História After all, I love you - NAMJIN - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Álcool, Bissexualidade, Hobi, Homossexualidade, Hoseok, Jimin, Jin, Jungkook, Lemon, Minseok, Namjin, Namjoon, Problemas, Rapjin, Rapmonster, Seokjin, Sexogay, Suga, Sugahobi, Tae, Taehyung, Taekook, Taetae, Vkook, Xiumin, Yoongi, Yoonseok
Exibições 83
Palavras 5.371
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Festa, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OOOOEEEEEEEE VOLTAYYY, galero, parabéns para a Gabriele, ela tá de aniversário hoje! E parabéns para a Brunenha, ela estará de aniversário dia 3! PARABÉNS MINHAS LINDAS! *lê joga confete* <3

Capítulo 17 - Juntos? É, nem tanto


Fanfic / Fanfiction After all, I love you - NAMJIN - Capítulo 17 - Juntos? É, nem tanto

Hoseok estava me olhando: deixe-me entrar.

Primeira reação que tive foi fechar os olhos e fingir que nada daquilo estava acontecendo. Ele não tem como entrar, a janela está trancada. Mas eu sabia que ele não sairia dali e eu seria um bebezão de ficar fugindo do inevitável.

Levantei-me e fui até a janela, olhei no fundo de seus olhos enquanto eu colocava a mão para destrancar a janela.

Seus olhos estavam meio desiludidos, mas talvez feliz por eu estar abrindo a janela.

– O que você está fazendo aqui? – Cochichei deixando-o entrar.

– Vim te ver. – Disse ele.

– Isso eu já sei. – Falei.

Ele olhou para mim depois de ter se endireitado.

– Pare de ser assim, eu sei que você não é assim. Eu sei que eu fui, que eu sou – ele se corrigiu. – um idiota. Mas Yoongi... – Ele pareceu tomar coragem. – Eu amo você.

Seja forte.

– Eu sei que você é um idiota. – Concordei.

– Eu também sei, mas eu não quero ficar longe de você e está ficando difícil ver você me tratando assim...

– Você não merece menos. Olha o que você faz! Você fica comigo e depois finge que nada aconteceu, vai lá e fica com uma qualquer só para dizer "eu como boceta, me dêem os parabéns!"

– Pare de gritar, você vai acordar a casa toda. – Falou ele baixinho.

– Foda-se, porra! O que você quer aqui? Se era só me ver, você já o fez, agora vá embora. – Falei empurrando seu ombro para ele sair.

– Não vou embora, pare. Vim aqui dizer que eu te amo e você faz isso?

Eu estava mal por dentro por ele finalmente ter dito que me ama e eu ter de o tratar assim, mas ele fez por merecer e eu não quero pegar leve aos 45 do segundo tempo.

– Faço, e faço mais, vá embora. – Falei.

– Não vou, pare de me empurrar. – Disse ele se virando para mim, segurando meus braços. Quase fraquejei. – Amo você. – Falou olhando nos meus olhos.

Desviei o olhar por alguns instantes.

– O que você quer? Um prêmio? Pare de falar isso. Diga que vai mudar, mas que de fato quer mudar.

– O que você quer que eu faça exatamente, Yoongi?

– Que você me assuma. Falar que ama é fácil.

– Falar que ama outro cara é difícil. Yoongi, você não conhece minha família. Eu dizer que amo já é difícil até para um menina, imagine para o mesmo sexo que o meu, sendo meus familiares do jeito que são?

Comecei a me sentir culpado.

– Eu sou o errado? – Perguntei.

Não foi uma pergunta "você está querendo dizer que eu sou o errado, idiota?!", Foi mais uma pergunta "eu sou o errado por estar te pressionando? Eu não queria isso... Não assim..."

– Não tiro sua razão, Yoongi. – Disse ele. – E se eu vim aqui, sabia que você iria querer algo do tipo.

Não sabia se isso seria bom ou ruim. Mas ele disse que me ama, isso seria um sim?

– Isso é um sim? – Perguntei meio confuso.

Ele assentiu meu hesitante.

– Sim, é um sim. – Falou com convicção, mas eu via sua hesitação.

Coloquei minhas mãos em sua cintura de leve.

Senti meus olhos marejarem e logo eu estava chorando muito de cabeça baixa.

Hobi tirou as mãos de meus braços e me abraçou. Chorei em seu peito.

– Você deveria estar feliz, eu imaginei essa cena com você pulando de alegria. – Disse Hobi e sorriu fraco. – Não chorando, meu amor.

