História After - (MITW) - Capítulo 66


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Categorias Alan Ferreira (EDGE), Felipe "Febatista" Batista, Felipe Z. "Felps", João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Lucas "Luba" Feuerschütte, Lucas "T3ddy" Olioti, Matheus Neves "Pk Regular Game", Rafael "CellBit" Lange, Rafael "Guaxinim" Montes, TazerCraft, Thiago Elias "Calango", Zelune
Personagens Alan Ferreira, Felipe "Febatista" Batista, Felps, João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Lucas "LubaTV", Lucas Olioti, Matheus Neves, Mike, Pac, Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange, Rafael "Guaxinim" Montes, Thiago Elias "Calango", Zelune
Tags After, Mike, Mikethelink, Mikhael, Mitw, Pac, Pactw, Tarik
Visualizações 259
Palavras 1.511
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 66 - 66


Paro um segundo para pensar no que estou fazendo. Deixei Jv para encontrar Mikhael, mas preciso pensar no que vai acontecer depois. Ele vai me dizer coisas horrorosas, vai me xingar, vai me fazer ir embora, ou vai admitir que tem sentimentos por mim e que todos esses joguinhos vêm do fato de não conseguir lidar com o que sente e se expressar normalmente. Se for o primeiro caso, o mais provável, não vou ficar pior do que estou agora. Mas, se for o segundo, estou pronto para perdoá-lo por todas as coisas terríveis que disse e fez para mim? Se nós dois admitirmos como nos sentimos, tudo vai mudar? Ele vai mudar? É capaz de se importar comigo como preciso e, se for, consigo lidar com todas as alterações de humor dele? O problema é que não consigo responder nenhuma dessas perguntas sozinho. Odeio o modo como Mikhael permeia meus pensamentos e faz com que eu me sinta inseguro em relação a mim mesmo. Detesto não saber o que ele vai fazer ou dizer. Paro na maldita república na qual passei tempo demais. Detesto essa casa. Odeio um monte de coisas no momento, e minha raiva de Mikhael está em ponto de ebulição. Estaciono e subo a escada correndo, entrando na casa lotada. Sigo diretamente para o sofá velho onde Mikhael costuma ficar, mas não o vejo e me escondo atrás de um cara grandalhão antes que Cellbit ou outra pessoa me veja. Subo correndo para o quarto dele. Bato na porta, irritado por encontrá-la trancada mais uma vez.

"Mikhael, sou eu, abre a porta!", grito desesperadamente e continuo a bater, mas ninguém responde. Onde ele está? Não quero telefonar para descobrir, mesmo que seja a opção mais fácil. Estou furioso e sinto que preciso continuar assim para poder dizer ao vivo o que quero — o que preciso dizer —, e não me sentir mal com isso. Telefono para Felps para saber se Mikhael está na casa do pai, e descubro que não. O único outro lugar onde penso em procurar é na fogueira, mas duvido que esteja lá. Só que não tenho outra opção no momento. Então, volto ao estádio e estaciono, repetindo as palavras furiosas em que pensei para não me esquecer de nenhuma caso ele esteja aqui. Eu me aproximo do campo e vejo que quase todo mundo já foi e que o fogo está quase extinto. Caminho por ali e observo os casais à luz cada vez mais fraca, para ver se encontro Mikhael e Emma, sem sucesso. Quando desisto, vejo Mikhael recostado numa cerca perto do gol. Ele está sozinho, e não parece perceber que estou andando na direção dele quando se senta na grama, passando a mão nos lábios. Quando tira a mão, vejo que está vermelha. Ele está sangrando? De repente, Mikhael levanta a cabeça como se percebesse minha presença. Sim, o canto da boca dele está sangrando e um hematoma começa a se formar no rosto.

"O que aconteceu?", pergunto e me ajoelho na frente dele. Ele olha para mim e o assombro em seus olhos faz minha raiva derreter como açúcar na língua.

"Por que se importa? Onde está seu namorado?", Mikhael grita. Ignoro o comentário e tiro a mão dele de cima da boca, para ver o lábio ferido. Ele se afasta de mim, mas eu me controlo. 

"Quero saber o que aconteceu", exijo. Mikhael suspira e passa a mão pelos cabelos. Os nós de seus dedos estão machucados e sangrando. Há um corte no dedo indicador que parece profundo e deve estar doendo.

"Você se meteu numa briga?"

"Que perspicaz", ele rebate.

"Com quem? Você está bem?"

"Estou, agora me deixa em paz."

"Vim aqui para encontrar você", digo e me levanto, tirando a grama seca da calça jeans.

"Certo. E me encontrou. Agora pode ir."

"Você não tem que ser tão idiota", digo. 

"Tem que ir para casa e se limpar. Talvez precise de pontos nesse dedo." Mikhael não responde, mas se levanta e se afasta. Vim aqui para gritar com ele por ser tão idiota e dizer como me sinto, mas ele está dificultando as coisas… Eu sabia que faria isso.

"Aonde você vai?", pergunto, indo atrás dele como um cachorrinho perdido.

"Para casa. Bom, vou telefonar para Emma e ver se ela pode vir me pegar."

"Ela deixou você aqui?" Não gosto nem um pouco dessa menina.

