História Afraid | YoonMin - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Chimchim Ajuda Yoonginho, Namjin, Suícidio, Vkook, Yoonginho Perturbado, Yoonmin
Visualizações 35
Palavras 1.685
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


KKKKKKKKKKKK FAZ UM TEMPAO QUE NÃO POSTO CAP NAO É MESMO
Então, tipo, vocês ainda lêem isso aqui?
na versão bosta desse capítulo, um mês atrás, tava ainda antes do comeback de blackpink

Agora nem sei mais o que fazer
ENTAAAO
Leiam ♥
Desculpa os erros, desculpa tudo

Ps: se você já leu esse capítulo (o anterior, que eu apaguei), leia esse. Eu mudei umas coisas.
Ps2: EU TO EDITANDO ESSA MERDA FAZ UM TEMPAO

Capítulo 2 - Come back home


Fanfic / Fanfiction Afraid | YoonMin - Capítulo 2 - Come back home

- Vai embora daqui. - Murmurei entre dentes, com alguma dificuldade, sentindo meu corpo pesar e a visão turvar. Alguns segundos se passaram, mas eu não conseguia contar. Meu subconsciente me dizia para deixar tudo, e eu o deixei fazer o que ele queria. Não sei quanto tempo se passou, mas logo eu já estava apagado.


- Você nunca vai ser meu filho, Min Yoongi. Filho meu não seria tão covarde. Não seria tão inútil. - Ele cuspiu as palavras. Era fácil de perceber o quanto ele me odiava, ele falava com desprezo, quase com... arrependimento. - O que você faz da vida, ao invés de acabar com a das outras pessoas? 

Tentei respondê-lo, e e então me percebi chorando. As lágrimas caiam sem pena,  e eu imaginei que meu pai desejasse que eu me afogasse nelas. Ao menos sua expressão parecia dizer claramente isso.

Se não fosse por mim, eles ainda seriam uma família feliz, eu sabia.

- Vai chorar, Yoongi? Não acredito. - Ele riu alto. A mesma risada que eu gostava de ouvir quando era criança, que eu quase sempre provocava, na época em que eu não era um desastre. - Ah, como você é fraco. - Ele aumentou o  tom de voz e se aproximou, pisando forte, raiva estampada na cara.

- Você é fraco, Min Yoongi. Pode me ouvir? - Continuou a frase gritando. - Você é um fraco! Sua mãe vai me entender um dia. Eu nunca vou te amar. Espero que você morra.

As palavras me atingiram com tamanha força que minha vontade era definhar alí mesmo. As lágrimas caíram com mais força de vontade, porque estavam sendo bem alimentadas com sentimentos ruins. 

Me sentei naquele chão, entregando-me, de corpo e alma, ao meu destino. Eu não queria mais continuar vivendo, de qualquer maneira. Pra mim, tudo já estava acabado fazia muito tempo. Eu só estava enrolando, cada dia mais. 

De uma hora para outra, senti meu pai hesitar. Ele olhou para além de onde eu enchergava, e eu percebi um pássaro vermelho no céu. Esse vinha, a todo o vapor, na nossa direção. 

Observamos o passarinho por algum tempo. Toda vez que se aproximava, uma rajada de vento o levava para longe de novo. 

O campo em que estávamos era cinza e gigantesco. Me sentia apenas mais um pontinho entre os outro sete bilhões de pontinhos, coisa que eu era, mas que não admitia com tanta frequência. Ainda que o cinza estivesse até onde meus olhos alcançassem no chão, o céu estava claro, sem nuvens. 

- Por que você tinha que dar tão errado? - Continuou, e eu me amaldiçoei. De verdade, por quê? - Você só dá trabalho pra sua mãe, da mesma maneira que dava para mim. 

Cruzei as pernas e coloquei os cotovelos no joelhos, apoiando minha cabeça nas mãos. Ouvi mais palavras de ódio, até não ouvir mais nada. Ergui a cabeça para ver se meu pesadelo havia, enfim, acabado. O que vi, foi o pássaro indo para cima dele.

