História After - Camren - Capítulo 14


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags After, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Lauren Jauregui
Exibições 290
Palavras 1.052
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - 13


O restante do fim de semana passa rápido, e consigo evitar Camila. Na manhã de domingo saio para fazer compras antes que apareça e quando volto ela aparentemente já foi.

   Minhas novas roupas enchem minha pequena cômoda até a boca, mas a voz irritante de Camila passa pela minha cabeça. Você sabe que estamos indo para uma festa, e não para a igreja, certo, Michelle?

  Acho que ela diria o mesmo sobre as novas roupas, mas decido que não vou mais acompanhar Dinah nas festas, ou em qualquer outro lugar em que Camila possa estar. Ela não é boa companhia, e ficar o tempo todo me estranhando com alguém é cansativo.

  Finalmente chega a segunda-feira, meu primeiro dia de aula, e não poderia estar mais preparada. Acordo bem cedo para poder tomar banho sem pressa e sem garotos por perto. Minha camisa branca e minha saia bege de prega estão impecavelmente passadas e prontas para usar. Eu me visto, prendo os cabelos e ponho a mochila nas costas. Já estou quase saindo — uns quinze minutos antes da hora, para não chegar atrasada — quando o despertador de Dinah toca. Ela aperta o botão de soneca, e fico pensando se não é melhor acordá-la. Mas suas aulas podem começar mais tarde que as minhas, ou ela pode estar planejando não ir. A ideia de faltar no primeiro dia de aula me deixa apavorada, mas ela está no segundo ano, deve saber o que está fazendo.

  Depois de uma última espiada no espelho, vou para minha primeira aula. Estudar o mapa do campus se revela uma boa ideia, e encontro o primeiro prédio ao qual devo ir em menos de vinte minutos. Quando entro na sala da aula de história, a classe está vazia, a não ser por uma única pessoa.

  Como se trata de alguém que também se preocupa em ser pontual, me sento ao seu lado. Ele pode se tornar meu primeiro amigo por aqui. “Onde está todo mundo?”, pergunto, e ele sorri, de uma forma que me deixa imediatamente à vontade.

  “Provavelmente correndo pelo campus para conseguir chegar aqui em cima da hora”, ele brinca, e nossa conexão é imediata. Era exatamente isso que eu estava pensando.

  “Meu nome é Lauren Jauregui”, digo, abrindo um sorriso simpático.

  “Landon Gibson”, ele se apresenta, abrindo um sorriso adorável. Passamos o restante do tempo antes do início da aula conversando. Ele quer se formar em inglês, assim como eu, e tem uma namorada chamada Dakota. Não tira sarro de mim nem altera seus modos quando conto que Noah é mais novo que eu. Quando a sala começa a se encher, Landon e eu fazemos questão de nos apresentar para o professor.

  À medida que o dia passa, começo a me arrepender de ter escolhido cursar cinco matérias em vez de quatro. Tenho que correr para chegar à aula de literatura britânica, optativa, quase chego atrasada e dou graças a Deus por ser a última do dia. Fico aliviada quando vejo Landon sentado na primeira fila, e um lugar vazio ao seu lado.

  “Oi de novo”, ele diz com um sorriso quando me sento.

   O professor dá início à aula distribuindo a programação do semestre e falando um pouco sobre ele, sobre o que o levou a começar a dar aulas e sobre seu amor pela literatura. Fico feliz com o fato de a faculdade ser diferente do ensino médio e de os professores não obrigarem os alunos a se apresentar diante da sala ou fazer coisas embaraçosas e desnecessárias.

  No meio da explicação sobre nossa lista de leituras, a porta se abre, e eu me pego soltando um resmungo ao ver Camila entrando na sala.

 “Que beleza”, digo baixinho para mim mesma, em tom sarcástico.

  “Você conhece Camila?”, Landon pergunta. Ele deve ser bem famoso no campus para que alguém como Landon saiba quem ela é.

  “Mais ou menos. Minha colega de quarto é amiga dela. Mas não sou muito fã dela, não”, cochicho.

   Nesse momento, os olhos castanhos de Camila se voltam para mim, e fico com medo de que tenha ouvido. Mas e daí se tiver? Sinceramente, não faz diferença — a essa altura já ficou claro que não gostamos uma da outra.

   Fico curiosa para saber o que Landon tem a dizer sobre ela, e não consigo deixar de perguntar: “Vocês se conhecem?”.

  “Sim… ela é…” Landon para de falar e dá uma olhadinha para trás. Levanto a cabeça e vejo Camila se acomodar na carteira ao meu lado. Landon fica em silêncio o restante da aula, sem tirar os olhos do professor.

  “Por hoje é só. Vejo vocês na quarta”, diz o professor Hill, dispensando a classe.

  “Acho que essa vai ser minha aula favorita”, digo para Landon quando saímos, e ele concorda. Mas sua expressão muda totalmente quando percebemos que Camila está caminhando ao nosso lado.

  “O que você quer, Camila?”, pergunto, dando a ela um gostinho do próprio veneno. Mas pelo jeito não funciona, não sou enfática o suficiente, porque ela parece se divertir com minha reação.

   “Nada. Nada. Só estou contente porque vamos fazer uma matéria juntas”, ela ironiza, passando as mãos pelos cabelos e os afastando da testa. Percebo a existência de um símbolo do infinito com um desenho um pouco incomum na altura de seu pulso, e ela baixa a mão no momento em que tento observar as tatuagens ao redor.

  “A gente se fala, Lauren”, diz Landon, afastando-se.

   “Você conseguiu fazer amizade com o maior otário da classe”, comenta Camila quando ele vai embora.

  “Até parece! Ele é uma pessoa legal, ao contrário de você.” Fico chocada com minhas próprias palavras. Camila tem mesmo a capacidade de despertar o que existe de pior em mim.

  Camila vira a cabeça para o outro lado. “E você está ficando mais intratável a cada conversa que temos, Michelle.”

  “Se me chamar de Michelle mais uma vez…”, ameaço, e ela dá risada. Tento imaginar como ela seria sem as tatuagens e os piercings. Mesmo com tudo aquilo em cima do corpo, é muito bonito, mas sua personalidade desagradável estraga tudo.

   Começamos a caminhar juntos na direção do meu alojamento, mas depois de uns vinte passos ela grita de repente: “Para de me olhar desse jeito!”, dá meia-volta e desaparece por outro caminho antes que eu possa pensar em uma resposta.



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