História Afraid of Feel - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Afraid Of Feel, Blair Marshall, Justin Bieber
Visualizações 988
Palavras 3.330
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi meus amores, tudo bem? esse capítulo era pra ser postado no sábado, mas aconteceram alguns (vários) imprevistos e alem disso minha internet estava péssima, por isso não postei, mas nesse sábado eu postarei normalmente. Esse capítulo é um daqueles não muito cheio de emoções, mas necessário para o desenvolvimento da estória. No próximo capítulo começarão a haver mudanças mais nítidas no comportamento da Blair. Estarei respondendo todos os comentários, caso algum não seja respondido é porque o site tem dado uns bugs e as vezes não envia minha resposta, mas eu respondo todos, ok? É isso, espero que gostem e até sábado!

boa leitura.

Capítulo 4 - Saudade?


Terça-feira, 07:30 AM.

Acordo assustada ao ouvir meu celular tocando, me arrasto até onde ele está e olho o visor: Justin. Isso me deixa confusa, afinal, por que ele me ligaria tão cedo?

— Oi – atendo ainda sonolenta.

— Quando pretendia me contar? – ele pergunta bravo do outro lado da linha.

— Contar o quê? – pergunto confusa.

— Não se faça de sonsa – reviro os olhos.

— Fala logo o que você quer ou eu vou desligar – ameaço.

— Você viajou e não me contou! – exclama.

— E precisava?

— Claro que sim – indigna-se. — Quando você ia me contar?

— Eu não ia contar – falo simples.

— E por que não? – pergunta incrédulo.

— Porque isso não é da sua conta Justin, nada que eu faço é da sua conta.

— Que grossa – ele ri e eu reviro os olhos.

— Era só isso? – indago impaciente.

— Está com pressa?

— Não te interessa – respondo grossa novamente, será que ele ainda não entendeu?

— Tem algum compromisso com alguém? – ele pergunta desconfiado.

— Quantas vezes eu vou ter que te dizer que isso não é da sua conta? – irrito-me.

— Por que você viajou Blair? – retorna ao assunto, seu tom de voz agora é sério.

— Minha vida pessoal não te diz respeito – respondo.

— Tá difícil falar com você hoje, hein – ouço ele suspirar.

— E vai continuar assim pelos próximos dias – falo e desligo.

* * *

Depois daquela conversa nada agradável com Justin pela manhã eu apenas me deitei e dormi novamente. Meu irmão e eu já estávamos em Ontário há dois dias, aqui é incrível mas ainda prefiro Vancouver. Não tive muito tempo para pensar no Justin, passei o dia todo com minha mãe visitando pontos turísticos da cidade. Já eram quase sete horas da noite e haviam acabado de chegar em casa, me joguei no sofá enquanto minha mãe foi para a cozinha preparar o jantar. Pego meu celular do bolso da calça e entro no Instagram postando uma das fotos que tirei hoje com minha mãe, entro no WhatsApp e vejo várias mensagens de grupos e uma da Chloe, abro a conversa e leio a mensagem, que fora enviada duas horas atrás.

“Preciso falar com você!”

Franzi a testa confusa, o que ela teria para me dizer?

“Pode falar.”

Ela responde imediatamente:

“Justin me ligou.”

Reviro os olhos, não acredito que era pra isso.

“Era isso que tinha pra me falar?”

— Oi filha – meu pai entra na sala e me dá um beijo na testa. — Onde está sua mãe?

— Na cozinha, preparando o jantar.

Ele liga a televisão e Kevin aparece, sentando-se no outro sofá. Meu celular vibra em minhas mãos e meu pai me olha desconfiado.

— Está falando com quem? – pergunta.

— Com a Chloe, pai – respondo.

— Quem é Chloe? – questiona confuso. Confesso que isso me deixa triste, meu pai não sabe nem o nome da minha amiga.

— É uma amiga da Blair – meu irmão responde, me poupando de fazer isso.

— Espero que não seja nenhum garoto, hein – brinca e eu ri forçadamente.

Desbloqueio a tela e olho a mensagem da Chloe.

“Posso te ligar?”

Respondo que sim e levanto do sofá com minha bolsa, vou para o meu quarto com a desculpa de que quero descansar um pouco antes do jantar. Meu celular toca e eu tranco a porta do quarto, sentando na cama em seguida.

— Pode falar – digo ao atender.

— Justin me ligou hoje à tarde fazendo perguntas sobre você – ela diz afobada.

