História AFTER - Camren G!P - Capítulo 24


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Categorias Ariana Grande, Fifth Harmony, Justin Bieber, One Direction
Personagens Ally Brooke, Ariana Grande, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Harry Styles, Justin Bieber, Lauren Jauregui, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Normani Hamilton, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Camren, Camren G!p
Visualizações 1.435
Palavras 1.594
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hoje eu faço voces chorarem ksksksksk

Boa leitura e eu volto em alguns minutos, fui;)

Capítulo 24 - Uma encenação


Fanfic / Fanfiction AFTER - Camren G!P - Capítulo 24 - Uma encenação

CAMILA POV

A mão de Lauren ainda está sobre minha coxa, e eu desejo que ela nunca mais a tire dali.

Aproveito para dar uma rápida examinada nas tatuagens que cobrem seus braços. O símbolo do infinito logo acima do pulso chama minha atenção outra vez, e me pergunto se aquilo tem um significado especial para ela. Parece uma coisa bem pessoal, tatuada ali, logo abaixo da mão. Procuro pelo mesmo desenho em sua outra mão, mas não encontro. O símbolo do infinito é uma tatuagem bastante comum, principalmente entre mulheres, mas o fato de o desenho no braço dela parecer dois corações entrelaçados me deixa intrigada.

“Então, de que tipo de comida você gosta?”, ela pergunta.

Finalmente uma pergunta normal. Prendo meus cabelos bagunçados e quase secos em um coque, e penso um pouquinho sobre o que gostaria de comer.

“Bom, na verdade gosto de tudo, desde que saiba o que estou comendo... e que não tenha ketchup.”

Ela dá risada. “Você não gosta de ketchup? Vocês americanos não são todos apaixonados por ketchup?”, ela provoca.

“Não faço ideia, mas acho nojento.”

Damos risada, e eu olho para Lauren, que diz:

“Então podemos ir a uma lanchonete mesmo?”. Faço que sim com a cabeça, e ela estende a mão para ligar o som, mas interrompe o gesto e volta a apoiar a mão sobre minha perna.

“Quais são seus planos para depois da faculdade?”, Lauren quer saber. Na verdade, ela já me perguntou isso antes, quando estávamos em seu quarto.

“Vou mudar para Seattle para procurar emprego, voce ja me perguntou isso antes, lembra?”

“Não é bobagem. Conheço um cara na Editora Vance. É meio longe, mas de repente vale a pena se candidatar para um estágio. Posso falar com ele.”

“Como é? Você faria isso por mim?” Minha voz sai em um gritinho agudo, porque fui pega de surpresa. Apesar de ela ter sido muito bonzinha na última hora, eu não esperava uma atitude como aquela.

“Claro, não é nada de mais.” Lauren fica um pouco sem graça, e tenho certeza de que é porque não está acostumado a ser gentil.

“Uau, obrigada. De verdade. Vou precisar de um emprego ou de um estágio em breve, e trabalhar numa editora seria um sonho virando realidade para mim”, declaro, batendo as mãos uma na outra. Ela dá uma risadinha e balança a cabeça.

“De nada.”

Paramos no pequeno estacionamento de uma velha construção de tijolos.

“A comida daqui é boa demais”, ela diz antes de descer do carro, ir até o porta-malas, abri-lo e tirar de lá outra camiseta preta lisa. Deve ter um estoque infinito delas. Estava gostando tanto de vê-la sem camisa que quase esqueci que precisaria se vestir em algum momento.

Entramos e nos sentamos na lanchonete quase deserta. Uma senhora vem até a mesa para entregar os cardápios, mas ela diz que não precisa e pede um hambúrguer com fritas, indicando com um gesto que eu fizesse o mesmo. Aceito a sugestão e peço a mesma coisa, sem ketchup, claro.

Enquanto esperamos a comida, conto a Lauren  sobre minha infância em Richland, um lugar de que ela nunca ouviu falar, já que vem da Inglaterra.

Não perdeu grande coisa — é uma cidade pequena, onde a vida é sempre igual e ninguém nunca vai embora. Com exceção de mim: não vou voltar para lá. Lauren não diz muita coisa sobre seu passado, mas sou uma pessoa esperançosa e paciente. Ela parece bastante curiosa a respeito da minha vida, e franze a testa quando conto sobre as bebedeiras do meu pai. Já tinha falado sobre isso para ela uma vez, no meio de uma briga, mas agora entro em mais detalhes.

Durante uma pausa na conversa, a garçonete chega com a comida, que parece estar deliciosa.

“Bom, né?”, Lauren pergunta quando dou a primeira mordida. Respondo com um aceno de cabeça e limpo a boca. A comida está deliciosa, e nós duas limpamos o prato. Estava faminta como nunca tinha ficado na vida.

O clima é relaxado na viagem de volta para o campus. Os dedos compridos dela desenham círculos na minha perna, e sinto uma pontada de decepção ao ver o símbolo da WCU quando entramos no estacionamento dos estudantes.

“Você se divertiu?”, pergunto. Sinto-me muito mais íntima dela do que há apenas algumas horas. Ela sabe muito bem ser legal quando quer.

