História After - Camren - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags After, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Lauren Jauregui
Exibições 383
Palavras 978
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem :)

Capítulo 5 - 4


“Hã… Cadê a Dinah?” Tento parecer confiante, mas minha voz sai em uma espécie de guincho agudo. Minhas mãos estão agarradas ao tecido macio da toalha, e meus olhos ficam desviam-se o tempo todo para baixo, para me certificar de que meu corpo está coberto.

  A garota olha para mim e abre um sorrisinho com o canto da boca, mas não diz uma palavra.

  “Você me ouviu? Perguntei onde está a Dinah”, repito, tentando ser um pouquinho mais articulada.

  A expressão em seu rosto se intensifica, e ela finalmente resmunga um “Não sei” e liga a televisãozinha que fica sobre a cômoda de Dinah. O que ela está fazendo aqui? Não tem um quarto para ficar? Mordo a língua para não soltar um comentário malcriado.

  “Você poderia… hã… sair daqui enquanto me visto?” Ela nem notou que estou só de toalha. Ou então não deu bola para isso.

  “Quem vê pensa que quero ficar olhando pra você”, ela resmunga, então vira de lado e cobre o rosto com as mãos. Tem um sotaque britânico carregado no qual eu não tinha reparado antes. Talvez porque ela não tivesse se dignado a falar comigo até então.

  Sem saber como rebater aquela resposta mal-educada, dou uma bufada e vou até minha cômoda. Talvez ela seja hétero, e por isso disse que não queria ficar olhando para mim. Ou ela me acha muito feia. Com gestos apressados, visto a calcinha e o sutiã, e em seguida uma camiseta branca e um short cáqui.

  “Já terminou?”, ela pergunta, fazendo minha paciência se esgotar de vez.

  “Que tal mostrar um pouquinho de respeito por mim? Não fiz nada pra você. Qual é a sua?”, berro, muito mais alto do que gostaria, mas, pela expressão de surpresa em seu rosto, percebo que minhas palavras tiveram o efeito esperado sobre aquela intrometida.

  Ela fica me encarando em silêncio por um instante. E, quando penso que vai se desculpar… cai na risada. É uma gargalhada sincera, que seria quase agradável se não viesse de alguém tão detestável. As covinhas ficam visíveis em seu rosto quando ela ri, e eu me sinto uma idiota, sem saber o que fazer nem o que falar. Não estou acostumada com esse tipo de afronta, e essa garota parece ser a última pessoa com quem deveria arrumar uma briga.

A porta se abre e Dinah entra apressada.

 “Desculpa o atraso. Estou com uma ressaca infernal”, ela diz de forma dramática, e em seguida olha para nós duas. “Foi mal, Lauren, eu me esqueci de avisar que Camila ia passar aqui.”

  Eu gostaria de achar que morar com Dinah poderia dar certo, que nós duas até poderíamos ser amigas, mas, com suas amizades e seus hábitos noturnos, sinceramente não parece possível.

  “Sua namorada é bem grossa.” As palavras saíram da minha boca antes que eu pudesse fazer alguma coisa para impedir.

   Dinah olha para a garota. E então as duas começam a rir. Qual é a delas, rindo da minha cara desse jeito? Está começando a ficar bem irritante.

   “Camila Cabello não é minha namorada!”, ela consegue responder, quase sem fôlego. Depois de se acalmar um pouco, ela se vira e olha feio para a tal Camila. “O que você falou pra ela?” E, então, olhando para mim, ela diz: “Camila tem um… um jeito todo especial de se comunicar”.

  Que beleza. Então o que ela está dizendo é que essa Camila é um babaca incorrigível. Ela dá de ombros e muda de canal.

  “Tem uma festa hoje à noite, você devia vir com a gente, Lauren”, Dinah convida.

  É minha vez de dar risada.

  “Não sou muito chegada em festas. Além disso, tenho que sair e comprar algumas coisas pra pôr na minha mesa e nas paredes.” Olho mais uma vez para Camila, que, para variar, age como se estivesse sozinha e fosse a dona do quarto.

  “É só uma baladinha! Você é uma universitária agora, uma festa não vai fazer mal”, Dinah insiste. “E como você vai sair pra fazer compras? Não sabia que tinha carro.”

  “Vou de ônibus. E não posso ir a essa festa… não conheço ninguém”, argumento, e Camila dá risada outra vez — um sutil reconhecimento de que está prestando atenção em mim, nem que seja só para tirar sarro da minha cara. “Eu ia ficar lendo e conversando pelo Skype com o Noah.”

  “Não dá para andar de ônibus de sábado! Fica tudo lotado. Camila pode dar uma carona quando for para casa… certo, Camila? E você me conhece, e eu vou estar na festa. Vamos lá, vai… Por favor?”, ela pede, juntando as duas mãos em um apelo dramático.

  Faz um dia que a conheço; será que posso confiar nela? As recomendações da minha mãe a respeito de festas voltam à minha cabeça. Dinah parece ser bem legal, pelo pouco que pudemos conviver. Mas uma festa?

  “Não sei… E não quero carona nenhuma da Camila”, respondo.

  A garota se vira na cama de Dinah com uma expressão de divertimento no rosto. “Ah, não! Eu estava tão a fim de passar mais tempo com você”, ela diz, em um tom tão carregado de sarcasmo que me dá vontade de atirar um livro em sua cabeça. “Dinah, você sabe que essa garota não vai topar ir à festa”, ela diz, aos risos, com seu sotaque indisfarçável. Meu lado curioso, que admito ser bem grande, está louco para perguntar de onde ela é. Já meu lado competitivo quer provar que o sorrisinho pretensioso em seu rosto é injustificado.

  “Pensando bem, eu vou, sim”, anuncio com o sorriso mais doce de que sou capaz. “Acho que pode ser divertido.”

 Camila balança a cabeça, incrédula, e Dinah solta um gritinho antes de me abraçar com força pela cintura.

  “Eba! A gente vai se divertir muito!”, ela grita, e uma enorme parte de mim começa a rezar para que ela esteja certa.


Notas Finais


Mais tarde posto mais :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...