História AFTER - Camren G!P - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ariana Grande, Fifth Harmony, Justin Bieber, One Direction
Personagens Ally Brooke, Ariana Grande, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Harry Styles, Justin Bieber, Lauren Jauregui, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Normani Hamilton, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Camren, Camren G!p
Visualizações 527
Palavras 2.031
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


até mais amores

boa leitura e eu amo voces

Capítulo 22 - Encontro


Fanfic / Fanfiction AFTER - Camren G!P - Capítulo 22 - Encontro

CAMILA POV

Tento estudar quando volto para o quarto, mas não consigo me concentrar. Depois de ficar
olhando para minhas anotações por umas duas horas sem ler nada, concluo que tomar um banho talvez possa ajudar. Quando estão lotados, os banheiros mistos do alojamento ainda me deixam bem desconfortável, mas, como ninguém nunca mexeu comigo, estou me acostumando com a ideia.

A água quente faz maravilhas e relaxa minha musculatura tensa. Eu deveria ficar aliviada e feliz porque Lauren e eu chegamos a uma espécie de trégua, mas a raiva e a irritação só foram substituídas pela apreensão e pela dúvida. Topei
fazer alguma coisa “divertida” com ela amanhã, porém estou apavorada. Espero que acabe tudo bem. Não preciso virar a melhor amiga dela, mas também não quero que toda conversa entre nós termine em discussão e gritaria.

O banho está tão bom que fico mais tempo no chuveiro, e quando volto para o quarto Ariana já chegou e foi embora. Encontro um bilhete dela informando que vai jantar com Liam. Gosto de Liam — ele parece ser legal, apesar de abusar do lápis no olho. Se os dois continuarem saindo, quando Shawn vier me visitar talvez a gente possa sair com eles. Quem estou querendo enganar? Shawn não ia querer andar com gente como eles, e admito que nem eu apenas três semanas atrás.

Ligo para Shawn antes de dormir. Não nos falamos hoje. Ele é tão gentil que pergunta como foi meu dia assim que atende. Digo que foi bom. Deveria avisar que Lauren e eu vamos fazer alguma coisa amanhã, mas não falo nada. Ele me conta que seu time de futebol venceu o Seattle High de lavada, um time muito bom. Fico contente por ele, que parece estar felicíssimo por ter jogado bem.

O dia seguinte passa voando. Quando Austin e eu chegamos à aula de literatura, Lauren já está lá.

“Está pronta para nosso encontro de hoje à noite?”, ela pergunta, deixando-me sem reação.

Assim como Austin. Não sei o que me incomoda mais: o que Lauren disse ou o efeito que pode ter sobre a maneira como Austin me vê. 

O primeiro dia da nossa tentativa de amizade não está indo muito bem. 

“Não é um encontro”, digo para ela, e em seguida me viro para Austin, reviro os olhos e falo como se não fosse nada de mais: “Vamos sair como amigos”.

“Dá no mesmo”, retruca Lauren. Eu a ignoro pelo restante da aula... o que não é difícil, já que ela não tenta mais puxar assunto.

Depois da aula, enquanto guarda as coisas na mochila, Austin dá uma olhadinha para Lauren e depois cochicha para mim: 

“Muito cuidado hoje à noite”.

“Ah, a gente está só tentando se entender, já que ela e minha colega de quarto são amigas”, respondo, torcendo para que Lauren não ouça.

“Eu sei, e você é ótima. Só não sei se Lauren merece sua amizade”, Austin acrescenta em alto e bom som, forçando-me a olhar para ele.

“Você não tem nada melhor pra fazer a não ser falar mal dos outros? Se manda, cara”, Lauren esbraveja atrás de mim.

Austin franze a testa e olha para mim de novo.

“Não esquece o que eu falei.” Em seguida ele se afasta, e fico preocupada que o tenha magoado.

“Ei, não precisa ser assim tão cruel com ele... vocês são praticamente irmãos”, digo. Lauren arregala os olhos.

“O que foi que você disse?”, ela pergunta com um grunhido.

“Você sabe, por causa do seu pai e da mãe dele...” Austin tinha mentido? Ou eu não deveria ter falado sobre isso? Austin me pediu para não comentar nada com Lauren sobre o pai dela, mas não sabia que não era nem para tocar no assunto.

“Isso não é da sua conta.” Lauren olha feio para a porta por onde Austin saiu. “Não sei por que aquele imbecil foi contar isso a você, mas pelo jeito vou ter que calar a boca dele.”

