas coisas por enquanto, para enrolar o bebê caso ele nasça. -Lu Han parecia estar correndo em direção à saída, o que fez o coração de Chanyeol finalmente parecer voltar a bombear sangue para seus membros. –Eu estarei aí em alguns minutos.

 O rapaz mais velho atirou o celular para dentro do quarto e abaixou-se perto a Baekhyun para segurar sua mão. As lágrimas do garoto vertiam, incansáveis. Parecia doer tanto... Chanyeol não conseguia imaginar o que era estar naquela situação. As contrações vinham tão constantes que ambos sabiam que não haveria formas de ganhar o bebê no hospital, onde era seguro. Naquele momento, a maior preocupação de Baekhyun era que pudessem sair vivos, os dois, pois não acreditava que a dor pudesse ser maior do que aquela que estava sentindo.

 -Eu vou buscar as coisas, Baek... -Chanyeol avisou, baixinho, limpando o rosto do garoto com uma toalha. Ele assentiu, apesar do cansaço quase dominá-lo. As pernas estavam tão trêmulas que era difícil mantê-las flexionadas. Chanyeol pensava em pedir para que esperasse ou algo do tipo, mas pareceu idiota de repente, e ele preferiu levantar-se aos tropeços para buscar o necessário.

 Molhou a toalha na água ainda morna da banheira e entregou-a a Baekhyun, para que a segurasse. Depois, acenou ao táxi que fosse embora e passou a buscar entre os armários da cozinha por uma tesoura. Chanyeol sentia náuseas em imaginar para que serviria aquilo, mas tratou de limpá-la com álcool, esfregando ao máximo que podia.

 Durou apenas alguns segundos. Enquanto esfregava as mãos com o álcool, limpando as unhas e tentando certificar-se de que não acabaria deixando um dos dois naquela banheira doentes, Baekhyun fez algum barulho alto, apesar de não chegar a ser um grito, e depois ficou quieto outra vez. Chanyeol gelou, paralisado, e se a campainha não tivesse tocado naquele instante, teria caído desmaiado ali mesmo.

 Não quis ser o primeiro a ver, se Baekhyun estivesse morto. Cruel, mas foi o primeiro pensamento que atingiu-o quando abriu a porta para Lu Han entrar. Seguiu atrás dele, trôpego, enquanto buscava o banheiro, mas ambos empacaram na porta.

 Baekhyun estava ali dentro com o bebezinho nos braços. Taehyung era tão pequeno quanto sua palma, Baekhyun passava os dedos pelo corpinho diminuto para limpá-lo. Era como se Taehyung sempre tivesse estado ali. Os olhos sequer voltavam-se para as duas figuras na porta. Era uma calmaria bizarra.

 Por um instante, apesar de ver o bebê tão rosado, Chanyeol temeu que estivesse morto. Ele não estava chorando como os demais bebês. Lu Han esgotou sua cota de choque e aproximou-se, enfiando as luvas antissépticas nos braços, para observar se as coisas ali estavam funcionando bem. Tentou não tocá-lo ao máximo, a primeiro momento. Chanyeol apenas observava de longe.

 -Prepare a cama, Chanyeol. Eles não podem ficar aqui. Cubra com uma toalha limpa. -Lu Han pediu, em tom mais calmo. O bebê parecia estar respirando bem. Baekhyun usara melhor seus instintos do que imaginara.

 Apesar de assentir ao pedido de Lu Han, que então saíra do banheiro para lavar as mãos e poder cuidar direito de Baekhyun e Taehyung, Chanyeol continuou ali na porta por mais alguns segundos, admirando-os. Não que fosse uma cena bonita. Havia tantos componentes bizarros naquela equação que Chanyeol precisava esforçar-se para ignorar. Mas a imagem de seu filho, tão seguro no colo do pai, parecia bonita. Respirar parecia mais fácil. Mesmo o sorriso que se espalhara por seu rosto nunca parecera tão natural.

 Lu Han voltara antes que Chanyeol fosse. Ajudou a cortar o cordão umbilical e, depois de certificar-se de que Baekhyun não sangrava e que não teria uma hemorragia, ajudou-o a levantar-se. Fora Lu Han quem apoiara Baekhyun para que se secasse um pouco, mas Chanyeol, depois de trocar os lençóis e colocar ali a toalha, carregou o garoto cansado nos braços até o quarto.