– Eu estou chorando de felicidade. – Disse eu. As palavras saíram abafadas, porque falei contra seu peito.

Ele passou a mão por meus fios e sorriu fraco mais uma vez.

O soltei, apesar de querer ficar ali.

– Você tem certeza disso? – Perguntei.

Ele suspirou.

– Estou pronto para enfrentar isso se você estiver. Você é meu porto seguro.  – Falou.

– Eu estou. – Disse eu.

– Então eu estou. – E ele abriu aquele sorriso que eu amo, o sorriso dele.

Sorri de volta.

Hobi se aproximou e selou nossos lábios. Me perdi neles por algum tempo. Eu tinha um friozinho na barriga, como se fôssemos fugir em uma aventura a fora, e fosse uma puta loucura. Mas eu apenas estava sendo amado e beijado pelo cara que eu amo.

Acho que ele está disposto a mudar.

* * *

Jin


Um beijo? Xiumin pirou?

– Xiumin, você...

Ele começou a rir.

– Estou brincando. – Disse ele rindo muito. Aquelas risadas de doer a barriga. – Você tinha que ver sua cara.

As pessoas passavam por nós e ficavam olhando Xiumin gritando.

– Idiota! – Disse eu sério. – Droga! Você não sabe que isso doeu em mim?!

– Como assim doeu? – Disse ele retomando sua pose de cavalheiro ao meu lado ainda rindo um pouco.

– Eu não quero ter de te dar um fora, Minseok. Você ficaria sentido comigo e eu não quero você fora da minha vida, nem agora e nem depois. – Falei olhando para a estrada, esperando o motorista dele aparecer.

– Ah, desculpe, não foi minha intenção. – Desculpou-se. – Foi mal mesmo. – Aconteceu uma pausa. – Você não me deve nada, foi um prazer te pagar todas essas coisas.

– Obrigado, eu acho. – Disse eu sem olhar para ele.

– Ah, Jin, fale sério, não fique assim comigo. Foi só uma brincadeira.

– Você tem de saber a hora de brincar, a vida não é uma brincadeira. – Olhei para ele. – Eu adoro, adoro muito suas brincadeiras, mesmo. Mas não faça brincadeiras assim. Eu não me imagino sem você mais, e eu teria de me imaginar sem a partir do momento que eu dissesse "não, não posso te beijar, Xiumin" e ir embora. Não faça esse tipo de brincadeira.

– Tudo bem, desculpe. Fiz sem pensar, não pensei que seria ruim assim. – Disse ele, parecia triste.

– Tudo bem. – Sorri e abri os braços para ele.

Xiumin sorriu fraco e me abraçou.

Seu motorista chegou e Xiumin abriu a porta para mim:

– Madames primeiro. – Sorriu ele.

– Idiota! – E eu ri entrando no carro.

Parece uma brincadeira homofóbica, mas Xiumin é do clube (risos), então está valendo.

Xiumin bateu a porta, deu a volta no carro e entrou do outro lado.

Espero que ele não tenha guardado ressentimento e que não pare com as brincadeiras, como ele aparenta estar.

As vezes, o ser humano finge para se sentir melhor. Espero que não seja fingimento.

Xiumin não aprecia estar fingindo – ou está e está encenando bem, ainda não sei. – e está rindo e conversando sobre as coisas descontraído, não parece estar forçando ou querendo fingir estar bem.

Se bem que seus pais são babacas – ok, eu sei, não conheço eles, mas Xiumin tem mágoa –, talvez ele tenha aprendido a fingir estar bem e agora esteja usando sua prática.

Ah, não sei, não sei. Difícil dizer.

Xiumin continuou assim por todo o trajeto até minha humilde casa. Ele falava com o motorista quando chegamos, que nem percebeu até eu agradecer e abrir a porta.

– Espere. – Disse ele para mim.

Fiquei confuso.

– Espere o que? – Perguntei.

– Vou levar você até a porta. – Disse ele como se fosse óbvio.

– Não é necessário...

– Você está me renegando? – Ele ergueu uma de suas sombrancelhas.

Sorri, ele fica engraçado assim.

– Não – Disse eu balançando a cabeça em negativa. –, apenas é desnecessário.

– Que tipo de cara eu seria se te levasse para jantar e te largasse na frente de casa? Tenho de te levar até lá dentro, saber que você está sã e salvo. – Disse ele.

– Você é sempre assim? – Perguntei.

– Assim?

– Cavalheiro. – Respondi.

Ele sorriu bobo. Eu levantei o ego dele. Todos temos egos que precisam ser levantados de vez enquando.

