História Aesthetic - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Exo, Fanfic, Kpop, Romance
Exibições 36
Palavras 3.049
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oooola amores da minha vida.
Tudo bem?
Esse capítulo demorou pra eu escrever, mas tá tenso, já aviso.
Boa leitura ♡

Capítulo 4 - IV


Fanfic / Fanfiction Aesthetic - Capítulo 4 - IV

Druxy

(Adj.) Algo que parece saudável por fora, mas está podre por dentro.

***

-Sabe, Chanyeol - o garoto sentiu o próprio coração parar por alguns segundos com o tom de voz de seu pai; era aquele timbre baixo, muito sereno, muito inexpressivo, como a calmaria que precede a tempestade -, eu recebi uma ligação muito interessante do colégio hoje.

Todos os ruídos na sala de jantar da família Park cessaram naquele instante. Pelo canto do olho, Chanyeol viu sua mãe interromper o movimento com as mãos para cortar a carne, seu irmão menor endireitando a coluna, e sentiu dificuldade para engolir a comida que estava em sua boca; a tensão que se instalara no ambiente era, de repente, tão pesada que quase se tornava tangível.

O menino imaginava que aquilo fosse acontecer; não tinha esperanças de que seu comportamento pouco admirável em sala de aula fosse simplesmente passar despercebido, especialmente quando levadas em consideração as suas notas e o seu histórico de ações desrespeitosas, fosse para com os professores ou para com outros alunos. Esperava que, depois da longa e exaustiva “conversa” - mais para lição de moral, na verdade - que tivera com o diretor e orientadora pedagógica depois das aulas daquela tarde, seus pais fossem ser alertados sobre suas atitudes e seu desempenho miserável, isso se não fossem chamados para uma reunião.

Mas não esperava que, quando chegasse o momento de ouvir o que o seu pai tinha a dizer sobre tudo aquilo, fosse desejar com todo o seu coração que um meteoro caísse sobre a casa antes que ele tomasse o primeiro fôlego para mencionar a tal “ligação interessante”.

-Oh. - foi a resposta de Chanyeol. Ouviu sua mãe suspirar e pousar os talheres sobre a mesa.

-Quer nos contar a sua versão dos acontecimentos? - a voz da Sra. Park era um murmúrio sem entonação, mas, ao contrário da fúria velada que carregava a falta de expressão a fala de seu marido, não havia força em suas palavras.

O menino também abandonou os talheres e juntou as mãos sobre o colo, embaixo da mesa, onde ninguém conseguia vê-las fechadas em punho e tomou coragem para olhar para sua mãe, que o encarava com os olhos grandes nublados, as sobrancelhas ligeiramente arqueadas, nenhuma expectativa real por trás dos traços bonitos e pouco danificados pelos anos.

Ele supunha que era difícil um rosto carregar cicatrizes quando seu dono não lutara nenhuma batalha.

-O Sr. Choi pediu que eu resolvesse uma equação no quase. E eu me neguei. - por mais que falasse com segurança, por mais que as palavras saíssem firmes de seus lábios, ele não conseguia demonstrar em frente à sua família a superioridade arrogante que mostrava aos seus colegas. Mesmo com o queixo erguido, ainda soava e aparentava completamente submisso à autoridade máxima daquela casa.

O Sr. Park soltou uma risada seca, que mais parecia um grasnar.

-E porque se negou? - continuou a Sra. Park, daquela mesma maneira robótica e ensaiada que fazia tudo em sua vida.

-Porque eu não sabia como resolvê-la.

Silêncio.

Um silêncio conformado. Um silêncio de quem já sabia a resposta antes mesmo de fazer a pergunta.

Um silêncio sem nenhuma surpresa.

-O diretor mencionou outros incidentes parecidos, em outras aulas. - enquanto falava, o Sr. Park esticava o braço sobre a mesa para alcançar a garrafa de vinho e entornar o líquido avermelhado em sua taça vazia, ação que lhe deu ares de vilão de um filme antigo ruim - Negar-se a responder a questão proposta. Deixar de entregar as atividades solicitadas. Alcançar menos da metade da pontuação total em vários testes. Quer contar a sua versão sobre esses acontecimentos também?

Chanyeol sabia que não era uma pergunta real. Sabia também que, caso abrisse a boca para falar algo em sua própria defesa, a próxima coisa que veria seria a mão de seu pai voando na direção de seu rosto, e, caso se mantivesse calado, estaria permitindo por livre e espontânea vontade que a violência tomasse um rumo psicológico, ao invés de físico.

Optou por ficar em silêncio.

A dor física deixaria uma marca em seu rosto, algo real para ele olhar na manhã seguinte e lembrar do seu próprio fracasso.

A dor emocional, por outro lado, poderia ser esquecida com um ou dois remédios, mais tarde.