-Meu deus, eu achei que fossem morrer... -Lu Han admitiu, suspirando em alívio, pois ali já certificava-se de que não havia grandes riscos. Chanyeol pensou em concordar e dizer que pensara aquilo também, mas a ideia o causou arrepios. Olhou para o Baekhyun bagunçado em seu colo, e para o bebê pousado no peito que subia e descia lentamente. Pensar em qualquer um dos dois que não fosse daquele jeito, bem vivos em seus braços, parecia nada menos do que desesperador. Chanyeol preferiu não pensar.

***

 A mente de Baekhyun pareceu ocupar-se completamente com o bebezinho. Taehyung tornou-se muito rápido o centro de seu universo. Era tão pequeno e feio, mas amado. Baekhyun sentia que nunca amara tanto algo em sua vida.

 Taehyung se alimentara, voraz, logo que se deitaram. Chanyeol usou o secador para secar seus cabelos, enquanto Lu Han tentava certificar-se de que não havia se machucado. Pela cara que fizera, o caminho de Taehyung para fora causara alguns danos. Não foram poucos. Baekhyun começara a sentir a dor apenas alguns longos minutos depois de tudo passar.

 Sentir Taehyung em seus braços era tão importante... Baekhyun duvidava que algo no mundo fosse melhor que aquilo, que estar abraçado ao neném que precisaria de si pelos próximos doze dias, como uma plantinha precisava de sol, e um canguru precisava daquela bolsinha... O cheirinho do bebê e todo o amor que sentia por ele o impeliam a segurá-lo contra seu colo, exatamente como Lu Han dissera, e aquilo parecia tão bom...

 Encontrava-se dividido entre sentir o pulsar da dor e o cansaço. Sentia que sua carne havia sido dilacerada, e pelo sangue que escorria, pensava que não poderia aproveitar o descanso e a calmaria como recompensa pelo trabalho árduo que fora trazer Taehyung para fora. Céus, queria tanto aquela cesariana... Se tudo tivesse ido bem, Baekhyun poderia ter apenas ficado em casa, em descanso, e pensar apenas em Taehyung.

 Aquela esperança boba foi cortada quando Lu Han pronunciou-se, afastando de si os algodões que usava para manter o sangue em seu corpo.

 -Baek, precisamos ir bem rápido para o hospital. É perigoso que isso infeccione ou que você tenha uma hemorragia. -Ele avisou-o, em tom penoso. Ter Lu Han ali não pareceu um incomodo. Baekhyun sentiu como se estivesse sendo protegido de si mesmo. Não queria errar em nada naquele ponto, e apesar de ter descoberto seus bons instintos como pai, ainda sentia que devia tomar tanto cuidado...

 Assentiu, deixando que as últimas lágrimas daquela gravidez rolassem. Não queria chorar mais. Baekhyun estava tão feliz... O que no mundo poderia ser melhor do que a certeza de que seu neném estava bem, estava vivo e estava em seus braços?

 -Ajude-me a vesti-lo, Chanyeol? -Baekhyun choramingou ao saber que teria que levantar-se imediatamente. O sono o tomava. Queria tanto dormir que levantar-se parecia simplesmente impossível. -Desculpe, Baekhyun... Sei que queria ficar em casa com Taehyung, mas terá que fazer esse sacrifício por ele, okay?

 E Baekhyun assentiu outra vez.

***

  Baekhyun sentiu que havia dormido por duas semanas. A Fase de Doze dias não fora tão desesperadora quando pensara que seria. Dar leite à Taehyung era engraçado, até certo ponto, quando o bebê não fincava as gengivas em seus mamilos e quase os arrancava sem dó. Alimentá-lo daquela forma só foi possível por cinco dias, visto que homens não produziam tanto leite. Depois disso, Chanyeol tinha de surgir hora a hora com uma mamadeira quente, entregando-o para que desse ao bebê.

 Não havia trocas. Chanyeol não tocava no bebê e ponto final. Baekhyun não suportava nem mesmo dormir por mais do que duas horas por vez, antes de acordar preocupado, buscando pelo bebê. Checava sua respiração, tocava seu peito em busca de sentir o coraçãozinho e remexia nos fios muito finos em sua cabeça. Imaginar dando-o para Chanyeol era como imaginar que estava o jogando da janela. Sua pele se arrepiava por inteiro. Tirar Taehyung de seu colo era como arrancar de si uma parte de seu corpo, por isso Baekhyun fazia cara feia até para as enfermeiras que visitavam o quarto.

