História After - Camren - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags After, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Lauren Jauregui
Exibições 320
Palavras 971
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Acho que esse é o ultimo do dia, desculpem :( mas minha cabeça ta doendo ne um nível insuportável, minha coluna também.

Capítulo 20 - 19


Não tenho ideia do que estou fazendo, mas não consigo parar. Quando meus lábios tocam os de Camila, sinto que ela respira fundo de susto. Sua boca tem exatamente o gosto que eu imaginava. Dá para notar um resquício do sabor de menta em sua língua quando ela abre a boca e me beija de volta. E pra valer. Sinto sua língua morna percorrer a minha e o metal frio do piercing no canto da minha boca. Meu corpo todo parece estar em chamas; nunca me senti dessa maneira antes. Ela faz uma carícia no meu rosto vermelho antes de levar ambas as mãos aos meus quadris. Depois se afasta um pouco e me beija de leve.

  “Laur”, ela sussurra, e em seguida cola sua boca à minha outra vez, chegando ainda mais fundo com a língua. Minha mente não está mais no comando; uma sensação arrebatadora domina cada pedacinho do meu corpo. Camila me puxa pelos quadris e deita de novo na cama, sem parar de me beijar. Sem saber o que fazer com as mãos, apoio as duas em seus ombros e monto em cima dela. Sua pele é quente e seu peito oscila com a respiração acelerada. Camila afasta sua boca da minha, e eu solto um resmungo de protesto, mas logo em seguida ela já está no meu pescoço. Sinto intensamente cada movimento de sua língua. Camila respira fundo junto de mim. Depois agarra meus cabelos para me manter imóvel enquanto beija meu pescoço. Seus dentes roçam minha clavícula, e eu solto um gemido, sentindo uma sensação boa se espalhar pelo meu corpo todo quando ela começa a sugar de leve minha pele. Ficaria com vergonha caso não estivesse tão inebriada, tanto por Camila como pelo álcool. Nunca tinha beijado ninguém dessa maneira, nem mesmo Noah.

  Noah!

  “Camila… para”, peço, mas não reconheço minha própria voz, que soa grave e rouca. Minha boca está seca.

  Ela não para.

  “Camila!”, falo mais uma vez, agora de forma clara e audível, e ela larga meus cabelos. Quando olho em seus olhos, noto que estão mais escuros, e seus lábios estão inchados e vermelhos por causa dos beijos. “Não podemos fazer isso”, digo. Embora queira muito beijá-la de novo, sei que não posso.

  A delicadeza em seus olhos desaparece, e ela se afasta, jogando-me para o outro lado da cama. O que foi que aconteceu?

  “Desculpa, desculpa”, digo, e não consigo pensar em mais nada para falar. Meu coração parece prestes a explodir a qualquer momento.

  “Pelo quê?”, ela pergunta enquanto anda até a cômoda, pega uma camiseta preta e veste. Meus olhos baixam para sua cueca, e percebo que está bem mais apertada na parte da frente.

  Fico vermelha e desvio o olhar. “Por beijar você…”, explico, apesar de alguma coisa dentro de mim me dizer que não tenho por que me desculpar. “Não sei por que fiz isso.”

  “Foi só um beijo. As pessoas se beijam o tempo todo”, ela diz.

  Por algum motivo, aquelas palavras me magoam. Não que faça diferença que não tenha sentido o mesmo que eu… E o que foi que eu senti, aliás? Só sei que não gosto dela de verdade, que estou bêbada e que ela é bonita. Foi o efeito do álcool, e de uma noite longa e difícil, que me levou a beijá-la. Em algum lugar no fundo da minha mente, tenho que suprimir a vontade de fazer de novo. Provavelmente porque ela foi gentil comigo, para variar.

  “Então podemos fingir que isso nem aconteceu?”, pergunto. Eu me sentiria muito humilhada caso ela contasse para alguém. Essa não sou eu. Não fico bêbada nem traio meu namorado.

  “Pode acreditar que também não quero que ninguém fique sabendo. Já chega de falar sobre isso”, ela esbraveja.

  A arrogância habitual está de volta. “Pelo jeito você já voltou a ser a mesma Camila de sempre…”

  “Nunca fui nada diferente disso… e não pense que, só porque me beijou, praticamente contra a minha vontade, a gente tem algum tipo de intimidade agora.”

  Ai. Contra a vontade dela? Ainda sinto sua mão nos meus cabelos, a maneira como me puxou para junto dela, o modo como sussurrou meu nome antes de me beijar de novo.

  Eu me levanto da cama com um pulo. “Você podia ter me impedido.”

  “Até parece”, ela retruca, e sinto vontade de chorar outra vez. Quando estou com ela, fico emotiva demais. É humilhante e doloroso ter que ouvir que Camila me beijou só porque foi forçada a isso. Escondo o rosto entre as mãos por um momento antes de tomar o caminho da porta.

  “Você pode passar a noite aqui, já que não tem pra onde ir”, ela fala baixinho, mas balanço a cabeça negativamente. Não quero ficar perto dela. É tudo parte de um de seus joguinhos. Provavelmente quer que eu durma em seu quarto para se fingir de boazinha e depois desenhar alguma coisa obscena na minha testa ou coisa do tipo.

“Não, obrigada”, respondo antes de sair. Quando chego à escada, acho que ouço sua voz chamar meu nome, mas sigo em frente. Do lado de fora, o contato da brisa fria com minha pele é alentador, e eu me sento de novo na mureta de pedra e pego meu celular. São quase quatro da manhã. Devia estar acordando dali a uma hora para tomar banho cedo e estudar. Em vez disso, estou sentada sozinha no escuro do lado de fora de uma festa.

  Alguns bêbados ainda circulam por ali e, não muito certa do que fazer, vejo as mensagens de texto que recebi durante a noite de Noah e da minha mãe. Claro que ele contou para ela. Ele sempre faz isso…

  Mas não posso nem pensar em ficar chateada com ele. Acabei de trair meu namorado. Quem sou eu para reclamar de alguma coisa?


Notas Finais


Se tiver erros desculpem, esse foi o ultimo capitulo que consegui concluir por hoje, mas amanha estou de volta :)


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