-Leeyong - a Sra. Park dirigiu-se ao caçula da família com um pequeno sorriso forçado no rosto. - Por favor, vá para o seu quarto. O seu pai e eu queremos ter uma conversa com o seu irmão.

O menino mal esperou que a mãe terminasse a frase antes de saltar de sua cadeira e desaparecer pela porta que levava à sala de estar. Poucos segundos depois, passos rápidos e leves ecoaram escada acima, tal era o desespero do menino para escapar daquele cômodo. Chanyeol não o culpava; ele mesmo queria desaparecer da vista afiada de seu pai e do olhar vazio de sua mãe. Supunha que, tanto aos oito quanto aos dezoito anos, havia um certo sentimento de desastre quando seus pais diziam que queriam “conversar”.

No entanto, não conseguia deixar de pensar que seria bom para Leeyong que ele ouvisse as palavras duras destinadas ao mais velho, talvez até mesmo que presenciasse o fracasso completo de Chanyeol diante da sua família; desse jeito, ele não cometeria os mesmos erros, e poderia ser um filho, um aluno, uma pessoa melhor do que o irmão era.

-Chanyeol, olhe para mim. - pediu o Sr. Park, e o garoto obedeceu, embora relutante. Não queria ser obrigado a enxergar o desapontamento que causava. - Eu provavelmente estou bem mais velho do que você se lembra quando tinha a idade de Leeyong.

Ele assentiu. Era tudo o que podia fazer. Assentir e esperar até que o timbre suave daquela voz adquirisse a textura de uma serra dentada.

-E sabe por que? - o garoto engoliu em seco e sentiu uma urgência quase incontrolável de chorar diante do aço e do fogo nas pupilas do homem. - Porque eu trabalhei por isso, Chanyeol. Todos os dias, eu trabalhei para chegar onde eu estou. Eu trabalhei para sentar na cadeira confortável de Diretor da Administração Hospitalar, eu trabalhei para ganhar o salário que eu ganho hoje, para poder pagar por essa casa grande, pelos carros na garagem, as joias de sua mãe e, principalmente, pela sua educação e dos seus irmãos.

Pausa dramática. Sr. Park adorava drama; fazia de tudo para atingir Chanyeol no nível psicológico mais profundo possível. Chanyeol se preparou para a próxima frase, preparou as próprias emoções para o primeiro golpe, o mais violento.

-Agora. - o sorriso no rosto de seu pai era lupino, quase predatório, embora um tanto sarcástico também. - Consegue imaginar o meu desprazer em ver algo no qual eu investi tanto dinheiro e esforço resultar em um fracasso monumental?

A culpa e a vergonha dilaceravam mais profundamente do que uma lâmina jamais conseguiria alcançar, e Chanyeol já não conseguia sustentar o olhar de seu pai. Não conseguia mais olhar para o próprio reflexo nas íris escuras e enxergar alguém incapaz de fazer as coisas do jeito certo, uma criança que saiu defeituosa.

Ele se arrependia de ter agido de maneira desrespeitosa naquela tarde. Se arrependia de não ter prestado atenção na aula, dos trabalhos que não chegou a entregar, das obrigações que nunca cumpriu, mas, mais do que isso, ele se arrependia de ter escolhido tudo aquilo.

Deveria ter pensados nas consequências de suas ações.

Deveria ter recordado que, mesmo que funcionasse muito bem com os seus colegas, sua máscara arrogante não seria o suficiente para protegê-lo de tudo na vida.

Deveria ter feito tanta coisa.

E acabou fazendo tudo o que não deveria.

-Eu sinto muito. - murmurou Chanyeol, a única coisa que passava em sua cabeça naquele momento.

-Você sente muito. - zombou Sr. Park, uma risada alta escapando por entre seus lábios. - Sente muito pelo quê, Chanyeol? Por ser a única peça falha da nossa família? Por ser o membro que nós temos vergonha de mencionar?

-Não adianta sentir muito, meu filho. - a voz da Sra. Park eram quase completamente sufocadas pelo suspiro cansado de seu marido. - Nós não queremos que você sinta muito.

É claro que o menino sabia disso, lamentar não era o suficiente se, apesar de tudo, ele voltaria a cometer os mesmos erros e, oh, Deus sabia que ele iria. Chanyeol era esse tipo de pessoa, afinal de contas, o tipo de pessoa desprovido da capacidade natural de aprender com os próprios equívocos.

-Sabe o que o diretor da escola disse? - o homem mais velho se colocou de pé repentinamente, o rosto vermelho, raiva e desapontamento marcando seus traços em igual medida. - Ele recomendou que um professor particular fosse contratado.

