História AFTER - Camren G!P - Capítulo 27


Escrita por: ~

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Categorias Ariana Grande, Fifth Harmony, Justin Bieber, One Direction
Personagens Ally Brooke, Ariana Grande, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Harry Styles, Justin Bieber, Lauren Jauregui, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Normani Hamilton, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Camren, Camren G!p
Visualizações 1.342
Palavras 2.042
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OIE, VOLTEI RAPIDO KSKSKKSKS

BOA LEITURA E EU AMO VOCES

Capítulo 27 - O que aconteceu?


Fanfic / Fanfiction AFTER - Camren G!P - Capítulo 27 - O que aconteceu?

CAMILA POV

Austin me manda uma mensagem com o endereço — Cornell Road, 2875 —, que copio e colo no GPS do meu celular. O trajeto deve levar uns quinze minutos. O que deve estar acontecendo para Austin precisar me chamar?

Quando chego, estou tão confusa quanto no momento em que saí do quarto. Shawn me telefonou duas vezes nesse meio-tempo, mas ignorei suas ligações. Precisava manter a tela do GPS aberta e, para ser sincera, o olhar no rosto dele quando o deixei sozinho ainda assombrava minha mente.

As casas da rua são todas enormes, praticamente mansões. Aquela em particular é pelo menos três vezes maior que a da minha mãe. É uma construção antiga de tijolos, com um jardim da frente em declive, que dá a impressão de que a residência fica no alto de uma colina. Mesmo com a iluminação fraca da rua, dá para ver que é linda. Deve ser a casa do pai de Lauren, já que claramente não é uma república, e essa seria a única razão para Austin também estar aqui. Respiro fundo, desço do carro e subo os degraus até a entrada. Bato com força na porta de mogno maciço, que se abre em questão de segundos.

“Mila, obrigado por vir. Desculpe, sei que você está acompanhada. Shawn também veio?”, pergunta Austin , olhando para o carro enquanto me faz um gesto pedindo que entre.

“Não, ele ficou no campus. O que está acontecendo? Cadê a Lauren?”

“Lá no quintal. Ela está descontrolado”, Austin diz com um suspiro.

“E eu estou aqui por quê?”, pergunto com a maior educação possível. O que tenho a ver com o descontrole de Lauren?

“Então, sei que você não gosta dela, mas pelo menos vocês conseguem conversar. Ela está muito bêbada, totalmente enlouquecida. Apareceu aqui, abriu uma garrafa de uísque do pai e virou metade! Depois começou a quebrar tudo: os pratos da minha mãe, um armário de vidro, o que encontrou pela frente.”

“Como assim? Por quê?” Lauren me disse que não bebe... era mentira também?

“O pai dela acabou de contar que vai casar com minha mãe...”

“E...?” Ainda estou confusa. “Então Lauren não quer que eles se casem?”, pergunto enquanto Austin abre caminho pela enorme cozinha, onde constato com surpresa o estrago provocado por Lauren. Os pratos quebrados estão espalhados pelo chão, e uma cristaleira de madeira está tombada, suas portas de vidros em pedaços.

“Não, mas é uma longa história. Acho que Lauren veio para brigar com o pai. Ela nunca vem aqui. Mas depois que o pai dela ligou para contar, ela e minha mãe foram viajar para comemorar”, Austin explica e abre a porta dos fundos. Vejo um vulto sentado a uma mesinha no quintal. Lauren.

“Não sei o que você pensa que posso fazer para ajudar, mas vou tentar.” Austin balança a cabeça e põe a mão no meu ombro. 

“Ela estava gritando seu nome”, ele diz baixinho, e sinto meu coração parar. Vou andando na direção de Lauren, que se vira para mim. Seus olhos estão vermelhos, e seus cabelos, escondidos sob um gorro cinza. Ela arregala os olhos e em seguida fecha a cara. Tenho vontade de dar meia-volta. Seu aspecto chega a ser assustador sob a luz fraca do quintal.

“O que está fazendo aqui?”, Lauren grita e se levanta.

“Foi Austin... Ele...” Assim que começo a falar me arrependo.

“Porra, você ligou para ela?”, ela berra na direção de Austin, que volta para dentro.