 No mais, fora como um transe. Em doze dias, Taehyung havia crescido tanto que nem cabia mais em sua palma, espalhava-se por seu peito, ainda mole como uma minhoca, mas um tanto mais bonitinho. Baekhyun o amava, e Chanyeol não via a hora de tê-lo em seus braços, finalmente.

 Soltou-o no décimo terceiro dia, mas Taehyung chorara horrores enquanto ia para o colo do outro pai, onde aquietou-se de novo. O menininho sempre gostara do outro pai, apesar de tudo... A voz de Chanyeol sempre o agitara, as mãos quentes, no entanto, o acalmavam, e foi naquele ciúme bobo que receberam as primeiras visitas.

 Kyungsoo viera, apesar de ter sua própria recém-nascida em casa. Gayoon estava completando um mês e meio. Baekhyun tentou imaginar o que fora para Kyungsoo soltar Gayoon antes do quinto dia. E entendia o porquê de ter doído tanto, e daquele sentimento de ter falhado. Baekhyun não sabia o que teria feito se Taehyung tivesse esperneado para sair como Gayoon fizera. Tão pequena, mas Kyungsoo contara como ela gritara até estar com Jongin. E fora Jongin quem ficara com ela por todos os dias restantes.

  Kyungsoo não pudera ficar muito, sua família precisava muito dele naquele momento, e Baekhyun entendia perfeitamente. Esperava que as coisas pudessem ficar tão bem para Kyungsoo do que estariam para si. Bem, Baekhyun pelo menos pensava que estaria.

***

 Era o décimo sétimo dia quando Taeyeon veio no horário de visitas, trazendo consigo Sooyoung. Elas tinham sorrisos enormes quando entraram ali, mas Baekhyun sentiu-se um tanto quanto constrangido. Era como se sua adolescência tivesse batido em sua porta, acusativa. Suas amigas pareciam colegiais, ainda, e Baekhyun parecia um adulto.

 -Meu deus, Baekkie... -Sooyoung foi a primeira a abraçá-lo, sentando-se despreocupada na cama. Elas ainda vestiam o uniforme da escola, o que fazia tudo parecer ainda mais estranho. Baekhyun abraçou-a de volta mesmo assim. Era bom sentir o cheiro de shampoo de morango e ouvir dos fones que pendiam as músicas que costumava ouvir.

 -Faz tanto tempo! -Ele comentou, saudoso. Sooyoung apertou-o um pouquinho, antes de levantar-se agitada para ir ver o bebê. Taeyeon pegou sua mão e sorriu para ele, mais quieta. Sempre fora a menos agitada do grupo, apesar de divertida. Baekhyun questionou-se o motivo por trás de Tiffany não ter a acompanhado. Costumavam andar sempre tão juntas que Baekhyun jurava que namorariam um dia.

 -Como você está? -Ela questionou, deixando o olhar cair para Sooyoung, visto que ela sussurrava em uma voz afinada para o bebê. Acordado e confuso, Taehyung fazia alguns barulhinhos com a boca no colo de Chanyeol, logo do outro lado do quarto. Baekhyun podia vê-lo sempre, mas ele passava um tanto de tempo no berçário junto com os outros bebês, então o horário de visitas se tornara o horário de exibir Taehyung para todo mundo.

 Vovó Byun viera logo que a Fase de Doze Dias terminara, enchera o neném de mimos e mandara Baekhyun alimentá-lo direito. Depois viera Senhora Park, temerosa de estar incomodando, mas extremamente agitada. Baekhyun nunca vira um sorriso tão grande em seu rosto. Ela parecia tão feliz em estar vendo seu primeiro neto... Baekhyun sentira que estava fazendo a coisa certa.

 -Eu estou melhor do que imaginava. -Ele admitiu, sorrindo para o filho também. Taehyung encontrara-o com os olhinhos ainda um pouquinho turvos e fazia ainda mais barulho. Taeyeon suspirou admirada.

