História After - (MITW) - Capítulo 67


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Categorias Alan Ferreira (EDGE), Felipe "Febatista" Batista, Felipe Z. "Felps", João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Lucas "Luba" Feuerschütte, Lucas "T3ddy" Olioti, Matheus Neves "Pk Regular Game", Rafael "CellBit" Lange, Rafael "Guaxinim" Montes, TazerCraft, Thiago Elias "Calango", Zelune
Personagens Alan Ferreira, Felipe "Febatista" Batista, Felps, João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Lucas "LubaTV", Lucas Olioti, Matheus Neves, Mike, Pac, Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange, Rafael "Guaxinim" Montes, Thiago Elias "Calango", Zelune
Tags After, Mike, Mikethelink, Mikhael, Mitw, Pac, Pactw, Tarik
Visualizações 90
Palavras 1.396
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 67 - 67


Karen e Maurício estão sentados no sofá da sala e olham para nós quando entramos.

"Mike! O que aconteceu?", seu pai pergunta, em pânico. Ele se levanta e se aproxima, mas Mikhael o afasta.

"Estou bem", ele resmunga.

"O que aconteceu?", Maurício pergunta para mim.

"Ele brigou com alguém, mas ainda não me disse com quem nem por
quê."

"Eu estou bem aqui… e já disse que estou bem, porra", Mikhael diz com raiva.

"Não fale assim com seu pai!", eu o repreendo. Ele arregala os olhos, mas, em vez de gritar comigo, segura meu punho com a mão machucada e me puxa dali. Maurício e Karen ficam falando sobre o estado de Mikhael enquanto ele me leva para cima, e escuto o pai dele tentando entender por que o filho agora ficava tanto lá, se nunca tinha sido assim. Quando chegamos ao quarto, Mikhael me vira, prendendo meus pulsos contra a parede e se aproxima, deixando poucos centímetros entre nós.

"Nunca mais faça aquilo", ele diz, rangendo os dentes.

"O quê? Me solta agora mesmo", digo. Ele revira os olhos, mas me solta, então caminha até a cama. Permaneço perto da porta.

"Não me diz como falar com meu pai. Você tem que se preocupar com seu pai antes de tentar se meter com o meu." Assim que diz isso, Mikhael se arrepende e se retrata. 

"Desculpe. Não quis dizer isso… simplesmente saiu." Ele dá um passo à frente com os braços abertos, mas dou um passo para trás.

"É… sempre 'sai'." Não consigo controlar as lágrimas que tomam meus
olhos. Colocar meu pai na história é demais, até mesmo para Mikhael.

"Pc, eu…", ele começa, mas se interrompe quando levanto uma mão. O que estou fazendo aqui? Por que continuo achando que essa série infinita de insultos vai parar por tempo suficiente para a gente conversar direito? Porque sou um imbecil, por isso.

"Estou bem, de verdade. É assim que você é, é isso o que faz. Você encontra a fraqueza das pessoas e explora isso. Usa para seu benefício. Há quanto tempo está esperando uma oportunidade para dizer algo sobre meu pai? Provavelmente desde que me conheceu!", eu grito.

"Droga! Não é isso! Eu não pensei antes de falar! E não se faça de vítima… você me provoca de propósito!", ele grita mais alto do que eu.

"Eu provoco você? Eu provoco você? Dê um exemplo!" Sei que todo mundo da casa está ouvindo. Mas, pela primeira vez, não me importo.

"Você me tira do sério! Briga comigo o tempo todo! Sai com Jv… porra! Acha que eu gosto de ser assim? Acha que eu gosto de saber que você tem esse poder sobre mim? Odeio como você mexe comigo. Odeio não conseguir parar de pensar em você! Odeio você… de verdade! Você se acha…" Mikhael para e olha para mim. Eu me forço a olhar para ele, mantendo a fachada, sem revelar que cada sílaba acabou comigo.

"É disso que estou falando!" Ele passa as mãos pelos cabelos enquanto
anda de um lado para o outro do quarto. 

"Você me deixa louco, literalmente
maluco! E aí tem coragem de perguntar se eu te amo? Por que perguntaria uma coisa dessas? Porque eu disse daquela vez, sem querer? Já falei que não era sério, então por que perguntou de novo? Você gosta de levar fora? É por isso que continua me procurando?" Tudo o que quero fazer é sumir, fugir desse quarto e nunca, nunca mais voltar. Preciso correr. Preciso ir embora. Tento me controlar, mas minha raiva é grande demais, e grito a única coisa que sei que vai abalá-lo, que vai tirar seu autocontrole. 

"Não, eu continuo procurando você porque eu te amo!" Cubro a boca com a mão no mesmo instante, queria poder retirar o que disse. Mikhael não tem como me machucar mais do que já machucou, e não quero passar os próximos anos pensando no que ele teria feito se eu dissesse isso. Aceito que não me ame. Eu me enfiei nisso sabendo como ele era, desde o começo. Mikhael parece abalado. 

