História Aegyo?! - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Tags Aegyo, Baby, Fluffy, Got7, Lemon, Markjin, Menção Jackbam
Visualizações 58
Palavras 2.408
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olha eu aqui outra vez ><
Escrevi, escrevi e não escrevi nada ushauhsa
Mas eu escrevi u.u
É o penúltimo capítulo, pré despedida de Aegyo?! ><
E sim, eu não sei revisar o que eu escrevo, na verdade dessa vez eu nem tentei, desculpem os erros que serão muitos. Boa leitura

Capítulo 6 - Seis


Jinyoung não sabia dizer o motivo de ter fugido. Sentiu seu coração doer no momento em que as palavras que havia lido fizeram sentido em sua cabeça; Mark estava interessado em alguém. 

─ Pensa, Jinyoung.... ─ Dizia em voz alta sem perceber. 

─ Será que sou... Não, não pode ser.  

─ Ou será que pode? É claro que não, Jinyoung, pare de pensar besteiras. 

─ E se for, o que eu faço? ─ Conversava consigo mesmo na cozinha de sua casa. 

Continuou se questionando sobre a possibilidade de ele ser o amigo ao qual Mark se referia na conversa. Sabia que não havia sido educado em ler a conversa alheia, tampouco em sair sem dar explicações. 

─ E se ele não tiver dinheiro suficiente pra’ pagar a conta? Meu Deus, o que eu fiz? ─ Se julgava um lixo enquanto batia a cabeça na mesa de vidro. 

─ E se eu quebrar a mesa que meu irmão se esforçou tanto pra’ comprar? ─ Ouviu uma voz distante ecoar em sua cabeça, quando se deu conta do que fazia. 

Passou vários minutos refletindo em silêncio, até perceber que a voz que havia ouvido era de Jaebum, que o observava curioso. 

─ O que você fez dessa vez? ─ Perguntou assim que obteve a atenção do mais novo. 

─ Li uma conversa do Mark com uma pessoa... ─ Respondeu armando um bico infantil em seus lábios. 

Jaebum ficou alguns segundos analisando a gravidade da situação e concluiu que talvez, não fosse algo tão grave assim. 

─ Tentou pedir desculpas? Seu amigo não parece ser tão mau para se importar tanto com uma mensagem. 

─ Ele disse que queria foder com o amigo dele, Hyung. Sabe o que isso significa? ─ Perguntou ainda desacreditado do que havia lido. 

Jaebum se manteve em silêncio. 

Tinha em mente que deveria sempre pensar antes de dizer algo, principalmente quando envolvia seu irmão mais novo.  

─ Está dizendo que ele é gay? ─ Perguntou, apenas para confirmar. 

─ Não cheguei a pensar sobre isso. ─ Arregalou os olhos ao finalmente se dar conta da situação. 

Uma gargalhada alta e divertida invadiu a cozinha no mesmo instante. 

─ Você estava se machucando, está ai surtando e não pensou sobre isso? ─ Jaebum riu ainda mais, apertando a testa vermelha do irmão com o indicador, causando-lhe mais dor do que já sentia. 

Jinyoung resmungou, acariciando o local que estava bastante avermelhado. 

─ No que estava pensando então?  

O mais novo apenas abaixou a cabeça e voltou a se sentar, sendo acompanhado por Jaebum. 

Os dois permaneceram apenas se olhando por longos minutos. Pela primeira vez na vida, Jinyoung se sentia envergonhado por seus pensamentos.  

Sentia seu rosto esquentar sempre que se lembrava das coisas que se passaram por sua cabeça no momento em que leu as mensagens do amigo. Sentia-se errado por ter invadido a privacidade do amigo, mas ainda mais errado por ter se imaginado sendo o amigo em questão. 

Se envergonhava por como um adolescente, ter sentido seu baixo ventre concordar com aqueles pensamentos. Se envergonhava por ter fugido, mas também se envergonhava do que pensou em fazer caso ficasse. 

Todo seu corpo se encontrava consumido pela vergonha. 

─ Quer jogar comigo? ─ Jaebum perguntou, quando percebeu que a situação de Jinyoung era preocupante. 