— Que tipo de perguntas? – eu estava curiosa, Justin não era de fazer isso.

— Ele perguntou onde você estava e eu disse que você foi passar uns dias na casa dos seus pais – explica —, aí ele me perguntou quando você volta e eu disse que não sabia.

— Só isso?

— Ele também perguntou se você ainda estava saindo com o Nolan – complementa.

— E o que você disse?

— Disse que não sabia – sorri com a resposta, seria bom deixá-lo na dúvida. — Mas por que será que ele me ligou pra fazer essas perguntas?

— Provavelmente porque quando ele me ligou hoje cedo eu não respondi nada.

— Ele te ligou? – pergunta confusa. — O que ele queria?

— Basicamente me fez as mesmas perguntas que fez pra você, só que eu não respondi.

— E desligou na cara dele? – ela ri e eu também.

— Exatamente.

— Tá gostando daí? – ela muda de assunto.

— Estou, a cidade é muito bonita.

— E seus pais? – pergunta preocupada, ela sabia como era difícil pra mim conviver com a ausência deles.

— Está tudo bem – afirmo.

— Tem certeza?

— Tenho – asseguro-a —, não precisa se preocupar.

— Espero que sim – ela suspira. — Quando você volta?

— Isso tudo é saudade? – brinco e ela ri. — Volto uma semana antes do início das aulas.

— Ah não, Blair – reclama. — Vai demorar demais!

— O tempo passa rápido.

— Até lá eu já virei caveira – ri do seu exagero.

— Não exagera Chloe, logo eu volto.

Por mais que eu tentasse me distrair, meu pensamento sempre ia até ele.

[ . . . ]

Domingo, 06:00 PM.

Justin Bieber.

Encaro o teto branco do meu quarto completamente entediado, às seis horas da tarde de um domingo eu não tinha nada pra fazer. A verdade é que eu estava sentindo falta dela, já tinha uma semana que Blair tinha viajado e eu estava realmente com saudade dela, coisa que eu nunca sentia por nenhuma garota que eu ficava, talvez eu tivesse me acostumado. Nesses últimos dias não teve um em que eu não pensei nela, eu queria estar com ela, era péssimo ter que pensar que ela estava longe, fora da cidade. Foram incontáveis as vezes que eu peguei o celular para ligar pra ela, ou até mesmo pra mandar uma simples mensagem dizendo que eu estava com saudade. Mas eu desisti em todas as vezes, me faltava coragem. Eu sabia que ela estava com raiva e também chateada, eu entendia seus motivos. Eu errei com ela, muitas vezes e eu admito isso. Blair tem toda razão de sentir raiva de mim, eu já fui muito idiota com ela. Não sabia o que estava acontecendo, eu nunca fui assim. Eu não podia sentir nada por ela, isso já aconteceu antes e os resultados não foram nada bons.

Respiro fundo e viro o rosto para o lado, vendo meu celular. Penso várias vezes se devia fazer isso ou não, por fim decido que sim e disco o número dela.

— O que foi agora? – pergunta ao atender, grossa como sempre ultimamente.

— Não vai nem falar oi? – indago.

— Não, diz logo o que você quer – pede impaciente.

— Te liguei pra falar que estou com saudades – fui sincero e ela ri.

— Você? Com saudade de mim? Conta outra Justin.

— Não estou brincando, é sério.

— Que bom pra você então – ela diz sem dar importância. — Era só isso?

— Eu digo que estou com saudade de você e essa é a resposta que recebo? – pergunto indignado.

— O que você quer ouvir, hein? – ela parece irritada. — Quer que eu diga que estou com saudades também?

— Talvez…

— Nem sempre ouvimos o que queremos – diz, sinto que aquilo serviu para outras ocasiões passadas.

— Eu sei – falo em voz baixa.

— Era só isso?

— Sim – respondo. — Está com pressa?

— Estou, tenho um compromisso daqui a pouco – fala rápido.

— Vai sair com alguém? – não consigo conter minha curiosidade.

— Talvez – ela ri, me deixando na dúvida. — Eu preciso ir agora.

— Só mais uma coisa – peço e ouço ela bufar.

— Rápido.

— Você ainda fala com o Nolan?

— Pra que você quer saber disso? – pergunta com raiva explícita na voz.

— Blair…

— Quantas vezes terei que te dizer que a minha vida pessoal não é da sua conta?