Chanyeol observou as reações do pai com certo cuidado, em especial quando ele agarrou a garrafa de vinho sobre a mesa e bebeu um grande gole, os passos pesados batendo no chão acarpetado enquanto andava de um lado para o outro pelo cômodo como um leão enjaulado. Sentiu medo, porque a atitude feroz do Sr. Park foi muito súbita. Sentiu medo porque agora não tinha como saber o que aconteceria em seguida.

Sentiu medo porque viu medo nos olhos da mãe, e soube a “conversa” se tornara mais perigosa do que o previsto.

-Talvez, Jaehyung, nós realmente devêssemos. - murmurou a mulher, sem olhar para o marido enquanto falava. Sua sugestão (que mal chegava a ser uma sugestão, uma vez que ela não detinha o poder de sugerir nada) foi recebida com um ruído de desgosto pelo patriarca da família, e ela encolheu os ombros e puxou o ar entre os dentes como se esperasse ser punida por falar.

Chanyeol não estava surpreso, mas sentia seu coração doer cada vez que assistia sua mãe submeter-se, dobrar-se, ignorar a si mesma em prol da superioridade e do agrado de seu pai. Não importava realmente que Park Miyeong - originalmente Yang Miyeong*, mas isso foi mudado junto com sua mudança de estado civil, tamanha era a obsessão de seu marido por controle - não fosse dona de uma personalidade brilhante, ainda era esmagador vê-la reprimindo a si mesma por sentir medo.

-Você também não é muito inteligente, é, Miyeong? Eu não vou pagar alguém para ensinar o nosso filho estúpido as coisas que ele já deveria saber. - por um segundo, Sr. Park ergueu a mão e Chanyeol poderia jurar que seu braço se moveria na direção na esposa, mas mudou de direção e puxou os cabelos do filho. - Nós nunca tivemos que contratar ninguém para ensinar Yoochun.

“Estava demorando” pensou Chanyeol, sentindo o sabor já fraco da comida em sua boca se transformar em cinzas.

Obviamente, Park Yoochun, o primogênito da família, não poderia deixar de ser mencionado. Como alguém poderia esquecê-lo? Ele era brilhante. Ele sabia as respostas. Era o aluno preferido de todos em seus tempos de escola, e agora era um destaque internacional, com sua bolsa de estudos na França.

Yoochun era, em suma, Lee Hyerin de calças.

Ou seja, tudo o que Chanyeol não era.

-Eu não vou te ajudar a deixar de ser um inútil. - resmungou Sr. Park, soltando o garoto com um pouco mais de violência do que o necessário. - Mas também não vou admitir que continue estragando o nome que eu levei tanto tempo para construir. Que suas próximas notas sejam excelentes, que o seu comportamento em sala seja irrepreensível. Que você seja mais como seu irmão, de preferência pelo resto da sua vida.

Com isso, o homem deixou a sala de jantar, garrafa de vinho ainda em mãos. Chanyeol ouviu passos na escada e uma porta batendo com força no andar de cima, e só então permitiu que os ombros desabassem e a cabeça caísse para frente, esforçando-se para engolir as lágrimas amargas que queimavam seus olhos.

-Chanyeol… - o ruído da cadeira arrastando no chão soou mito alto no silêncio do cômodo. O garoto sentiu a presença  gélida de sua mãe ao seu lado, viu pelo canto dos olhos que ela girava nervosamente a aliança de prata em seu dedo. Ela parecia não saber o que falar, mas não precisava falar nada. Ele não queria ouvir nada. Por fim, a mulher desistiu de tentar reconfortar o filho e apenas depositou um beijo na testa dele antes de murmurar, em voz quase inaudível: - boa noite.

“Boa noite”

Era tão triste que, no final das contas, tudo o que sua família tinha a oferecer uns aos outros eram ofensas, mágoas e palavras desprovidas de significado.

Chanyeol se levantou depois que sua mãe também desapareceu do cômodo e uma empregada magicamente surgiu para recolher a louça usada e a comida praticamente intocada. Não sentia vontade de ir para o seu quarto e ficar encarando uma parede branca, ou os livros didáticos que ele deveria, ao menos uma vez, abrir e tentar absorver seu conteúdo. Tampouco queria gastar seu tempo no computador ou em seu celular, mergulhado em distrações temporárias que provavelmente o fariam sentir momentaneamente melhor, mas que dificilmente ajudariam sua própria situação.

Optou, então, por passar aquelas poucas horas que tinha antes do sono arrebatá-lo na única parte da casa que mais ninguém além dele frequentava: o quintal.