 -Ele é tão pequenininho, Baek... Você não tem medo de... Sei lá? -Ela deu de ombros, rindo nervosa. Baekhyun também riu, cutucando os lençóis. Sim, tinha muito medo. A cada vez que o pegava no colo, imaginava-o caindo da cama, ou sendo sufocado por seus braços. Baekhyun perguntava-se o tempo inteiro se as enfermeiras o alimentavam corretamente, no berçário. Mas preferiu não comentar.

 Taeyeon botou sobre a cama uma sacolinha, empurrando-a gentilmente para Baekhyun.

 -É um presente? -Ele questionou, já sorrindo em animação. Era sempre ótimo quando alguém trazia alguma coisa para Taehyung, pois assim sentia que poderia gastar o dinheiro batalhado que estava ganhando com algo que fosse ainda mais necessário. Logicamente, o bebê precisava de roupas e de sapatos, mas a comida vinha em primeiro lugar sempre, e o dinheiro para uma daquelas roupas diminutas comprava caixas e caixas de leite. -Ah, que gracinha! Veja, Chanyeol!

 Baekhyun estendeu a caixinha com brinquedos para o rapaz do outro lado do quarto, depois de retirá-la da sacolinha. Era um mordedor de elefante, e um chocalho macio. Chanyeol assentiu, sorrindo também. Era o primeiro brinquedo que Taehyung ganhava.

 -Logo, logo, sua casa vai estar coberta deles, Baek. -Sooyoung comentou, rindo de sua expressão quando o sorriso tornou-se um bico indignado. Sabia que isso aconteceria, por mais que achasse que saberia controlar a situação. -Eu vejo nos seus olhos que quando Taehyung crescer e fizer birra, você não vai negar nada.

 -Pare de me azarar, Sooyoung! -Baekhyun brigou, em brincadeira. Chanyeol aproveitou que a garota se afastou um pouquinho para ajeitar Taehyung em seu colo, mas o bebê chorou e o rapaz acabou trazendo-o para o outro pai segurar. -Olha o que você fez, sua feia!

 Sooyoung mostrou-lhe a língua, pegando os brinquedos que Taeyeon havia trazido para olhar de perto. Taeyeon estava no terceiro ano, Sooyoung no segundo. Apesar de não serem amigas, elas se juntavam sempre por Baekhyun gostar de ambas. Perguntava-se agora se mantinham esse contato mesmo que não estivesse mais lá. E duvidava disso. Por algum motivo, sentiu que fizera alguma importância enquanto estava ali.

 Taehyung acalmou-se logo que chegou aos seus braços, apesar de mostrar fome. Bastou que Baekhyun olhasse para Chanyeol para que ele entendesse. Entre aquelas visitas todas, enfermeiras e gente estranha, acabaram aprendendo a se comunicar sem palavras. Ou então estavam entendendo o neném, finalmente? Bem, um ou outro.

 -Ele parece com você, Baek... -Taeyeon comentou. Ela olhava para Taehyung sem se aproximar. -Olha!

 -O nariz é igual ao seu. -Sooyoung concordou, olhando-o também. Baekhyun corou, apesar de notar sempre nessas coisas. Os traços de Taehyung o lembravam muito mais Chanyeol do que a si mesmo. Via-o nas orelhinhas grandes, no formato da boca e do rosto. Não chegava a ser sua miniatura, mas era adoravelmente parecido.

 -É melhor irmos, Soo... -Taeyeon a alertou, depois de alguns minutos de silêncio. Os olhos da garota mais nova alcançaram o relógio de pulso com certa preocupação.

 -É verdade! -Ela jogou os cabelos negros para trás, prendendo-os com um elástico. -Temos um compromisso, Baek. Nos chame um dia para visita-lo, hm? Quero ver seu apartamento!

 Ela deixou um beijo em sua bochecha e sussurrou uma despedida para o bebê. Taeyeon acenou da porta, e seguiu Sooyoung para fora sem dizer mais nada. Baekhyun apenas acenou de volta e voltou a olhar para Taehyung. Pensou em Yixing. Ele já devia ter ido visita-lo àquela altura. Baekhyun queria ter perguntado por ele antes.

***

 Baekhyun jurava que estava farto de visitas depois que sua mãe entrou naquele quarto. Seu pai não viera, estava ocupado com o trabalho. Ela trouxera um presente, uma roupa para Taehyung. Mas o bebê já tinha uma igual, dada por Chaerin.