“Ah, sim, foi divertido.” Lauren parece surpresa com isso. “Escuta só, eu até queria acompanhar você até o quarto, mas não quero ficar sendo interrogado pela Ariana...” Ela sorri e se vira de lado no assento para olhar para mim.

“Tudo bem. A gente se vê amanhã”, respondo.

Não sei se devo dar um beijo de despedida ou não, por isso fico aliviada quando ela põe a mão nos meus cabelos e prende uma mecha mais rebelde atrás da minha orelha. Encosto o rosto em sua mão, e ela se inclina para a frente e cola sua boca à minha. O beijo a princípio é carinhoso e suave, mas sinto meu corpo se acender. Preciso de mais.

Lauren segura meu braço e me puxa, para que eu fique em cima dela. Obedeço e fico em seu colo, batendo as costas no volante. Sinto o assento se reclinar um pouco, proporcionando mais espaço enquanto levanto sua camiseta para pôr as mãos por baixo dela. Sua barriga é durinha, e sua pele está quente. Passo os dedos por suas tatuagens.

Sua língua acaricia a minha e ela me aperta com força. É uma sensação quase dolorosa, mas uma dor que estou disposta a suportar para tê-la junto a mim. Lauren geme quando minhas mãos sobem mais um pouco. Adoro saber que consigo fazê-la gemer também, que posso ter esse efeito sobre ela.

Estou a ponto de me perder de novo nessa sensação quando o toque do meu telefone nos interrompe.

“Outro alarme?”, ela provoca.

Com um sorriso, abro a boca para responder, mas me interrompo quando vejo o nome de Shawn na tela do celular. Olho para Lauren e vejo que ela percebe o que está acontecendo. Sua expressão muda e, temendo estragar o momento e seu bom humor, aperto o botão de ignorar a chamada e jogo o aparelho sobre o banco do passageiro.

Nesse momento, não quero nem pensar em Shawn.

Tranco sua imagem em um canto remoto da minha mente e jogo a chave fora.

Eu me inclino para a frente para continuar beijando Lauren , mas ela me detém e afasta o rosto.

“Acho melhor eu ir embora.” O tom de voz dela é bem sério e me deixa preocupada. Quando recuo um pouco para encará-la, seu olhar está distante, e o gelo imediatamente apaga o fogo do meu corpo.

 “Lauren, eu ignorei a chamada. Vou conversar com ela sobre tudo isso. Só não sei como, nem quando... mas vai ser em breve, prometo.” Em algum lugar no fundo da minha mente, eu sabia que precisaria terminar com Shawn assim que beijei Lauren pela primeira vez. Não posso continuar nosso namoro depois de traí-lo. Essa nuvem negra de culpa ficaria pairando sobre minha cabeça pelo resto da vida, e nenhum de nós dois ia querer isso.

O que sinto por Lauren é outro motivo para não ficar mais com Shawn. Não amo meu namorado tanto quanto ele merece, caso contrário não teria esse tipo de sentimento por Lauren. Não gostaria de magoar Shawn, mas agora não tem mais volta.

“Conversar com ele sobre o quê?”, Lauren  esbraveja.

“Sobre tudo isso.” Faço um gesto apontando para nós duas. “Sobre nós.”

“Nós? Você não está me dizendo que vai terminar com ele... por minha causa, né?”

Minha cabeça começa a girar. Sei que preciso sair do colo dela naquele momento, mas fico paralisada.

“Você não... não quer que eu faça isso?” Minha voz sai em um sussurro.

“Não, por que ia querer? Quer dizer, se você está a fim de dar um pé na bunda dele, vá em frente, mas não vem me dizer que é por minha causa.”

“É que... eu pensei que...” Começo a me embananar com minhas próprias palavras.

“Já disse pra você que não namoro, Camila”, ela fala.

Sinto meu corpo paralisar como o de uma vaca diante dos faróis de um carro. A única coisa que me motiva a sair de seu colo é que não quero que me veja chorando — de novo.

“Você é uma escrota”, digo com amargura e pego minhas coisas do chão do carro. Lauren parece querer dizer alguma coisa, mas fica em silêncio. “Fica longe de mim de hoje em diante... Estou falando sério!”, grito, e ela fecha os olhos.

Vou caminhando o mais depressa que consigo até o alojamento e depois até meu quarto, e de alguma forma consigo segurar as lágrimas até entrar e fechar a porta. Ainda bem que Ariana não está, porque assim posso deixar o choro rolar solto.

Como pude ser tão burra? Sabia como Lauren era, e mesmo assim topei ficar sozinha com ela — na verdade agarrei a oportunidade com unhas e dentes. Só porque ela foi legal comigo, fui logo pondo na minha cabeça que... que ela poderia ser m i n h a namorada? Solto uma risada em meio aos soluços ao pensar em como sou idiota e ingênua.

Não tenho o direito nem de estar brava.  ele foi tão agradável, Lauren me disse que não namora, mas hoje foi tão gostoso, e que pensei que estivéssemos construindo algum tipo de relação.

No fim era tudo uma encenação para me levar para a cama. E eu deixei isso acontecer.
 


Notas Finais


ja volto mores, comenta ai


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