A parte leste da propriedade dos Park consistia em uma área aberta, grande parte desta recoberta por tijolos alaranjados e uma pequena parcela recoberta por grama natural e algumas plantas floridas. Apesar do aspecto impecável - mantido, é claro, por uma equipe de jardineiros; Park Miyeong jamais tocaria com seus delicados dedos em algo tão sujo quanto terra -, não era comum que alguém decidisse arbitrariamente passar um tempo ali. O sinal de wi-fi naquele ponto do terreno era fraco, o vento atingia aquele espaço com uma intensidade maior e o fato de não ter absolutamente nada ali para fazer tornavam o quintal um lugar praticamente inexistente na casa.

No caminho para o pátio externo, passando pela sala de estar, Chanyeol parou por um momento ao lado da mesinha de apoio, hesitando por apenas alguns segundos antes de pegar o telefone sem fio e se voltar na direção das portas duplas de vidro que o levariam ao lugar que ele queria chegar.

Sentou-se na grama, pousou o telefone ao seu lado. Deixou que a cabeça pendesse para trás, os olhos vasculhando o céu em busca de uma estrela, mas não encontrou nenhuma.

De qualquer maneira, a estrela que ele procurava não estava no céu.

Passou uns bons trinta minutos contemplando a própria decisão, ainda fitando a imensidão negra que se estendia sobre Seul como se fosse encontrar lá algum motivo para mudar de ideia, alguma indicação, qualquer coisa, mas só enxergava vazio.

Ao fechar os olhos para sentir o vento gelado do início de Setembro bater em seu rosto, também só enxergava o vazio.

Não era como se tivesse orgulho para preservar, de qualquer maneira, uma vez que aquela maldita já havia visto as coisas que ele não queria mostrar. E não era como se ele não precisasse.

E não era como se ela não tivesse oferecido, em primeiro lugar.

Lembrar de Hyerin e do ocorrido naquela tarde deixava Chanyeol em algum lugar entre a raiva e a dúvida. Sentada nos degraus da entrada da JaYeon, os braços finos envoltos de si mesma, os vento jogando os fios negros em todas as direções, Hyerin não parecia com a menina dourada que caminhava pelos corredores do colégio, e sim muito frágil e perdida, tanto que Chanyeol chegou a pensar se era a mesma pessoa que ele amaldiçoava silenciosamente todos os dias.

E então ela começou aquele jogo de perguntas desafiador, com aquele brilho ambicioso nos olhos, e continuava não parecendo com a garota que todos conheciam, mas com uma pessoa completamente desprovida de bom senso e de sanidade, embora de um jeito bonitinho.

E, por último, quando ela o deixou sem palavras, Hyerin parecia com alguém que havia nascido para vencer todos os jogos que decidisse jogar. Então seus dedos finos e frios - Deus, ela estava tão gelada, sua mão era tão pequena - envolveram o pulso dele, e ela selou de vez a oferta perigosa que fizera tão levianamente.

Chanyeol suspirou enquanto apertava os números no telefone, ele já os havia memorizado de tanto encarar os traços leves na palma de sua mão. Enquanto a chamada era estabelecida, ele só queria gritar com aquela menina. Queria perguntar quem diabos ela pensava que era, com aqueles joguinhos impossíveis de se ganhar. Queria gritar que não precisava dela, que não queria ajuda, não queria nada que ela pudesse oferecer. Quis exigir que parasse de brilhar tão forte, que o escuro dentro dele já não suportava mais aquilo.

E a cada toque que soava e ela não atendia o maldito telefone, Chanyeol pensava em mais coisas que odiava sobre ela, e mais razões para mantê-la longe. Pensava em tudo o que Hyerin representava, e pensava em tudo o que ele não representava, e sentia-se cada vez menor.

-Alô? - ela interrompeu o quarto toque, sua voz soprada e ofegante como se  tivesse feito algum esforço físico recente.

-Lee Hyerin?

Silêncio. Do outro lado da linha, ainda era possível ouvir a respiração pesada da garota, e Chanyeol teve que recordar a si mesmo que não gostava de Lee Hyerin, mas ainda era um homem e, como um homem, achou particularmente difícil não pensar na imagem provocativa daquela garota com o rosto e o pescoço corados pelo esforço e os lábios rosados entreabertos para puxar o ar.

-Chanyeol? - perguntou ela, naquele sussurro vaporoso atrativo.

-Eu queria saber - ele hesitou. Como deveria perguntar aquilo, afinal de contas? Nunca havia pedido ajuda antes, e certamente nunca pedira ajuda à alguém de quem não gostava. Teve que respirar fundo algumas vezes antes de finalmente conseguir se obrigar a falar: - se a sua oferta ainda está valendo.

-Notas-

*Na Coréia, não é comum que a mulher adote o sobrenome do marido ao se casar, mas existe essa opção.

***

Quarto capítulo, yeeay!

