História After - (MITW) - Capítulo 74


Escrita por: ~

Postado
Categorias Alan Ferreira (EDGE), Felipe "Febatista" Batista, Felipe Z. "Felps", João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Lucas "Luba" Feuerschütte, Lucas "T3ddy" Olioti, Matheus Neves "Pk Regular Game", Rafael "CellBit" Lange, Rafael "Guaxinim" Montes, TazerCraft, Thiago Elias "Calango", Zelune
Personagens Alan Ferreira, Felipe "Febatista" Batista, Felps, João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Lucas "LubaTV", Lucas Olioti, Matheus Neves, Mike, Pac, Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange, Rafael "Guaxinim" Montes, Thiago Elias "Calango", Zelune
Tags After, Mike, Mikethelink, Mikhael, Mitw, Pac, Pactw, Tarik
Visualizações 231
Palavras 1.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 74 - 74


Os olhos de Mikhael seguem os meus e se arregalam ao vê-la. Ele pega minha mão, mas eu a afasto e dou um passo à frente. 

"Oi, mã…"

"O que está acontecendo?!", ela grita quando nos aproximamos. Quero encolher e sumir.

"O quê?" Ainda não sei o que ela sabe, então permaneço em silêncio. Quando ela está nervosa, seus cabelos loiros parecem mais claros e grudados em seu rosto perfeitamente carrancudo.

"Onde você está com a cabeça, Tarik? Rafael tem me evitado há duas semanas, mas encontrei a sra. Porter no mercado. E você sabe o que ela disse? Que vocês terminaram! Por que não me contou? Precisei descobrir do jeito mais humilhante!", ela grita.

"Não é nada demais, mãe", eu digo, e ela se assusta. Mikhael fica atrás de mim, mas sinto sua mão nas minhas costas.

"Não é nada demais? Como você ousa…? Vocês estão juntos há anos. Ele é bom com você, Pac. Tem um futuro e vem de uma ótima família!" Ela para e respira um pouco, mas eu não interrompo, sabendo que tem mais a dizer. Ela se endireita e fala com o máximo de calma que consegue. 

"Felizmente, acabei de conversar com ele, que concordou em voltar, apesar do seu comportamento promíscuo." A raiva ferve dentro de mim. 

"Como eu ouso? Não sou obrigado a ficar com Rafael. E o que a família dele tem a ver? Eu não estava feliz, e é só isso que importa. E não acredito que falou com ele sobre isso… Não sou criança!" Passo por ela para abrir a porta. Mikgael me segue e minha mãe vem logo atrás.

"Você não faz ideia de como está sendo ridículo. E agora aparece aqui com… esse… esse… punk! Olhe para ele, Pac! É assim que você se rebela contra mim? Fiz alguma coisa para me odiar?" Mikhael está de pé perto da cômoda com a mandíbula tensa e as mãos enfiadas nos bolsos. Se ela soubesse que o pai dele é o reitor e tem ainda mais dinheiro do que a família do Rafael… Mas não vou contar, porque isso não é importante.

"Não tem nada a ver com você! Por que sempre acha que tudo está relacionado a você?" As lágrimas querem escapar, mas me recuso a permitir que minha mãe consiga me abalar. Odeio chorar quando estou bravo, porque faz com que pareça fraco, mas não consigo controlar.

"Você tem razão, não tem nada a ver comigo… tem a ver com seu futuro! Você tem que pensar nisso, não apenas em como está se sentindo agora. Sei que ele parece divertido e perigoso, mas você não tem futuro nenhum aqui!" Ela aponta para Mikhael. 

"Não com ele… essa aberração!" Quando percebo, estou bem diante do rosto da minha mãe. Mikhael dá um passo à frente e me puxa pelo cotovelo para me afastar dela. 

"Não fala assim dele!", grito. Os olhos da minha mãe estão arregalados e vermelhos. 

"Quem é você? Meu filho nunca falaria comigo desse jeito! Ele nunca jogaria tudo pela janela e seria assim desrespeitoso!" Começo a me sentir culpado, mas é exatamente o que ela quer, e preciso lutar contra isso para defender o que eu quero. 

"Não estou jogando nada pela janela! Meu futuro não está nem em questão aqui. Estou estudando e vou começar um estágio ótimo amanhã! Você está sendo muito egoísta vindo aqui para tentar fazer com que eu me sinta mal por estar feliz. Ele me faz feliz, mãe, e, se não consegue aceitar isso, é melhor ir embora."