Ele não ficou igual um idiota se sentindo, ele apenas sorriu olhando para sua perna como se fosse um elogio – o que é.

Ele ergueu seus olhos e disse:

– Você que tem de me dizer isso.

– Hm, eu acho. – Disse eu.

– Se você disse está dito. – Eu sorri e ele me devolveu. – Vamos, se não vamos nos atrasar e sua mãe não vai mais deixar você sair comigo.

– Hm, então terão outras vezes? Já quero. – Ri.

– Se você quiser terão sim. – Ele sorriu e abriu a porta dele.

Saí do carro e ele veio ao meu lado.

– Quer traçar nossos braços mais um vez? – Perguntou.

Seria chato dizer não.

– Pode ser. – E entrelacei.

Fomos até minha porta e bati nela, eu não havia pego minhas chaves.

Mamãe abriu. Ela olhou à cena e depois sorriu, como quem disfarça fingindo não ver.

– Bem na hora. – Falou ela. – Obrigada.

– Não precisa agradecer, senhora. – Disse Xiumin.

– Não me chame de senhora, ninguém me chama assim. Tsugumi, me chame de Tsugumi.

– Eu esqueço, desculpe. – Falou Xiumin.

– Tudo bem. – Ela sorriu.

Soltei Xiumin e o dei um abraço, agradeci e ele se foi. Entrei.

– O que foi isso, Jin?

– O que? Eu fiz algo errado? – Perguntei tentando lembrar de algum "passo fora" que eu tenha dado.

– Você gosta de Xiumin ou Namjoon?

– Namjoon...

– Mesmo?

– É. – Minha garganta quase fez parecer mentira. Quase vacilei.

– Então por que estavam de braços entrelaçados? Se Namjoon visse, ele ficaria bravo. – Alertou.

Nunca imaginei minha mãe me dando conselhos sobre namorados. Namorados.

– Tenho certeza de que ele não se importa. – Falei.

Ela soltou o ar meio que bruscamente.

– Você que sabe. – Falou por fim.

– Ele te deixou um presente lá em cima. – Avisou meu pai, da sala.

– Presente? – Perguntei. Meu coração disparou.

O que seria?

– Que tal você ir lá ver? – Ela sorriu empolgada.

Isso só me fez ficar mais curioso.

– Vocês brigaram? – Questionou ela, me olhando com a testa franzida.

– Por que diz isso?

– Flores normalmente são quando você quer se desculpar por algo. – Falou.

Ah, então são flores. Nunca pensei que alguém algum dia me mandaria flores. Não vou negar, quero subir e observar minhas flores.

– Mentira. – Alegou meu pai aparecendo. – Eu sempre mandava flores para você.

Ela ri: mentira!

– Não mesmo. Só quando brincávamos, e olhe lá. – Disse rindo.

Meu pai deu um riso também.

– Eu já mandei até no seu serviço! – Afirmou ele.

– Tínhamos brigado por você ter se atrasado para irmos pagar as contas. Eu tinha horário marcado com a manicure logo depois. – Rebateu ela.

– Me ajude. – Ele cochichou para mim.

Me obriguei a rir.

– Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher. – Levantei as mãos, como alguém que foi pego com drogas. Logo abaixei.

– Assim ficou difícil para você. – Disse minha mãe se referindo ao meu pai.

– Obrigado, Jin. – Falou irônico.

– Não tem de quê. – Respondi.

Ele sorriu com o canto da boca, simplesmente o seu sorriso pelo qual acho que minha mãe se apaixonou.

Toda vez que ele sorri assim, minha mãe o olha de um jeito diferente. Me pergunto se faço isso com Namjoon.

– Se me permitem subir para ver o que é...

– Vá, vá. – Disse minha mãe pegando o punho de meu pai, o levando para a sala.

Subi as escadas.

Prefiro não pensar no que eles vão fazer no MEU SOFÁ. Ok, não é meu, mas eu sento lá.

Sorri disso, mas sério, não há como não pensar.

Tomara que sejam só alguns beijos.

Sinto náuseas agora. Droga mente, você sempre me sacaneando.

Abri a porta e achei meu presente de cara. Senti mais náusea.

Um vaso de flores em meu criado mudo. São rosas vermelhas. Dizem ser a cor do amor.

Elas são lindas. Delicadas e bonitas, assim como tem seus espinhos. 

Não quero pensar quando elas se despedaçarem.

Fechei a porta e me aproximei do vaso, meu coração disparado.

Me peguei sorrindo enquanto olhava as flores.

Não havia um cartão, nem nada visível.

