História After - Camren - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags After, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Lauren Jauregui
Exibições 310
Palavras 1.273
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - 9


  Finalmente, depois de eu ficar apontando e gritando “Dinah” umas dez vezes para Nate, a música é trocada por uma mais tranquila, e ele balança a cabeça e começa a rir. Ele ergue a mão e aponta para a sala ao lado. Nate é um cara muito legal, por que será que anda com Camila?

  Quando me viro para o local que indicou, tudo o que consigo ouvir é meu próprio suspiro de surpresa. Dinah está dançando em cima de uma mesa com outras duas garotas. Um cara bêbado se junta a elas, pegando-a pelos quadris. Fico esperando para vê-la afastar as mãos dele, mas em vez disso Dinah sorri e esfrega a bunda nele. Pois é.

  “Eles estão só dançando, Lauren”, diz Nate, dando uma risadinha ao notar minha expressão de desconforto.

  Mas eles não estão só dançando; estão se pegando e se esfregando.

  “É… eu sei.” Dou de ombros, apesar de não considerar aquilo nem um pouco normal. Jamais dançaria dessa maneira, nem mesmo com Noah, e namoramos há dois anos. Noah! Pego o celular na bolsa para ler as mensagens.

 

  Você está aí, Laur? Oi?

   Está tudo bem? Lauren?

   Quer que eu ligue para sua mãe? Estou começando a ficar preocupado.

   Digito seu número o mais rápido possível, rezando para que ele não tenha ligado para minha mãe. Ele não atende, e eu mando uma mensagem dizendo que está tudo bem, que ele não precisa ligar para minha mãe. Ela vai surtar se achar que aconteceu alguma coisa comigo no meu primeiro fim de semana na faculdade.

  “Oiiii… Lauren!”, Dinah grita e apoia a cabeça no meu ombro. “Está se divertindo, amiga?” Ela dá risada, obviamente bêbada. “Acho que… preciso… a sala está começando a vibrar, Laur… quer dizer, girar”, ela diz aos risos, e seu corpo tomba para a frente.

  “Ela está passando mal”, digo a Nate, que balança a cabeça e a pega nos braços, jogando seu corpo por cima dos ombros.

  “Vem comigo”, ele diz, subindo a escada. Ele abre uma porta na metade do corredor, encontrando um banheiro sem a menor dificuldade. Assim que Nate a põe no chão perto do vaso, Dinah começa a vomitar. Olho para o outro lado, mas seguro seus cabelos loiros e os afasto do rosto.

  Finalmente, depois de vomitar muito mais do que suportei ver, ela para, e Nate me passa uma toalha. “Vamos levá-la para o quarto do outro lado do corredor e deitá-la na cama. Ela precisa dormir para se sentir melhor”, ele sugere. Faço que sim com a cabeça, mas só consigo pensar que não posso deixá-la sozinha, desmaiada. “Você também pode ficar”, ele completa, como se tivesse lido meus pensamentos.

  Juntos, nós a erguemos do chão e a ajudamos a atravessar o corredor até um quarto escuro. Com movimentos cuidadosos, deitamos Dinah, que resmunga, na cama. Nate sai logo em seguida, dizendo que volta mais tarde para ver como estamos. Eu me acomodo na cama ao lado dela e ajeito sua cabeça para que fique confortável.

  Sóbria, com uma menina bêbada deitada ao meu lado e uma festa barulhenta acontecendo ao redor, sinto que atingi o fundo do poço. Acendo um abajur para observar melhor o quarto, e meu olhar é imediatamente atraído para as prateleiras de livros que cobrem uma das paredes. Essa visão melhora meu humor, e chego mais perto para dar uma olhada nos títulos. É uma coleção digna de respeito, com vários clássicos e cobrindo muitos temas. Tem todos os meus livros favoritos. Quando vejo O morro dos ventos uivantes, puxo o livro da prateleira. Está em bom estado, e a dobra na lombada indica que já foi aberto várias vezes.