— Só preciso saber disto – insisto.

— Sim Justin, eu continuo falando com ele – responde e eu bufo com raiva.

— Blair você precisa se afastar dele – alerto-a novamente.

— Eu não vou deixar de falar com ele só pra satisfazer suas vontades – eu realmente havia me esquecido o quanto Blair é teimosa.

— Isso é sério Blair.

— Então me diz qual é o seu problema com ele.

— Não posso – nego, era um assunto delicado.

— Nesse caso, nada feito.

— Vai continuar falando com ele? – questiono irritado já sabendo a resposta.

— Vou – afirma e eu reviro os olhos.

— Você quem sabe, mas tome cuidado.

— Eu sei me cuidar sozinha, Bieber.

Será que sabia mesmo?

 * * *

Blair Marshall.

— Blair? – minha mãe me chama, dando duas batidas na porta do meu quarto. — Está pronta?

— Quase – respondo me olhando no espelho.

— Iremos sair em quinze minutos, ok?

— Certo, agorinha eu desço.

Ouço seus passos se afastarem no corredor e respiro fundo, passando as mãos sobre o vestido azul marinho que eu usava. Estávamos indo para uma confraternização da empresa do meu pai, eu não estava com a mínima vontade de ir, mas sabia que isso era importante para ele. Me olho no espelho uma última vez e saio do quarto indo para a sala, onde todos me esperavam.

 

Aquela festa estava um tédio, só tocava música clássica e eu não conhecia ninguém além da minha família. Meu pai me fez ficar andando por todo o local com ele para me apresentar aos seus amigos e colegas, meu maxilar já doía de tanto ter que ficar forçando sorriso. Aproveitei um momento de distração dele e saí dali, indo para a mesa onde meu irmão estava sentado.

— Isso aqui tá um saco – resmungo, me sentando na cadeira.

— Prefira ter ficado em casa – Kevin diz.

— Eu também, mas não tinha essa opção.

Minha mãe aparece caminhando em nossa direção sorrindo, aí tem coisa.

— Blair, pode vir comigo um instante? – ela pede e eu me levanto, seguindo-a.

Ela me conduz até o outro lado do salão, onde estava uma mulher que aparentava ter a mesma idade que minha mãe e um garoto que parecia ser um pouco mais velho que eu.

— Querida essa é minha amiga, Anne – minha mãe diz e eu a cumprimento. — Esse é Alex, o filho dela.

— Prazer em conhecê-la, Blair – ele diz, pegando minha mão e depositando um beijo. — Sua mãe falou muito sobre você.

— Espero que tenha falado bem – digo e todos riem.

— Ela falou muito bem de você, não se preocupe – Anne diz sorridente.

— Por que você e o Alex não vão dar uma volta lá fora? – minha mãe sugere e quando percebo as duas vão saindo e nos deixando sozinhos. Traíras.

— Vamos? – ele me chama e eu o sigo em silêncio.

Do lado de fora há um lindo jardim, o vento estava fresco e o melhor de tudo é que ali não dava pra ouvir aquela música insuportável que tocava lá dentro.

— Eu estava louca pra sair de lá – falo me sentando em um banco que havia ali, meus pés doíam muito devido ao salto alto.

— Eu também – se senta ao meu lado. — Aquela música é horrível.

— Nem fale da música, parecia que eu estava em um velório – reclamo e ele ri.

— Então, o que te trouxe até Ontário? – muda de assunto.

— Vim passar um tempo com meus pais – respondo simples.

— Só por isso?

— Não, também queria dar um tempo – confesso, desviando o olhar.

— Se sentindo sufocada? – pergunta e eu assinto devagar. — Também me sinto assim às vezes.

Nós passamos um bom tempo ali, conversando sobre tudo. Nossas vidas pessoais, relacionamentos, problemas, falamos sobre o futuro e várias outras coisas. Alex se mostrou um cara muito legal e ótimo ouvinte, tinha um bom papo e era divertido. Quando estava perto da festa acabar nós trocamos números de telefone para mantermos contato depois, não que isso fosse difícil já que nossas mães eram amigas e eu tinha certeza que não nos conhecemos por acaso, tinha dedo daquelas duas nisso.

— Vamos? – ele me chama, já se levantando. — É quase hora de ir embora.

— Só um momento – murmuro, sentindo meu celular vibrar. — Pode ir indo que eu vou depois, preciso atender uma ligação.

Espero ele se afastar e atendo.