Senti o seu cheiro e algo espetou meu nariz de leve. Há uma carta ali no meio das flores escondido.

Cuidei para não me espetar com os espinhos e nem rasgar a carta com eles.

Olhei o envelope na frente e atrás. Nada escrito.

Abri o envelope. Sou curioso.

* * *

Yoongi


Ele está disposto a mudar!

Ele até está mais sereno, não sei se é por estar em uma situação nova e quem sabe bem complicada, mas está.

Estamos deitados, ele embaixo e eu com a cabeça em seu peito.

Ele mexia no caracol de minha orelha com o indicador e o polegar. Dedos macios e adoráveis – acho que é uma palavra boa para se usar.

– Hobi, por que você fazia isso? – Perguntei à ele.

– O que?

– Nos maltratava.

– Eu maltratava o Jin, não você. Não diga "nos maltratava" porque eu sempre amei você.

– Você acha que aparecer com uma qualquer e beijar ela na minha frente não era me maltratar? – Perguntei.

– Eu nunca pensei que isso fosse sério, mas quando você começou a me ignorar eu percebi que eu sempre amei você. Eu nunca me sentia bem beijando elas, mas não sabia exatamente o porquê disso. – Contou. – Quando você começou a me tratar assim, eu comecei a me sentir meio mal e tudo mais. Minha cabeça girava entorno do que você talvez pensava e do que eu realmente pensava. Descobri, ou talvez melhor dizendo, eu percebi, que amo você.

Isso realmente é uma coisa fofa e linda para se dizer. Ele deve ter sentido meu coração disparar. Minhas bochechas esquentaram e tenho quase certeza que estou corado. Sorri bobo.

– Também amo você. – Me inclinei e o beijei.

Ele pode ter dúvidas sobre tudo na sua vida, mas eu não sentia essa dúvida em seus lábios, ou até mesmo quando ele me olhava e dizia me amar.

Talvez eu esteja sonhando. Se for assim, quero acordar logo. Não quero ter de ir mais longe e acordar, e ter de ver que tudo isso foi um sonho.

– Ok, deixe eu continuar... – Falou ele e me deitei novamente em seu peito. Eu ouvia suas batidas (tum-tum, tum-tum) lentas, e parecia uma cansão.

Talvez eu esteja apaixonado. Talvez muito apaixonado.

– Eu implicava com Jin por eu sentir inveja dele. Ele sempre foi focado e determinado, queria ser assim. Eu o xingava o colocando para baixo, como se aquilo fosse me fazer melhor e superior. – Disse ele. – Como você pode gostar de um cara assim, amor?

Meu coração dispara sempre que ele me chama assim. Me derreto todo.

– Você tem suas qualidades, você sabe disso. – Falei. – Mas agora você está disposto a mudar com ele, certo?

Ele assentiu.

– Estou. Estou sim. – Falou.

Apoiei-me sobre meu cotovelo e o fitei.

– Amo você, Jung Hoseok.

– Também amo você, Min Yoongi. – Respondeu.

Hoseok colocou suas mãos em minhas costas e foi descendo. Arrepiei-me.

Sorri de canto, malicioso.

Ele me devolveu o sorriso.

Senti calor, precisava ser apagado. Ou quem sabe, aumentado.

Comecei beijando ele e ele mordendo meus lábios vez ou outra, me deixando com mais vontade.

Vontade de o ter, saber que ele é meu, e que gosta de mim.

– Amor, você quer fazer isso? Você se sente seguro? – Perguntei, antes de seguirmos.

Ele está em um momento delicado, assim como eu. Mas eu precisava saber se ele está decidido disso, se ele quer de fato esse mundo. O mundo no qual somos vistos de outra forma.

Agora não é uma transa qualquer, é uma transa com ele querendo me assumir, talvez seja difícil. Talvez seja muito difícil.

– Quero, Yoongi. Você é minha única certeza no meio dessa neblina. – Disse ele olhando em meus olhos, se sentando.

Ele me beijou novamente, com a mão em minha nuca me colocando sempre mais contra a boca dele.

As vezes batíamos os dentes e eu sorria. Ele sorria do meu sorriso e mordia minha boca, como se quisesse que meus lábios fossem dele, fossem propriedade dele.

Tiramos a roupa entre um beijo e outro, e coloquei minha mão esquerda em seu membro, que estava ereto.

– Deita aí. – Falei.

– Mandão assim? – Ele sorriu malicioso.

– Porra, deite logo. – Sei que ele gosta disso.

