História After - Camren - Capítulo 15


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags After, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Lauren Jauregui
Exibições 310
Palavras 1.371
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - 14


  Depois de vários dias exaustivos — mas estimulantes —, finalmente chega a sexta-feira, e minha primeira semana de aula na faculdade está quase acabando. Satisfeita com a maneira como as coisas se encaminharam, planejo ficar vendo filmes no fim de semana, já que Dinah provavelmente vai sair e o quarto deve ficar bem tranquilo. Como tenho em mãos o programa de todas as matérias que vou cursar, posso ir adiantando muita coisa. Pego minha bolsa e saio mais cedo, aproveitando para comprar um café para começar o dia com mais energia.

  “Lauren, certo?”, diz uma voz feminina atrás de mim enquanto aguardo na fila. Quando me viro, dou de cara com a menina de cabelo cor-de-rosa da festa. Molly. Acho que foi assim que Dinah a chamou.

   “Sim. Isso mesmo”, respondo, já virando para o balcão e tentando não dar trela.

  “Você vai à festa de hoje à noite?”, ela pergunta. Apesar de saber que está tirando sarro da minha cara, solto um suspiro e me viro. Quando estou prestes a responder que não balançando a cabeça, ela acrescenta: “Você deveria, vai ser demais”. Ela passa os dedos curtos pelo antebraço todo tatuado.

   Fico sem reação por um instante, mas balanço negativamente a cabeça e digo: “Sinto muito, tenho outros planos”.

  “Que pena. Zed ia gostar de ver você.” Não consigo segurar a risada, mas ela insiste, abrindo um sorriso. “Que foi? Ele estava falando de você ontem mesmo.”

  “Duvido… mas, mesmo que estivesse, tenho namorado”, revelo, fazendo o sorriso se escancarar ainda mais em seu rosto.

  “Que pena, poderíamos ir em casais”, ela diz de um jeito meio malicioso, e agradeço a Deus em silêncio quando meu café fica pronto. Na pressa, acabo pegando o copo com força demais, e um pouco de café transborda e queima minha mão. Solto um palavrão, torcendo para que não seja uma espécie de prenúncio para o fim de semana. Molly se despede com um tchauzinho, e abro um sorrisinho por educação ao sair. O que ela falou reverbera na minha mente: Como assim, casais? Ela vai com Camila? Elas estão namorando? Por mais simpático e bonito que Zed seja, Noah é meu namorado, e eu jamais faria alguma coisa que pudesse magoá-lo. Admito que não conversamos muito essa semana, porque estávamos os dois bem ocupados. Faço uma anotação mental para ligar para ele à noite para pôr a conversa em dia e saber como está se sentindo sem mim.

  Depois da queimadura com o café e do encontro bizarro com a Cabelo Rosa, meu dia só melhora. Landon e eu combinamos de nos encontrar todos os dias no café antes das aulas a que assistimos juntos, então ele já está encostado na parede do lado de fora quando saio e me cumprimenta abrindo um sorriso bem largo.

  “Hoje só vou poder ver meia hora de aula. Vou passar o fim de semana em casa”, ele diz. Fico feliz em saber que vai ver Dakota, mas não gosto da ideia de assistir à aula de literatura britânica sem Landon e com Camila, caso resolva aparecer. Ela não veio na quarta. Não que tenha sentido sua falta, claro.

   Eu me viro para ele. “Mas já? O semestre acabou de começar.”

   “É aniversário dela, e prometi que ia estar lá”, ele explica, dando de ombros.

   Na sala de aula, Camila senta ao meu lado, mas não diz uma palavra, nem mesmo quando, conforme o prometido, Landon sai depois de apenas meia hora, o que torna sua presença ainda mais incômoda.

  “Na segunda-feira vamos começar a discutir Orgulho e preconceito, de Jane Austin”, anuncia o professor Hill ao final da aula. Não consigo esconder meu contentamento, e tenho quase certeza de que solto um gritinho de alegria. Já li esse romance no mínimo dez vezes. É um dos meus favoritos.

   Apesar de não ter dirigido nenhuma palavra a mim durante a aula, Camila sai da sala comigo. Já consigo até imaginar o que ela vai dizer ao ver a expressão de enfado em seus olhos.

  “Me deixa adivinhar. Você é apaixonada pelo sr. Darcy.”

