História AFTER - Camren G!P - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Ariana Grande, Fifth Harmony, Justin Bieber, One Direction
Personagens Ally Brooke, Ariana Grande, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Harry Styles, Justin Bieber, Lauren Jauregui, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Normani Hamilton, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Camren, Camren G!p
Visualizações 1.385
Palavras 2.161
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


olá bebês, demorei? então, segunda parte do encontro e espero que voces gostem

Boa leitura e comenta ai

amo voces

Capítulo 22 - Encontro part.2


 CAMILA POV

Entramos em uma estrada de cascalho, e Lauren desliga o rádio. O único som que ouvimos é o das pedrinhas sendo amassadas pelos  pneus. De repente me dou conta de que estamos no meio do nada. Começo a ficar nervosa. Estamos a sós, realmente sozinhas. Não há carros, nem construções, nem nada por perto.

“Não se preocupe, nós não viemos até aqui para eu matar você”, ela brinca, e engulo em seco. Duvido que saiba que tenho mais medo do que sou capaz de fazer quando nós dois estamos sozinhas do que de ser assassinada. Depois de rodar mais ou menos um quilômetro e meio, ela para o carro. Olho pela janela e não vejo nada além de mato e árvores. Há algumas florzinhas amarelas espalhadas pela paisagem, e a brisa está bem quente. Com certeza é um lugar agradável e sereno. Mas por que me levar até ali?

“O que viemos fazer aqui?”, pergunto quando descemos do carro.

“Bom, pra começar, uma caminhada.”

 Solto um suspiro. Então ela me trouxe até aqui para a gente caminhar?

Ao perceber minha expressão contrariada, ela acrescenta: “Mas não muito longa”. Começamos a andar por uma parte da grama mais desgastada, que já devia ter sido pisada várias vezes. Ficamos em silêncio na maior parte do tempo, a não ser por alguns resmungos de Lauren reclamando que estou indo muito devagar. Eu a ignoro e observo o cenário ao redor. Começo a entender por que gosta tanto deste lugar aparentemente sem atrativos. É bem tranquilo. E pacífico. Eu poderia ficar por aqui um tempão se tivesse trazido um livro. Ela sai da trilha e segue pelo meio das árvores. Minha desconfiança natural começa a bater, mas vou atrás dela mesmo assim.

Alguns minutos depois, chegamos à beira de um córrego, na verdade mais para um rio. Não faço ideia de qual seja, mas parece bem fundo. Sem dizer nada, Lauren tira a camiseta preta. Meus olhos percorrem seu tronco tatuado. A árvore morta e desfolhada desenhada em sua pele fica ainda mais bonita sob o sol. Ela se agacha para desamarrar as botas pretas, olha para mim e me surpreende admirando seu corpo seminu.

“Espera aí, você está tirando a roupa por quê?”, pergunto e olho para o rio. Ai, não.

“Você vai querer nadar? Aí?”, questiono, apontando para a água.

“Sim, e você também. Faço isso o tempo todo.” Ela desabotoa a calça e tenho que me esforçar para não ficar olhando para os músculos de suas costas nuas quando se abaixa para tirá-la.

“Eu não vou nadar aí.” Até gosto de nadar, mas não em um lugar desconhecido no meio do nada.

“E por que não?” Ela aponta para o rio. “A água é limpinha, dá até para ver o fundo.”

“E daí? Deve ter peixes e sabe Deus o que mais aí dentro.” Percebo que estou sendo ridícula, mas não ligo. “Além disso, você não me avisou, então não trouxe biquíni.” Contra isso ela não deve ter argumentos.

“Está me dizendo que você é do tipo que não usa calcinha e sutiã?”, ela provoca, deixando-me sem reação. E aquelas covinhas... “É só entrar assim.”

Espera, ela me trouxe aqui para me fazer tirar a roupa e entrar nesse rio? Sinto minhas entranhas se revirarem, e minha pele inteira esquenta só de pensar em nadar nua com Lauren. O que ela está fazendo comigo? Nunca tive esse tipo de pensamento antes.

“Não vou nadar só de calcinha e sutiã, sua tarada." Eu me sento na grama macia. “Vou ficar só olhando”, aviso.

Ela fecha a cara. Está vestindo apenas uma cueca preta bem justa e o sutiã da mesma cor. É a segunda vez que a vejo sem camisa, mas a céu aberto é muito melhor.

“Você não é nada divertida. Azar o seu”, ela diz sem se alterar e pula na água.

Mantenho o olhar voltado para a grama, arranco umas folhinhas e começo a brincar com elas entre os dedos.