 Suspirou cansado, mas satisfeito por não ter discutido. Ver sua mãe querendo se redimir daquela forma o irritava. Não parecia hora para redimir merda nenhuma. Baekhyun pensava em como o expulsaram de casa depois de saber da gravidez e se enchia de ódio. Não queria nenhum presente, bolos ou palavras bonitas em uma carta. Baekhyun queria que eles estivessem realmente arrependidos, e que não dissessem aquilo da boca para fora. Porque sentia que eles estavam tentando apenas para tirar o peso de suas consciências, e não por Baekhyun, e isso o deixava tão triste...

 Chanyeol já havia ido entregar Taehyung outra vez ao berçário quando encolheu-se na cama. Sua mãe fora embora e ele queria descansar um pouco. Mesmo que estivesse com fome, seu cansaço parecia maior.

 Mas bastou que fechasse os olhos para ouvir dois toques na porta. Yifan entrou um tanto encolhido, como se tivesse medo de ser expulso, e não sorriu para Baekhyun quando parou em meio ao quarto. Ele parecia não saber o que fazer com as mãos, e Baekhyun teria achado aquilo realmente adorável, se seu coração não estivesse afundado em recusa.

 Não queria ouvir nada do que Yifan tinha para dizer, porque para ele já parecia tudo tão claro... Não precisavam um do outro, não amavam um ao outro, não sentiam falta, sequer. Baekhyun poderia tão bem seguir sua vida sozinho... E lá estava Kris, parado em seu quarto, como se tivesse pena. Baekhyun não queria que ele ficasse com pena, ou com medo de tê-lo chateado. Céus, é claro que sentira, mas aquilo não queria dizer que não aguentaria. A insistência começava a irritar.

 -Me desculpe por estar aqui, Baek. Eu vejo pelos seus olhos que está detestando isso, mas... -Baekhyun levantou-se, ajeitando o lençol sobre o corpo, envergonhado, quando notou que o estava constrangendo. Tentou parecer neutro. Também não era justo que ficasse simplesmente emburrado. -Eu quero conversar.

 -Então converse, Kris. -Ele deu de ombros, sem saber como agir. Mesmo que quisesse ser adulto e estar bem, impassível ou estável, Baekhyun apenas conseguia jogar as palavras para fora da boca sem pensar muito. Sentia-se sufocado.

 -Eu ainda gosto de você. -Ele admitiu, um tanto rápido. No entanto, Baekhyun ignorou o reboliço que a frase causou em seu estômago e deu de ombros.

 -Eu não gosto de você mais.

 Yifan pareceu quebrado, realmente pareceu. E Baekhyun sentiu-se cruel por ter dito aquilo daquela forma, como se tivesse simplesmente o magoado por uma vingança boba. Queria que ele tivesse sentido como se sentiu, naquele dia.

 -Mas eu gosto, Baek. -Yifan voltou a falar. -Eu sei que não tenho chance mais, já que acabou de me rejeitar, mas eu queria que soubesse que eu não estava brincando com você. Eu realmente queria ajeitar minha vida, quando disse que queria um tempo para isso.

 -Por que diabos você está me dizendo isso, Yifan? Eu não consigo entender. -Baekhyun sentia-se tão estúpido... Nem ao menos sabia o motivo de estar agindo daquela forma, mas agora que iniciara uma briga, não conseguia mais parar.

 -Eu vim para pedir que me desse outra chance, Baekhyun. -Yifan o respondeu, em tom duro. O arrependimento o acertou no rosto com um tapa estalado, mas já não podia fazer muita coisa. Pedir desculpas não adiantaria naquele momento. Baekhyun podia ver o quanto Kris sentia-se humilhado. -Porque eu gosto de você e não achei que tivesse sido necessário o que eu fiz. Eu achei que seria melhor para nós dois se passássemos por essas coisas juntos. Mas eu não sei mais se eu quero qualquer coisa com você.

 Baekhyun abriu a boca para responde-lo outra vez. O vinco entre suas sobrancelhas dizia claramente que o responderia daquela mesma forma rude. Seus dedos enrolaram-se nos cobertores, talvez em uma tentativa de descontar toda a raiva. Yifan o interrompeu antes que se pronunciasse.