“Não faça isso, Lauren. Praticamente tive que arrancar essa informação dele.” A ideia de que Lauren possa machucar Austin me deixa apavorada. Preciso mudar de assunto e depressa. 

“E então, aonde vamos hoje à noite?”, pergunto, e ela me encara.

“A lugar nenhum. Não foi uma boa ideia”, ela esbraveja, vira as costas e sai andando. Fico parada ali por um minuto, esperando que Lauren mude de ideia e reapareça.

O que foi isso? Ela só pode ser bipolar, tenho certeza.

Quando volto ao alojamento, encontro Zayn, Niall, Liam e Ariana sentados na cama dela. LIAM não tira os olhos de Ariana, e Zay  está brincando com seu isqueiro junto ao Niall. Geralmente fico irritada com convidados inesperados, mas gosto de Zayn e Niall, e também o Liam, ms estou precisando mesmo me distrair.

“Oi, Mila! Como foram as aulas?”, Ariana pergunta com um sorrisão. É impossível não notar que o rosto de Liam se ilumina quando olha para ela.

“Foram boas. E as suas?” Ponho meus livros sobre a cômoda enquanto ela me conta que um dos professores derramou café na roupa e por isso eles foram dispensados mais cedo.

“Você está bonita hoje, Mila”, Zayn me diz, e eu agradeço e vou me sentar junto com os quatro na cama de Ariana. Na verdade nem cabe todo mundo ali, mas no fim acaba dando certo. Depois de conversarmos sobre professores esquisitos de  vários tipos por alguns minutos, a porta se abre, e todo mundo se vira para ver quem é.

É Lauren. Argh.

“Poxa, garota, você poderia pelo menos bater na porta primeiro”, Ariana reclama, e ela dá de ombros. “Eu poderia estar pelada ou coisa do tipo.” 

Ela dá risada, obviamente nem um pouco incomodada com a falta de educação dela.

“Não seria nenhuma novidade pra mim”, ela brinca, e Liam fecha a cara enquanto os outros três dão risada. Não vejo graça nenhuma. Não gosto nem um pouco de pensar em Ariana e Lauren juntas.

“Ah, cala a boca”, ela responde, ainda aos risos, e segura a mão de Liam. O sorriso em seu rosto se abre novamente, e ele chega um pouco mais perto dela.

“O que vocês estão tramando?”, Lauren pergunta e se senta na minha cama. Sinto vontade de mandá-la se levantar, mas fico em silêncio.

Chego a pensar por um segundo que ela veio até aqui para se desculpar, mas percebo que está só querendo passar um tempo com seus amigos, e não estou incluída entre eles. Zayn abre um sorriso. 

“Vamos ao cinema mais tarde. Mila, você devia vir também.” Antes que eu possa responder, Lauren intervém:

“Na verdade, Mila e eu já temos planos”. Noto uma entonação estranha em sua voz. Minha nossa, como ela muda de ideia.

“Quê?”, Zayn e Ariana perguntam em uníssono.

“Pois é, só passei aqui pra isso.” Lauren se levanta e põe as mãos no bolso, apontando para a porta com o corpo. “Está pronta?”

Minha mente grita que não, mas faço que sim com a cabeça e me levanto da cama de Ariana.

“Bom, vejo vocês mais tarde!”, Lauren anuncia e praticamente me empurra porta afora. Ela me leva até seu carro e, surpreendentemente, abre a porta do passageiro para mim. Fico parada com os braços cruzados, só olhando para ela. 

“Certo, vou me lembrar de nunca mais abrir a porta pra você...” Balanço a cabeça negativamente.

“O que foi isso? Sei muito bem que você não veio aqui pra me buscar, porque acabou de dizer que não queria mais sair comigo!”, digo aos berros.

E lá estamos nós de novo, gritando uma com a outra. Ela me deixa literalmente maluca.

“Pois é, disse mesmo, agora entre no carro.”

“Não! Se você não admitir que não veio até aqui pra me ver, vou voltar lá para dentro e depois ir ao cinema com Zayn”, digo, e percebo seus dentes cerrados.

Eu sabia. Não estou certa sobre como devo me sentir a respeito, mas por algum motivo percebi que Lauren não quer que eu vá ao cinema com Zayn, e só por isso está tentando me levar para sair.