Ele deitou e segurei seu membro de leve. Lambi o início e logo estava em toda minha boca.

Eu ouvi Hobi gemer baixinho e se contorcer de leve, ele colocou sua mão em minha cabeça e me empurrava cada vez mais contra seu membro. Sobe e desce.

– Quero estar dentro de você. – Disse ele entre uma gemida e outra.

Eu estava ereto.

Ele colocou seus três dedos em minha boca e eu os lambi, como se fossem seu pênis. Logo, ele os colocou em minha nádega.

Fiquei de quadro na cama e senti ele me preencher e vir para frente e para trás.

Tudo era silencioso. Eu disse uma vez para ele que minha irmã dormia no quarto ao lado e não é nada legal ouvir esse tipo de coisa. Mesmo ela ainda não sabendo de nada. Ainda mais por ela não saber de nada!

De repente, ele começou a ir devagar. Para frente, para trás. Ele ia devagar.

– Aah, vai com isso. – Murmurei.

– Amo seu jeito mandão. – Comentou, e começou a fazer o que eu disse.

Ele saiu de dentro de mim e me virei para ele.

Era nosso momento.

Ele se sentou e fui preenchido novamente.

Fui devagar, como antes.

Ficamos assim por um tempinho, e logo estávamos entregues ao ápice.

Ele me beijou no pescoço.

– Foi bom para você? – Perguntou.

– Tudo é maravilhoso com você. – Falei.

Selamos nossos lábios.



 

Ouvi o barulho do despertador da minha irmã.

Levei um susto e comecei a sacudir Hobi, que dormia.

– Acorda! – Quase gritei. – Já é de manhã! Acorde.

Ele despertou e arregalou os olhos.

  – Droga. – Praguejou se levantando e colocando suas roupas. – Eu não podia ter dormido aqui. Mas eu não me arrependo. – Ele piscou o olho para mim e sorriu.

Pisquei de volta para ele.

Levantei e enfiei a parte de cima do pijama e minha cueca.

Ele me deu um beijo forte, aqueles que doem a boca, mas são maravilhosos, sabe? Abriu a janela, olhou para ver se tinha alguém olhando ou alguém na janela, na rua. Não vimos ninguém.

Ele saiu, me deu uma última olhadela e fechei a janela.

Me sentei na cama e respirei.

Que noite.

Sorri e me escondi nas mãos.

* * *

Na noite passada

Jin


"Espero que você leia isso, Jin. Espero que você compreenda e quem sabe, me perdoe."

Dizia logo na primeira linha. Meus olhos marejaram só de pensar em Namjoon me traindo. Eu deveria continuar lendo?

"Como eu havia dito, eu estava na sala. Eu via minha série favorita americana: FriendsQuando ouvi alguém bater na porta. Achei estranho, já que era tarde de mais para ser algum amigo ou amiga de minha mãe. Muito menos um amigo de meu pai, ele não tem amigos, ao que parece. 
Levantei e fui abrir a porta. Era Yuka. Ela chorava muito..."

Tirei meus tênis e seitei-me na cama. Dei uma última olhada nas flores.

Porque ele está pedindo "desculpa" – as flores. – se ele não fez nada, ao que ele diz?

Voltei meus olhos à carta.

"Ela chorava muito, sua maquiagem toda borrada, e parecia desesperada. 
Perguntei à ela o que tinha acontecido. Ela disse soluçando que sua mãe havia descoberto. 
"Descoberto o que?" Perguntei. 
"Que sou... Sou... Lésbica." Ela disse chorando. 
Perguntei à ela por que ela estava ali e ela disse que precisava de alguém, de alguém real. Que precisava de consolo e não importava de quem fosse. 
" Minha mãe me expulsou e me bateu, Nam." Ela disse. " E preciso de alguém, por favor, deixe eu entrar..."
Achei muito esquisito, mas disse para ela entrar. Quem me chama de Nam? Apenas você e olhe lá. Eu nem conheço essa garota. Fechei a porta e sentei ela no sofá.
Ela contou toda "a história" e chorava muito. Ela dizia que sua mãe foi rude nas palavras e que ela não poderia dormir em casa, porque sua mãe havia a colocado para fora. Ela não queria morar na minha casa, ela queria dormir apenas hoje.
Fiquei confuso. Primeira pessoa que pensei foi em você, que você não iria gostar nada disso, de maneira alguma. Depois pensei em meus pais, eles não se importariam, mas na mesma cama seria ruim. Ainda mais que estamos. Estavamos juntos e eu sei. Sabia.