O que vocês acharam ? Pesado essa "conversa", né? Mas, infelizmente, essa é uma realidade no cotidiano de muita gente 😕😕

💕Obrigada por ler e por gostar do que eu tenho para oferecer, isso significa tanto pra mim💕

💕Obrigada à --BOSS-- pela resenha maravilhosa e por incluir Aesthetic na sua lista maravilhosa de indicações.💕

Kisseus, e até o próximo capítulo.


Notas Finais


Druxy
(Adj.) Algo que parece saudável por fora, mas está podre por dentro.
***
-Sabe, Chanyeol - o garoto sentiu o próprio coração parar por alguns segundos com o tom de voz de seu pai; era aquele timbre baixo, muito sereno, muito inexpressivo, como a calmaria que precede a tempestade -, eu recebi uma ligação muito interessante do colégio hoje.

Todos os ruídos na sala de jantar da família Park cessaram naquele instante. Pelo canto do olho, Chanyeol viu sua mãe interromper o movimento com as mãos para cortar a carne, seu irmão menor endireitando a coluna, e sentiu dificuldade para engolir a comida que estava em sua boca; a tensão que se instalara no ambiente era, de repente, tão pesada que quase se tornava tangível.

O menino imaginava que aquilo fosse acontecer; não tinha esperanças de que seu comportamento pouco admirável em sala de aula fosse simplesmente passar despercebido, especialmente quando levadas em consideração as suas notas e o seu histórico de ações desrespeitosas, fosse para com os professores ou para com outros alunos. Esperava que, depois da longa e exaustiva “conversa” - mais para lição de moral, na verdade - que tivera com o diretor e orientadora pedagógica depois das aulas daquela tarde, seus pais fossem ser alertados sobre suas atitudes e seu desempenho miserável, isso se não fossem chamados para uma reunião.

Mas não esperava que, quando chegasse o momento de ouvir o que o seu pai tinha a dizer sobre tudo aquilo, fosse desejar com todo o seu coração que um meteoro caísse sobre a casa antes que ele tomasse o primeiro fôlego para mencionar a tal “ligação interessante”.

-Oh. - foi a resposta de Chanyeol. Ouviu sua mãe suspirar e pousar os talheres sobre a mesa.

-Quer nos contar a sua versão dos acontecimentos? - a voz da Sra. Park era um murmúrio sem entonação, mas, ao contrário da fúria velada que carregava a falta de expressão a fala de seu marido, não havia força em suas palavras.

O menino também abandonou os talheres e juntou as mãos sobre o colo, embaixo da mesa, onde ninguém conseguia vê-las fechadas em punho e tomou coragem para olhar para sua mãe, que o encarava com os olhos grandes nublados, as sobrancelhas ligeiramente arqueadas, nenhuma expectativa real por trás dos traços bonitos e pouco danificados pelos anos.

Ele supunha que era difícil um rosto carregar cicatrizes quando seu dono não lutara nenhuma batalha.

-O Sr. Choi pediu que eu resolvesse uma equação no quase. E eu me neguei. - por mais que falasse com segurança, por mais que as palavras saíssem firmes de seus lábios, ele não conseguia demonstrar em frente à sua família a superioridade arrogante que mostrava aos seus colegas. Mesmo com o queixo erguido, ainda soava e aparentava completamente submisso à autoridade máxima daquela casa.

O Sr. Park soltou uma risada seca, que mais parecia um grasnar.

-E porque se negou? - continuou a Sra. Park, daquela mesma maneira robótica e ensaiada que fazia tudo em sua vida.

-Porque eu não sabia como resolvê-la.

Silêncio.

Um silêncio conformado. Um silêncio de quem já sabia a resposta antes mesmo de fazer a pergunta.

Um silêncio sem nenhuma surpresa.

-O diretor mencionou outros incidentes parecidos, em outras aulas. - enquanto falava, o Sr. Park esticava o braço sobre a mesa para alcançar a garrafa de vinho e entornar o líquido avermelhado em sua taça vazia, ação que lhe deu ares de vilão de um filme antigo ruim - Negar-se a responder a questão proposta. Deixar de entregar as atividades solicitadas. Alcançar menos da metade da pontuação total em vários testes. Quer contar a sua versão sobre esses acontecimentos também?

Chanyeol sabia que não era uma pergunta real. Sabia também que, caso abrisse a boca para falar algo em sua própria defesa, a próxima coisa que veria seria a mão de seu pai voando na direção de seu rosto, e, caso se mantivesse calado, estaria permitindo por livre e espontânea vontade que a violência tomasse um rumo psicológico, ao invés de físico.

Optou por ficar em silêncio.

A dor física deixaria uma marca em seu rosto, algo real para ele olhar na manhã seguinte e lembrar do seu próprio fracasso.

A dor emocional, por outro lado, poderia ser esquecida com um ou dois remédios, mais tarde.