  Fico tão perdida nas palavras de Emily Brontë que nem percebo a mudança na luminosidade do quarto quando a porta se abre, nem a presença de uma terceira pessoa no lugar.

  “O que você está fazendo no meu quarto?”, uma voz furiosa ruge atrás de mim.

  A essa altura já conheço aquele sotaque.

  Camila

  “Perguntei o que você está fazendo no meu quarto”, ela repete, com o mesmo tom ríspido da primeira vez. Eu me viro a tempo de vê-la se aproximando com passadas largas. Ela arranca o livro da minha mão e o põe de volta na prateleira.

  Minha mente está a mil. Pensei que a festa não podia ficar pior, mas aqui estou eu, pega em flagrante no quarto de Camila. Ela limpa a garganta ruidosamente e coloca o dedo na minha cara.

  “Nate me disse para trazer Dinah aqui…” Minha voz sai baixa, quase inaudível. Ela chega mais perto e solta um suspiro profundo. Aponto para a cama, e ela segue minha mão com o olhar. “Ela bebeu demais, e Nate disse…”

  “Eu ouvi da primeira vez.” Ela passa as mãos pelos cabelos despenteados, claramente aborrecida. E daí que estamos no quarto dela? Aliás…

  “Você faz parte dessa fraternidade?”, pergunto, incapaz de esconder a

surpresa no meu tom de voz. Camila é muito diferente do que eu imaginava ser uma garota de fraternidade.

  “Sim, e daí?”, ela responde e dá mais um passo à frente. Estamos a menos de meio metro de distância, e quando tento me afastar acabo batendo com as costas na prateleira. “Está surpresa, Michelle?”

  “Para de me chamar de Michelle.” Ela me encurralou.

  “É seu nome, não?” Camila dá uma risadinha, aparentemente já menos irritada.

  Suspiro e dou as costas para ela, ficando de frente para uma parede cheia de livros. Não tenho ideia do que fazer, mas preciso sair de perto de Camila antes que dê um tapa na cara dela. Ou caia no choro. Estou exausta depois de um dia bem longo, então o mais provável é que comece a chorar e só depois meta a mão nela. Seria um vexame.

  Eu me viro e passo por ela com um empurrão.

  “Ela não pode ficar aqui”, Camila diz. Quando me viro para encará-la, vejo que está mordendo a argola que usa no lábio. O que o teria feito decidir abrir um buraco na boca? Deve ter doído… mas, olhando bem, o piercing ajuda a acentuar o formato de sua boca e de seus lábios carnudos.

  “Por que não? Pensei que fossem amigas.”

   “Somos”, ela responde, “mas ninguém pode ficar no meu quarto.” Camila cruza os braços e, pela primeira vez, consigo distinguir o desenho de uma de suas tatuagens. É uma flor, bem no meio do antebraço. Camila Cabello, com uma tatuagem de flor? O desenho em preto e branco parece de uma rosa, mas alguma coisa ao redor dela tira sua beleza, acrescentando um caráter sombrio ao formato delicado.

  Sentindo-me irritada e corajosa, dou uma risadinha. “Ah… entendi. Então só as garotas que topam beijar você podem ir ao seu quarto?” Ao ouvir minhas palavras, ela abre um sorriso ainda mais largo.

  “Aquele não era meu quarto. Mas, se está falando isso porque está a fim de me beijar, fique sabendo que você não faz meu tipo”, ela responde. Não sei por quê, porém essas palavras me deixam abalada. Camila está longe de ser meu tipo, mas eu jamais diria isso a ela.

  “Você é… você é…” Não consigo encontrar palavras que expressem o quanto estou irritada. A música que atravessa a parede parece me deixar ainda mais aflita. Estou envergonhada, chateada e cansada daquela festa. Discutir com ela não vale a pena. “Bom… então arranje você outro quarto para ela, enquanto arrumo um jeito de voltar para o campus”, limito-me a dizer, e me viro para a porta.

Quando a fecho atrás de mim, mesmo em meio ao barulho da festa, escuto o comentário irônico de Camila: “Boa noite, Michelle”.



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