Namjoon escreveu como se ainda estivéssemos juntos, mas acho que ele percebeu e corrigiu.

Meu coração doeu. Meus olhos não aguentaram, nem a dor na minha garganta.

Espere o resto, Seokjin, você não sabe o que vem por aí.

"Então eu pensei em deixa-la dormir em minha cama e eu iria dormir ali na sala mesmo. 
Subi com ela e minha cama já estava arrumada.
Ela pediu um copo d'água. 
"Você me fez subir para descer? Nossa, obrigado." Pensei em dizer à ela, mas apenas desci e peguei o copo com água.
"A história se repete." Lembro que pensei. 
Só que a diferença é que com ela eu não quero e nem queria nada. Com você eu quero tudo, Seokjin. "

Sorri.

Então entristeci novamente. Olhei para o vaso em minha frente. Namjoon gosta mesmo de mim?

Algumas lágrimas escorreram. "Com você eu quero tudo, Seokjin."

" Subi e dei o copo com água.
"Você se importa de eu ir ao banheiro?" Perguntei a ela.
Ela negou. Ela segurava o copo, mas não tomou.
Entrei no banheiro e mijei. 
Quando saí, o copo estava no criado mudo, e ela estava embaixo das cobertas, virada de costas para mim.
Me sentei na cama e olhei o copo. Ele parecia intocado então tomei um gole. Sério, não sei por que fiz isso.
Depois me virei para Yuka e coloquei minha mão em seu ombro.
"Está tudo bem?" Perguntei. Ela não teve reação, pensei que estaria dormindo, não sei.
Levantei e fui pegar algumas cobertas, depois fui escovar os dentes e me senti meio esquisito. Terminei e voltei ao quarto.
Comecei a me sentir fraco e molengo. 
Me deitei ao lado de Yuka, não queria cair pelo quarto. 
Eu estava assustado, eu não sabia o que era, nunca fiquei com sono assim e tão de repente. 
Fechei os olhos e estava quase dormindo quando senti Yuka se mexer e ficar quieta, parecia me olhar.
"Nossa, Namjoon, tão fácil assim? Ele ficará feliz." 
As palavras ficaram embaralhadas e não sei se ouvi errado ou sei lá, mas sei que depois disso apaguei.
Depois de um tempo acordei com você berrando, perguntando "que merda é essa?!" 
Eu ainda estava meio zonzo e com dor de cabeça. 
Me levantei no pulo e de início não entendi o porquê que você estava gritando, aí lembrei de Yuka.
Você chorava e minha mente estava confusa.
"O que você fez?!" Gritei para ela."

Eu chorava ao lembrar dessa cena, a dor que foi e que ainda dói um pouco em mim.

"Ela estava com as mãos atrás do corpo e escorada nelas. Parecia bem de mais para alguém que não fez nada. 
"Não é nada disso, Jin." 
Pulando essa parte, para: logo depois que você saiu correndo. 
Eu ia atrás de você mesmo de pé descalço. 
Meu pai me impediu.
Ele queria explicações. Explicações que não queria dar.
Minha mãe perguntou quem era aquela garota.
Àquela altura eu já estava expulsado Yuka de minha cama e mandando ela embora. Ela me lançou um sorriso do tipo "meu trabalho está feito." Um sorriso maldoso. 
"Vá embora, agora!" Eu a expulsava. "Sua maluca! Você tem problemas?!"
Ela saiu pela porta de meu quarto e olhei em volta para ver se ela não tinha deixado nada ali, ou alguma coisa assim. 
Ela deixou aquele copo maldito para trás, obviamente.
Meus pais ainda estavam na porta e queriam algum tipo de explicação.
"Espere, eu transei com Yuka?" Pensei. 
Eu tinha essa impressão, mas não lembrava disso, e ainda não lembro disso ter acontecido.
Olhei para minha cama, tinha de ter marca de algo, sei lá, alguma mancha, alguma coisa, qualquer coisa. 
Olhei e as cobertas não estavam nem bagunçadas, só estavam desajeitadas onde deitamos.
Mas Jin, eu, pelo amor de Deus, jamais trairia você. Eu não seria capaz nem sob efeito de drogas, Jin. Você pode duvidar de tudo, menos do meu amor. Você pode achar isso aqui a porra de uma asneira, mas tente acreditar. Por mim, pelo nosso amor.