“Pare de implicar com ele, Lauren... Austin só está preocupado com você”, eu o repreendo. Ela volta a se sentar e me convida com um gesto a fazer o mesmo. Acomodo-me na cadeira em frente e o vejo levar a garrafa de bebida quase vazia à boca. Seu pomo de adão se mexe para cima e para baixo enquanto engole. Depois de beber, Lauren bate a garrafa com tudo no tampo de vidro da mesa, dando-me um susto e me fazendo temer que mais alguma coisa se quebre.

“Ah, vocês dois são uma coisa mesmo. Tão previsíveis. O coitadinho da Lauren está chateada, então vocês se juntam e tentam me fazer sentir culpado por ter quebrado umas porcelanas vagabundas”, ela resmunga com um sorrisinho sarcástico.

“Pensei que você não bebesse”, comento, cruzando os braços.

“E não bebo mesmo. Quer dizer, não bebia. Não vem querer dar uma de superior para cima de mim. Você não é nem um pouco melhor do que eu.” Ela aponta o dedo para mim e pega a garrafa para dar mais um gole. É uma situação temerária, mas não consigo negar que, quando estou perto dela, mesmo nesse estado embriagado, me sinto cheia de vida. Estava com saudade da sensação que Lauren me provoca. 

“Não disse que sou melhor que você. Só quero saber por que resolveu beber justo agora.”

“Que diferença faz pra você? Cadê seu namorado?” Ela me fuzila com os olhos, e o sentimento transmitido por eles é tão forte que sou obrigada a me virar para o outro lado. Se ao menos eu soubesse que sentimento é esse... Ódio, provavelmente.

“Ficou no meu quarto. Só estou querendo te ajudar, Lauren.” Inclino-me um pouco sobre a mesa para pegar sua mão, mas ela recusa meu toque.

“Ajudar?”, ela cai na risada. Quero perguntar por que ela estava gritando meu nome se ia me tratar dessa maneira, mas não quero expor Austin mais uma vez.

“Se quer me ajudar, então vá embora.”

“Por que você não me conta o que está acontecendo?” Baixo os olhos e começo a mexer nas unhas. Ela suspira, tira o gorro e passa as mãos pelos cabelos antes de colocá-lo de volta. 

“Meu pai decidiu me contar só agora que vai casar com Karen... e o casamento vai ser no mês que vem. Ele já devia ter me contado isso há muito tempo, e não pelo telefone. Tenho certeza de que Austin, o menino perfeito, já sabe de tudo faz um tempão.”

Ah. Não era isso que eu esperava que ela dissesse, por isso fico sem saber o que responder.

“Com certeza ele tinha um bom motivo para não contar.”

“Nem conheço o cara. Ele não está nem aí pra mim. Sabe quantas vezes conversamos no último ano? Umas dez! Ele só se preocupa com seu casarão, com sua nova esposa e com seu novo filhinho perfeito.” Lauren dá mais um gole na bebida. Fico em silêncio enquanto ele continua:

“Você precisa ver o buraco em que a minha mãe está morando na Inglaterra. Ela diz que gosta, mas sei que é mentira. A casa inteira é menor que o quarto do meu pai! Minha mãe praticamente me  brigou a vir fazer faculdade aqui... pra ficar mais perto dele... pra ver se a gente se dava bem!”.

Com o pouco de informação que ela me deu, começo a entendê-la muito melhor. Lauren está ressentida. E por isso é assim.

“Quantos anos você tinha quando ele foi embora?”, pergunto.

Lauren me olha com desconfiança, mas responde: “Dez. Mas, mesmo antes de ir embora, ele nunca estava por perto. Estava sempre em um bar qualquer. Porém agora ele é o cara perfeito e tem tudo isso aqui”. Ela aponta para a casa.

O pai de Lauren abandonou a filha de dez anos, assim como o meu, e também era um bêbado.

Temos muito mais em comum do que eu imaginava. Aquela Lauren embriagada e magoada parece alguém muito mais jovem e mais frágil do que o sujeito de presença forte que eu conhecia até então.

“Lamento muito que tenha abandonado vocês, mas...”

“Não preciso que você tenha pena de mim”, ela interrompe.

“Não tem nada a ver com pena. Só estou tentando...” 

“Tentando o quê?”

“Ajudar você. Apoiar”, digo baixinho.

Ela sorri. Seu sorriso é encantador e me dá a esperança de que eu posso ajudá-la a superar aquela situação, mas na verdade já sei o que está por vir.