Não era uma ave grande, mas chamava a atenção por ser de um tom forte, cor de sangue, e por ter continuado a me ajudar mesmo quando a vida não colaborava. Assim que ele encostou em meu pai, o mesmo sumiu, levando todo o ódio consigo. Eu conseguia me sentir mais leve.

Via que o campo, antes tão cinzento, agora era verde e florido. Do mesmo jeito que o pássaro apareceu, ele sumiu do meu ponto de vista, me deixando com o sentimento de estar afundando, cada vez mais pesado. Aquela ruim sensação de estar caindo se alastrou em mim, e eu...


Acordei ofegante. 

Não abri os olhos de imediato, tentando controlar a respiração. Quando abri os olhos novamente, notei não estar mais na escuridão do meu quarto, e tentei enxergar através da luz forte que eu via. Ainda sentia o corpo pesado. 

Eu tinha morrido? Eu preferiria ter morrido. Não queria mais ver meu pai, e me peguei chorando de novo, as lágrimas descendo sem dó. Era muito pra eu aguentar.

O que tinha acontecido pra que tudo acontecesse tão de repente? Eu lembrava de uma família feliz na hora do jantar e logo no dia seguinte, meu pai dormindo no sofá. Quando não vi mais ele lá, omma disse que ele foi trabalhar. 

Só que ele nunca mais voltou. Pelo menos não sem estar bêbado. 

Eu estava cansado de inventar brigas na escola para explicar os machucados. Perdi as contas das vezes que minha mãe foi chamada por eu explodir e começar a chorar no meio da sala.

Eu tinha criado para mim mesmo a reputação de "briguento sem coração" que eu tanto odiava. 

Parei de chorar subitamente quando senti algo em meu ombro, me virando imediatamente para o outro lado, o que fez uma dor forte se alastrar por toda minha cabeça. Olhei assustado para a minha mãe, que também possuía lágrimas nos olhos. Fazia quanto tempo que ela estava alí?

- Yoongi. - Disse ela, com a voz baixa, num sussurro. Em seguida, ergueu a cabeça para o outro lado, gritando para uma enfermeira ir chamar algum médico, enquanto eu apertava fortemente os olhos, em busca de fazer a dor cessar. É, não cessou. 

Senti minha mão ser pega, meus dedos serem acariciados. 

- Mãe. - Me limitei a tentar dizer, percebendo que minha voz se encontrava até mesmo mais baixa que a dela. Quase não saia. 

A cabeça parou de doer aos pouquinhos, não deveria ter passado mais de um minuto que a enfermeira havia saído. Consegui enxergar minha mãe com clareza. 

Ela se arrumava na poltrona.

- Filho, me desculpa. Eu não deveria ter ido trabalhar ontem, deveria ter ficado com você. - Começou, e passou a acariciar meu cabelo e rosto. Vi que ela tinha cuidado, como se eu fosse um boneco de porcelana. Sua mão estava gelada, e quando ela tocou um ponto que doía do meu rosto, eu senti a dor amenizar. - Seu pai não deveria poder te ver em casa. Eu deveria ter corrido melhor atrás disso. Ele só quer o seu mal. Desculpa, Yoongi. 

Perceptívelmente, ela lutava contra as lágrimas. De fato, eu não achava que era culpa dela. Ela não estaria ocupada se eu não existisse, se eu não estivesse aqui ela não estaria passando por isso agora. 

Meu pai tinha razão?

- Não p-precisa. - Disse, não deixando de olhá-la em nenhum instante. Tentei esboçar algum sorriso, ao menos para tranquilizá-la. Não queria a preocupar por minha causa. - Eu não sou fraco. 

Ela sorriu também. 

- Agora, não se esforce. Logo o médico vai chegar. Talvez queiram fazer exames. 

Concordei com um movimento quase imperceptível de cabeça, e fechei os olhos. 


