História Afire Live - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Daryl Dixon
Tags Daryl, Twd
Exibições 146
Palavras 863
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


AMO VCSSS

Capítulo 11 - XI - Mourning


Fanfic / Fanfiction Afire Live - Capítulo 11 - XI - Mourning

 Mesmo recebendo as mais carinhosas carícias das mãos mais macias depois do fim do mundo ela ainda estava a chorar. 

 Perder nunca foi fácil. Superar sempre foi um pesadelo. Seguir em frente é terrível. 

 Um cômodo escuro e silencioso, onde a única coisa que é capaz de se ver é o preto e a única coisa capaz de se ouvir é o 'clock' do relógio antigo do quarto de Beth. 

– Oi. — Tia Patsy entrou no quarto — Sinto tanto por sua perda, todos nós acabamos de perder um pouquinho. 

 A menina não disse nada. Não era capaz de dizer alguma coisa. 

 As mãos carinhosas da mulher se posaram em sua perna nua, fria e pálida. 

– Nos vamos fazer um pequeno elogio fúnebre aos mortos e enterrar alguns corpos. Apareça se quiser. — A mulher saiu do quarto. 

{...}

 Vestir preto, prestar respeito à família (que no caso a única viva ainda era Carol) não é um forte. Não para a menina. 

 Colocar um vestido longo da cor preta, o mesmo que a pequena menina tinha elogiado na Cdc. 

"Não sabe o quão linda fica com essa veste, tia Lizza" A voz doce da menina ecoou em sua cabeça, fazendo o corpo da moça tombar para traz e alertar Beth.

– Não precisa fazer isso se não quiser, Rose — a voz tão cheia de amor de Beth ecoou pelo cômodo. 

– Eu preciso fazer isso. 

{...} 

 Velar um corpo não é fácil, principalmente quando é de um amado ente. 

 Um beijo de despedida de longe do corpo da menininha, toques nas mãos, rostos e uma carícia nos cabelos. Gravar seus traços. 

 A pior parte é quando eles falam "chega" e jogam um fino lençol encima do cadáver, é duro pensar que nunca mais verá aquele belo rosto. Agora tudo são boas recordações, maravilhosas recordações. 

 Choro cheio de angústia da moça, que, em tão pouco tempo já havia criado vínculos tão fortes com a pobre vida de uma criança que não resistiu e perdeu para o "mundo". 

 Andar para desligar-se da mente e esquecer por um instante quem você é; 

 O que aconteceu; 
 
 O que são essas pessoas te rodeando; 

 O que são essas verdadeiras pragas que comem carne de sua mesma carne; 

 Esquecer sobre o que é a nova era, o novo mundo. 

...

– Carol está te chamando, menina — Daryl agachou-se para ficar no tamanho da menina que estava escorada em uma árvore. 

 E pela primeira vez, ofereceu um pouquinho de gentileza: Estendeu a mão para ajudá-la a se levantar. 

– Obrigada — Rose disse com uma curvinha nos lábios. — É muita gentileza. — Enxugou as lágrimas no rosto. 

...

– Oi mãe.

– Oi — a mulher disse fraquinho. 

– Não te vi hoje no enterro da Sophia. 

– Não tive coragem.

– Superei meu medo. 

– Que ótimo.

– Tenho uma coisa para você — Ela sentou-se na cama com a mulher.

 No bolsinho na frente da parte de cima de seu vestido tirou um pedaço de papel e desenrolou, vendo um desenho que tinha feito de Sophia e Carl dormindo e Glenn no fundo velando seu sono. Entregou-o para a mulher.

– Obrigada — a menina beijou a cabeça de cabelos grisalhos da mulher e saiu. 

...

 Conferiu um canivete cor-de-rosa escondida na cinta de sua meia, por de baixo de sua saia e saiu, ou melhor correu das propriedades de Hershel, correu em direção a floresta. 

 Se livrar de tudo e de todos, das fotos antigas, dos objetos. Não iria perder mais ninguém além dela mesma.

 Correu, correu, correu e quando ouviu um fraco barulho sacou o canivete rapidamente.

 Acontece que: o barulho não se tratava de um caminhante e sim de um homem. Especificamente, Daryl. 

– Não se aproxime — Ela levantou o canivete em sua direção.

– O que está fazendo aqui? 

– Não é de sua conta. — ainda com o canivete levantado. 

– Venha, vamos voltar — O homem puxou o canivete da menina e virou de costas. 

– Não.

– O que disse? 

– Não — Ela disse em alto e bom som.

 O homem se aproximou do corpo imóvel da menina. 

– Eu não vou voltar.

– Tem certeza? — Se aproximou ainda mais, dando para sentir o calor do hálito dela. 

– Toda — disse em um sussurro.

 O homem a beijou, coisa selvagem sem um pingo de sentimento, a encostou em uma árvore e desceu os beijos para seu pescoço. 

– Se acha que isso vai me fazer mudar de ideia está bem enganado — Disse em meio de sussurros.

 O homem voltou com os beijos para seus lábios, pousou suas mãos em suas pernas, um pouco abaixo da bunda e disse: 

– Veremos — Ele ergueu seu corpo para cima de seus ombros. 

– Daryl me larga — A menina disse calma. — Daryl me larga — Gritou. 

– Da pra parar de se mexer? 

– Não. 

 O homem andou mais um pouco, entrou nos limites da fazenda e a jogou no chão. 

– Ai! 

– Você pediu para que eu te largasse. 

– Eu te odeio tanto. — A tamanha raiva era transparecida pelos olhos, o lado direito ficou um azul intenso quase preto e o lado esquerdo que era branco ficou cinza. 

– Você fica uma gracinha com raiva — Disse irônico — Boa tarde cabeça de fósforo — E por fim, bagunçou o cabelo dela, virou de costas e simplesmente foi embora. 

 E a menina ainda continuou largada no chão. 


Notas Finais


♥️


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