— Fala Justin.

— Oi baby – ele diz como de costume, confesso que estava com saudade de ouvi-lo dizer isso. — Ainda está no seu compromisso?

— Estou – falo baixo, olhando ao redor para ver se alguém podia me ouvir. — Por quê?

— Quero falar com você.

— Já está falando – fui irônica e ele bufa.

— Sem gracinhas Blair – diz irritado.

— Fala logo o que você quer – digo em voz baixa.

— Por que está falando baixo? – pergunta intrigado. — Tem alguém aí com você?

— Não exatamente.

— Onde é que você está? Com quem? – insiste e depois conclui: — Você está em um encontro?

— Justin se acalma – ri do seu desespero.

— Tem homem aí, não tem?

— Tem Justin – reviro os olhos. — Pare de agir como se você se importasse e não me ligue mais!

— Por que está sendo grossa comigo?

— Porque você está novamente se metendo em assuntos que não são da sua conta! – exclamo já irritada.

— Eu só quero saber com quem você está, o que está fazendo.

— Pra quê? – pergunto desconfiada.

— Você tá impossível – reclama irritado.

— Você que tá estranho – retruco. — Foi só eu viajar que você agora não sai mais do meu pé.

— Eu também não sei porque estou fazendo isso – ele diz me deixando confusa. — Mas estou sentindo sua falta.

— Não acredito nisso, e por favor para de me ligar, pelo menos enquanto eu estiver aqui. Eu vim justamente pra ter paz.

Encerro a chamada antes que ele responda.

 

O caminho de volta para casa fora tranquilo, meus pais conversavam sobre a festa enquanto meu irmão e eu apenas ouvíamos sem prestar a mínima atenção. Assim que chegamos fui direto para o quarto, tirei aquele vestido apertado e os saltos que tanto me incomodavam, tomei um banho para relaxar e vesti uma roupa confortável para dormir. Ao apagar a luz e me deitar na cama recebo uma mensagem que me fez sorrir, mesmo contra minha vontade.

“Você disse que não eu não poderia mais ligar, mas não falou nada sobre mandar mensagens. Boa noite baby, estou com saudades.”

[ . . . ]

Domingo, 08:30 AM.

Acordei me sentindo disposta como há dias não acontecia, meu irmão e eu chegamos de viagem na noite anterior às oito da noite, como a viagem fora bastante cansativa apenas tomei banho e caí na cama, só acordando agora. Pego meu celular e vejo as mensagens, haviam trinta mensagens da Chloe perguntando se eu já tinha chegado e avisando que Alisson, nossa outra amiga, tinha voltado de viagem ontem também. Respondi suas mensagens e meu olhar para na mensagem enviada por Justin:

“Me disseram que você volta hoje, posso te ver?”

Eu não sabia o que responder, não sabia se já queria vê-lo. O tempo que passei longe dele foi bom, descobri o que quero de verdade e vi que não podia seguir adiante com o que eu tinha com ele. Aquilo me machucava muito, eu não podia continuar amando ele e tendo que conviver com o fato de que nunca irei tê-lo só para mim. Ter que dormir à noite sabendo que ele está com outras, não quero receber as migalhas, os restos. Eu mereço ser amada, mereço ser única na vida de alguém e eu nunca teria nada disso se continuasse com Justin.

“Preciso pensar.”

Digito a mensagem rapidamente e a envio.

 

Durante o resto da manhã me ocupei em desfazer minhas malas e aguardar as roupas no closet, não queria parar e acabar pensando no que não deveria. Meu celular toca em cima da cama e eu paro o que estava fazendo para atender a ligação.

— Fala.

— A gente precisa se ver hoje! – Chloe exclama animada do outro lado da linha.

— Também acho – concordo. — Estou com muita saudade de ​você e da Alisson.

— Podemos nos encontrar mais tarde – ela propõe.

— Onde?

— Podemos ir à Sunset Beach, o que você acha? – sugere e eu concordo. — Quer que eu vá te buscar?

— Seria bom – respondo.

— Então eu passo aí às três, ok? Aí já podemos aproveitar e sair pra comprar o material novo.

— Ok.

Nos despedimos e eu encerro a chamada, voltando a guardar minhas coisas.

* * *

03:15 PM.

Desço as escadas com pressa ouvindo Chloe buzinar impaciente do lado de fora da minha casa, entro no carro e ela me olha com uma cara de poucos amigos.

