História After - (MITW) - Capítulo 64


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Categorias Alan Ferreira (EDGE), Felipe "Febatista" Batista, Felipe Z. "Felps", João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Lucas "Luba" Feuerschütte, Lucas "T3ddy" Olioti, Matheus Neves "Pk Regular Game", Rafael "CellBit" Lange, Rafael "Guaxinim" Montes, TazerCraft, Thiago Elias "Calango", Zelune
Personagens Alan Ferreira, Felipe "Febatista" Batista, Felps, João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Lucas "LubaTV", Lucas Olioti, Matheus Neves, Mike, Pac, Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange, Rafael "Guaxinim" Montes, Thiago Elias "Calango", Zelune
Tags After, Mike, Mikethelink, Mikhael, Mitw, Pac, Pactw, Tarik
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Palavras 2.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 64 - 64


Depois da aula, eu me despeço de Mikhael e procuro o professor para explicar minhas faltas. Ele me parabeniza pelo estágio e explica que mudou um pouco o calendário. Continuo conversando até Mikhael sair da sala. Volto para o quarto e deixo todas as minhas anotações e meus livros sobre a cama. Tento estudar, mas me sinto um pouco intranquilo esperando Cellbit, Mikhael ou uma das muitas outras pessoas que sempre entram e saem do meu quarto aparecer. Coloco meu material de estudo na bolsa e caminho até o carro. Vou encontrar um lugar para estudar fora do campus, talvez uma cafeteria. Dirigindo em direção ao centro, vejo uma pequena biblioteca na esquina de uma rua movimentada. Há poucos carros no estacionamento, então entro. Caminho até os fundos da biblioteca e me sento ao lado da janela, pegando todos os meus livros e anotações para poder começar. Pela primeira vez, posso estudar em paz, sem distrações. Este será meu novo santuário, o lugar perfeito para os estudos.

"Senhor, vamos fechar em cinco minutos", uma bibliotecária idosa se aproxima para informar. Fechar? Olhando pela janela, vejo que está escuro lá fora. Nem notei que o sol estava se pondo. Estava tão envolvido com os livros que as horas passaram e nem me dei conta. Preciso vir aqui mais vezes.

"Ah, certo, obrigado", respondo, e guardo minhas coisas. Confiro o telefone e vejo uma nova mensagem de texto de Jv.

" Só queria dar boa-noite. Estou ansioso para sexta." Ele é muito bacana, então respondo. 

"Ah, obrigado. Tambem estou ansioso." Quando chego ao quarto, vejo que Cellbit ainda não chegou, então visto meu pijama e pego O morro dos ventos uivantes. Adormeço depressa, sonhando com Heathcliff. A quinta-feira passa tranquilamente, e Mikhael e eu ignoramos um ao outro na aula. Passo a tarde na biblioteca até ela fechar, e vou para a cama cedo. Quando acordo na sexta-feira, vejo uma mensagem de texto de Felps me dizendo que não vai para a faculdade porque Gabs vai chegar mais cedo do que pensou. Por um momento, penso em faltar à aula de literatura britânica, mas mudo de ideia. Não posso permitir que Mikhael destrua tudo de que gosto. Demoro um pouco mais para me arrumar, prendendo a franja para trás antes de enrolar os cabelos. Parece que não vai fazer muito frio, então uso um colete de lã e uma calça jeans. Encontro Luba na minha frente na fila do café antes da aula. Não consigo passar despercebido. Ele se vira.

"Oi, Pac."

"Oi, Luba. Como você está?", pergunto por educação.

"Bem. Você vai hoje à noite?"

"À fogueira?"

"Não, à festa. A fogueira vai ser chata, como sempre."

"Bom, eu vou à fogueira." Dou risada, e ele também.

"Bom, se ficar entediado, pode ir nos encontrar", ele diz, pegando o café. Agradeço quando ele se afasta, aliviado por ver que o grupo de Mikhael parece não estar interessado na fogueira, o que quer dizer que não vou precisar lidar com eles hoje. Quando chega a hora da aula de literatura britânica, vou direto para minha cadeira sem olhar na direção de Mikhael. A discussão sobre O morro dos ventos uivantes continua, mas ele permanece em silêncio. Assim que somos dispensados, pego as minhas coisas e praticamente saio correndo.