 -E não venha dizer que é você que não quer, Baekhyun. Eu já entendi. -Baekhyun pensara que nunca veria Yifan chorando, mas ali estava. Seus argumentos caíram como chuva ao seu redor. Baekhyun calou-se porque notara que não havia motivos para dizer mais nada. Não estava certo. Era tão difícil admitir aquilo para si mesmo e calar a boca... Se não estivesse tão mal por ver que havia o magoado daquela forma, não estaria calado naquele instante. -Você era mais humilde quando estava na merda.

 E Baekhyun agradeceu-se por ele ter saído dali naquele instante. Melhor para ele, Baekhyun pensou. Porque também estava odiando aquela pessoa a quem estava se tornando. Primeiro Sehun, e então Chaerin, depois Yifan... As coisas pareciam ter saído de equilíbrio, e Baekhyun não sabia exatamente como botar tudo aquilo no lugar.

***    

Baekhyun cantarolava baixinho para Taehyung uma musiquinha boba, para que ele ficasse calmo. Vinha chorando há quase uma hora, irritadiço porque queria dormir, mas acordava por qualquer som do lado de fora. Como o caminhão de lixo, o cachorro ou com a porta sendo aberta por Chanyeol, quando veio buscar o material para as aulas daquela noite.

 Chanyeol andava trabalhando tanto que nem ao menos tinha tempo para ficar em casa, então também não tinham tempo para brigar. Mas Baekhyun sentia-se preso dentro de casa por causa de Taehyung. Dali uma semana suas aulas começariam e tinha certeza de que não se sentiria mais desse jeito. Talvez até mesmo fosse sentir falta de poder dormir enroladinho ao bebê pela tarde inteira como vinha fazendo agora, depois que passasse a deixa-lo com a babá.

 Baekhyun havia conversado com Mina para que ficasse com Taehyung. Ela precisava de um dinheiro a mais e, estudando de noite, tinha o dia inteiro para cuidar de crianças. Ela cuidava de Jimin naquele período. Baekhyun perguntava-se se seria um problema que cuidasse de duas crianças ao mesmo tempo até o meio dia... Baekhyun iria agora para uma instituição diferente, para completar o ensino médio. Contava com isso para conseguir empregos em qualquer lugar do mundo.

 Taehyung estava ressonando baixinho quando Baekhyun assustou-se com o celular. Fechou os olhos, cansado, pouco antes de ouvir o grito fino que precedia ao choro de Taehyung. Céus, estava tão cansado que cogitara não atender. Pegou o bebê no colo para recosta-lo a seu peito, talvez assim se acalmasse, mas Taehyung ainda chorava.

 Ninou-o enquanto alcançava o celular no criado mudo. Pelo número, talvez fosse Zitao. Aquilo parecia uma oportunidade tão boa que Baekhyun tentou fazer Taehyung calar-se, atendendo antes que o conseguisse.

 -Alô? Baekhyun? -Ele ouviu a voz um tanto anasalada de Zitao do outro lado. Taehyung gemeu descontente, balbuciando enquanto o olhava. Seus olhos estavam vermelhos pelo choro constante e cansaço. Baekhyun colocou-o entre suas coxas e acariciou suas bochechas, em uma tentativa de fazê-lo ficar quieto.

 -Sou eu! -Ele respondeu, no tom mais baixo que podia usar naquela situação. Esticou o braço e alcançou do outro lado da cama o chocalho que Taeyeon dera a Taehyung assim que ele nasceu. Agora, cinco meses depois, ele ainda era o brinquedo favorito do bebê.

 -Eu tenho uma proposta para você, por isso liguei. -Ele explicou. Baekhyun sorriu, sentindo o coração bater agitado. Vinha passando por uma situação um tanto difícil na criação de Taehyung, porque não era sempre que as contas batiam com o tanto de dinheiro que ganhavam. Os salários picados de Chanyeol não condiziam com as contas inteiras que recebiam. E Baekhyun vinha cortando banhos para não ter que parar de comprar ingredientes diferentes para alimentar Taehyung.