Jinyoung apenas olhou confuso para o irmão, levantando uma das sobrancelhas em questionamento. 

─ Youngjae me emprestou um RPG de mesa muito bom. Mas eu nunca consigo ganhar dele, seria bom uma vitória no meu histórico, sabe?! ─ Zombou. 

Mesmo com a cabeça a mil, Jinyoung aceitou a proposta. 

 

 

 

ღ aegyo ღ 

 

 

 

 

Mark olhava fixamente para porta por onde Jinyoung havia saído e sentia seu coração apertar. 

─ Merda... ─ Falou baixinho, olhando para a sobrinha que estava prestes a chorar mesmo sem entender a situação. 

─ Puquê’ o Jinnie Oppa foi embola'? ─ Perguntou segurando as lágrimas. 

─ Eu... Eu... ─ Mark tentava inventar alguma desculpa, mas seu cérebro não queria colaborar com suas vontades. 

Olhou para o celular em sua mão e sentiu vontade de enforcar Jackson por isso, mesmo que parte da culpa fosse dele próprio.  

Continuou pensando em uma solução, quando a atendente veio até sua mesa para saber se desejavam comer algo a mais, notando a ausência do moreno de olhos bonitos ao lado da garotinha. De início pensou que ele havia apenas se ausentado para ir ao banheiro, ou atender uma ligação, mas ao olhar a cara de choro da menor, pensou que algo maior havia ocorrido, então preferiu os cumprimentar e se retirar dali. 

Izie tentava ao máximo não “fazer birra” para não incomodar o tio, mas sentia uma dorzinha em seu coraçãozinho pequeno, que a fazia não impedir as pequenas lágrimas de escorrerem em seu rosto.  

Mark abria a boca, vez ou outra, para tentar se justificar, mas as palavras ficavam presas em sua garganta. Optou por pagar pela refeição e voltar para casa com a sobrinha, tentando pensar em algo para consertar a merda que havia feito. 

“O quanto será que ele viu?” 

“Se ele se afastar por isso, a Izie vai me odiar” 

“O que eu faço?!”  

─ Ah, eu vou ficar louco. 

E realmente pesava que iria. 

Depois de duas horas tentando achar uma solução enquanto a sobrinha dormia em seu quarto, Mark pensou que estava completamente fodido, e não era da forma que desejava. 

Pensou então em ligar para Jackson, já que de certa forma ele quem o havia colocado naquela situação, mas ele não atendeu suas ligações. Tentou pesquisar no google, mas nem sabia o que digitar na barra de pesquisa de se telefone.  

Depois de mais algumas horas, ele sentiu raiva. Sentia raiva por ser um completo idiota, sentia raiva de Jackson por ter entrado em um assunto tão delicado com Jinyoung ao seu lado, sentia raiva até de sua sobrinha por ter parado aquele estranho incrivelmente atraente na rua e o chamado para sua casa. 

Mas principalmente, sentia raiva de si mesmo, por estar tão carente a ponto de quase assediar um rapaz que conheceu a uma semana. 

Pensou então no sorriso largo que o moreno havia dado para si, quando fora lhe visitar no dia anterior e a última coisa que sentiu, foi raiva. 

De alguma forma, sentia seu coração se aquecer com o sorriso do mais novo. Principalmente quando este sorria com os olhos também. O jeito como o canto dos seus olhos se enrugavam de uma forma incrivelmente fofa, a forma como este costumava passar as mãos nos cabelos a cada cinco minutos, só para checar se os fios ainda estavam ali 

Chegou à conclusão de que Jinyoung era adorável, e odiava não conseguir odiar isso. 

 

Quando a sobrinha acordou, Mark deixou sua crise por algum tempo para dar um banho na garota e fazer algo para jantarem.  

Lembrou-se da mais nova se queixando a respeito do seu Menu culinário, então resolveu tentar fazer uma comida descente desta vez.  

Aproveitou que sua mente estava cheia de Jinyoungs intrusos e usou de toda a invasão para tentar se concentrar no que fazia. Talvez se focasse mais naquilo, conseguiria tirar o rapaz de sua mente e fazer algo comestível sem causar um acidente. 