“Trate de admitir, Lauren, se não quiser que eu volte lá para dentro.”

“Certo, tudo bem. Eu admito. Agora entre na porcaria do carro. Não vou pedir de novo”, ela fala, encaminhando-se para o lado do motorista. Apesar de saber que não é uma boa ideia, eu entro.

Lauren ainda parece estar irritada quando saímos do estacionamento. Ela liga uma música barulhenta no último volume. Estendo a mão e desligo.

“Não encosta no meu rádio”, ela esbraveja.

“Se você vai ser uma babaca o tempo todo, não quero ser sua amiga”, digo com toda a sinceridade. Se ela vai se comportar assim, prefiro voltar de carona para o alojamento ou coisa do tipo, não importa onde estejamos.

“Não estou sendo babaca. Só não encosta no meu rádio.”

Eu me lembro de Lauren arremessando meus papéis para cima e penso que em troca poderia arrancar seu rádio e jogar pela janela. 

Se soubesse como tirá-lo do painel, seria isso que eu faria.

“Que diferença faz pra você se eu for ao cinema com Zayn? Ariana e Liam vão estar junto e Niall eu não sei.”

“Acho que Zayn não tem boas intenções a seu respeito”, ela responde baixinho, com os olhos voltados para a frente.

Dou risada, e ela franze a testa.

“Ah, e você tem? Pelo menos o Zayn é legal comigo.” Não consigo parar de rir. A ideia de Lauren tentando me proteger de alguma coisa é hilariante. Zayn é apenas um amigo, nada mais. Assim como a própria Lauren.

Ela revira os olhos, mas não diz nada. Liga a música outra vez, e o som das guitarras e do baixo literalmente machuca meus ouvidos. 

“Você pode abaixar o som, por favor?”, peço. Para minha surpresa, ela abaixa o volume, mas não desliga a música.

“Essa música é horrível.”

Ela dá risada e começa a batucar no volante.

“Não é, não. Mas adoraria saber o que você considera música boa.” Quando ela sorri daquele jeito, parece uma pessoa divertida e despreocupada, principalmente com a janela aberta e a brisa agitando seus cabelos. Lauren levanta uma das mãos e joga os cabelos para trás. Adoro quando faz isso. Sou obrigada a tirar esse tipo de pensamento da minha cabeça.

“Bom, eu gosto de John Mayer e The Fray”, respondo por fim.

“Ah, sim, claro”, ela comenta, dando uma risadinha. Preciso defender minhas bandas favoritas. “E qual é o problema? São supertalentosos, e a música deles é maravilhosa.”

“Ah, sim... eles têm talento. Para fazer as pessoas dormirem.”

Quando dou um tapa em seu ombro, ela finge uma careta de dor e dá risada.

“Bom, eu adoro”, digo com um sorriso. Queria que aquele clima se mantivesse. Assim poderia ser até divertido ser amiga dela. Olho pela janela pela primeira vez, mas não reconheço o lugar. “Para onde estamos indo?”

“Para um dos meus lugares favoritos.”

“Onde é?”

“Você sempre precisa saber de tudo com antecedência, né?”

“É... eu gosto de...”

“Controlar?”

Fico em silêncio, pois sei que ela tem razão. É assim mesmo que eu sou.

“Só vou contar quando chegarmos lá... o que, aliás, não deve demorar mais que uns cinco minutos.”

Eu me recosto no assento de couro do carro e arrisco uma olhada para o banco traseiro. Uma pilha toda bagunçada de livros teóricos e papéis avulsos ocupa um dos lados, e uma blusa de moletom grossa está jogada do outro.

“Está vendo alguma coisa interessante aí atrás?”, Lauren questiona, deixando-me sem graça.

“Que carro é este?”, pergunto. Preciso de uma distração urgente, já que não sei para onde estou indo e não quero ficar levando bronca por ser abelhuda.

“Ford Capri... um clássico”, Lauren anuncia, claramente orgulhosa, e conta mais um monte de coisas sobre o carro, apesar de eu não fazer a menor ideia do que está falando. Mesmo assim, gosto de ver sua boca se mexendo enquanto fala, a maneira como seus lábios se movem sem pressa, pronunciando cada palavra lentamente. Depois de me olhar uma ou outra vez durante a conversa, ela diz de forma bastante seca: 

“Não gosto que fiquem me encarando desse jeito”. Mas dá um sorriso.


Notas Finais


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