-Leeyong - a Sra. Park dirigiu-se ao caçula da família com um pequeno sorriso forçado no rosto. - Por favor, vá para o seu quarto. O seu pai e eu queremos ter uma conversa com o seu irmão.

O menino mal esperou que a mãe terminasse a frase antes de saltar de sua cadeira e desaparecer pela porta que levava à sala de estar. Poucos segundos depois, passos rápidos e leves ecoaram escada acima, tal era o desespero do menino para escapar daquele cômodo. Chanyeol não o culpava; ele mesmo queria desaparecer da vista afiada de seu pai e do olhar vazio de sua mãe. Supunha que, tanto aos oito quanto aos dezoito anos, havia um certo sentimento de desastre quando seus pais diziam que queriam “conversar”.

No entanto, não conseguia deixar de pensar que seria bom para Leeyong que ele ouvisse as palavras duras destinadas ao mais velho, talvez até mesmo que presenciasse o fracasso completo de Chanyeol diante da sua família; desse jeito, ele não cometeria os mesmos erros, e poderia ser um filho, um aluno, uma pessoa melhor do que o irmão era.

-Chanyeol, olhe para mim. - pediu o Sr. Park, e o garoto obedeceu, embora relutante. Não queria ser obrigado a enxergar o desapontamento que causava. - Eu provavelmente estou bem mais velho do que você se lembra quando tinha a idade de Leeyong.

Ele assentiu. Era tudo o que podia fazer. Assentir e esperar até que o timbre suave daquela voz adquirisse a textura de uma serra dentada.

-E sabe por que? - o garoto engoliu em seco e sentiu uma urgência quase incontrolável de chorar diante do aço e do fogo nas pupilas do homem. - Porque eu trabalhei por isso, Chanyeol. Todos os dias, eu trabalhei para chegar onde eu estou. Eu trabalhei para sentar na cadeira confortável de Diretor da Administração Hospitalar, eu trabalhei para ganhar o salário que eu ganho hoje, para poder pagar por essa casa grande, pelos carros na garagem, as joias de sua mãe e, principalmente, pela sua educação e dos seus irmãos.

Pausa dramática. Sr. Park adorava drama; fazia de tudo para atingir Chanyeol no nível psicológico mais profundo possível. Chanyeol se preparou para a próxima frase, preparou as próprias emoções para o primeiro golpe, o mais violento.

-Agora. - o sorriso no rosto de seu pai era lupino, quase predatório, embora um tanto sarcástico também. - Consegue imaginar o meu desprazer em ver algo no qual eu investi tanto dinheiro e esforço resultar em um fracasso monumental?

A culpa e a vergonha dilaceravam mais profundamente do que uma lâmina jamais conseguiria alcançar, e Chanyeol já não conseguia sustentar o olhar de seu pai. Não conseguia mais olhar para o próprio reflexo nas íris escuras e enxergar alguém incapaz de fazer as coisas do jeito certo, uma criança que saiu defeituosa.

Ele se arrependia de ter agido de maneira desrespeitosa naquela tarde. Se arrependia de não ter prestado atenção na aula, dos trabalhos que não chegou a entregar, das obrigações que nunca cumpriu, mas, mais do que isso, ele se arrependia de ter escolhido tudo aquilo.

Deveria ter pensados nas consequências de suas ações.

Deveria ter recordado que, mesmo que funcionasse muito bem com os seus colegas, sua máscara arrogante não seria o suficiente para protegê-lo de tudo na vida.

Deveria ter feito tanta coisa.

E acabou fazendo tudo o que não deveria.

-Eu sinto muito. - murmurou Chanyeol, a única coisa que passava em sua cabeça naquele momento.

-Você sente muito. - zombou Sr. Park, uma risada alta escapando por entre seus lábios. - Sente muito pelo quê, Chanyeol? Por ser a única peça falha da nossa família? Por ser o membro que nós temos vergonha de mencionar?

-Não adianta sentir muito, meu filho. - a voz da Sra. Park eram quase completamente sufocadas pelo suspiro cansado de seu marido. - Nós não queremos que você sinta muito.

É claro que o menino sabia disso, lamentar não era o suficiente se, apesar de tudo, ele voltaria a cometer os mesmos erros e, oh, Deus sabia que ele iria. Chanyeol era esse tipo de pessoa, afinal de contas, o tipo de pessoa desprovido da capacidade natural de aprender com os próprios equívocos.

-Sabe o que o diretor da escola disse? - o homem mais velho se colocou de pé repentinamente, o rosto vermelho, raiva e desapontamento marcando seus traços em igual medida. - Ele recomendou que um professor particular fosse contratado.