Sabendo que o tio faria arroz dessa vez, Izia já se preparou para tomar banho de chuva na cozinha novamente. Foi até seu quarto e procurou seu maiô que sua mãe havia lhe dado de presente. Era azul com branco e muito bonito na opinião da mais nova. Perfeito para a ocasião. 

Depois de conseguir vestir-se a pequena voltou para a sala, apenas para checar se estava tudo bem com seu tio Mark. Deu uma volta ao lado do maior e o viu concentrado em seu trabalho. 

Nunca havia visto o mais velho tão focado em algo. Estava tão bonito cortando aqueles legumes com uma expressão séria. 

Aproveitou que o mais velho estava distraído e foi até seu celular que estava na mesinha da sala, o levando consigo para o quarto. 

─ Vou ligar para o Jinnie oppa comer com a gente. ─ Falou decidida, enquanto desbloqueava a tela. 

Ao ver o campo de senha, sorriu. 

─ Zero... ─ Falou baixinho enquanto procurava o número na tela. ─ Quato’. Zero... Novi’. ─ Terminou de digitar sorrindo, por ter conseguido lembrar a senha do mais velho. 

Ficou alguns minutos procurando o número do moreno. Mesmo sendo esperta, ainda não sabia mexer com precisão no aparelho do mais velho, era muito diferente do de sua Omma. 

─ JiSoo Nuna... ─  Lia contato por contato, à procura de Jinyoung. 

─ Depois de procurar várias vezes e não achar nenhum Jinnie, Jinyoung ou Park, como Mark costumava chama-lo, a pequena resolveu ligar para seu Appa. 

Mesmo demorando, Jackson atendeu na primeira chamada. O que fez a pequena sorrir minimamente. Gostava de conversar com seu Appa, mas este sempre deixava de atender suas chamadas e depois ligava se desculpando. 

─ Diga, Tuan. ─ Jackson atendeu sonolento. 

─ Appa! ─ Falou animada ao escutar a voz do mais velho. 

─ Izie? Está tudo bem, querida? ─ Perguntou apreensivo. Mesmo não sendo um pai presente, se preocupava com a pequena e a amava muito. 

─ Tio Maku e Jinnie Oppa bigaram’. ─ Falou com a voz triste. 

Jackson respirou fundo e se deixou acalmar por saber que ao menos com a menor, estava tudo bem. 

─ Tio Maku tá’ fazendo arroz. Quero chamar o Oppa pra vir tomar banho de chuva na cozinha comigo, mas num’ acho ele. ─ Disse tristonha. 

Jackson franziu o cenho sem entender uma palavra do que a garota havia dito. Pensou em perguntar, mas a pequena já havia voltado a falar. 

─ Appa, você sabe ligar pra ele?  

─ O quê? ─ Perguntou confuso. 

─ Jinnie Oppa... Appa? 

─ O tio Mark tem o número dele. 

─ Mas eu num’ acho, Appa. ─ Suspirou. 

─ Está salvo sem nome, princesa. 

A mais nova estranhou, mas foi procurar novamente e acabou encerrando a chamada sem querer. Pensou em ligar novamente, mas preferiu não incomodar. Fez um lembrete em sua cabeça para se desculpar depois, 

Achou um único número salvo sem nome e apertou para chamar. Ficou com medo de não ser o número certo, mas se manteve firme em sua decisão.  

Jinyoung atendeu a ligação, mas se manteve em silêncio. Mesmo que Jaebum o tivesse distraído por algumas horas, ainda se sentia envergonhado de suas atitudes e de seus pensamentos. 

─ Oppa? ─ Chamou apreensiva. 

Ao ouvir a voz da pequena, Jinyoung sentiu-se de certa forma aliviado por não ser Mark ali. Não estava preparado para encara-lo ainda.  

─ Bebê? ─ Perguntou, mesmo sabendo que era ela do outro lado da linha. 

─ Oppa! ─ Exclamou empolgada. ─ Pu quê’ você foi embola’? ─ Mesmo que não quisesse, estava triste por ele não ter se despedido antes de sair. 