"Pac!" Escuto ele me chamar, mas caminho mais depressa ainda. Sem Felps comigo, eu me sinto mais vulnerável. Quando chego à calçada, sinto alguém tocar meu braço. Sei que é Mikhael pelo modo como minha pele formiga.

"O que foi?!", grito. Ele dá um passo para trás e me estende um caderno. 

"Você derrubou isto." Alívio e decepção duelam dentro de mim. Gostaria que a dor no meu peito passasse. Mas, em vez de diminuir, ela parece aumentar a cada momento de cada dia. Eu não deveria ter admitido para mim mesmo que o amo. Se continuasse ignorando o fato, talvez doesse menos.

"Ah, obrigado", eu digo, e pego o caderno da mão dele. Mikhael olha em meus olhos e ficamos nos encarando até que, segundos depois, eu me lembro de que estamos numa calçada movimentada e olho para todas as pessoas que passam ao nosso lado. Mikhael balança a cabeça para afastar os cabelos e passa a mão neles. Então se vira e se afasta. Sigo em direção ao meu carro e dirijo até a casa de Felps. Marquei de ir às cinco. São três ainda, mas não vou conseguir ficar sozinho no meu quarto. Enlouqueci desde que Mikhael entrou na minha vida. Quando chego, Karen abre a porta com um sorrisão e me convida a entrar.

"Estou sozinho aqui por enquanto. Gabs e Felps foram ao mercado comprar algumas coisas para mim" , ela diz enquanto me leva até a cozinha.

"Tudo bem, desculpa por ter vindo tão cedo."

"Ah, não se desculpe. Você pode me ajudar a cozinhar!" Ela me entrega a tábua e algumas cebolas e batatas para fatiar, e falamos sobre o clima e sobre o inverno que se aproxima.

"Pac, você ainda quer me ajudar com a estufa? Ela tem controle de temperatura, por isso não precisamos nos preocupar com o inverno."

"Sim, claro! Eu adoraria!"

"Ótimo, pode ser amanhã? Vou estar um pouco ocupada no próximo fim de semana", ela diz, brincando. O casamento dela. Quase esqueci. Tento retribuir o sorriso. 

"Verdade, só um pouquinho." Gostaria de ter conseguido convencer Mikhael a ir, mas foi impossível naquele dia e é ainda mais impossível agora. Karen coloca o frango no forno e pega pratos e talheres para arrumar a mesa. 

"Mikhael vem jantar hoje?", ela pergunta quando começamos a dispor os talheres. Está claro que tenta parecer indiferente, mas vejo que pergunta com certo nervosismo.

"Não, ele não vem", digo a ela e olho para baixo. Karen para o que está fazendo. 

"Não quero ser intrometida, mas vocês estão bem?"

"Não tem problema." Acho melhor contar a ela. 

"Acho que não estamos bem."

"Ah, querido, sinto muito em ouvir isso. Vocês dois tinham alguma coisa, parecia. Mas sei que é muito difícil estar com alguém que tem medo de mostrar seus sentimentos." Essa conversa faz com que eu me sinta meio esquisito. Não posso conversar sobre coisas assim nem mesmo com minha mãe, mas algo na receptividade de Karen faz com que eu consiga com ela. 

"Como assim?"

"Bem, não conheço Mikhael tão bem quanto gostaria, mas sei que ele é muito retraído emocionalmente. Maurício passava noites em claro preocupado com ele. Sempre foi infeliz." Seus olhos ficam marejados. 

"Ele não dizia nem mesmo à mãe que a amava."

"O quê?", pergunto de novo.

"Ele simplesmente não dizia. Não sei por quê. Mauricio não consegue se lembrar de nenhuma vez em que Mikhael tenha dito isso para ele. É muito triste, não só para o Maurício, mas para Mikhael também." Ela seca os olhos. Para alguém que se recusa a dizer "eu te amo" , até mesmo aos próprios pais, com certeza ele foi bem rápido usando as palavras contra mim daquele modo odioso.

"Ele é… muito difícil de entender." É só o que consigo dizer.

"Sim, sim, ele é. Mas, Pac, espero que continue vindo mesmo que não se entendam."