"Como é?", ela vocifera, mas a verdade é que estou tão surpreso com o que acabei de dizer quanto ela. 

"Você vai se arrepender disso, Tarik! Nunca achei que me daria tamanho desgosto!" O quarto começa a girar. Não estava preparado para entrar numa guerra com minha mãe, não hoje, pelo menos. Sabia que seria uma questão de tempo até que descobrisse tudo, mas não pensei que seria agora.

"Sabia que havia alguma coisa acontecendo desde a primeira vez que vi esse garoto aqui. Só não pensei que você abriria as pernas tão depressa!" Mike se coloca entre nós. 

"Você está levando isso longe demais", ele avisa com um olhar intenso. Talvez ele seja a única pessoa capaz de pôr minha mãe para correr.

"Fica fora disso!", ela diz, cruzando os braços de novo. 

"Se continuar a ver esse garoto, nossas relações estão cortadas, e duvido que consiga pagar a faculdade sozinho. Só este quarto me custou uma fortuna!", ela grita. Fico abismado por ela chegar a esse ponto. 

"Está ameaçando meus estudos porque não aprova o cara que eu amo?"

"Ama?" Ela ri. 

"Ah, Tarik, como você é ingênuo. Você não faz ideia do
que é o amor." Ela ri, emitindo um som que mais parece a risada de um louco. 

"E você acha que ele ama você?"

"Eu amo, sim", Mike interrompe.

"Claro que ama!" Ela joga a cabeça para trás.

"Mãe."

"Tarik, estou avisando: se continuar se encontrando com ele, haverá consequências. Vou embora agora, mas espero um telefonema quando estiver de cabeça fria." Ela sai batendo os pés, e seus passos ecoam no corredor.

"Desculpa, de verdade" , digo a Mikhael.

"Não precisa se desculpar." Ele segura meu rosto com as mãos. 

"Estou orgulhoso do jeito como se posicionou." Ele beija meu nariz. Olho ao redor e me pergunto como as coisas chegaram a esse ponto. Eu me encosto no peito de Mikhael e ele me abraça, massageando os músculos tensos do meu pescoço.

"Não acredito que ela fez isso, não acredito que agiu assim e ameaçou não pagar minha faculdade. E ela nem paga tudo, tenho uma bolsa e consegui um financiamento estudantil. Minha mãe só paga vinte por cento, o mais pesado é o quarto. Mas e se ela parar de pagar? Vou precisar de outro emprego além do estágio." Começo a chorar. Mikhael leva a mão à minha nuca e direciona minha cabeça para baixo, para que eu chore em seu peito.

"Shh… shh… está tudo bem, vamos dar um jeito. Você pode ir morar comigo" , ele diz. Dou risada e seco os olhos. 

"É sério. Ou então podemos alugar um apartamento fora do campus. Tenho dinheiro." Olho para ele. 

"Você não pode estar falando sério."

"Estou."

"Não podemos morar juntos." Dou risada e fungo.

"Por que não?"

"Porque nos conhecemos há poucos meses, e a maior parte do tempo passamos brigando" , eu lembro.

"Conseguimos nos dar muito bem este fim de semana." Ele sorri e nós dois começamos a rir.

"Você é maluco. Não vou morar com você", digo, e ele me abraça de novo.

"Pensei nisso… Quero sair da fraternidade de qualquer jeito. Eu não me encaixo ali, se você ainda não percebeu", ele diz e ri. É verdade. O pequeno grupo de amigos dele são as únicas pessoas nas festas que não usam camisa polo e calça cáqui todo dia. 

"Entrei para irritar meu pai, mas não deu tão certo quanto eu esperava."

"Você poderia ter alugado um apartamento, se não gosta da casa", digo. De jeito nenhum vou morar com ele em tão pouco tempo.

"Sim, mas não seria tão divertido." Mikhael abre um sorriso e ergue as sobrancelhas para mim.

"Nós nos divertimos lá", eu provoco. Ele sorri ainda mais, então leva as duas mãos à minha bunda e aperta.

"Mike!", eu o repreendo, de brincadeira. A porta se abre e eu seguro a respiração. Penso na cara furiosa da minha mãe e sinto medo de que tenha voltado para o segundo round. Fico aliviado ao ver Cellbit e Tayr entrando no quarto.

"Acho que perdi algo importante. Sua mãe acabou de mostrar o dedo do meio para mim no estacionamento", Cellbit diz, e não consigo controlar o riso.


Notas Finais


Bjussss


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...