 -Pode falar. -Ele disse, apesar dos barulhos pouco tímidos que Taehyung fazia com a boca, mastigando com as gengivas a parte mais macia do chocalho, e tirando-o depois da boca para o chacoalhar entre as mãozinhas gordas. Taehyung não costumava morder seu mordedor daquele jeito... Baekhyun fez um barulhinho para que ficasse quieto, mas ele gritou e atirou o chocalho para cima, e se não fosse pelos reflexos ninjas que Baekhyun havia adquirido depois de botar Taehyung para fora, ele teria descido direto em sua testa.

 -É uma má hora, Baekhyun? -Zitao questionou, em um tom de riso. Agradeceu a si mesmo por ter conseguido um tipo de cumplicidade enquanto trabalharam juntos. Devolveu o brinquedo para que Taehyung voltasse a morder e negou.

 -Não! De forma alguma. O bebê está brincando por perto. Pode falar. -Ele afirmou, decidindo por deixa-lo quieto em sua brincadeira.

 -Bem, Jongdae foi promovido, eu acho que soube. -Baekhyun já sabia, mas sentiu-se feliz por ele. Jongdae costumava fazer seu trabalho muito bem, e as vezes fazia até pelos outros. Merecia um lugar melhor na empresa. -Bem, o lugar que ele deixou está fazendo muita falta. Eu gostaria muito que voltasse para cobrir um pouco das tarefas de Jongdae, já que ele me disse que costumava fazer uma coisa ou outra para ele. Você foi muito bom pelo tempo que esteve aqui, então estou pensando em te dar uma chance e quem sabe te contratar, Baekhyun. Como está sendo resolvido o assunto do ensino médio?

 -Eu terminarei em seis meses. -Ele explicou. -Vou começar a cobrir minhas faltas essa semana. Eu posso terminar em menos tempo se me sair bem. Eu estou contando com isso.

 -Você pode vir amanhã? Quero ver se consegue se adaptar à nova funcionária que ficará no lugar de Jongdae, mas as coisas acumuladas estão dando dor de cabeça, preciso ajeitar isso o quanto antes possível. -Ele disse. Baekhyun sentiu o peito afundar. Como faria com Taehyung? Teria que deixa-lo com Mina pela manhã de qualquer jeito, mas deixa-lo o dia inteiro... Céus, o que faria? -Baekhyun?

 -Eu posso ir. É no período da tarde, certo? -Questionou. Taehyung chorou baixinho. Baekhyun quase tomou aquilo como um sinal. Sentia-se culpado só de pensar.

 -Sim. Eu vou desligar, então. Espero você aqui. Até mais. -Zitao se despediu. Baekhyun tomou o bebê no colo, aninhando-o em seu ombro e deixando o cheirinho de bebê invadir seu nariz. A culpa por deixa-lo encheu os olhos de água, mas estava sendo necessário. Sabia que Chanyeol concordaria. Não dava para deixar do jeito que estava. Mesmo pensar em como seria cansativo o matava. Deixar Taehyung por trabalho nunca estivera em seus planos, mas Baekhyun tinha que ser realista. Depois de perder as chances da proposta de Chaerin, devia saber que nada mais seria fácil. Sabia. Mas saber que não deixou seu bebê para um relacionamento acabado o tranquilizava.

 Agora faria o que devia fazer.

 -Até mais. -Ele desligou o telefone.


Notas Finais


Eu queria postar só depois de responder todos os comentários, mas fui submersa numa avalhance de trabalhos que são para segunda-feira e que não consigo terminar desde quinta aaaaaaaaaa me perdoem mesmo ;; Eu não gosto de ficar sem responder. Saibam que li sim cada comentário e que guardo no coração. Eu vou responder tudo, inclusive os desse cap (QUE VOU ESPERAR ANSIOSAMENTE SIM) assim que eu chegar do sítio (pq além de soterrada em trab ainda falta ir pro meio do mato ssçr)
ESQUECI DE DIZER:::: apesar de em 3 pessoa, essa fic conta basicamente as coisas da visão do Baek, então, lá atrás, na hora do parto principalmente, ele só está sentindo as coisas como se fossem daquele jeito. Não está sendo de verdade, a criança não está escorregando e tal AKSJHASKh lembrando que é a primeira vez que ele tem um bebê e o bixinho ta assustado!
Obrigada por estarem aqui e aaa <3 Desculpem pela correria! Queria dizer mais um pouco, mas estou muito atrasada SCRR
BEIJAO E ATE MAIS <3
** CORRIJO NA VOLTA


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