“A água está quentinha, Mila!”, ouço

Lauren gritar lá do rio. Do lugar onde estou, consigo ver as gotas d’água escorrendo de seus cabelos escurecidos. Ela está sorrindo quando os puxa para trás e os afasta do rosto com uma das mãos.

Por um momento, me pego desejando ser diferente, mais corajosa. Como Ariana. Se fosse como ela, tiraria a roupa e pularia na água com Lauren. Então nadaria de volta para a margem e pularia de novo só para espirrar água nela. Poderia me divertir sem preocupações. Mas não sou Ariana. Sou Mila.

“Até agora essa amizade está bem entediante...”, Lauren reclama e vem nadando para mais perto da margem. Reviro os olhos, e ela dá risada.

“Pelo menos tire os sapatos e molhe os pés. Está bem gostoso, mas daqui a pouco vai começar a esfriar.” Molhar os pés não é má ideia. Tiro os sapatos, levanto um pouco a barra das calças e mergulho os pés na água. Lauren estava certo, a água está quentinha e limpa. Mexo os dedos e abro um sorriso.

“Está boa, né?”, ela pergunta, e eu balanço a cabeça. “Então entra.”

Faço que não com a cabeça, e ela joga água em mim. Eu me inclino para trás e olho feio.

“Se você entrar, topo responder uma das suas perguntas indiscretas de sempre. Pode ser sobre qualquer coisa, mas só uma”, ela avisa.

A curiosidade fala mais alto, e eu inclino a cabeça, pensativa. Ela é uma pessoa cheia de mistérios, e essa é uma boa chance de resolver um deles.

“Minha oferta expira em um minuto”, ela diz, desaparecendo sob a água. Consigo ver seu corpo longilíneo nadando no rio cristalino.

Parece mesmo divertido, e Lauren fez uma proposta bem  interessante. Ela sabe muito bem como usar minha curiosidade contra mim.

“Mila”, ela diz depois de pôr a cabeça para fora da água, “para de pensar tanto e pula logo.”

“Não tenho roupa para isso. Se entrar na água vestida, vou ter que entrar ensopada no seu carro”, reclamo. Quase sinto vontade de dar um mergulho.

Na verdade, é isso o que eu mais quero.

“Usa minha camiseta”, ela oferece, o que me deixa chocada. Fico esperando que diga que é brincadeira, mas isso não acontece.

“Sério, pode vestir minha camiseta. Ela é bem comprida, e você pode ficar de calcinha e sutiã também, se quiser”, ela diz com um sorriso. Resolvo aceitar seu conselho e parar de pensar tanto.

“Tudo bem, mas vire de costas, e nada de ficar me olhando enquanto eu me troco... Estou falando sério!”

Tento parecer o mais ameaçadora que consigo, mas ela dá risada. Em seguida se vira para a outra margem como pedi, e tiro minha blusa e pego a dela com a maior pressa possível. Quando a visto, vejo que ela estava certo — a camiseta chega até a metade das minhas coxas. Não consigo deixar de apreciar o cheiro da roupa dela, com um leve toque de perfume e um odor que só consigo classificar como sendo o do próprio Lauren.

“Anda logo ou vou virar”, ela ameaça, e sinto vontade de atirar um graveto em sua cabeça. Abro o botão da calça e a tiro. Dobro o jeans e minha blusa com cuidado e ponho ao lado dos meus sapatos na grama. Lauren se vira para mim, e eu puxo a barra de sua camiseta preta para baixo o máximo possível.

Ela arregala os olhos e examina meu corpo de cima a baixo, segura o piercing dos lábios entre os dentes e fica toda vermelha. Deve ser por causa do frio, porque sei que não seria capaz de gerar uma reação como essa.

“Hã... que tal você entrar na água?”, ela sugere, com um tom de voz mais rouco que o normal.

Faço que sim com a cabeça e vou me aproximando a passos lentos da margem. “Pule logo!”

“Tá bom! Tá bom!”, grito, toda nervosa, e ela dá risada.

“Pega um pouco de impulso antes.”

“Certo.” Dou alguns passos para trás e ensaio uma corridinha. Sinto-me meio idiota, mas não vou deixar minha mania de pensar demais atrapalhar o momento. Quando dou o último passo, olho para a água e meus pés ficam paralisados na margem do rio.

“Ah, qual é? Você estava indo tão bem!” Ela joga a cabeça para trás quando cai na risada, em um gesto muito meigo.

Lauren, meiga?

“Não consigo!” Não sei ao certo o que está me impedindo. O rio é fundo o suficiente para pular com segurança, mas não para me afogar. No local onde Lauren está, a água chega até seu peito, então deve ir até pouco abaixo do meu queixo.