"Você o quê?" Ele pisca rapidamente, como se tentasse processar as palavras.

"Vai em frente, diz que me odeia de novo. Pode explicar como sou idiota
por amar alguém que não me suporta", digo. Minha voz sai estranha, parecendo mais um gemido. Seco os olhos e o encaro de novo, com a sensação de que fui derrotado e preciso sair de cena para me recuperar.

 "É melhor eu ir." Quando começo a me virar, Mikhael dá um passo grande para diminuir a distância entre nós. Ele apoia a mão em meu ombro, mas eu me recuso a olhar. 

"Droga, espera", ele diz com a voz cheia de emoção. A pergunta é: que emoção?

"Você me ama?", Mikhael sussurra, colocando a mão machucada no meu queixo para levantar meu rosto e me fazer olhar para ele. Desvio o olhar e confirmo com a cabeça, lentamente, esperando que ria da minha cara.

"Por quê?" Seu hálito está quente em meu rosto. Finalmente olho para ele, que parece… assustado? 

"O quê?", digo baixinho.

"Por que você me ama? Como pode?" Sua voz falha e ele olha para mim. Tenho a sensação de que as palavras que direi agora vão determinar meu destino mais do que qualquer coisa que já tenha feito.

"Como você pode não saber que eu te amo?" , pergunto em vez de responder. Ele acha que não é digno do meu amor? Não tenho explicação para isso, só sei que amo. Mikhael me deixa maluco, mais bravo do que nunca, mas eu me apaixonei por ele, completamente.

"Você disse que não me amava. E saiu com Jv. Você sempre me deixa. Você foi embora mais cedo quando implorei por outra chance. Eu disse que te amo, e você nem quis saber. Sabe como foi duro para mim?" Devo estar imaginando as lágrimas que vejo no canto de seus olhos, mas estou mais atento aos dedos calejados dele em meu queixo.

"Você retirou o que disse antes que eu pudesse absorver tudo. Fez um
monte de coisa para me machucar", eu digo, e ele balança a cabeça afirmativamente.

"Eu sei… sinto muito. Posso compensar tudo isso? Sei que não mereço você. Não tenho nem o direito de pedir isso… mas, por favor, só uma chance. Não estou prometendo não brigar com você, nem não me irritar com você, mas estou prometendo me doar a você, completamente. Por favor, quero tentar ser o que você precisa." Ele parece tão vulnerável que derreto.

"Quero acreditar que vai dar certo, mas não sei como daria. Muita coisa aconteceu." Mas meus olhos me traem quando as lágrimas caem. Mikhael tira a mão de meu queixo e as pega, no mesmo instante em que uma única lágrima escorre por seu rosto.

"Lembra quando me perguntou quem é a pessoa que mais amo no mundo?", ele pergunta, com a boca a centímetros da minha. Balanço a cabeça para confirmar, mas parece que isso foi há muito tempo, e não pensei que ele estivesse prestando atenção.

"É você. Você é a pessoa que mais amo no mundo." Suas palavras me surpreendem e dissolvem a dor e a raiva em meu peito. Antes de acreditar nele e me jogar em seus braços, pergunto: 

"Isso não faz parte dos seus joguinhos sujos, faz?".

"Não, Pac. Já chega de jogos. Só quero você. Quero ficar com você, em um relacionamento de verdade. Você vai ter que me ensinar como é isso, claro." Ele ri com nervosismo e eu também começo a rir.

"Senti falta da sua risada. Não tenho ouvido muito. Quero fazer você rir, não chorar. Sei que sou muito difícil…" Eu o interrompo grudando meus lábios nos dele. Os beijos são intensos e sinto o gosto de sangue do corte. Meus joelhos bambeiam com o arrepio que me percorre, parece que não sinto os lábios dele nos meus há muito tempo. Amo tanto esse imbecil problemático e revoltado que tenho medo de sufocar. Ele me levanta e eu envolvo seu corpo com minhas pernas, enfiando os dedos em seus cabelos. Mikael geme enquanto me beija e respira fundo, puxando-me com mais força. Minha língua percorre seu lábio inferior e, quando ele faz uma careta, eu paro.

"Com quem você brigou?", pergunto, e Mike ri.

"Você está perguntando isso agora?"

"Sim, quero saber." Sorrio.

"Você sempre tem muitas perguntas. Não posso responder mais tarde?" Ele faz um bico.

"Não, quero que me conte."

"Só se você ficar." Ele me abraça mais forte contra seu corpo. 

"Por favor?"

"Tá bom", digo, e volto a beijá-lo, esquecendo totalmente a pergunta.


Notas Finais


Bjusss


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