Mesmo sendo nova, morria de medo que a abandonassem. Sempre que via alguém de quem gostasse, saindo sem despedidas, sentia que a pessoa nunca mais voltaria, assim como aconteceu com MinHo. 

─ Desculpe pequena, eu tive que sair. ─ Jinyoung evitou inventar mentiras, para não ser um mau exemplo para a menor. 

─ Maku Oppa tá’ cozinhando arroz. Quer vir tomar banho de chuva comigo?  

─ Ele está cozinhando? ─ Não pode evitar soltar uma risada baixa. 

─ Você vem? ─ Perguntou esperançosa. 

Silêncio... 

Não negava que no fundo queria apenas jogar tudo para o ar e ir até lá. Talvez até mesmo fazer uma das milhares de coisa que havia pensado no decorrer do dia, mas não conseguia. Mal conseguia respirar devidamente, sem sentir-se queimar por dentro em expectativa e ansiedade. 

Quando percebeu que passara tempo demais em silêncio e que já havia sido chamado pela pequena mais de uma vez, Jinyoung escapou do transe em que se encontrava e murmurou algo inaudível antes de responder. 

─ Não posso, bebê. Desculpe. 

Naquele momento, a pequena Izie chorou. 

Chorou em silêncio para não incomodar ou “fazer birra” como sua mãe sempre dizia que era errado e feio. Mas sentiu-se triste naquele momento, tanto que apenas disse um “tudo bem, Oppa” baixinho e encerrou a ligação, começando a tirar sua roupa de banho. 

 

 

 

ღ aegyo ღ 

 

 

O dia seguinte se iniciou calmo, assim como os que o sucederam. Jinyoung pensou que iria enlouquecer sempre que olhava para seu celular e via que depois daquela ligação, não havia nenhuma outra ligação de Mark. Nem mesmo Izie havia voltado a telefonar escondida para falar consigo. 

Não negava que sentia falta de apertar as bochechas da menor, a pegar no colo, contar uma história antes de colocá-la na cama. Havia se apegado demais àquele pequeno ser em apenas uma semana e a semana que se passou sem a companhia da mais nova, pareciam incompletos. Era horrível. 

Mas não era apenas aquilo que o incomodava, longe disso. O maior incomodo era o que sentia ao lembrar-se de Mark. Sabia que fora estúpido em fugir, mas não conseguia se sentir completamente arrependido. 

─ Que mais eu poderia fazer? Agarrá-lo no meio do restaurante? Eu sequer sei se sou eu este amigo. Nem mesmo tenho certeza se somos amigos. ─ Lamentava. 

Seu irmão já estava farto das lamentações do mais novo, que duraram toda a semana, sem um único dia de folga. Sentia vontade de ele mesmo afogar o mais novo na privada, já que o mesmo não parava de dizer que sentia vontade de fazer aquilo. 

Queria conhecer Mark pessoalmente, apenas para implorar para que ele ligasse para Jinyoung e tirasse o irmão daquele mar de lamentações as quais era obrigado a ouvir. 

─ Já pensou em ir lá e perguntar a ele se era você o amigo? Não aguento mais te ver reclamar por aí. ─ Jaebum jogou as cartas na mesa. 

─ Não posso, Bummie. ─ Lamentou. 

─ Eu não aguento mais, Jinnie. Você não para de resmungar sobre isso, vou acabar enlouquecendo junto com você. 

─ Desculpe. ─ Voltou a lamentar. ─ Eu deveria me afogar na privada.  

─ Se você continuar com isso, eu juro que vou fazer isso por você. ─ Afirmou irritado. 

Amava o irmão mais do que qualquer coisa nesse mundo, mas nos últimos dias sentia vontade de estrangulá-lo.  

Lembrou-se vagamente de um comentário que Jinyoung havia feito dias atrás e então teve uma ideia. 

─ Você não tinha prometido levar a Izie no parquinho?  

Jinyoung já havia até mesmo se esquecido daquela promessa, mas com um pouco de sorte, Jaebum conseguiria resolver aquela situação.



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