“Está com medo?” Seu tom de voz é tranquilo, mas bem sério.

“Não... Sei lá. Um pouco”, admito, e ela vem andando na minha direção.

“Senta aí na beirada que ajudo você a entrar.”

Eu me sento e fecho bem as pernas para ela não ver minha calcinha. Ela percebe e sorri para mim ao estender as mãos. Ela me agarra pelas pernas, e mais uma vez sinto meu corpo se incendiar. Por que sempre preciso reagir dessa maneira ao toque dela? Estou tentando fazer uma nova amizade, então preciso ignorar aquele fogo todo.

Ela me pega pela cintura e pergunta: “Está pronta?”.

Faço que sim com a cabeça, e ela me suspende e me põe na água, que está morninha e produz uma sensação agradável contra minha pele quente.

Lauren logo me solta, e fico em pé dentro do rio.

Estamos perto da margem, então a água nem chega à altura do meu peito.

“Não fica aí parada”, ela diz em tom de brincadeira. Eu ignoro, mas me mexo um pouquinho. A camiseta fica inflada por causa da água que entra por baixo, e eu dou um suspiro de susto e a puxo de volta. Depois que fico parada, ela parece que não vai mais sair do lugar.

“Você podia tirar isso de uma vez”, ela diz com um sorrisinho, e eu jogo água nela. “Está espirrando água em mim?” Lauren dá risada, e eu faço que sim com a cabeça, espirrando mais um pouco.

Ela estende seu braço comprido, enlaça-me pela cintura e me puxa para baixo. Levo imediatamente a mão ao nariz. Não consigo ficar debaixo d’água sem o nariz tapado. Quando voltamos à superfície, Lauren cai na gargalhada, e eu acabo rindo junto. Estou me divertindo no fim das contas, e pra valer, não como se estivesse vendo um filme bom, mas repetido.

“Não sei o que é mais engraçado: o fato de você estar se divertindo ou de precisar tapar o nariz para afundar a cabeça”, ela comenta, aos risos.

Crio coragem, movo-me na direção dela, ignorando a camiseta que não para de subir, e tento enfiar sua cabeça na água. Obviamente, ela é mais forte do que eu e não afunda, então começa a rir ainda mais, mostrando todos os seus lindos dentes brancos. Por que não pode ser assim o tempo todo?

“Acho que você ainda me deve uma resposta”, eu lembro.

Ela dá uma olhada para a margem.

“Certo, mas só uma.”

Não sei que pergunta fazer, pois tenho muitas.

Antes de pensar melhor a respeito, porém, ouço minha voz dizer:

“Quem você ama mais que qualquer coisa no mundo?”.

Por que fui perguntar isso? Preciso descobrir coisas mais específicas, como o motivo de ela ser uma babaca.

Ou a razão por que mora nos Estados Unidos.

Ela me olha com certa desconfiança, confusa com minha pergunta.

“Eu mesma”, responde, e afunda a cabeça por alguns segundos. Quando volta à tona, balanço a cabeça negativamente.

“Isso não pode ser verdade”, contesto. Sei que Lauren é bem arrogante, mas deve amar alguém... “E seus pais?”, pergunto, e de imediato me arrependo.

Ela fecha a cara, e seus olhos perdem a ternura que eu estava aprendendo a admirar.

“Nunca mais fale dos meus pais, entendeu?”, ela esbraveja, e fico  irritadíssima comigo mesma por ter estragado a diversão.

“Desculpa, só fiquei curiosa. Você disse que podia perguntar qualquer coisa”, digo baixinho. A expressão de Lauren se ameniza um pouco e ela se aproxima de mim, agitando a água ao nosso redor.

“Desculpa, Lauren, não vou mais falar sobre isso”, prometo. Não estou a fim de comprar briga com ela. Lauren provavelmente vai me deixar sozinha aqui se eu irritá-la demais.

Sou pega de surpresa quando ela me agarra pela cintura e me levanta no ar. Fico esperneando e me debatendo, gritando para que me solte, mas ela dá risada e me atira na água. Caio alguns metros à frente, e quando volto à superfície vejo um  brilho de divertimento em seus olhos.

“Você vai pagar por isso!”, grito. Ela responde fingindo um bocejo, então nado em sua direção.

Lauren me segura de novo, mas dessa vez envolvo sua cintura com as coxas sem me dar conta do que estou fazendo. Um suspiro de susto escapa de seus lábios.

“Desculpa”, murmuro, e tiro as pernas dela.
 


Notas Finais


até mais


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