— Pontual você, hein – fala irônica.

— Foi só um pequeno atraso – justifico.

Logo estamos em frente a casa da Alisson, que logo aparece e entra no veículo.

— Meu Deus, estava com tanta saudade de vocês! – ela diz animada.

— Nós também – Chloe responde e eu assinto.

— Não acredito que você cortou o cabelo! – praticamente grito, olhando para Alisson.

— Quis mudar de visual – diz pegando uma mecha de seus cabelos agora curtos.

Alisson tinha cabelo longo e castanho claro, bem liso. Agora estava na altura dos ombros, pelo menos a cor ela não tinha mudado. Chloe também tinha cabelo curto, quase do mesmo tamanho que o da Alisson. A diferença é que Chloe é loira e seu cabelo tinha algumas ondas, mas o tamanho realçava seus olhos verdes.

— Parece que só a Blair manteve o cabelo grande – Chloe comenta, me analisando.

— E não pretendo mudar tão cedo – falo decidida.

Logo chegamos em nosso destino. A Sunset Beach é uma praia mais calma e menos lotada que as outras, as pessoas quase não entram no mar, geralmente vinham correr ou ver o pôr do sol. Entramos em uma lanchonete que tinha por ali e nos sentamos, fazendo nossos pedidos em seguida.

— Como foi a viagem? – pergunto à Alisson assim que a garçonete sai.

— Foi bem chata – faz cara de tédio. — Fomos pra fazenda no meio de Agosto e não pegava internet, tive que aturar.

— Nossa amiga, que triste – Chloe comenta e ela assente.

— E como foi as férias de vocês? – ela nos olha.

— Foi muito bom – falo simples.

— Aconteceu tanta coisa Alisson, você não vai acreditar! – Chloe fala animada.

— Fala logo – Alisson olha curiosa.

— Tenho a leve impressão de que o assunto me envolve – comento.

— Poder ter certeza amiga – ela pisca pra mim e volta sua atenção para Alisson.

Chloe começa a contar todos os acontecimentos desde que Alisson viajou, contou da noite em que vi Justin beijando outra e nós brigamos, da discussão no parque e de quando ele cantou “pra mim”.

— Tecnicamente ele não cantou “pra mim” – faço aspas com os dedos.

— Mas cantou sua música preferida, o que dá na mesma – Chloe responde, se virando para Alisson. — Depois nós fomos em uma balada e a Blair conheceu um cara, o Nolan. Mas o Justin implicou com ele.

— Por quê? – Alisson pergunta confusa.

— Ele inventou uma história maluca que o Nolan não é quem aparenta ser – respondo.

— Eles se conhecem? – indaga, se referindo a Nolan e Justin.

— Não – reviro os olhos.

— Isso não faz o menor sentido – ela comenta e nossos pedidos chegam.

Chloe continua tagarelando sem parar sobre tudo o que aconteceu durante as férias de verão, que infelizmente terminavam hoje. Eu permanecia alheia à conversa de Chloe e Alisson, apenas comia meu lanche em silêncio enquanto minha mente viajava e meus olhos estavam sem foco. Pensando em tudo e ao mesmo tempo em nada.

— Terra para Blair – vejo uma mão passar insistentemente na frente dos meus olhos.

— Oi? – meus olhos voltam a focar e vejo as duas me olhando.

— Parece que você estava em outra dimensão – Alisson me olha estranho. — Tá tudo bem?

— Tudo certo – sorri forçado.

— Podemos ir comprar nossos materiais agora! – Chloe diz animada batendo palminhas.

— Vamos – concordo, nos levantamos e pagamos a conta, saindo em seguida.

 

— Adoro esse cheiro de materiais novos – Alisson fala assim que entramos na papelaria.

Passamos um bom tempo ali escolhendo nossos materiais, Alisson estava absolutamente certa quando disse que cheiro de materiais novos é bom. Como sou muito indecisa passamos quase três horas lá, só saímos quando o estabelecimento já ia fechar, ao menos saímos todas satisfeitas.

Chego em casa pouco antes das sete da noite, cumprimento Kevin e vou direto para o meu quarto, largo as sacolas em cima da cama completamente exausta. Me deito de bruços e pego meu celular olhando minhas redes sociais, aproveitando para curtir a foto que Chloe tinha postado de nós três hoje à tarde. Desço a barra de notificações e olho a mensagem do Justin que acabara de chegar.

“Ainda quero te ver hoje.”



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