História After - (MITW) - Capítulo 72


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Categorias Alan Ferreira (EDGE), Felipe "Febatista" Batista, Felipe Z. "Felps", João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Lucas "Luba" Feuerschütte, Lucas "T3ddy" Olioti, Matheus Neves "Pk Regular Game", Rafael "CellBit" Lange, Rafael "Guaxinim" Montes, TazerCraft, Thiago Elias "Calango", Zelune
Personagens Alan Ferreira, Felipe "Febatista" Batista, Felps, João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Lucas "LubaTV", Lucas Olioti, Matheus Neves, Mike, Pac, Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange, Rafael "Guaxinim" Montes, Thiago Elias "Calango", Zelune
Tags After, Mike, Mikethelink, Mikhael, Mitw, Pac, Pactw, Tarik
Visualizações 233
Palavras 1.466
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 72 - 72


Ouço Mike bater a porta do quarto enquanto subo a escada. Giro a maçaneta, esperando encontrar a porta trancada, mas ela abre.

"Você está bem?", pergunto, sem saber o que dizer. Ele responde pegando o abajur do criado-mudo e jogando-o contra a parede. A base de vidro se despedaça com o impacto. Dou um pulo para trás e grito sem querer. Ele caminha até a mesa, pega o teclado do computador e o joga para trás.

"Mike, por favor, para!" , eu grito. Ele não olha para mim, mas joga o monitor no chão e começa a gritar.

"Por quê? Por quê, Pac? Ele pode comprar uma merda de computador novo!"

"Você tem razão", digo. Então piso no teclado, quebrando-o ainda mais.

"O que você está fazendo?", Mikhael pergunta quando pego o teclado e o jogo no chão de novo. Não sei bem o que estou fazendo, mas o teclado já está quebrado, e essa me parece a melhor ideia no momento.

"Estou ajudando você", digo. A confusão toma seus olhos furiosos, mas a risada chega logo. Pego o monitor e o jogo no chão. Ele se aproxima com um sorrisinho e me impede de jogá-lo no chão mais uma vez, pegando o monitor das minhas mãos e colocando-o em cima da mesa.

"Você não está bravo comigo por ter gritado daquele jeito com meu pai?", Mike pergunta, e segura meu rosto, passando os polegares sobre ele, com os olhos verdes nos meus.

"Não, você tem todo o direito de dizer o que pensa. Eu nunca ficaria bravo com você por isso." Mike acabou de ter a maior briga com o pai, mas está preocupado com o que eu vou pensar? 

"A menos que você estivesse sendo um idiota sem motivo, mas não foi o caso."

"Nossa…", ele diz. O pequeno espaço entre nossos lábios é muito tentador. Eu me inclino para a frente e grudo os meus nos dele, ee Mikhael logo abre a boca, aprofundando o beijo. Agarro seus cabelos e ele geme quando beijo mais forte. Sua raiva desaparece. Eu o afasto um pouco e ele me vira de modo a me encostar na mesa. Leva as mãos ao meu quadril e me coloca em cima dela. Sou sua distração. Pensar que sou o que Mikhael precisa faz com que me sinta necessário de um jeito que nunca tinha sentido. Eu me sinto mais forte agora, mais marcante na vida dele, e jogo a cabeça para trás enquanto Mikhael continua a passar a língua na minha, parado entre minhas pernas.

"Mais perto", ele sussurra em meus lábios. Segura a parte de trás das minhas pernas e me puxa para a beirada da mesa. Seguro a calça dele e Mikhael afasta a boca da minha.

"O quê…?" Ele ergue uma sobrancelha para mim. Deve me achar maluco por ter entrado ali para ajudá-lo a quebrar as coisas e depois tentar tirar sua roupa. E talvez eu seja. Não me importo no momento. Só me importa a maneira como a curva de sua clavícula é encoberta pela luz da lua que entra pela janela, o modo como suas mãos seguram meu rosto como se eu fosse frágil, apesar de Mikhael ter tentado quebrar tudo no quarto minutos antes. Respondo sem palavras, envolvendo-o com minhas pernas e puxando-o para mim.

"Pensei que você fosse entrar aqui para me dar uma bronca." Ele sorri e encosta a testa na minha.

"Pensou errado", digo com um sorriso irônico.

"Muito. Não quero voltar lá para baixo hoje", ele diz, olhando em meus olhos.

"Tudo bem. Você não tem que descer." Mikhael relaxa e apoia a cabeça em meu ombro. Fico surpreso ao ver como isso é fácil entre nós. Pensei que fosse brigar comigo, talvez até tentar me fazer sair quando entrei, mas está se apoiando em mim. Sei que está tentando lidar com essa relação da melhor maneira, apesar de ter um humor extremamente inconstante.

"Eu te amo", digo a ele, e sinto o piercing de seu lábio raspar em meu pescoço quando ele sorri.

"Eu te amo", ele responde.

"Quer falar sobre o que aconteceu?", pergunto, mas ele nega com a cabeça, que ainda está em meu pescoço. 

"Tudo bem. Quer ver um filme? Uma comédia talvez?", sugiro. Depois de uma longa pausa, ele olha em direção à cama.