“Você é patética. Não está vendo que não quero você aqui? Não quero seu apoio. Só porque tivemos um lance isso não significa que estou interessada em algo mais. E, mesmo assim, aqui está você, deixando de lado seu namorado bonzinho — que pelo menos quer sua companhia — para vir até aqui tentar me ‘ajudar’. Isso, Camila, é a definição clássica de patético”, ela diz, fazendo as aspas com os dedos.

O tom de sua voz é cheio de veneno, bem como imaginei que seria, mas tento ignorar a dor que sinto no peito quando olho para ela. 

“Sei que não é assim que você pensa.” Eu me lembro de uma semana atrás, quando ela ria e me jogava na água. Não sei se ela é uma grande atriz ou uma grande mentirosa. 

“É, sim. Vai pra casa”, ela me diz, e ergue a garrafa para dar mais um gole. Estendo o braço para o outro lado da mesa, arranco a bebida de sua mão e jogo no chão.

“Que porra é essa?”, ela grita, mas eu o ignoro e saio andando na direção da porta dos fundos. Escuto seus passos cambaleantes, e ela surge na minha frente. “Aonde você vai?” Seu rosto está a poucos centímetros do meu.

“Vou ajudar Austin a limpar a bagunça que você fez e depois vou embora.” Minha voz soa muito mais tranquila do que na verdade estou.

“Por que vai ajudar Austin?” A contrariedade em seu tom de voz é bem nítida.

“Porque ele, ao contrário de você, merece minha ajuda”, respondo, e vejo a decepção estampada em seu rosto. Eu não deveria estar conversando com Lauren. Deveria estar gritando com ela, por causa das coisas terríveis que me falou, mas sei que assim só estaria fazendo seu jogo. É a especialidade de Lauren: magoar todo mundo ao seu redor e se divertir com o caos que se instala depois.

Sem dizer nada, ela sai da minha frente.

Quando entro na casa, encontro Austin agachado, levantando o armário.

“Tem uma vassoura aqui?”, pergunto quando ele termina. Austin me olha com um sorriso de gratidão.

“Bem ali”, ele aponta. “Obrigado por tudo.”

Faço um aceno de cabeça e começo a varrer os cacos dos pratos, que são muitos. Lamento muito o fato de que, quando a mãe de Austin chegar, vai descobrir que não tem mais nenhum prato em casa. Espero que nada daquilo tenha valor sentimental para ela.

“Ai!”, grito quando um pedacinho de vidro entra no meu dedo. Gotas de sangue começam a cair sobre o piso de madeira enquanto corro até a pia.

“Você está bem?”, pergunta Austin, todo preocupado.

“Estou, foi só um pedacinho, nem sei por que está saindo tanto sangue.” Na verdade nem está doendo muito. Fecho os olhos e deixo a água fria cair sobre o ferimento. Logo depois, escuto a portados fundos se abrindo. Abro os olhos e vejo Lauren me encarando quando me viro.

 “Mila, posso conversar com você, por favor?”, ela pede.

Sei que seria melhor responder que não, mas alguma coisa na vermelhidão em torno de seus  olhos me leva a fazer que sim com a cabeça. Ela olha para minha mão, depois para o sangue no chão. Lauren vem até mim correndo.

 “Você está bem? O que aconteceu?”

“Não foi nada, só um pedacinho de vidro”, explico.

Ela pega minha mão e põe sob a torneira.

Quando toca meu braço, sinto a mesma eletricidade de sempre. Lauren olha para meu dedo, franze a testa e depois vai andando até Austin. Ela acabou de me chamar de patética e agora está todo preocupado comigo? Isso vai acabar literalmente me enlouquecendo, vou terminar trancafiada em uma cela de hospício.

“Onde tem curativo?”, ela pergunta como se desse uma ordem, e Austin diz que no banheiro. Em menos de um minuto, Lauren volta e pega minha mão outra vez. Depois de passar antisséptico, ela cola o curativo no meu dedo com gestos delicados. Fico em silêncio, aparentemente tão confusa com o comportamento de  Lauren quanto com o de Austin.

“Posso conversar com você, por favor?”, ela pede de novo, e sei que é melhor dizer que não.

Mas desde quando faço o que é melhor para mim quando o assunto é Lauren?

Faço que sim com a cabeça, e ela me pega pelo pulso e me leva lá para fora.

 


Notas Finais


até mais amores!


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