Chanyeol observou as reações do pai com certo cuidado, em especial quando ele agarrou a garrafa de vinho sobre a mesa e bebeu um grande gole, os passos pesados batendo no chão acarpetado enquanto andava de um lado para o outro pelo cômodo como um leão enjaulado. Sentiu medo, porque a atitude feroz do Sr. Park foi muito súbita. Sentiu medo porque agora não tinha como saber o que aconteceria em seguida.

Sentiu medo porque viu medo nos olhos da mãe, e soube a “conversa” se tornara mais perigosa do que o previsto.

-Talvez, Jaehyung, nós realmente devêssemos. - murmurou a mulher, sem olhar para o marido enquanto falava. Sua sugestão (que mal chegava a ser uma sugestão, uma vez que ela não detinha o poder de sugerir nada) foi recebida com um ruído de desgosto pelo patriarca da família, e ela encolheu os ombros e puxou o ar entre os dentes como se esperasse ser punida por falar.

Chanyeol não estava surpreso, mas sentia seu coração doer cada vez que assistia sua mãe submeter-se, dobrar-se, ignorar a si mesma em prol da superioridade e do agrado de seu pai. Não importava realmente que Park Miyeong - originalmente Yang Miyeong*, mas isso foi mudado junto com sua mudança de estado civil, tamanha era a obsessão de seu marido por controle - não fosse dona de uma personalidade brilhante, ainda era esmagador vê-la reprimindo a si mesma por sentir medo.

-Você também não é muito inteligente, é, Miyeong? Eu não vou pagar alguém para ensinar o nosso filho estúpido as coisas que ele já deveria saber. - por um segundo, Sr. Park ergueu a mão e Chanyeol poderia jurar que seu braço se moveria na direção na esposa, mas mudou de direção e puxou os cabelos do filho. - Nós nunca tivemos que contratar ninguém para ensinar Yoochun.

“Estava demorando” pensou Chanyeol, sentindo o sabor já fraco da comida em sua boca se transformar em cinzas.

Obviamente, Park Yoochun, o primogênito da família, não poderia deixar de ser mencionado. Como alguém poderia esquecê-lo? Ele era brilhante. Ele sabia as respostas. Era o aluno preferido de todos em seus tempos de escola, e agora era um destaque internacional, com sua bolsa de estudos na França.

Yoochun era, em suma, Lee Hyerin de calças.

Ou seja, tudo o que Chanyeol não era.

-Eu não vou te ajudar a deixar de ser um inútil. - resmungou Sr. Park, soltando o garoto com um pouco mais de violência do que o necessário. - Mas também não vou admitir que continue estragando o nome que eu levei tanto tempo para construir. Que suas próximas notas sejam excelentes, que o seu comportamento em sala seja irrepreensível. Que você seja mais como seu irmão, de preferência pelo resto da sua vida.

Com isso, o homem deixou a sala de jantar, garrafa de vinho ainda em mãos. Chanyeol ouviu passos na escada e uma porta batendo com força no andar de cima, e só então permitiu que os ombros desabassem e a cabeça caísse para frente, esforçando-se para engolir as lágrimas amargas que queimavam seus olhos.

-Chanyeol… - o ruído da cadeira arrastando no chão soou mito alto no silêncio do cômodo. O garoto sentiu a presença  gélida de sua mãe ao seu lado, viu pelo canto dos olhos que ela girava nervosamente a aliança de prata em seu dedo. Ela parecia não saber o que falar, mas não precisava falar nada. Ele não queria ouvir nada. Por fim, a mulher desistiu de tentar reconfortar o filho e apenas depositou um beijo na testa dele antes de murmurar, em voz quase inaudível: - boa noite.

“Boa noite”

Era tão triste que, no final das contas, tudo o que sua família tinha a oferecer uns aos outros eram ofensas, mágoas e palavras desprovidas de significado.

Chanyeol se levantou depois que sua mãe também desapareceu do cômodo e uma empregada magicamente surgiu para recolher a louça usada e a comida praticamente intocada. Não sentia vontade de ir para o seu quarto e ficar encarando uma parede branca, ou os livros didáticos que ele deveria, ao menos uma vez, abrir e tentar absorver seu conteúdo. Tampouco queria gastar seu tempo no computador ou em seu celular, mergulhado em distrações temporárias que provavelmente o fariam sentir momentaneamente melhor, mas que dificilmente ajudariam sua própria situação.

Optou, então, por passar aquelas poucas horas que tinha antes do sono arrebatá-lo na única parte da casa que mais ninguém além dele frequentava: o quintal.

A parte leste da propriedade dos Park consistia em uma área aberta, grande parte desta recoberta por tijolos alaranjados e uma pequena parcela recoberta por grama natural e algumas plantas floridas. Apesar do aspecto impecável - mantido, é claro, por uma equipe de jardineiros; Park Miyeong jamais tocaria com seus delicados dedos em algo tão sujo quanto terra -, não era comum que alguém decidisse arbitrariamente passar um tempo ali. O sinal de wi-fi naquele ponto do terreno era fraco, o vento atingia aquele espaço com uma intensidade maior e o fato de não ter absolutamente nada ali para fazer tornavam o quintal um lugar praticamente inexistente na casa.