  “Toda mulher que já leu esse livro é apaixonada por ele”, digo, sem encará-la. Chegamos a um cruzamento, e olho para os dois lados antes de atravessar.

  “Pois é”, ela responde aos risos e continua a me seguir pela calçada lotada.

  “É claro que você não consegue entender o apelo do sr. Darcy.” Nesse momento me lembro da coleção de romances nas prateleiras no quarto de Camila. Aqueles livros não podem ser dela. Ou podem?

   “Um homem grosseiro e insuportável que se transforma em um herói romântico? Isso é ridículo. Se Elizabeth tivesse alguma noção, teria mandado o cara se foder logo de cara.”

   Acho engraçada a maneira como ela fala, mas cubro a boca e me impeço de rir. Até estou gostando da discussão e da companhia dela, porém é só uma questão de minutos — uns três, caso dê sorte — antes que ela diga alguma coisa desagradável. Levanto a cabeça, deparo com seu sorriso com covinhas e fico admirando sua beleza. Com piercings e tudo.

  “Então você concorda que a Elizabeth é uma idiota?”, ela questiona, erguendo as sobrancelhas.

  “Não, ela é uma das personagens mais fortes e complexas de todos os tempos”, digo em defesa dela, usando as palavras de um dos meus filmes favoritos.

  Camila dá risada e eu também. Mas, depois de alguns segundos, ao se surpreender se divertindo comigo, ela se interrompe e fica séria. A expressão em seus olhos muda. “A gente se vê por aí, Michelle”, diz antes de dar meia volta e desaparecer na direção contrária.

  Qual é a dela? Antes que possa pensar a respeito de suas atitudes, meu telefone toca. O nome de Noah aparece na tela, e eu me vejo invadida por uma estranha sensação de culpa ao atender.

   “Oi, Laur, eu ia responder com uma mensagem, mas achei melhor ligar.” A voz dele chega entrecortada e um pouco distante.

  “O que está fazendo? Parece ocupado.”

  “Não, só estou indo encontrar alguns amigos na lanchonete”, ele explica.

  “Certo, então não vou ficar segurando você. Ainda bem que é sexta-feira. O fim de semana chegou em boa hora!”

  “Você vai a outra festa? Sua mãe ainda está bem chateada.”

   Espera… ele contou para minha mãe? Gosto que se deem bem, porém às vezes meu namorado parece mais um irmão mais novo que adora me irritar. Detesto fazer essa comparação, mas é verdade.

  Em vez de discutir ou reclamar, simplesmente digo: “Não, não vou sair no fim de semana. Estou com saudade”.

  “Eu também, Laur. Muita. Me liga mais tarde.”

  Eu digo que sim, e nós dizemos um ao outro “eu te amo” antes de desligar.

  Quando volto para o quarto, Dinah está se arrumando para outra festa, que presumo ser aquela que Molly mencionou, na república onde Camila mora. Entro no Netflix e procuro um filme.

  “Queria muito que você fosse. Juro que não vamos passar a noite lá dessa vez. Vamos ficar só um pouquinho. Ficar vendo filme sozinha neste quarto minúsculo vai ser um horror!”, insiste Dinah, e eu dou risada. Ela continua falando enquanto arruma os cabelos e muda de roupa pelo menos três vezes antes de se decidir por um vestidinho verde que deixa pouquíssimo espaço para a imaginação. A cor forte cai bem com seus cabelos loiros, sou obrigada a admitir, e fico com inveja da confiança que demonstra. Sou confiante até certo ponto, mas tenho consciência de que meus quadris e meus seios são maiores que os da maioria das mulheres da minha idade. Costumo usar roupas que disfarçarem meus peitos, enquanto ela faz de tudo para chamar a atenção para seu decote.

  “Eu sei…”, concordo com ela para agradar. Nesse momento, a tela do meu laptop fica preta. Aperto o botão de ligar e espero… e espero… A tela continua apagada.

  “Viu? É um sinal de que você deveria ir. Meu laptop está no quarto do Nate, então não dá pra você usar.” Dinah sorri e volta a mexer nos cabelos.

  Olhando para ela, percebo que na verdade não quero ficar sozinha naquele quarto sem ter nada para fazer.

  “Tudo bem”, digo, e ela sai dando pulinhos, batendo palmas. “Mas só vamos ficar até no máximo meia-noite.”

 



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