História After - Camren - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags After, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Lauren Jauregui
Visualizações 359
Palavras 1.129
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi :)

Capítulo 19 - 18


Encontramos o quarto. Infelizmente, uma das camas está ocupada por um cara ferrado no sono, aos roncos.

  “Pelo menos tem uma cama vazia!”, Zed comenta e dá risada. “Vou voltar a pé para casa. Se quiser vir, pode dormir no sofá”, ele oferece.

  Tentando dissipar a névoa do álcool e pensar claramente por um instante, lembro que Zed, assim como Camila, costuma ficar com um monte de meninas. Se eu aceitar sua oferta e ele entender isso como um sinal de que quero beijá-lo… Por outro lado, tenho a sensação de que, bonito do jeito que é, Zed não deve ter dificuldades para encontrar garotas que fazem muito mais do que beijar.

  “Acho que vou ficar por aqui, para o caso de Dinah voltar”, respondo.

  A decepção em seu rosto é visível, mas ele abre um sorriso compreensivo, diz para eu tomar cuidado e me dá um abraço de despedida. Zed fecha a porta ao sair, e meu primeiro impulso é trancá-la. Vai saber quem poderia entrar ali? Dou mais uma olhada no roncador em coma alcoólico e concluo que não vai acordar tão cedo. O cansaço que senti pouco antes não está mais tão forte, e meus pensamentos se voltam para os comentários de Camila sobre o fato de eu ainda não ter dormido com Noah. Isso pode parecer estranho para Camila, que fica com uma menina a cada semana, mas Noah é um cavalheiro. Não precisamos de sexo, nós nos divertimos fazendo outras coisas como… bom… gostamos de ver filmes e de caminhar.

   Com esse tipo de coisa ocupando minha mente, me deito e logo me vejo olhando para o teto, contando as ripas de madeira para tentar dormir. De vez em quando o bêbado desmaiado se mexe na cama, mas por fim acabo fechando os olhos e começo a cochilar.

  “Nunca vi você por aqui”, uma voz grossa fala no meu ouvido. Dou um pulo de susto e acabo batendo o queixo na cabeça do cara e mordendo a língua. Suas mãos estão apoiadas sobre a cama, a poucos centímetros da minha coxa. A respiração dele está acelerada e seu hálito cheira a vômito e bebida. “Qual é seu nome, gracinha?”, ele sussurra, e sinto ânsia de vômito. Tento empurrá-lo com um dos braços, mas não consigo, e ele dá risada.

   “Não vou machucar você… a gente só vai se divertir um pouco”, ele fala, lambendo os lábios, fazendo com que um fio de saliva escorra pelo seu queixo.

  Sinto meu estômago revirar, e a única coisa em que consigo pensar é dar uma joelhada nele, e com força. Bem naquele lugar. O cara leva a mão à virilha e sai cambaleando para trás, dando-me a chance de fugir. Quando meus dedos trêmulos enfim conseguem abrir a fechadura, saio correndo pelo corredor, onde um monte de gente fica me olhando de um jeito estranho.

   “Qual é? Volta aqui!”, ouço aquela voz asquerosa dizer, não muito longe de mim. Por mais estranho que possa parecer, ninguém se abala ao ver uma garota sendo perseguida pelo corredor. Ele está apenas alguns metros atrás de mim, mas felizmente está tão bêbado que precisa se escorar na parede a cada passo. Meus pés estão agindo por instinto e me levam para o único lugar que conheço naquela maldita república.

  “Camila! Camila, por favor abre a porta!”, grito, batendo com uma das mãos enquanto viro a maçaneta com a outra.

  “Camila!”, grito outra vez, e a porta se escancara. Não sei o que me levou a ir justamente ao quarto dela, mas sem dúvida nenhuma prefiro ouvir os comentários sarcásticos de Camila a ter que encarar um bêbado tentando me agarrar.

  “Laur?”, pergunta Camila, parecendo confusa. Ela esfrega os olhos com a mão. Está toda descabelada e veste apenas uma cueca preta e um top também preto. Estranhamente, fico mais admirada com sua beleza naquele momento do que com o fato de ter me chamado de “Laur” em vez de “Michelle”.

   “Camila, por favor, posso entrar? Tem um cara…”, digo e olho para trás. Camila passa por mim e olha para o outro lado do corredor. Ela encara o tarado, cuja expressão passa de assustadora para amedrontada antes de dar meia-volta e seguir na direção contrária.

  “Você sabe quem é?”, pergunto com uma voz baixa e trêmula.

  “Sei, sim, entra aí”, ela diz e me puxa pelo braço para dentro do quarto. Não tenho como deixar de reparar em seus músculos sob a pele tatuada enquanto ela volta para a cama. Suas costas não têm tatuagens, o que é um pouco estranho, já que seu peito, seus braços e sua barriga são cobertos delas. Ela esfrega os olhos de novo. “Você está bem?” Sua voz está mais rouca, porque acabou de acordar.

  “É… estou. Desculpe ter vindo aqui acordar você. Não sabia o que…”

  “Não se preocupe com isso.” Ela passa as mãos pelos cabelos despenteados e solta um suspiro. “Ele encostou em você?” A pergunta não vem acompanhada de nenhum tipo de sarcasmo ou ironia.

   “Não, mas tentou. Fui burra o suficiente para me trancar dentro de um quarto com um bêbado desconhecido, então acho que a culpa é minha.” Só de pensar naquele tarado tocando em mim, começo a chorar de novo.

  “Não é culpa sua. Você só não está acostumada com esse tipo de… situação.” O tom de voz dela é gentil, ao contrário do habitual. Vou andando pelo quarto na direção dela, pedindo em silêncio permissão para me aproximar. Ela dá um tapinha de leve na cama e eu me sento com as mãos no colo.

  “E não quero me acostumar. É a última vez que apareço aqui ou em qualquer outra festa. Não sei nem por que vim. E aquele cara… Ele foi tão…”

  “Não chore, Laur”, murmura Camila.

  E o mais engraçado é que não tinha percebido que estava chorando. Camila aproxima sua mão e faço menção de me afastar, mas não antes que seu polegar limpe uma lágrima da minha bochecha. Minha boca se abre com a surpresa de seu toque suave. Quem é essa mulher e onde está a Camila sarcástica e grosseira que eu conheço? Olho para ela e deparo com seus olhos castanhos e suas pupilas dilatadas.

  “Não tinha notado que seus olhos são verdes”, ela diz, tão baixo que preciso me aproximar para ouvir. Sua mão ainda está no meu rosto, e minha mente está a toda. Mordendo o lábio inferior, ela segura o piercing entre os dentes. Nossos olhares se encontram, mas baixo a cabeça sem saber ao certo o que está acontecendo. Quando Camila retira a mão, olho para sua boca uma vez mais e posso sentir minha consciência e meus hormônios em conflito.

  Minha consciência perde, e eu levo minha boca até a dela, pegando-a totalmente desprevenida.



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