Eu disse para meu pai que ela veio aqui chorando, pedindo ajuda. Que ela iria dormir na minha cama e eu lá embaixo, só que senti muito sono e preferi deitar ao seu lado mesmo.
Ele não interrogou, nem nada. Apenas deu um risinho de canto de boca. Ainda não entendi o sentido do riso. Ele se retirou e minha mãe ficou me olhando: eu não acredito nisso, me conte a verdade.
Meu pai a chamou e ela fez um sinal de "depois" com as mãos e eu concordei. 
Ela fechou a porta.
Acho que meu pai acredita que transei com Yuka e minha mãe pensou a mesma coisa pelo jeito que falei. Por isso ela devia estar me olhando daquele jeito.
Jin, ela sabe de nós dois. Contei a ela quando você ainda estava lá em casa, aquele dia que você estava "mal", com o olho roxo, que você subiu e eu fiquei com ela. Foi ela que me incentivou a cozinhar para você.

Sei que você deve ter sofrido muito naquela noite... Depois que ouvi meu pai roncar, eu fui atrás de você pelas ruas, fui até na sua casa. Joguei pedrinhas na janela, mas não tinha sinal de vida. Me senti a pior pessoa do mundo por ter me deixado cair tão fácil, por ter bebido aquela água tão fácil assim.

Eu sei que sou um idiota, Jin. Mas é esse idiota que te ama e que quer você a todo o custo. Amo você muito, e não aceito que tudo termine assim por uma vingancinha idiota de Hoseok. Tente ver: quem seria o "ele"? E porque até agora ele não aprontou alguma coisa para você ou para mim? Se você não acredita nas minhas palavras, vamos ao hospital. Eu passo aí amanhã. Vou fazer o exame amanhã de manhã. 
Exame de urina.

Amo você, Seokjin. Não desista de mim, dê uma chance ao "nós". Ainda vou fazer você muito feliz. Ainda quero te fazer muito feliz e te amar até seu último suspiro, se você me permitir. E não tem essa de outro te fazer feliz. Eu quero poder fazer isso, e fazer com todo o prazer do mundo só de ver os seus olhos felizes, seu sorriso lindo e tão branco... Quero poder continuar te amando e tendo você. Pense em tudo o que escrevi e... Não desista de tudo assim... Não vou fraquejar e deixar isso ficar assim. Ficar assim por algo nem se quer eu fiz.

Vou conseguir reconquistar o seu amor antes mesmo destas flores murcharem e suas pétalas caírem. Cuide delas, cuide do nosso amor.

Amo, amo, amo, amo e amo, Você, Kim Seokjin.

Ps: Kim Namjoon."

Guardei a 4ª folha de escrita dele dentro do envelope e o abracei, sorrindo. Não sei porquê fiz isso, mas fiz.

Olhei minhas flores.

Deixei o envelope de lado e peguei meu celular. Fitei a luz brilhante que vinha dele.

Devo ligar?

 

Meu celular despertava. Esfreguei os olhos.

É hoje que Namjoon vai fazer o exame. 

Olhei para minhas flores. Ontem a noite troquei a água delas.

Estou cuidando delas, Namjoon, estou cuidando. Espero que você consiga provar tudo isso, suas palavras fazem sentido. Mas eu não perdoaria alguém que me traiu, por algumas palavras bonitas. Não é assim que funciona.

Guardei as cartas dele na minha gaveta de meias, bem no fundo. Espero que minha mãe não as ache.

Alguém está batendo em minha porta.

– Já está acordado, Jin? – Era a voz de minha mãe.

– Já. – Minha voz saiu tipo: "estou morrendo com a jugular cortada."

  – Ok, filho. Levante e tome seu banho. Estou te esperando com um café fresquinho. 

Isso me fez saltar da cama.

Peguei uma roupa e fui em direção ao banheiro. 

Cruzei com meu pai.

  – Bom dia. – Disse ele.

 – Bom dia. – Respondi e entrei no banheiro.

Tomei meu banho, penteei meus fios e passei creme.

Saí e fui para meu quarto. Guardei meu pijama e arrumei a cama.

Meu celular começou a tocar. Peguei ele e na tela dizia: "Namjoon".

Atender; não atender.

Coloquei meu celular no bolso, peguei minha mochila e desci.

Senti o cheiro de café quando comecei a descer as escadas.

Larguei minha mochila no sofá e fui para cozinha.

Xiumin estava lá mais uma vez. Fui até a mesa e me sentei para tomar café.

Que horas seriam agora? Meu celular ainda não despertou.

Olhei a hora. Estou 40 minutos adiantado.

Estou com um grande ponto de interrogação na testa.

  – Bom dia. – Disse eu. Foi tanto para minha mãe, tanto para Xiumin. – Não quero parecer rude, mas... Por que está aqui, Xiumin? 