"Claro", digo a ela. Talvez por perceber que estou chateado, Karen começa a falar da estufa enquanto esperamos a comida ficar pronta, e então levamos tudo para a mesa. No meio de uma frase, Karen para e abre um largo sorriso. Eu me viro e vejo Felps entrando na cozinha seguido por uma garota linda de cabelos lisos que iam até o pescoço. Eu sabia que Gabs era bonita, mas ela é ainda mais do que eu tinha imaginado.

"Oi. Você deve ser Pac", ela diz quando Felps abre a boca para nos apresentar. Gabs se aproxima no mesmo momento e me abraça, e gosto dela na mesma hora.

"Ouvi muitas coisas a seu respeito… É muito bom finalmente conhecer você!" , eu digo, e ela sorri. Felps a observa passar por mim e abraçar Karen, e então se sentar ao balcão.

"Passamos pelo Maurício na volta. Ele estava no posto de gasolina, então deve chegar a qualquer momento", Felps diz à mãe.

"Ótimo, Pac e eu já arrumamos a mesa." Felps se aproxima de Gabs, passa os braços pela cintura dela e a leva até a mesa. Eu me sento na frente deles e olho para o lugar vazio ao meu lado, que Karen havia deixado por "questões de simetria" , mas fico um pouco triste. Em outra realidade, Mikhael sentaria ali e seguraria minha mão como Felps segura a de Gabs, e eu poderia me recostar nele sem medo de ser rejeitado. Estou começando a me arrepender por não ter convidado Jv, ainda que a situação fosse ser bizarra. Mas jantar sozinho com dois casais profundamente apaixonados talvez seja pior ainda. Maurício entra e me tira dos meus pensamentos. Ele se aproxima de Karen e beija seu rosto antes de se sentar.

"O jantar parece ótimo, querida", ele diz, e coloca um guardanapo no colo de um modo brincalhão. 

"Gabs, você fica mais bonita cada vez que a vejo." Ele sorri para ela, e então se vira para mim. 

"E, Pac, parabéns por ter conseguido o estágio na Vance. Christian telefonou e me contou. Você causou uma ótima impressão nele."

"Obrigado de novo pela ajuda. É uma oportunidade maravilhosa." Eu sorrio e todos ficamos em silêncio por um momento enquanto provamos o frango de Karen, que está delicioso.

"Desculpa, estou atrasado", escuto alguém dizer atrás de mim e solto o garfo no prato.

"Mikhael! Não sabia que você vinha!", Karen diz, toda simpática, e então olha para mim. Desvio o olhar. Minha pulsação já acelerou.

"Sim, lembra que conversamos sobre isso semana passada, Pac?" Ele dá um sorriso ameaçador e se senta ao meu lado. Qual é o problema dele? Por que não consegue me deixar em paz? Sei que, em parte, é minha culpa por permitir que me afete, mas Mikhael gosta de brincar de gato e rato. Todos olham para mim, então confirmo, balançando a cabeça, e pego meu garfo. Gabs parece confusa e Felps, preocupado.

"Você deve ser Gazi", Mikhael diz a ela.

"Gabs", ela o corrige com doçura.

"É, Gabs. Mesma coisa", ele diz, e eu o chuto por baixo da mesa. Felps olha para Mikhael fixamente, mas ele não parece notar. Karen e Mauricio começam a conversar entre eles, assim como Gabs e Felps. Permaneço concentrado na minha comida e penso numa saída estratégica.

"Então, como está sua noite até agora?", Mikhael pergunta num tom casual. Ele sabe que não vou fazer um escândalo, por isso está aproveitando para me irritar.

"Boa", respondo baixinho.

"Não vai perguntar como está a minha?" Ele ri.

"Não", murmuro, e continuo comendo.

"Pac, o carro lá fora é seu?", Maurício pergunta. Eu confirmo.

"Ah, sim, finalmente comprei um carro!", digo, com um pouco mais de animação, na esperança de que todo mundo se envolva no assunto e eu não tenha que ficar conversando só com Mikhael. Ele ergue uma sobrancelha para mim. 

"Quando?"

"Esses dias", respondo. Sabe, no dia em que me disse que gosta da caça.

"Ah. Onde você comprou?"