"Não. Bem, teoricamente, mas eu disse para ela ir embora."

"Eu levo você", digo, segurando a jaqueta dele. Mikhael se afasta de mim e sinto vontade de dar um tapa nele. Minha raiva está voltando e estou mais irritado do que antes. A situação se inverteu. Nossa dinâmica, ou seja lá o que for, mudou. Normalmente, eu fujo dele.

"Para de fugir de mim!", eu grito. Ele se vira, com os olhos arregalados.

 "Eu disse que vou levar você!" Mikhael quase sorri, mas franze o cenho e suspira.

 "Beleza. Onde está seu carro?" O cheiro dele invade o carro imediatamente, mas agora há um toque metálico misturado. Ainda assim é meu cheiro preferido no mundo todo. Ligo o aquecedor e esfrego os braços para me esquentar.

"Por que você veio?", ele pergunta, quando saio com o carro.

"Para encontrar você." Eu tento me lembrar de tudo que planejei dizer, mas minha mente está vazia e só consigo pensar em beijar sua boca machucada.

"Para quê?", ele pergunta baixinho.

"Para conversar. Temos muito o que falar." Sinto vontade de chorar e de
rir ao mesmo tempo, e não tenho ideia do motivo.

"Pensei que tivesse dito que não tínhamos nada para falar", ele diz e se vira para olhar pela janela com uma tranquilidade que considero mais do que irritante.

"Você me ama?" As palavras saem apressadas e abafadas. Não era o que eu estava planejando dizer. Mikhael inclina a cabeça para olhar para mim. 

"Como é?" Seu tom é de choque.

"Você me ama?", repito, temendo que meu coração saia do peito. Ele olha para a frente. 

"É sério que você está me perguntando isso enquanto dirige?"

"O que importa onde ou quando? É só me responder", eu praticamente imploro.

"Eu… não sei… Não, não amo." Ele olha ao redor, quase como se quisesse
fugir. 

"E você não pode simplesmente perguntar a uma pessoa se ela te ama
quando está presa num carro ao seu lado. Qual é o seu problema?", ele fala mais alto. Ai

"Tá." É só o que consigo dizer.

"Por que você quer saber?"

"Não importa." Estou confuso agora, muito confuso, e meu plano de falar sobre nossos problemas se desfez na minha frente, assim como o pouco de dignidade que eu ainda tinha.

"Diga por que me perguntou isso. Agora" , ele exige.

"Você não manda em mim!", rebato. Paro na frente da república e Mikhael olha para o jardim cheio. 

"Me leva para a casa do meu pai."

"O quê? Não sou motorista de táxi."

"Me leva lá, pego meu carro de manhã." Se o carro dele está aqui, por que não vai dirigindo? Mas ainda não quero que a conversa termine, por isso reviro os olhos e parto em direção à casa do pai dele.

"Pensei que você detestasse aquela casa", digo.

"Detesto. Mas não estou a fim de ver um monte de gente no momento", ele diz baixinho. E então, mais alto, continua: 

"Você vai me contar por que perguntou? Tem alguma coisa a ver com Zed? Ele disse alguma coisa?". Mikhael parece bem nervoso. Por que sempre pergunta se Jv disse alguma coisa?

"Não… não tem nada a ver com Jv. Eu só queria saber." Não tem mesmo a ver com Jv. Tem a ver com o fato de eu o amar, e ter pensado por um segundo que ele também me ama. Quanto mais tempo passo perto de Mikhael, mais ridícula essa possibilidade parece.

"Aonde você e Jv foram quando saíram da fogueira?", ele pergunta quando estaciono na frente da casa do pai dele.

"Para o apartamento dele", digo. O corpo de Mikhael fica tenso e ele cerra os punhos ensanguentados, rasgando ainda mais a pele dos nós dos dedos. 

"Você dormiu com ele?", Mikhael pergunta, e fico boquiaberto.

"O quê? Por que você acha isso? Achei que me conhecesse! E quem você
pensa que é para me fazer essa pergunta tão pessoal? Deixou claro que não gosta de mim. E daí se eu dormisse?", grito.

"Então não dormiu?", ele pergunta de novo, sem piscar.

"Meu Deus, Mike! Não! Ele me beijou, mas eu não faria sexo com alguém que mal conheço!" Ele se inclina para a frente e desliga o carro, segurando a chave com a mão ensanguentada e tirando-a da ignição.

"Você retribuiu o beijo?" Seus olhos estão semicerrados, e ele parece olhar através de mim.

"Sim… bem, não sei. Acho que sim." Não me lembro de nada, só do rosto de Mikhael na minha mente.

"Como assim você não sabe? Andou bebendo?" A voz dele está mais alta agora.

"Não, eu…"

"Você o quê?" Ele grita e vira o corpo para olhar para mim. Não consigo entender a energia entre nós. Por um momento, fico pensando nisso.

"Eu… fiquei pensando em você", admito, finalmente. Sua expressão tensa se alivia e Mikhael olha nos meus olhos. 

"Vamos entrar", ele diz e abre a porta do passageiro. 

"Vem." Saio do carro e o sigo pela calçada


Notas Finais


Bjusss


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