Minha mãe se virou para mim, largando o que estava fazendo. Ela me fuzilou com o olhar.

Droga. 

  – Não tem problema, eu vim sem avisar mesmo. Vim te acompanhar para escola. Se quiser que passemos na casa de Yoongi ou do seu outro amigo, já ligue para eles. – Pausa.– Pedi para sua mãe te acordar mais cedo para dar tempo de eu te levar e não chegar atrasado em minha escola, desculpe. Eu nem te avisei... Quando percebi eu já estava aqui.

Assenti.

  – Está tudo bem, vou ligar para eles, para ver. – Pedi licença e levantei-me da mesa.

Liguei para Yoongi primeiro.

 – Alô? – Disse eu.

  – Bom dia, Jin. Tudo bem? 

 – Ah... Sim? – Achei esquisito, Yoongi não me atende assim, só as vezes. – E com você? Bom, Xiumin está aqui e está te oferecendo uma carona, você aceita?

  – Sim, claro. Que horas vocês vão passar aqui? 

 – Vamos sair daqui à cinco minutos, só o tempo de eu tomar café. Tudo bem para você?

  – Ah, sim, sim. Tudo bem.

Desliguei e liguei para Kookie. 

  – Oi? – Ele parecia ter acordado à pouco.

 – Olá, Kookie. Tudo bem?

  – Estou. Aconteceu alguma coisa?! – Ele pareceu preocupado. 

  – Não, não. Está tudo bem, se acalme. Só estou ligando para saber se você quer uma carona de Xiumin, ele ofereceu.

Kookie pareceu respirar fundo. Ele demorou alguns instantes para responder. Ele fazia alguma coisa enquanto pensava.

  – Que hora você vai passar aqui? – Perguntou. 

  – Em dez minutos estou aí. – Falei. 

 – Estou te esperando. – E desligou.

Soltei o ar que eu nem percebi que prendia.

Não é que Kookie não goste de Xiumin, ele apenas pensa que Xiumin talvez queira algo comigo ou vice versa.

Voltei para a cozinha.

Me sentei para tomar meu café. Minha mãe servia outro café em minha outra térmica. Eu tenho duas, porque geralmente eu esqueço uma no meu armário.

  – Mãe... Sabe o que eu estava lembrando...?

Ela se voltou à mim.

 – Fale, querido. 

  – Você conseguiu lembrar de quem era a voz... Aquele dia... – Senti minha garganta fechar.

Não era uma boa hora para perguntar isso, com Xiumin ali. Mas eu não conseguiria ir para escola com isso na cabeça, sabendo que eu podia ter perguntado a ela e não o fiz.

 – Ah, Jin, você ainda está com isso na cabeça? – Assenti e olhei para meu pai. Ele comia e parecia pensar. – Eu sei de quem era. Mas você tem de me prometer não fazer nada com ele. Não procure vingança, você só vai se machucar mais. 

Mas quem seria? Hoseok? Mas seria óbvio de mais. Taehyung? Não... Sarah?! Não, por que Sarah faria isso?

Assenti.

  – Prometo. – Falei.

 – Ok, a voz era do Jimin. – Ela pareceu sentir uma dor ao pronunciar isso. Se eu não estivesse sentado, eu tinha caído para trás.

Minha garganta me sufocou mais que antes, se é que isso é possível.

  – Ji... Ji... Jimin?! O Jimin? Mãe... Não, mãe, você se enganou! O Jimin jamais faria isso!

 – Eu disse que ele reagiria assim... – Falou meu pai.

Ela engoliu em seco.

  – Diga que é mentira, mãe! Diga.

 – Jin, eu não posso afirmar que era ele, mas eu conheço a voz. Ele veio anos aqui em casa, não tem como eu não reconhecer. Jimin só pode não ter disfarçado a voz por que achava que eu pensaria que ele jamais faria isso e  eu o descartaria. Mas Jin, tenho quase certeza de que era ele no telefone aquele dia. Só não tenho certeza por que não o vi me ligando, mas pela voz...

Eu chorava. 

Xiumin me abraçou, mesmo sem entender nada. Conheço o abraço dele.

  – Quem é Jimin? – Perguntou ele.

Minha mãe se aproximou e me abraçou também.

 – Um amigo de infância do Jin. – Respondeu ela me dando um beijo no topo da cabeça.

É, e também meu ex namorado.

 


Notas Finais


PARABÉNS DE NOVO! Espero que tenham gostado amores! Desculpem a demora! Bjus de luz e até o próximo capitulo <3!


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