História Aesthetic - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Exo, Fanfic, Kpop, Romance
Exibições 24
Palavras 1.440
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura lindenhos 💕💕

Capítulo 2 - II


Illecebrous

(Adj.) Interessante, atrativo, magnético.

***

O som distinto do giz branco batendo na lousa soava muito alto na sala de aula silenciosa, praticamente o único ruído audível no recinto. Soava também como um chamado de atenção, um lembrete para Park Chanyeol que seus olhos deveriam estar focados nos números, letras e sinais confusos que o professor escrevia no quadro negro.

Lembrete que o garoto ignorou, mesmo sabendo que mais tarde pagaria por isso.

Porque, de repente, os ponteiros do relógio pendurado acima do quadro negro eram muito mais interessantes do que álgebra.

Chanyeol poderia jurar que o movimento do ponteiros dos segundos ficava cada vez mais lento, talvez até mesmo andando para trás, enquanto o ponteiro que indicava os minutos parecia não ter saído do lugar na última meia hora. O conteúdo de matemática, em contraste, aparecia com cada vez mais rapidez na lousa, e ele entendia cada vez menos da matéria conforme o andamento da explicação, até o ponto em que ele desistiu e seu único interesse naquela aula era que esta terminasse de uma vez.

O garoto quis suspirar de tédio, mas isso chamaria muita atenção. Quis deitar a cabeça sobre o tampo da mesa e fechar os olhos até que aqueles últimos dez minutos de aula passassem, mas isso provavelmente o faria ganhar uma advertência. A voz do professor soava como um eco distante, como uma música de fundo para a cena que, se fosse gravada em um filme, seria a mais chata da história do cinema, e também a mais longa.

A cena mais chata, mas que provavelmente seria muito útil quando as provas fossem aplicadas, dali há apenas duas semanas.

Mesmo sabendo disso, ele não conseguia manter o foco nas lições por muito tempo - especialmente as de exatas - , e nos poucos minutos que conseguia, raramente compreendia o que estava sendo falado; tudo soava como palavras aleatórias sendo proferidas em uma língua que ele não conhecia muito bem, o que refletia em suas notas. Nas matérias mais teóricas, ele conseguia ir bem apenas o suficiente para passar de ano, enquanto nas disciplinas que envolviam cálculos, suas notas eram um desastre atrás do outro.

-Park Chanyeol! - o garoto saltou ao ouvir o professor chamando o seu nome. - Será que o senhor poderia vir ao quadro resolver a questão?

Todos os olhares se voltaram para ele, esperando por uma reação; o menino quis se encolher na cadeira, de repente desconfortável pela atenção que estava recebendo, mas ele era Park Chanyeol, e Park Chanyeol não se sentia embaraçado, então ele sorriu. Sorriu daquela maneira ensaiada, um canto dos lábios erguendo-se antes do outro, inclinou a cabeça para o lado, jogou os ombros para trás. Olhou para seus colegas com ar de zombaria e assistiu algumas garotas corarem e os garotos o encarando com admiração, o que o fez sentir um pouco melhor com relação a si mesmo.

Mas então notou a equação escrita no quadro.

Seu primeiro pensamento foi tirar a jaqueta de seu uniforme, cobrir sua cabeça com ela e não sair de seu esconderijo até o final do período, não importando o que o professor ou qualquer um falasse, porque não havia maneira dele conseguir resolver aquela coisa.

Sua reação externa foi um pequeno bufo e um dar de ombros.

-Não, senhor. - respondeu, com o tom de voz mais tranquilo que conseguia. - Eu não acho que possa.

Tinha consciência de que soava e aparentava como alguém que não dava a mínima para seu desempenho acadêmico, e, apesar dessa ser exatamente a imagem que ele queria passar, por dentro Chanyeol sentia-se constrangido pela própria incapacidade e um tanto decepcionado consigo mesmo; queria, mais do que tudo, ficar de pé, caminhar até o quadro e achar o valor de x, y e z, e então a sua arrogância teria alguma razão, mas aquilo estava um pouco além de suas aptidões acadêmicas, então ele só sorria e esperava até que todos os olhares desviassem dele para deixar a máscara de pirralho mimado cair.

O professor soltou um suspiro pesado e fez uma careta de desgosto.

-Isso não é surpreendente. - o homem vasculhou a sala com os olhos, a procura de outra pessoa que pudesse fazer o que ele pedira. - Srta. Lee Hyerin, talvez a senhorita tenha capacidade para resolver a equação?

Chanyeol quis revirar os olhos.

-Sim, Sr. Choi. - responde a menina, naquela voz suave, naquele tom delicado, naquela perfeição costumeira.