No caminho para o pátio externo, passando pela sala de estar, Chanyeol parou por um momento ao lado da mesinha de apoio, hesitando por apenas alguns segundos antes de pegar o telefone sem fio e se voltar na direção das portas duplas de vidro que o levariam ao lugar que ele queria chegar.

Sentou-se na grama, pousou o telefone ao seu lado. Deixou que a cabeça pendesse para trás, os olhos vasculhando o céu em busca de uma estrela, mas não encontrou nenhuma.

De qualquer maneira, a estrela que ele procurava não estava no céu.

Passou uns bons trinta minutos contemplando a própria decisão, ainda fitando a imensidão negra que se estendia sobre Seul como se fosse encontrar lá algum motivo para mudar de ideia, alguma indicação, qualquer coisa, mas só enxergava vazio.

Ao fechar os olhos para sentir o vento gelado do início de Setembro bater em seu rosto, também só enxergava o vazio.

Não era como se tivesse orgulho para preservar, de qualquer maneira, uma vez que aquela maldita já havia visto as coisas que ele não queria mostrar. E não era como se ele não precisasse.

E não era como se ela não tivesse oferecido, em primeiro lugar.

Lembrar de Hyerin e do ocorrido naquela tarde deixava Chanyeol em algum lugar entre a raiva e a dúvida. Sentada nos degraus da entrada da JaYeon, os braços finos envoltos de si mesma, os vento jogando os fios negros em todas as direções, Hyerin não parecia com a menina dourada que caminhava pelos corredores do colégio, e sim muito frágil e perdida, tanto que Chanyeol chegou a pensar se era a mesma pessoa que ele amaldiçoava silenciosamente todos os dias.

E então ela começou aquele jogo de perguntas desafiador, com aquele brilho ambicioso nos olhos, e continuava não parecendo com a garota que todos conheciam, mas com uma pessoa completamente desprovida de bom senso e de sanidade, embora de um jeito bonitinho.

E, por último, quando ela o deixou sem palavras, Hyerin parecia com alguém que havia nascido para vencer todos os jogos que decidisse jogar. Então seus dedos finos e frios - Deus, ela estava tão gelada, sua mão era tão pequena - envolveram o pulso dele, e ela selou de vez a oferta perigosa que fizera tão levianamente.

Chanyeol suspirou enquanto apertava os números no telefone, ele já os havia memorizado de tanto encarar os traços leves na palma de sua mão. Enquanto a chamada era estabelecida, ele só queria gritar com aquela menina. Queria perguntar quem diabos ela pensava que era, com aqueles joguinhos impossíveis de se ganhar. Queria gritar que não precisava dela, que não queria ajuda, não queria nada que ela pudesse oferecer. Quis exigir que parasse de brilhar tão forte, que o escuro dentro dele já não suportava mais aquilo.

E a cada toque que soava e ela não atendia o maldito telefone, Chanyeol pensava em mais coisas que odiava sobre ela, e mais razões para mantê-la longe. Pensava em tudo o que Hyerin representava, e pensava em tudo o que ele não representava, e sentia-se cada vez menor.

-Alô? - ela interrompeu o quarto toque, sua voz soprada e ofegante como se  tivesse feito algum esforço físico recente.

-Lee Hyerin?

Silêncio. Do outro lado da linha, ainda era possível ouvir a respiração pesada da garota, e Chanyeol teve que recordar a si mesmo que não gostava de Lee Hyerin, mas ainda era um homem e, como um homem, achou particularmente difícil não pensar na imagem provocativa daquela garota com o rosto e o pescoço corados pelo esforço e os lábios rosados entreabertos para puxar o ar.

-Chanyeol? - perguntou ela, naquele sussurro vaporoso atrativo.

-Eu queria saber - ele hesitou. Como deveria perguntar aquilo, afinal de contas? Nunca havia pedido ajuda antes, e certamente nunca pedira ajuda à alguém de quem não gostava. Teve que respirar fundo algumas vezes antes de finalmente conseguir se obrigar a falar: - se a sua oferta ainda está valendo.

-Notas-
*Na Coréia, não é comum que a mulher adote o sobrenome do marido ao se casar, mas existe essa opção.
***
Quarto capítulo, yeeay!
O que vocês acharam ? Pesado essa "conversa", né? Mas, infelizmente, essa é uma realidade no cotidiano de muita gente 😕😕
💕Obrigada por ler e por gostar do que eu tenho para oferecer, isso significa tanto pra mim💕

kisseus, e até o próximo capítulo.


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