"Você trouxe seu laptop?" Eu confirmo balançando a cabeça, e ele diz: 

"Vamos ver Para sempre de novo". Dou risada. 

"Está querendo ver de novo um filme que supostamente odiou?"

"Sim… Bom, odiar é um pouco pesado, só acho que é uma história de amor boba", ele corrige.

"Então por que quer ver?"

"Porque quero ver você vendo", ele responde. Lembro como ele olhou para mim o tempo todo quando assistimos ao filme em meu quarto naquela noite. Parece que muito tempo já se passou desde então. Eu não fazia ideia do que aconteceria entre nós. Nunca pensei que chegaríamos ao ponto em que estamos. Meu sorriso é a resposta de que ele precisa quando segura minha cintura.

"Envolva meu corpo com suas pernas", ele diz, depois me leva para a cama. Poucos minutos depois, Mike está deitado ao meu lado, olhando para meu rosto enquanto assisto ao filme. Na metade, sinto meus olhos pesando.

"Estou ficando com sono", digo com um bocejo.

"Os dois morrem. Você não vai perder muita coisa." Dou uma cotovelada nele. 

"Você tem problemas."

"E você fica lindo quando está com sono." Ele fecha meu laptop e me puxa para a cama com ele.

"E você é estranhamente gentil quando estou com sono", digo.

"Não, sou gentil porque te amo", ele sussurra. Eu relaxo. 

"Durma, lindo." Ele dá um beijinho na minha testa. Estou cansado demais para tentar qualquer outra coisa. Na manhã seguinte, a luz do sol que entra no quarto é forte. Quando me viro para esconder o rosto no ombro de Mikhael, ele suspira dormindo e me puxa para mais perto. Pego no sono e, quando acordo de novo, ele está olhando para o teto. Seus olhos estão entreabertos e sua expressão é indecifrável.

"Tudo bem?", pergunto, chegando mais perto e me aconchegando nele.

"Tudo bem", ele responde, mas percebo que está mentindo.

"Mike, se estiver acontecendo alguma coisa…", eu começo.

"Não é nada, estou bem." Decido deixar para lá. Ficamos bem até agora, e é um recorde para nós. Não quero estragar isso. Levanto a cabeça e dou um beijo ao lado de seu queixo, e ele me abraça mais forte.

"Tenho que fazer algumas coisas hoje, então, quando estiver pronto, pode me deixar em casa?", ele pergunta. Sinto um frio na barriga, percebendo sua voz distante.

"Claro", respondo, e saio de seus braços. Ele tenta segurar meu punho, mas eu me movo depressa demais. Pego minha bolsa e vou ao banheiro trocar de roupa e escovar os dentes. Passamos um tempo em nossa pequena bolha, e temo que, sem essa proteção, ele não seja o mesmo. Fico aliviado por não encontrar Felps e Gabs no corredor, e ainda mais aliviado por Mikhael estar vestido quando volto. Quero acabar logo com isso. Ele tirou os cacos de vidro do chão e o teclado está na lata de lixo. O abajur e o computador estão empilhados ali perto. No andar de baixo, eu me despeço de Maurício e Karen, mas Mikhael sai sem dizer nada. Garanto que ele vai ao casamento, apesar do drama da noite passada. Conto sobre o computador e o abajur, mas eles não parecem se importar muito.

"Você está bravo?", Mikhael pergunta depois de dez minutos de silêncio.

"Não." Não estou bravo, só… nervoso. Sinto que algo mudou entre nós e não estava esperando por isso.

"Parece que está."

"Mas não estou."

"Precisa me dizer se estiver."

"Você parece distante e agora quer ir para sua casa. Pensei que estivesse tudo bem entre nós", eu digo.

"Você está bravo porque tenho coisas para fazer hoje?" Quando ele diz isso, percebo como estou sendo ridículo e obsessivo. É por isso que estou chateado? Porque ele não vai passar o dia comigo?

"Talvez". Dou risada da minha própria tolice. 

"Só não quero que você se afaste de mim."

"Não estou me afastando… não é essa minha intenção, pelo menos. Sinto muito se você se sentiu assim." Ele pousa a mão na minha coxa. 

"Nada vai mudar, Pac." As palavras dele me acalmam, mas ainda há certa incerteza por trás do meu sorriso.

"Você quer ir comigo?", ele pergunta por fim.

"Não, tudo bem. Preciso estudar um pouco."

"Certo, Pac, você precisa se lembrar de que essa situação é nova para mim. Não estou acostumado a ter que pensar em outras pessoas quando faço planos."

"Eu sei."

"Posso ir ao dormitório quando acabar, ou podemos jantar, alguma coisa assim." Levo a mão ao rosto dele e a desço por seus cabelos despenteados. 

"Tudo bem, de verdade, Mike. Avisa quando terminar e aí decidimos o que fazer." Quando paramos na frente da casa dele, Mike se inclina e me dá um beijo rápido, então sai do carro.

"Mando uma mensagem", ele diz, e sobe a escada daquela maldita casa.


Notas Finais


Bjussss


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