Ele acompanhou com a testa franzida enquanto a colega de classe ficava de pé, fechando os livros e cadernos sobre sua mesa e os deixando lá, esclarecendo para todo mundo que não precisava daquilo. Observou-a pegar um pedaço de giz, que pareceu muito grande em suas pequenas mãos, e desenvolver a conta na lousa, uma imensidão verde em comparação com o tamanho diminuto da menina. Notou, com certo desgosto, que ela mal parava para efetuar os cálculos mentais, fazendo parecer que aquela monstruosidade algébrica era, na verdade, uma conta simples de adição.

Chanyeol seguia a resolução da equação com os olhos, mas não registrava a lógica, e sim a maneira que aqueles dedos finos e ligeiros transformavam o quadro em um emaranhado de números e letras, e faziam aquilo parecer muito fácil.

Lee Hyerin fazia tudo parecer fácil. História, literatura, inglês, matemática, física, ela era boa em tudo. E ela era bonita. E ela era legal. Ela frequentava aquela escola há apenas um mês, e já era a preferida dos professores, a menina por quem os garotos tinham uma queda, a estudante de destaque. Nem mesmo os alunos mais competitivos conseguiam odiá-la, porque ela tinha aquele rosto, e aquele sorriso, e aquela maneira de falar que fazia com que todos gostassem dela.

Todos, exceto Chanyeol.

Ele só conseguia sentir-se irritado.

Sempre que ele olhava para Lee Hyerin, ela parecia estar em qualquer outro lugar, exceto na sala de aula. Frequentemente a via desenhando em seu caderno, ou encarando um ponto fixo no quadro com aquele olhar vago, ou com o queixo apoiado nas mãos, olhando pela janela, mas raramente prestando atenção na matéria ensinada, e ela ainda conseguia tirar nota máxima em quase todas as provas.

Mais do que isso, ela tinha a capacidade incrível de fazer com que Chanyeol se sentisse um idiota.

Porque ela conseguia resolver aquela equação demoníaca, enquanto ele não.

Ela sabia as respostas para todas as perguntas, e ele não.

Ela era insuportavelmente brilhante, e ele não.

E ela nem tentava e conseguia tudo, enquanto não importava o quanto ele se esforçasse, nem conseguia chegar perto.

E, principalmente, porque, sempre que seus olhares se encontravam, ela inclinava a cabeça para o lado como um gatinho curioso, então soltava uma risadinha, ou entreabria os lábios por alguns segundos como se cogitasse falar algo e mudasse de ideia, e Chanyeol sentia-se terrivelmente envergonhado com aqueles olhares, com aquelas reações; era como se ela enxergasse nele algo além da fachada que ele exibia, e isso incomodava profundamente.

Obviamente, a questão foi resolvida em menos de dois minutos, e Hyerin virou-se para sala com um sorriso orgulhoso nos lábios, esperando pela confirmação de que a conta estava correta.

Obviamente estava.

Obviamente, todos estavam admirados com a capacidade intelectual da garota.

Até mesmo Chanyeol, que, independente de sentir-se incomodado por seu brilho, sentia-se impressionado com ele em igual medida.

Observou enquanto ela caminhava até o seu lugar com aquele mesmo sorriso nos lábios avermelhados, os cabelos negros e cortados na altura dos ombros balançando com os movimentos e um brilho característico nos olhos, aquele brilho de quem enxergava além das aparências e que irritava o garoto mais do que tudo.

Ela sentou-se, abriu o caderno e voltou a rabiscar algo, outro desenho, julgando pelos movimentos leves e quase aleatórios das mãos, mas parou apenas alguns segundos depois e, em um movimento inesperadamente brusco, virou a cabeça na direção dele, os olhos infalivelmente encontrando os de Chanyeol com aquela mesma expressão enigmática e questionadora.

"Como ela consegue?" pensou Chanyeol. "Como ela consegue me perturbar tanto?"

Hyerin inclinou a cabeça para o lado e ele sentiu vontade de perguntar, em voz alta, o que ela queria, mas tal reação provavelmente não seria bem vista pelo professor, então tentou colocar em sua expressão o máximo de intensidade possível, tentando intimidá-la, tentando fazê-la quebrar o contato visual primeiro, para ele sentir, mesmo que só por alguns instantes, que ela não conseguia fazer alguma coisa.

De fato, ela desviou o olhar, voltando sua atenção para o caderno e continuando seu desenho, mas apenas por alguns segundos antes de fitá-lo de novo. E de novo. E de novo.

Não.

Ela não estaria fazendo o que ele achava que ela estava, certo?

Lee Hyerin não estaria desenhando Chanyeol, estaria? 


Notas Finais


Olha, eu admiro a Hyerin por conseguir olhar pro Chanyeol e fazer algo além de babar, porque sinceramente...

Meus sinceros agradecimentosàs pessoas que leram até aqui 💕💕


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