••#••


- Bem-vindo de volta, filho! - Minha mãe disse, abrindo a porta de casa com um grande sorriso no rosto. Ela me ajudava enquanto eu caminhava bem devagar. 

Eu deveria pensar algo como "Olha, que bom estar de volta em casa!" mas tudo o que eu conseguia pensar era no quanto eu não queria estar alí. 

O médico havia me contado tudo, ou ao menos a parte menos assustadora. Eu tinha sido encontrado pela minha mãe dois dias antes de eu ser acordado, e eles resolveram me fazer dormir até acabarem os exames mais pesados. Eu estava com uma fratura no braço e uma mais séria ainda no joelho. 

E eu tinha sido estuprado. 

Pelo meu pai. 

Na minha casa. 

Nada poderia ser pior. 

Minha mãe me colocou no sofá da sala. Ela disse que daria muito trabalho me levar para cima, e que eu só iria para lá para tomar banho e para dormir. 

Me ofereceu bolo, mas eu neguei. Não estava com fome. 

Só conseguia pensar em uma coisa. 

Deitei no sofá me encolhendo o máximo que meu joelho permitia. Eu queria sumir, morrer. Pensamentos iam, lembranças vinham. Tudo era muito dolorido de se lembrar. 

Ele tinha chegado naquela manhã, procurando o dinheiro que minha mãe me orientou a não dar. Quando se irritou, eu corri pro meu quarto, mas ele foi mais rápido. Não teve dó ao fazer o que fez. 

- Yoongi? - fui sacudido carinhosamente. - Porra, estou te chamando faz um tempão. - Ela mudou sua expressão drasticamente ao ver a minha. - O que foi?

- Nada. 

- Então tá. Vou sair para fazer algumas coisas, você vem comigo?


••#•• 


Ela voltou algumas horas depois, e eu estava na mesma. Jogou os pacotes no outro sofá e ficou de frente pra mim, me encarando, séria. 

- Você vai em uma psicóloga. 

O tiro foi forte. 

- O que? Não! - Me sentei rapidamente, o que fez uma onda de dor irromper do meu joelho e eu ficar tonto. Minha mãe percebeu isso, e me ajudou a me orientar. Quando tudo ficou limpo, ela mudou completamente de assunto. 

- Consegue ficar de pé? Você precisa de um banho. 

E então ela me ajudou, degrau por degrau, para ir até o banheiro. Iria me deixar tomar banho sozinho, se eu não deixasse a porta trancada. 

Achei uma idiotice de início, mas logo a entendi. A água caindo em mim foi revigorante, mas nada poderia me trazer de volta. 

Eu sabia que o velho Yoongi tinha morrido assim que acordei no hospital. 

Em um descuido, eu escorreguei, e caí em cima do mesmo joelho, fazendo um barulho considerável.

Eu era tão fraco. 

Minha mãe não demorou a entrar, e ao me ver daquela maneira, correu como se fosse incapaz de se molhar. Me ajudou a ficar de pé, e eu me percebi chorando novamente. 

Tão fraco, Yoongi. 

Ela me arrumou na toalha e conseguiu, depois de algum tempo, me levar para o seu quarto, após eu negar entrar no meu. Saiu e voltou com algumas roupas minhas, me ajudando a vestí-las. 

Eu deveria me sentir grato, mas eu só me sentia um peso morto. 

Me deitou na cama, e logo trouxe um pouco de sopa. Não sei como ela conseguiu me fazer comer, nem sei como conseguiu me fazer dormir. Provavelmente foram seus braços, tão acolhedores, me protegendo. Eu sabia que não conseguiria sem ela. 

E logo o pássaro vermelho saberia que não valia a pena lutar por mim.


Notas Finais


Tem um espação aí em baixo tão grande que dá pra invocar cinco espíritos e fazer festa a fantasia.
E então? Muito bosta?
Spoiler: no próximo ele conhece o ChimChim. Só não vai ser "CARALHO OI MEU NOME É YOONGI VAMOS CASAR". Calma, tudo vai se encaixar.
Tchauzinho


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