"Numa loja de usados", respondo, e observo Gabs e Karen tentarem esconder um sorriso. Percebendo uma oportunidade de tirar a atenção de mim, digo: 

"Gabs, Felps me contou que você está pensando em ir para Nova York estudar balé!". Ela nos conta sobre seus planos de se mudar e Felps parece verdadeiramente feliz por ela, apesar da distância. Quando ela termina, Felps olha para o telefone e diz: 

"Bem, precisamos ir. A fogueira não espera ninguém".

"Mesmo?", Karen diz. 

"Pelo menos levem a sobremesa!" Felps concorda e a ajuda a arrumar a sobremesa em um pote.

"Você vai comigo?", Mikhael pergunta. Olho ao redor como se estivesse confuso, sem saber com quem ele está falando. 

"Estou falando com você", ele confirma.

"O quê? Não, você não vai", digo a ele.

"Vou, sim. E você não pode me impedir de ir, então pode muito bem ir comigo." Ele sorri e tenta colocar a mão na minha coxa.

"Qual é o seu problema?", pergunto em voz baixa.

"Podemos conversar lá fora?", Mikhael pergunta e olha na direção do pai.

"Não", respondo. Sempre que Mikhael e eu "conversamos", acabo chorando. Mas ele fica de pé depressa e segura minha mão, puxando-me. 

"Vamos lá fora", diz, e me leva pela sala de estar até a porta da frente. Lá fora, eu puxo meu braço e aviso: 

"Não encosta em mim!". Ele dá de ombros. 

"Desculpe, mas você não queria vir comigo."

"Não queria mesmo."

"Sinto muito. Por tudo, tá?" Ele segura a argola do lábio entre os dentes e eu evito olhar para sua boca. Fixo o olhar nos olhos dele, que observam meu rosto.

"Você sente muito? É mentira, Mikhael, você só quer me perturbar. Pare. Estou cansado, esgotado de brigar com você o tempo todo. Não dá mais. Não tem mais ninguém para você incomodar? Que droga, posso até ajudar a encontrar alguém para você torturar, desde que não seja eu."

"Não é isso o que estou fazendo. Sei que estou sempre mudando de ideia com você, e não sei por que faço isso. Mas se me de uma chance, só mais uma, vou parar. Tentei ficar longe de você, mas não consigo. Preciso de você…" Ele olha para baixo, raspando a ponta das botas uma na outra. O atrevimento dele me ajuda a controlar as lágrimas dessa vez. Mikhael já viu o suficiente de lágrimas minhas. 

"Pare! Pare agora. Você não se cansa disso? Se precisasse de mim, não me trataria como trata. Você mesmo disse que é da caça que gosta, lembra? Não pode aparecer aqui depois de tudo o que aconteceu e agir como se não fosse nada."

"Não quis dizer isso. Você sabe que não."

"Então admite que só queria me machucar?" Olho para ele, tentando me proteger.

"Sim…" Mikhael olha para baixo.Estou confuso. Ele diz que quer mais, então beija Moon, aí diz que me ama e retira o que disse, e agora está se desculpando de novo? 

"Por que devo perdoar você se admite que fez algo só para me machucar?"

"Mais uma chance? Por favor, Pac. Vou contar tudo", ele implora. Quase acredito na dor em seus olhos quando ele olha para mim.

"Não posso. Preciso ir."

"Por que não posso ir com você?" , ele pergunta.

"Porque… porque vou encontrar Jv." Vejo sua expressão mudar e ele murchar à minha frente. Preciso de todo o meu autocontrole para não consolá-lo. Mas Mikhael fez isso consigo mesmo. Ainda que se importe, é tarde demais.

"Jv? Vocês estão… namorando?" Seu tom é de raiva.

"Não, ainda nem falamos sobre isso. Somos apenas… não sei, estamos saindo, acho."

"Vocês não falaram a respeito ainda? Então, se ele pedir, você vai aceitar?"

"Não sei…" E sinceramente não sei. 

"Ele é gentil e educado, e me trata bem." Por que estou me explicando para esse cara?

"Pac, você nem conhece Jv, você não sabe…" A porta da frente se abre e um Felps exuberante pergunta: 

"Pronto?". Ele olha para Mikhael, que pela primeira vez parece desprotegido e até… magoado. Eu me forço a andar na direção do carro e sigo Felps quando ele sai. Não consigo evitar e olho para Mikhael, que ainda está na varanda, olhando para mim enquanto saio.


Notas Finais


Bjusss


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